quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uma grande tareia...


Hoje tive uma lição de squash. Bem, na verdade tive jogo, mas considerando que o meu adversário foi o campeão em título e um dos melhores - se não o melhor - jogador do torneio da CGD, tudo o que tinha a fazer era dar o meu melhor ao mesmo tempo que tentava aprender alguma coisa.

E foi exactamente isso que fiz, nada mais. Ele não deu hipóteses e o resultado mostra bem isso. No segundo set ainda consegui manter um equilíbrio, chegando mesmo a estar a ganhar por 7-6, mas tirando isso limitei-me a andar atrás da bola. E daí vem a parte da tareia. Apesar de saber que não tinha hipóteses de pontuar neste jogo, disputei cada bola como se fosse a última. Ele lá estava, no T, o centro do court, a distribuir jogo, e eu andava a correr feito maluco à procura das bolas, a tentar devolver o máximo que conseguia. Cheguei ao fim do jogo exausto, como se tivesse acabado de correr 10 kms a um ritmo altíssimo. O que é sempre bom e dá, na pior das hipóteses, a sensação de missão cumprida. Se a isso se juntar uma vitória ou, pelo menos, pontos, melhor. Desta vez não deu.

Acho que não joguei mal, apesar de tudo. Ele é que é muito bom, mesmo. O próximo jogo é mais importante, pois será contra o adversário que venci no torneio do ano passado e que, por isso, tenho "obrigação" de voltar a vencer. Veremos como corre.

 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Notícias da prática da natação


Em Novembro inscrevi-me na natação. O objectivo seria praticar desporto e ao mesmo tempo relaxar um bocado.
As aulas têm sido bastante boas. São 45 minutos de trabalho, de prática desportiva mas ao mesmo tempo de grande descontracção. O desafio é fazer cada exercício o melhor possível e cada vez melhor.
A primeira grande aprendizagem é aprender a respirar e sobretudo aprender a coordenar os timings para inspirar e expirar para não engolir água J. “Engolir uns pirolitos” é normal e faz parte do processo de aprendizagem! Nesta componente houve uma grande evolução mas muito mais há a melhorar.
Nestes primeiros meses nadar/deslizar de costas foi a grande dificuldade, aquele “exercício temido”, mas também foi a “principal conquista”.
Tinha logo a sensação que ia engolir boa parte da água da piscina, assim que a professora indicava o exercício de nadar/flutuar de costas. Até que pelo meio em 1 ou 2 aulas a professora não insistiu muito em fazer este tipo de exercício, depois trabalhei esta parte com o auxílio de uma mini-prancha que colocava atrás da cabeça e segurava com os braços e aquilo assim já parecia muito simples e já ia de um lado ao outro da piscina (com a ajuda da mini-prancha, claro).
Até que um dia depois de fazer uns exercícios com a mini-prancha, “larguei” aquilo e lá nadei de costas de um lado ao outro da piscina.
A experiência da natação está a ser fantástica e recomendo vivamente a prática deste desporto.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

GP Atlântico 2013

Hoje foi dia da minha segunda participação no Grande Prémio do Atlântico. Foram 10 Km com alguma areia e muito muito vento... Vá lá que estava sol para aquecer um pouco a temperatura, senão o frio e o vento teriam sido muito difíceis de suportar.

Mas começando do início  Fui para esta prova acompanhado por um dos meus cunhados, que se meteu nestas andanças recentemente. O percurso era o mesmo do ano passado, pelo que aqui não houve surpresas. Já estava à espera da areia, do vento e daquele último quilómetro com 1500 metros. :)

O percurso é fácil, mas a parte que é feita junto à praia foi hoje particularmente complicada. Havia mais areia do que no ano passado, mas foi o vento frio que realmente complicou a corrida. Foram 3 km (julgo eu) em que senti que havia uma força que me puxava para trás e que me deu uma grande tareia até acabar essa parte do percurso. Quanto ao resto, era de facto uma prova fácil, sem grandes inclinações. Acabei com 56m 38s.

