domingo, 30 de junho de 2013

Como - Treinozito em regime de férias

Quando estão no estrangeiro, de férias, a visitar locais idílicos, nunca vos deu a vontade de correr por aquelas paisagens fora, livres?


Pois foi isso que aconteceu, aproveitei ter adquirido um relógio de corrida novo de uma marca muito conhecida, modelo 210, e tinha decidido, por um lado estreá-lo, e por outro, para não perder ritmo, aproveitar a oportunidade de correr num anfiteatro maravilhoso.


Uns dias de férias em Como, no sopé dos Alpes Italianos, passados em passeios de barco, com vistas deslumbrantes e odores de floração em extase e em experiências culinárias, formaram a oportunidade para fazer um treinozito diferente.

Foi assim num final de dia, quente e irrespirável, que me lancei para purificar o meu corpo das dietas ricas em hidratos de carbono que vinha fazendo, sim porque em  Itália o que não seja Pastas & Pizzas fica carote.

Assim corri pela marginal, primeiro pela vertente nascente até ao repuxo, mas não foi totalmente sozinho, haviam muitos outros corredores. Tive a primeira experiência em correr sobre gravilha, que é horrível!

No jardim descobri que as crianças de Como correm e brincam em cima de pedras trabalhadas à cerca de 2.000 anos. Mas de repente...

O tempo pára... o vento pára... o jardim fica mudo... Uma pequena multidão que se encontra à minha frente, vai-se abrindo lentamente. As cabeças masculinas como uma onda, rodam todas no mesmo sentido, e pelo trilho no meio da multidão surge ela, cerca de 20 anos, pululando com o cabelo moreno preso num rabo de cavalo, vestida com um top, o suor a escorrer e um sorriso nos lábios...

É verdade que ela podia não saltar tão alto em cada passada,  ressaltando o corpo e o cabelo. É verdade que ela podia usar uma t-shirt para cobrir a barriguinha que refletia uma pelicula de suor... é verdade que podia, podia, mas não era a mesma coisa.

O tempo arrancou... Passado o templo, corri por cima de água e fui para a margem poente do lago até à Vila Olmo, com excelentes jardins, muitos corredores mas a gravilha puxa-nos para baixo.


Regresso para o repuxo e para o hotel sem grande história. 10,0 kms em 55:17 a um ritmo de 5:32 e um total de 781 calorias gastas. Já tenho saudades de gastar 1.000 calorias aos 10 kms.


Para quê escrever uma crónica assim perguntam vocês? Para transmitir uma experiência diferente? Para fazer pirraça por inveja aos meus companheiros que fizeram uma aventura no dia da greve e eu não pude participar? Para "arrotar postas de pescada" a dizer que estive num sitio romântico e chique? Não sei... não sei, o tempo o dirá.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Correr com a Greve - A prova

Às 7h30 lá estávamos, na estação de metro de Odivelas, fechada devido à greve.
Como ninguém aderiu ao desafio lançado, lá arrancámos rumo a Lisboa.
Logo há mais, no regresso a casa, e à noite contamos como foi.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

GREVE 27/06 – Iniciativa CORRER COM A GREVE!

Jovens (e menos jovens): Vais trabalhar/estudar no dia 27/06 de Junho?

Vais ter que ir para o centro de Lisboa e a greve vai atrapalhar a deslocação?

Estás enrascado?

Amigo(a)……………CORRE COM A GREVE!

É o que a malta do JRR Desporto vai fazer!!!

Traçámos uma linha recta entre Odivelas (estação de metro) e o Centro de Lisboa (Campo Pequeno/Saldanha/Marquês do Pombal).

 

É expectável que o itinerário indicado esteja entre os 8 e 10 Km.

A roupa fica no local de trabalho/escola na véspera do dia da greve.

O banho, esse tem que ser desenrascado por cada um!

Vai ser um dia diferente. Isto porque no final do dia o regresso será feito da mesma forma. É isso mesmo…….A CORRER!

Gostaste da ideia? Junta a nós:

Ida: 7H30 (estação de metro de Odivelas)
Volta: 17H30 (local a combinar)

Tragam t-shirt florescente (só para atrofiar os condutores ensonados e rabugentos!).
Se houver alguma empresa que queira oferecer umas t-shirts em troca de publicidade, é só deixar o contacto aqui no blog!

JUNTA AS TUAS ÁS NOSSAS PERNAS, VEM………….
CORRER COM A GREVE!