Acho que foi um bom treino, sem uma única paragem (até mesmo no abastecimento de água, onde normalmente tenho a tendência para parar, pois normalmente respiro pela boca quando corro), em que me senti bem e tive o cuidado de não esforçar muito. Agora, no fim do dia sinto-me bem, o que indica que soube gerir bem o meu esforço.

É uma prova engraçada, apesar de ser organizada pela lagartagem da Costa da Caparica... lol

Nota para a prestação do meu cunhado que fez a prova toda comigo, até ao quilómetro 8. Após este marco ele decidiu correr que nem um doido e conseguiu chegar 1 min. antes de mim. Fez uma excelente prova para quem está a começar. Hoje, depois de uma noite de apenas 4 horas de descanso, não o consegui acompanhar.

Em 2014 lá estarei novamente!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mais do mesmo...

Ontem tive mais um jogo do campeonato de squash. Mais do mesmo: derrota 0-3 (5-11, 3-11, 5-11).

Continuo a jogar limitado fisicamente, e isso numa modalidade tão física como o squash faz toda a diferença.

Joguei contra um adversário contra o qual deveria pontuar mas, tal como no jogo anterior, resguardei-me para estar o melhor possível (dentro das minhas limitações) para a prova de amanhã. O jogo não teve muita história, apesar de ter tido algumas bolas muito bem disputadas. Segue-se uma interrupção de 2 semanas para depois enfrentar... o campeão em título!

Amanhã há a corrida GP do Atlântico na Costa da Caparica. Mais 10 Km para treinar para o objectivo de Outubro... :)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

10 000!!!


Bolas... não sei o que dizer! Ainda há umas semanas "festejámos" a marca dos 4000 visitantes e já estamos dos 10 mil... A todos muito obrigado pela confiança.

Este blog começou como uma brincadeira de três amigos ao qual já juntámos mais um. É um diário das nossas aventuras desportivas das quais tiramos muito prazer e agora ainda vamos tirando mais prazer deste espaço ao percebermos que já merecemos a confiança de tantos leitores.

Mas queremos conhecer-vos. Tornem-se nossos fãs no Facebook e contem-nos as vossas aventuras também.

Forte abraço para todos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Exemplo de fair-play no atletismo

Ivan Fernández Anaya durante uma prova de corta-mato, em Dezembro passado, em Navarra (Espanha) teve uma atitude de grande fair-play.
Ele era o segundo classificado da prova quando viu Abel Mutai (atleta queniano, medalha de bronze dos 3000m obstáculos nos Jogos Olímpicos em Londres), que liderava com folga, diminuir o ritmo a menos de 20 metros da meta por achar que já havia cruzado a linha de chegada. Ele permaneceu atrás dele, gesticulando para que o queniano compreendesse a situação e, quase empurrando-o levou-o até o fim, deixando-o vencer a prova como iria acontecer se ele não se tivesse enganado.
"Eu não merecia vencer", disse Ivan Fernández ao jornal espanhol El País. "Eu fiz o que tinha que ser feito. Ele era o real vencedor da prova, liderava com folga e eu não tinha condições de vencer. Ele cometeu um erro e, assim que vi isso, eu sabia que não poderia aproveitar-me da situação".


sábado, 16 de fevereiro de 2013

1º ponto! Yeah!!!

Ontem tive mais um jogo do campeonato de squash. Foi contra um adversário que derrotei por 3-0 no ano passado. Este ano tinha como objectivo ganhar, como é óbvio. No entanto, depois de na 4ª feira ter ido jogar à bola e ter esforçado demasiado (não consigo evitar pois não sei jogar futebol de outra forma que não seja dar o máximo) ao ponto de me ter magoado na minha perna esquerda, o resultado não foi o esperado.