Nota: Esta iniciativa não tem qualquer conotação partidária ou sindicalista, no entanto participantes com t-shirts do Che Guevara serão bem vindos!

Missão Maratona (M_M) – 2º Treino 30 Km

Mais um degrau na preparação para a maratona de 06/10.

Domingo de manhã, mais um teste de 30 Km, desta vez com a variável CALOR a pesar neste treino (e um dos meus grandes receios para o dia 06/10).

Tudo se treina e as variáveis meteorológicas não são excepção.

Este treino, com o Ricardo R., fizemos o impensável para um 2º treino de 30 Km: aumentar a velocidade!

Tirámos 10 minutos ao tempo do 1º treino e no entanto o objectivo era “sedimentar” o ritmo confortável entre os 5.45 mins e os 6 mins por quilometro.

É o que dá correr em formato “dupla”!

Acabámos esgotados e desta vez não sei se tinha conseguido fazer os 42 Km.

Espero que os abastecimentos na prova estejam bem colocados e bem fornecidos, na prova rainha!

Este treino fiz a experiência de só me abastecer (líquidos) entre os 15 Km e os 25 Km. Cheguei aos 30 Km, com os últimos 5 Km a “arreliar” corpo e mente! Se na prova encontrar o ponto de abastecimento dos 30 km vazio, vou fazer desse “spot” uma “pitbox”. Esperemos que não!

Próximo treino (M_M):  2ª Quinzena de Julho!

Até lá,  Bons Treinos!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

30000!!!



Caros amigos,

Chegámos às 30000 visualizações!!!
Ao mesmo que o número de visualizações está a aumentar a distância percorrida nas provas e treinos também está a aumentar :) É engraçado ver esta evolução :)
O nosso obrigado pelas vossas visitas e incentivos. Boas provas e divirtam-se :)

Abraço

terça-feira, 18 de junho de 2013

MARGINAL À NOITE - CGD versus BES - um despique em jeito de Festa


A Corrida dos Betos da Linha... Perdão… A Corrida Marginal à Noite tem inicio e fim à frente do Jardim de Oeiras, local onde eu tirei as minhas primeiras fotos como bebé. Sim é verdade, eu nasci, cresci e aprendi a viver em Oeiras, sou um Nativo embora rejeite a alcunha frequentemente dada às pessoas que habitam este concelho. Esta prova era então o meu retorno à terra natal, vinha com uma mistura de saudade, entusiasmo e ansiedade para ver se reencontrava algumas caras familiares, e outras talvez que não quisesse encontrar.

Ah e, muito importante, era a minha estreia com a t-shirt oficial da Caixa Geral de Depósitos, o que me deu direito a grandes cumprimentos de pessoas que eu não conhecia de lado nenhum, mas que iam encontrando com camisola igual. O ambiente entre o pessoal da secção de facto é fabuloso.

Logo à saída da autoestrada, e pese embora nos encontrássemos a 1h30min do inicio da corrida, deparei-me com um movimento anormal de carros, com carros estacionados em locais impensáveis, e pessoas equipadas para correr a percorrer as ruas de Oeiras desde o cemitério, a 2 kms do local de partida. Toda a vila fervilhava de entusiasmo pela corrida. Prometia festa.

Entretanto, já chegado ao jardim de Oeiras, este encontrava-se submergido por betos nativos. Os meus olhos perscrutavam milhares de faces que se encontravam na prova e na sua envolvente, á procura de caras que avivassem sonhos e memórias... mas não, não encontrei ninguém.

Chegado ao pavilhão da ADO e uma vez que o Pedro estava atrasado – o que me assustou porque era primeira vez na vida que ele se atrasou, esteve a ver o jogo Japão Brasil - tive tempo para matar saudades dos tempos em que jogava basket (com 9 anos) e aproveitei para frequentar os balneários, em jeito de alivio emocional e de purificação para prova.

Finalmente o Pedro e a Sofia chegaram, no caso da sempre simpática Sofia, com um grupo de pessoal muito porreiro oriundo do BES, e tal como rapidamente nos organizámos para a corrida, também rapidamente nos perdemos uns dos outros, enfim dentro de num mar de gente não é nada de estranhar.

Perdidos dos outros, eu e o Pedro T. marchamos para o local de partida e lá estacionamos. Não tinhamos objectivos específicos para a corrida portanto era para o divertimento. De repente, a Sofia estava ao nosso lado... e logo atrás de nós, o resto do pessoal da Caixa. Por milagre estávamos todos juntos.