Perdi 1-3 (7-11, 6-11, 11-9, 9-11) e perdi bem. Mas foi um jogo esquisito. Ou seja, devia estar triste por ter perdido mas não estou. Fiz o que devia, o que é o mesmo que dizer que resguardei-me fisicamente para não piorar a lesão na perna ao ponto de impedir a preparação da minha corrida do próximo fim de semana.

No primeiro set, entrei a perder 0-7. Percebi imediatamente que pelo menos teria que correr um bocado para tentar pontuar no campeonato, já que à partida não tinha grandes hipóteses de ganhar este jogo. Recuperei até aos 7-9 e depois acabei por perder o set sem voltar a pontuar.

No segundo set, os pontos foram mais ou menos repartidos até ao 6-6, mas depois houve algumas bolas de sorte para o meu adversário, apesar de também eu não ter corrido muito na mesma. No final do set, ele estava quase de rastos, e eu nem suava... Perdi o set e então decidi arriscar um pouco mais no seguinte e, já quente sabia que a dor na perna não me iria incomodar muito.

No terceiro set o meu adversário, moralizado, tentou acabar com o jogo, e num set bem disputado o meu esforço foi recompensado e consegui pontuar. Passado um ano, a evolução dele é evidente em relação ao nosso último jogo. Agora, ele já consegue responder bem a bolas de esquerda (apesar de mais fraco) e muito bem a bolas de direita.

No último set, e depois de ter conseguido pontuar, voltei a não me esforçar muito. Apesar disso, foi bem disputado e perdi o set por 9-11.

Foi um jogo sem sabor para mim. Sabia de antemão que não iria conseguir fazer grande coisa, por isso fiz o que achei que devia fazer para me salvaguardar. Foi claramente uma oportunidade perdida para ganhar um jogo no campeonato. Em circunstâncias normais, acredito que seria esse o resultado.

2ª feira vou correr, espero. :)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Oportunidade perdida

Ao sexto jogo do campeonato de squash, defrontei um adversário que - creio poder dizê-lo - está no meu campeonato. No ano passado perdi 1-3 contra ele, mas foi um jogo renhido, ainda que reconheça que ele era melhor que eu. Desde então creio ter evoluído no jogo e esperava um resultado melhor. Consegui-o, mas podia ter feito um pouco mais.

A história do jogo é simples e divide-se entre os dois primeiros sets e os outros três. Comecei o jogo muito bem, ganhando logo uma vantagem confortável que consegui gerir até ao final do primeiro set. Venci com segurança e sem cometer muitos erros. No segundo set já não foi assim. Venci, é verdade, mas tive de suar por cada ponto e muito por culpa minha, pois tive de fazer três recuperações. Comecei logo a perder 0-4 e fui até 3-4, depois deixei ir até 3-7 e consegui recuperar para 6-7. O pior estava para vir quando deixei o meu adversário ganhar a vantagem de 6-10... Tinha o set por um fio, mas consegui fazer uma bola muito boa que me permitiu conquistar o serviço. Fiz então três serviços com toda a força que tinha e a melhor colocação possível. Resultou e consegui empatar a 10-10. Decidi manter a fórmula nas diferenças e resultou de novo. Foi uma recuperação muito boa, com seis pontos consecutivos, mas o esforço iria custar-me caro.

A partir daqui a história mudou. Nos 3º e 4º sets não tive grandes hipóteses. Não joguei mal, mas não estava a conseguir chegar em condições às bolas e o adversário - que não é tosco - aproveitou isso para fazer uso da forte direita que tem. Porém, à entrada do 5º set estava bem. Comecei bem, mas depois inexplicavelmente deixei-o ganhar uma vantagem de 5-9. Tentei dar tudo por tudo, como tinha feito no 2º set, e consegui recuperar até 8-9, mas depois ele teve dois golpes de sorte. Notoriamente cansado, conseguiu responder a um serviço forte da forma perfeita, ainda que com sorte. É daquelas bolas que não tem resposta. Mas, com o jogo a 8-10, ele continuava de rastos e sem forças, enquanto eu estava bem e confiante. Veio então o segundo golpe de sorte. No serviço para o ponto final a bola furou... Vi logo que tinha acabado de perder o jogo. Precisámos de trocar de bola e voltar a aquece-la durante alguns minutos, o suficiente para ele descansar. Com o serviço na mão e um pouco mais fresco, conseguiu arrumar logo ali a partida. É impossível saber, claro, mas creio que teria ganho o jogo se não fosse isso. Mas acontece. Também já tive sorte nos jogos e não me queixei.