(Foto: André Noronha)

Tínhamos dois grupos de corredores, curiosamente um da Caixa e um do BES, prometia competição saudável e picardias satíricas durante toda a prova.

Como precursor do ambiente de festa tivemos a presença de um corredor acabadinho de sair da praia, a pedir-nos alfinetes de dama para prender o dorsal para poder correr... DE SANDÁLIAS!!! Mas atenção que não eram umas sandálias quaisquer, eram sandálias da Nike. Ainda gostava de saber como lhe correu a prova.

Logo de seguida acendem-se os fogos de artificio, e a Rosa Mota dispara para a partida, mas só conseguimos passar o portal dois minutos depois, tal era a o mar de gente á nossa frente.

Por nós passou um grupo de corredores com óculos com a piscar com luzes, e uma rapariga com uma bandolete a luzir. Estava confirmado o mote da corrida, aquilo era uma corrida para a brincadeira. Virei-me para o Pedro T. e disse-lhe que para o ano tinhamos que vir para a palhaçada, para o ano era para vir vestido de Matrafona (Vestido e maquiagem completa de mulher fácil com sapatos de corrida)!!! Mas reparem que Matrafona que é Matrafona nunca anda sozinha, pelo que os restantes membros do blog que tirem esse sorrisinho da cara, e podem começar a experimentar toilletes que fazemos um primeiro treino por volta do próximo Carnaval... e assim se passou o 1º km.

Mais à frente, chegados ao jardim Paço de Arcos, as festas de Oeiras encontravam-se em ebulição, com um cheiro a sardinhas e a pimentos assados no ar e nós sem jantar. Agora se parece haver algum consenso de que as sardinhas se querem pequenas e gordas, foram debatidas, durante todo o decorrer do 2º km, as diferenças de gosto entre os pimentos verde, vermelhos e amarelos. Tendo sido aventada a hipótese de os verdes se tornarem vermelhos durante o processo de amadurecimento, o que os tornaria deste modo mais doces. Quanto aos amarelos não chegamos a qualquer conclusão. Todavia concluímos que todos dão uma digestão difícil.

Foi mais ou menos no 3º km que se iniciaram os picanços entre o pessoal do GT BES e dos SS CGD, ao vermos um grupo de 4 elementos do BES, nós os da CGD resolvemos ultrapassa-los e dizer que os verdinhos têm que ir atrás. E ainda tivemos tempo de nos meter com o Rui O. um colega da Caixa.

O ritmo de passeio foi acelerando, mas ainda deu tempo para com uma conversa com outro colega Zé G., agora reformado, que finalmente aos 60 anos conseguiu convencer a mulher a correr. Se a primeira corrida que fez pela CGD ficou em último, actualmente já fez 44 maratonas.

Por outro lado, há que fazer a seguinte ressalva sobre a palavra reformado, que pode invocar no leitor alguma falta de capacidade fisica para a prática deste desporto, pelo menos para quem não anda nestas andanças, mas a realidade tem provado precisamente o contrário, e depois de uma longa sessão de pseudo-coaching do Pedro, o Zé G. avisou-nos que quando passasse os 4 kms é que ia começar a correr. Dito e feito, aos 4kms acelerou e nunca mais o vimos.

Nos abastecimentos de água continuo a perder algum tempo, tenho que melhorar a coordenação, mas eu e a Sofia ainda passamos por um sr. que se lembrou de eructar (sim, quer dizer isso mesmo) de forma bastante demorada e ruidosa mesmo à nossa passagem, pelo que lhe desejei bom proveito e segui em frente.

Algures no km 6º foi enunciada a hipótese de um senhor ébrio que se encontrava a gritar impropérios no meio da marginal, ser funcionário de um grande banco de capitais públicos. Mais uma farpa.

E aqui tenho que fazer uma interrupção. Não sei se o leitor já reparou, mas esta crónica pouco ou nada tem a ver com corridas propriamente ditas, não tem detalhes de tempos ao quilometro, não tem desabafos de dores sofridas, ou de esforços sobre-humanos, muito menos sobre a sensação de auto superação, e principalmente não está temperada com qualquer restolho de competitividade. E isto foi porque de facto o espirito desta corrida foi puramente exercicio, amizade e divertimento.