Com cerca de 1/4 do torneio jogado, o balanço é muito positivo. Comparando com os jogos do ano passado, já consegui fazer mais 3 pontos, tendo ganho 4 pontos e apenas perdido um relativamente aos jogos com os mesmos adversários. Mas continuo a precisar de melhorar a minha concentração, pois perder jogos em que se está a ganhar por 2-0 não é admissível. E já me aconteceu duas vezes...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

30ª Edição 20 Km Cascais


                                                    30ª Edição 20 Km Cascais


Como podemos descrever o tempo na manhã do passado dia 10/02 ? …. Basicamente um estado “ não chove …nem deixa ensolarar”!

Era esse o nosso pensamento, no caminho (via marginal) para Cascais. Por companhia, tinha o Eduardo R. e o Filipe P. (este ultimo fazendo parte de uma equipa de atletismo adversária directa….mas em versão salutar!)

“Menos mal”, pensámos nós, quando chegámos ao estacionamento junto ao mercado. “Não levamos chuva!”, mas levámos corta vento e T-shirt térmica, para enganar o frio.

Com um Fevereiro, a dar uma ultima amostra do Inverno, estávamos às 10H em ponto, a passar pelo inicio da prova.

Cerca de 2000 par de pernas decidiram dar o peito ao frio e ao vento, que sabíamos iríamos encontrar lá mais para o meio da prova. Malta bem disposta, algumas matrafonas, um super-homem, mas sobretudo muita malta animada.

Os 5 Km´s iniciais, mais não eram que uma volta à vila de Cascais, com uma subida íngreme pelo meio e uma descida acentuada, que nos levava novamente ao inicio da  partida. Era uma espécie de apresentação à localidade. Nessa altura, ainda havia fôlego para conversa de circunstancia, cumprimentos em forma de passadas compridas, piadas sobre indumentarias de alguns corredores e gracejos  sobre algumas “lebres” que entretanto surgiam no horizonte.

Guardei o meu fôlego para alturas mais exigentes. Já conhecia a prova, devido à minha participação no ano passado. Do que me lembro dela? …uffff…….um começo grandioso a fazer slalom´s entre corredores, mas quando chegámos ao Guincho, passei de Bestial a Besta, valeu-me na altura a companhia do Cristiano (o nosso “Para-Vento” com pernas), que nos abriu caminho até ao Km 13 (como se fossemos uma equipa de ciclismo). Apartir desse Km, ele deixou a cabeça do mini pelotão, que entretanto se formara, desejou boa sorte e ficámos por nossa conta.

Mas nesta edição não tínhamos o Cristiano, portanto tivemos que ser mais inteligentes.

Na passagem da meta, aos 5 Km´s, ultimo vislumbre à bela baía de Cascais. Serena como a manhã.

Entretanto, dou uma olhadela para trás. Já tinha perdido o Eduardo. Fiquei na duvida, se ele teria ficado pelos 5 Km´s (versão mini da prova), já que no caminho para a prova, vinha a dizer que não sabia se iria aguentar os 20 km´s.

Apanhei  embalagem ao Km 6, do Carlos A, com um andamento diabólico. Olhei para o Filipe. Ele deu sinal positivo e lá fomos “na roda dele”. Entre um passo e outro, lá nos foi dizendo que havia uma feijoada à espera dele, lá por casa. Ao km 10, perdemo-lo de vista.