Todavia, aquando do inicio da descida para a recta final, houve-se uma voz de comando a afirmar que no final não queria nenhuma pessoa do BES atrás do pessoal da Caixa. Dado que tinhamos feito uma corrida a uma passada lenta, sentia-me muito bem, e como é habitual nestas situações dá-me uma vontade de sprintar até à meta.

Pouco a pouco fui acelerando, até darem por mim a fugir, e ouvi as passadas do Rodrigo a começar a seguir-me, mas logo a seguir uma voz feminina sobrepôs-se e impôs o espírito de Grupo – “Vamos chegar todos juntos!”

Abrandei a passada, fui-me deixando apanhar e no final chegamos todos juntos, foi bonito, uma onda muito positiva.

Entregámos os chips, perdemo-nos uns dos outros, mas ainda deu para uns passos de kuduro no final.  Engoli de um trago a bebida energética distribuída no final, cumprimentámos os amigos do Pedro e fui-me reunir com o pessoal do BES.

É que nesta altura 8 kms sabem a pouco, e então resolvemos voltar para os carros a correr, só que os carros estavam, como é que eu hei-de dizer... em Algés, a mais de 8 kms.

Havia no grupo pessoas que se estão a preparar para a maratona e eu estou a tentar ganhar endurance, assim recomeçamos a corrida em bom andamento e apanhámos o retorno da grande maioria dos “passeantes” enquanto iamos em sentido contrário.

Tinhamos a Marginal por nossa conta, eramos os reis da linha. Tenho que confessar que sentia uma alegria imensa de uma criança a fazer uma aventura a meio da noite.

Até Caxias, havia luzes de festa, música, porém a partir da Cruz Quebrada,  local onde virava a prova, a música foi-se dissipando, os candeeiros da marginal passaram a iluminar parcamente a nossa pista.

Mas tinhamos com um bom ritmo, no final da Cruz Quebrada tinhamos um importante ponto de decisão, ou subiamos o Alto da Boa Viagem, percurso que seria seguido na prova da Maratona, ou o passeio marítimo, que nos levaria a plano raso até Algés.

Quatro votos a favor de irmos pelo passeio marítimo e um a favor de subirmos o Alto da Boa Viagem, estava decidido... ou talvez não. Quando nos aproximámos da subida o chamamento de superar aquela rampa falou mais alto. Ninguém disse nada, simplesmente corremos por ali acima.

Foi aqui que se deu um primeiro acordar para a realidade, as luzes e os sons da festa tinham ficado lá longe, corriamos no escuro, o vento frio enregelava-me as pernas e as nossas passadas ecoavam no ar. Até que alguém se lembrou de perguntar: “A que horas reabrem a Marginal ao transito?”

Descemos para o Estádio nacional e iniciámos a longa passagem por Algés. Admito, estava cansado e Algés é tão longo, parecia que nunca mais acabava. Mas finalmente acabou.

Resultado Final: 16kms em 1h29minutos

P.S. Como obviamente não conseguia dormir, sentia o corpo cansado mas a mente estava electrica da adrenalina, às duas da manhã resolvi ir lavar a roupa da corrida á mão.


P.P.S. Por último gostava de acrescentar que infelizmente a equipa do BES ficou á frente da da Caixa na competição oficial por equipas, mas nós eramos mais.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Slow and steady wins the race!

Epá, tenho tanta coisa para escrever que nem sei por onde começar. Mas muito sucintamente:

- Acabou-se o squash. 

Os dois jogos que me faltam para acabar o campeonato vou perdê-los por falta de comparência. E porquê? Por aconselhamento médico. Foi um desporto que gostei de praticar, e ao qual voltarei a espaços no futuro. No entanto, e apesar de me dar prazer jogar, trata-se de um desporto violentíssimo para as articulações, e como não quero arriscar nada na minha preparação para a maratona, é um até já, ou até qualquer dia.

- De volta ao ginásio. 