Nessa altura, quando passávamos pela  Dª Analice (ver historia de vida em http://oarrumadinho.clix.pt/2012/10/a-incrivel-e-comovente-historia-de.html ), já estávamos a ficar um pouco fartos do vento. A imagem da baía de Cascais, calma e tranquila, tinha ficado para trás. Agora, era um Atlântico furioso, que nos “decorava” o horizonte.

No Km 12, chegámos finalmente ao retorno da prova. Deixei a praia do Guincho para trás. Mas também o Filipe. Fiquei com a companhia do vento que afinal estava lateral. Frustração!. Pensei que o teria pelas costas, para ajudar nos Km´s que faltavam.

No regresso,  vislumbrei o Eduardo, com a sua passada controlada. Fiquei contente. Afinal não tinha desistido. Óptimo!. Ainda para mais, fazendo a maior parte da prova sozinho. Mostrou também força mental.

O que é certo, é que fiquei mais animado. No ano passado, a fase Km 13 – Km 18, provocou-me um desgaste brutal. Na altura, sem consumo prévio de agua, com vento contra e sozinho, ainda “meti” um gel ao Km 15. Tarde de mais. Foi um “arrastamento” sofrido até à meta. Não consegui apreciar a parte final da prova, já que o ultimo Km é fantástico, com a baía de Cascais a dar-nos os parabéns.

Neste ano não cai no mesmo erro. O vento existia. Era uma variável não controlável. No entanto, na agua, não me armei em “herói”, e por isso, desde o inicio vim a consumir agua, como se “fuel” tratasse.Na companhia, tive sorte de encontrar uma boa parceria e durou até ao Km 18. Passámos juntos a “subida lenta” da Guia, Uma boa ajuda, portanto.

Os últimos 2 Km´s foram, surpreendentemente, agradáveis e suportáveis. Na descida para a meta, com a baía como “pano de fundo”, ainda tive um colega de equipa como companhia. Dizia-se “preso por arames”, mas nos últimos 100 mts, parecia que estava a iniciar a prova. Parecia um foguete!

Felizmente, este ano tudo correu bem. Até o joelho esquerdo se portou à altura do acontecimento. E até deu para tirar 10 minutos à edição do ano anterior (este ano fiquei-me pela 1H44 minutos).


Enquanto esperava, aproveitei para procurar o meu nome na T-shirt deste ano. Passo a explicar. Todos os nomes dos participantes de uma edição desta prova são inscritos na T-shirt oferecida na edição seguinte. Basicamente, a T-shirt oferecida deveria ter o meu nome, devido à participação no ano anterior e …………….lá estava!



Na volta para o carro, ainda procurei pelas “tias”, que estão para Cascais, como os travesseiros para Sintra (não existem segundas intenções nesta frase!!). Não as vi. Se calhar era muito cedo. Se calhar tinham ido para o Carnaval do Algarve.

E assim, tirada a fotografia de grupo, retornámos a casa e a um almoço reconfortante.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Duatlo das Lezírias 2013


Depois da primeira experiência no Duatlo do Jamor, não tive de esperar muito até voltar a aventurar-me numa prova de corrida e bicicleta. O Duatlo das Lezírias chegou passadas apenas duas semanas e, desta vez, sem lama! Há 15 dias, em Oeiras, tinha sido demais e não me estava nada a apetecer levar com barro nas rodas durante 30 quilómetros de BTT. Assim fiquei contente quando, a uma semana as previsões apontavam para largos dias de Sol antes deste Duatlo. E ainda bem.
Para esta prova vinha com algum cuidado, em termos de expectativas. No Jamor ia a apontar para um determinado tempo e depois, fruto das circunstâncias da prova, a coisa não correu conforme o esperado. Assim, desta vez preferir apontar por alto para as 2h15 como tempo alvo. Como estava enganado.