Hoje fui a uma consulta de medicina desportiva. Fui ao mesmo médico que me tratou da tendinite que tive em Setembro/2012, mas desta vez para falar com ele sobre algo que me anda a chatear há já uns meses. Sim, uns meses e eu não fiz nada... Otário...
Aconteceu num jogo de futebol, num sprint já no final do jogo. De repente senti uma guinada forte na parte detrás da coxa esquerda, e até fiquei a ganir durante uns dias. Ao ponto de me custar ficar sentado. No entanto, a dor foi passando e dia após dia fui voltando à atividade física - corrida, squash, ginásio... A dor foi desaparecendo, mas cada vez que fazia desporto ela voltava... e ia embora outra vez. Pensei, isto está a melhorar, não deve valer a pena ir ao médico... Otário... Ainda hoje, durante uma corrida de 9 Km à hora de almoço ela voltou. E agora, prestes a começar o meu plano de treinos para a maratona, lá vou eu fazer uma ecografia para saber como está o músculo.
Por enquanto, nada de squash ou futebol, mas posso correr e ir ao ginásio. Em princípio, segundo o médico,  a lesão não será impeditiva para iniciar a preparação, nem participar na prova. Fingers crossed...

- Continua o plano de nutrição.

Comecei há umas semanas um plano alimentar, também com vista à preparação para a maratona. Não tenho uma dieta particularmente restritiva, porque, de acordo com a nutricionista, preciso de ingerir calorias para sustentar os treinos. O objectivo é apenas um: reduzir a minha percentagem de massa gorda. Como consequência natural, o peso irá também descer.
Confesso que esperava que por esta altura o meu peso já estivesse mais baixo do que está agora, mas de acordo com o que ouvi na última consulta de acompanhamento está tudo a correr como devia:
Índice Massa Corporal: 26,0% no início / 25,6% atual / 22% é o objectivo para Outubro
% Massa Gorda: 21,3% no início / 19,9% atual / 14% é o objectivo para Outubro

Tal como diz o título: slow and steady wins the race...

sexta-feira, 14 de junho de 2013

10 Regras Fundamentais para uma Corrida Saudável


 
Encontrei no portal Médicos de Portugal um artigo interessante sobre aspectos importantes que se deverá levar em conta para realizar corrida de forma segura e saudável. Resolvi partilhá-lo e deixo os meus agradecimentos ao autor do artigo.
 
“Com a aproximação da estação do Verão, o exercício ao ar livre torna-se uma das opções mais procuradas pelos amantes do Desporto e do contacto com a mãe Natureza.

O exercício ao ar livre e, em concreto, a corrida ou o denominado "jogging" carece de algumas regras fundamentais ao seu bem-estar e úteis no seu correcto desempenho. Seja a nível amador ou profissional, deve sempre ter em atenção os seguintes pontos:

1º) Se está com excesso de peso e quer correr para o perder, cuidado!!! O excesso de peso traduz-se na maioria das vezes numa sobrecarga das articulações (nomeadamente joelho e tornozelos). A corrida tem bastante impacto e isso sobrecarrega ainda mais as articulações que já se encontram fragilizadas. Opte por começar só com marcha.

2º) Calçado - Deve ter um bom sistema de amortecimento de impacto, ser leve e arejado. No mercado existem várias opções para todo o tipo de bolsa e em qualquer loja de desporto só tem de olhar para a zona Running. Não se esqueça - quem vai para o mar avia-se em terra!

3º) Vestuário - Se fosse um vegetal o corredor era uma cebola - utilize roupa prática de modo a que a consiga ir tirando facilmente (tipo casca de cebola) à medida que a sua temperatura corporal aumenta. Opte por roupa justa uma vez que lhe permite movimentar sem atrapalhações.

4º) Opte por zonas planas de início e deixe as subidas para quando tiver mais endurance. As descidas podem ser traiçoeiras uma vez que o esforço de tentar "travar" a velocidade pode implicar a sobrecarga da articulação do joelho.

5º) Trabalhe o sistema muscular de modo a melhorar a performance. Os exercícios devem-se focar nos glúteos e músculos posteriores da coxa - necessitam de ser fortes para uma melhor performance na corrida.

6º) Um dos aspectos essenciais é o reforço do Core para a corrida - providencia uma base para as pernas e ajuda a reduzir o impacto. A força a nível de Core diminui o impacto na coluna vertebral devido ao desenvolvimento dos músculos estabilizadores da coluna.

7º) Não esqueça o equilíbrio e a coordenação. O treino do equilíbrio é útil na ajuda de cada passo que se dá quando se anda, se pratica jogging ou se corre (Quando se corre encontramo-nos numa só perna. Treinos com exercícios numa só perna aumentam a eficácia do equilíbrio).