A prova correu-me muito bem desde o tiro de partida. Senti as pernas leves e frescas, pelo que consegui impor um ritmo forte logo ao início. Porém, sem relógio nem indicação de kms ao longo do percurso, não conseguia saber bem a que ritmo ia. Sabia que devia andar na casa dos 5 mins/km, o que já seria muito bom. Enganei-me redondamente. Entrei no parque de transição aos 27 minutos de prova, com uma média impressionante - para mim, claro -  de 4:30 mins/km!
Fiz uma transição rápida para a bicicleta e arranquei a todo o gás. Que bem me sentia. Os primeiros 7 kms de BTT eram uma recta muito longa, num piso praticamente liso que permitia um andamento forte. Consegui fazer uma média de 27 km/h nesses primeiros quilómetros e, mesmo depois de baixar um pouco, fechei a primeira volta de 14,5 kms com 36 minutos. A poucos quilómetros do fim dessa primeira volta tive uma situação que podia ter corrido muito mal. Quando seguia a uma velocidade considerável, a rondar os 25/30 kms/h, ouvi um barulho vindo da roda da frente. Achei estranho e tratei de olhar para tudo na tentativa de perceber o que era. Sem perceber de onde vinha, achei que era ruído apenas da trepidação do solo. Mas não... O barulho continuou numa zona mais lisa e voltei a olhar. Foi aí que reparei no aperto rápido da roda dianteira. Estava virado para baixo, quando o deixo sempre para cima. Isso só podia significar uma coisa, tinha a roda solta. Parei e quando toquei na roda gelei... Estava completamente desapertada e só o peso da bicicleta a estava a manter no encaixe. Bastava um solavanco um pouco mais alto e teria sido queda feia... Tive sorte e serviu de lição para a próxima.
Se a primeira volta da BTT tinha sido tranquila, a segunda já nã o foi fácil. Apareceu o vento que estava de frente na tal recta de 7 kms. O que antes inha parecido uma pista, agora parecia uma subida. A muito custo lá se fez, desta vez numa média entre os 22/24 kms/h. Ainda assim consegui aguentar um bom ritmo e terminei o percurso de BTT com 1h21m20s. Coloquei os sapatos de corrida e fiz-me ao último percurso que pensava ser de três quilómetros.
Nos primeiros 500 metros as pernas não responderam muito bem, estavam um pouco pesadas, mas depois com o habituar da passada a coisa correu muito melhor. Melhor ainda quando percebi que o percurso tinha sido encurtado para apenas dois quilómetros. Consegui puxar bem até ao final e terminei esse segmento em 9m17, com um tempo total de 1h57m39s, quase 20 minutos a menos do que tinha previsto!



Foi uma prova muito boa para mim. Senti-me muito bem fisicamente! Fiz as minhas melhores corridas de sempre com uma média de 4'30''/km e 4'38''/km no primeiro e segundo segmento de atletismo. Nunca tinha corrido tão depressa e, já agora, nunca tinha pedalado em BTT tão depressa, com uma média de 21.4km/h. Só por estes dados já é possível perceber que era difícil ter-me corrido melhor.





Esta foto foi tirada especialmente para o Joel.
Aqui também havia bifanas, pá!
Tens de passar a vir comigo às provas. Eu pedalo, tu comes!




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Target: Rock ‘n’ Roll Lisbon Marathon


Já que estamos numa de traçar objetivos, aqui vai o meu principal objetivo, que até já estava traçado há algum tempo. É muuuuuuuito menos ambicioso que o do Cromo Figueiras, mas é realmente algo que quero fazer.

Comecei a correr em 2011, e fiz a minha primeira meia maratona em setembro de 2012. Correu mal, pois estava mal preparado e arranjei uma chatice desnecessariamente – uma tendinite. Ora, para mim bicicleta é meio de transporte e serve-me apenas para dar umas voltas e como também dificilmente me consigo manter à tona de água numa piscina sem pé (mas consigo! J), o duatlo e o triatlo nunca serão para mim disciplinas a tentar no futuro. Assim sendo, e como o que eu gosto mesmo é de correr, o meu objetivo é o de me tornar maratonista.

4 coisas terão que acontecer para que seja possível atingir este objectivo:

1.       Tenho que mudar a minha alimentação, tornando-me muito mais cuidadoso do que sou agora;
2.       Tenho que seguir um plano de treino bem definido;
3.       Tenho que conseguir descansar mais durante a noite;
4.       A tendinite não pode voltar a chatear;

Enquanto que as duas primeiras são da minha única responsabilidade, as duas últimas já me poderão condicionar sem que eu tenha culpa no cartório.
- Claramente a primeira vai ser a mais difícil para mim, que sou “boa boca”.
- A segunda já está tratada.
- A terceira vai depender dos putos.
- A quarta é uma autêntica incógnita e é a que considero que pode ser a única coisa que me pode parar nesta caminhada.

Se tudo isto correr da melhor forma, então lá irei eu estrear-me aqui:



E porquê esta prova?

Não tenho particular pressa em fazer uma maratona, mas já que este ano vai acontecer a primeira edição da Rock ‘n’ Roll Lisbon Marathon, gostava que esta prova passasse a ser obrigatória para mim e de tentar não falhar a participação em nenhum ano! Gostava de, daqui a uns anos, olhar para trás e poder dizer que participo nesta maratona deste a sua primeira edição! Que esta é a minha prova. Pode ser que assim faça uma encomenda ao Cromo Figueiras para guardar as minhas medalhas de participação no medalheiro que ele faz…

Obviamente que, após conseguir concretizar este desejo, segue-se o próximo: 2 maratonas por ano: A de Lisboa, obrigatória, e uma segunda que tanto poderá ser em Portugal como lá fora. 

E depois? Depois é desfrutar do que a corrida nos dá. É correr cada vez melhor, sendo que para mim o "melhor tempo" é apenas um objectivo secundário. E daqui a uns anos, quem sabe... poder levar os meus filhos comigo!

O que é que isto vai significar? Que o futebol e o squash vão ficar para trás. O ginásio e a corrida vão ter a minha maior atenção daqui para a frente. Ou seja, se der para jogar uma coisa ou outra, tanto melhor. Se não der, terei que optar pela corrida. Vamos ver como corre... literalmente. :)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

IRONMAN, uma ambição


Ora vamos lá então a esclarecer o post que por aqui deixei há uns dias e já estava a deixar alguns com questões...

Estabeleci, para mim, a ambição de me tornar um IRONMAN. É diferente de um projecto - percebeste Careca? Um projecto é algo que depende quase exclusivamente de nós e que, por isso, está dependente da nossa vontade para ser concretizado. Isto é mais uma ambição, como tantas outras, que não sei se vou conseguir levar a cabo pois há muitas coisas em jogo.

Antes de mais, vamos lá a ver o que é um IRONMAN... Nada mais que um triatlo... muito longo!





Os triatlos estão divididos em várias distâncias...

Sprint
 750 metros de natação / 10 kms de bicicleta / 5 kms de corrida

Olímpico
1,5 kms de natação / 40 kms de bicicleta / 10 kms de corrida

Longo, ou Meio-IronMan
1,9 kms de natação / 90 kms de bicicleta / 21 kms de corrida

IronMan
3,8 kms de natação / 180 kms de bicicleta / 42 kms de corrida

Depois de minha participação no Duatlo, comecei logo na minha cabeça a magicar... "e tentar um triatlo?" A resposta foi "porque não?". Mas depois não me fiquei por aqui e comecei logo a pensar na prova máxima, o IronMan. E pronto... não me sai da cabeça.

Mas até chegar lá há muitas condicionantes. Muitas mesmo. Primeiro o material. Até ao triatlo longo, uma bicicleta normal de estrada - que não tenho - chega bem, mas para ir a um IronMan, devido a regras específicas durante a prova, é preciso uma bicicleta especial, de contra relógio, ou pelo menos uma adaptação à bicicleta de estrada que haja. Depois a localização das provas. Não há competição de IronMan em Portugal, o que obrigaria sempre a uma deslocação ao estrangeiro para poder participar. Estas são as condicionantes que não dependem de mim. Sendo algo a longo prazo, não posso estar a partir do princípio que a consiga realizar daqui por uns anos.

A parte que depende de mim também não é fácil. O treino... Para me iniciar no triatlo, terei de aprender a nadar em grandes distâncias. Terei de treinar muito esta parte, pois, por agora, só nado no Verão, na piscina com 10 metros e ao fim de 100 metros já estou exausto. Para me iniciar no triatlo sprint, terei de estar à vontade a nadar, pelo menos, 1000 metros, já para não falar no facto de a prova ser em águas abertas, com correntes, ondulação, etc...

Para terminar, vamos aos timings. Para já o plano será começar a treinar a natação apenas em 2014. O primeiro triatlo, de distância sprint, seria em 2015, subindo depois um degrau a cada ano. Olímpico em 2016, Triatlo Longo em 2017 e IronMan em 2018... Na pior das hipóteses, contando com algumas dificuldades na preparação física, completaria esta agenda em 2020, com 40 anos. Parece-me uma boa meta...

Tropeçar e cair... Olha que isto!

Faço BTT há uns cinco anos e quase que me lembro de todas as quedas que dei. Há mais de um ano que não vou ao chão, pois sou naturalmente muito cuidadoso. Mas, ainda assim, não deixo de pedalar por meio de pedras, raízes, rasgos de água, etc, etc...
Onde nunca esperei cair foi numa ciclovia... enquanto corria! Levantei um pouco menos o pé do que devia e tive o azar de isso coincidir com um pedaço levantado do piso. Sem dar por isso e já estava a caminho do chão. Ainda tendei equilibrar-me, mas ao não estar minimamente à espera que tal pudesse acontecer não consegui fazer nada para evitar a queda. Pior, caí em posição de corrida, ou seja, com as mãos recolhidas à altura do peito, fazendo com que não me conseguisse amparar, tendo mesmo acabado por bater ligeiramente com o peito no chão. Esfolei um pouco um dedo, mas nada de grave. Levantei-me logo de seguida e continuei a correr normalmente.

Uma palavra para o Pedro, com quem corria. Parou, voltou para trás e mandou-me levantar... Não se riu, não gozou, nada. "Levanta-te. Vamos embora!", disse ele. E disse bem. A única coisa que me impedia ali de correr era o orgulho ferido. Por isso só tive de me levantar e dar às pernas...

(PS: Claro está que o gozo chegou um pouco depois, já com o treino terminado. Previsível, claro... lol)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Conner e Cayden Long, Verdadeiros Campeões


Há pouco tempo tive conhecimento desta história extraordinária e que revela dois Verdadeiros Campeões.

Conner Long é um miúdo de nove anos que participa em provas de triatlo com o seu irmão Cayden. Este sofre de paralisia cerebral desde a nascença. Conner não se importa de o empurrar e puxar em todas as provas.
Os irmãos participaram na sua primeira competição em Junho de 2011. Até hoje a dupla já competiu em 14 provas de triatlo. Os irmãos motivam e emocionam qualquer pessoa que divide o mesmo ambiente com eles.
Recentemente, esta dupla fantástica venceu a distinção SportsKids of The Year, atribuído pela conceituada revista Sports Illustrated.
Conner diz que o que gosta é do desafio, de se divertir e de ver sempre o irmão feliz.
Para Conner o melhor prémio é mesmo ver o irmão sorrir!

Veja os vídeos e ficará a conhecer mais pormenores da história.




http://www.youtube.com/watch?v=b_Lax4zFFoA

http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/menino-de-9-anos-da-exemplo-de-solidariedade-no-convivio-com-irmao-que-sofre-de-paralisia/2384096/


Algo que não me sai da cabeça...


 
To be continued...