8º) Hidrate-se!!! Muito!!! 60 a 70% do nosso peso corporal é água. Basta perder 20% da água corporal para pormos em causa a manutenção das nossas funções vitais. Não espere para ter sede: beba-a antes, durante e depois da corrida. O ter sede é um sinal do corpo de que está em carência. O não beber água para ajudar a perder peso é um mito antigo e perigoso que só conduz a estados de desidratação.

9º) Seleccione a hora a que vai correr. Horas de muito calor são mais propensas a desidratação precoce. O ideal é pela fresca da manhã ou então ao final da tarde. Aproveite para ver o nascer ou pôr do sol e já agora- escolha locais arejados! O correr em zonas verdes é de longe mais benéfico do que ao longo da estrada - se está a inspirar mais ar a cada minuto, porquê fazê-lo perto dos escapes dos carros?

10º) Treine com dias de intervalos - dia sim, dia não. Roma e Pavia não se fizeram num só dia. O descanso é tão importante como o treino. Dê tempo ao corpo para descansar e repor todas as energias necessárias para um novo treino. O sistema cardiovascular demora o seu tempo a adaptar-se e correr todos os dias (numa fase inicial) pode levar a situações de Overtraining.

Dê ouvidos ao seu corpo! Se os joelhos, os tornozelos ou as costas lhe começam a doer durante a corrida, se começa com dificuldades em respirar ou dizer o seu nome em voz alta ou se não consegue coordenar os seus movimentos, isso é o seu corpo a avisá-lo que se calhar é melhor encerrar a loja nesse dia e deixar o treino por aí. Depois de amanhã há mais.”

 
Miguel de Lucena
Junho de 2010

Fonte: Médicos de Portugal

terça-feira, 11 de junho de 2013

BES RUN Lisboa – Dois manjericos à procura de Sofia

(Foto: André Noronha )
Para este mês de Junho tinha como grande objectivo bater o meu recorde dos 10kms (55 minutos e 14 segundos oficiosos). Inscrevi-me Na Corrida do Oriente e na do BES Run Lisboa, ambas com traçado rápido, mas como já referi  na crónica passada, basta uma gastroenterite para nos mandar abaixo durante e depois da doença.

Enfim, a corrida do Oriente tinha corrido mal, era altura de erguer a cabeça, levantar-me do chão e tentar o tudo por tudo nesta prova. Só a meio da semana que antecedeu a prova, nos treinos, é que já sentia o corpo a reagir normalmente, sem cansaços estranhos nem dores musculares.

A partida e chegada era no Rossio, uma área muito movimentada de transito que ainda por cima estaria proibido, levantando problemas de acesso à zona. Felizmente e como qualquer grande atleta tenho uma equipa fabulosa que trata da parte logística, neste caso de me ir levar ao Rossio, sem ter de pensar onde arrumar o carro nem pagar estacionamento, que é a minha mulher.

Assim cheguei à corrida da Concorrência, e há que dizer que uma pessoa sente-se desconfortável rodeada de milhares de homens e mulheres pululando pelo Rossio fora com camisas de uma cor esverdeado-fluorescente a fazer publicidade ao BES. Sentia-me tão em casa como uma fatia de rosbife no meio de uma sopa de alface.

Aqui tenho que fazer um interregno à crónica da corrida e fazer uma referência ao que se passa à volta das provas propriamente ditas, é que para além dos quilómetros, do traçado da pista, dos recordes que se pretendem bater ou não, para além do exercício que se faz e das calorias que se gastam, cada prova é sempre uma festa! É uma festa antes da partida, quando tudo fervilha de ansiedade, é uma festa durante a corrida, quer para quem vai com espírito de competição, quer quem vai para apreciar o passeio, e por fim, é uma festa depois de passar a meta quando os participantes se encontram submergidos em endorfinas a trocar impressões sobre a corrida. É esse espírito que se vive e é por isso que se corre também.

Bom, voltando à corrida depois de encontrar o Pedro T., fizemos um aquecimento como deve ser e dirigimo-nos a um nicho de pessoas orgulhosos numa conhecida camisa azul, sempre bem-dispostos, liderados pelo André N. e ficamos mais à vontade. Era altura de explanarmos o plano para a corrida:

Pedro: Então qual é o objectivo para hoje? É que meteste umas coisas no FB que metem medo.

Zémi: É fazer algo abaixo dos 55 minutos, bater o meu record, sentir-me a evoluir,e tu?

Pedro: Eu vou contigo!

Zémi: Ah muito bem, então vieste passear? (ele faz os 10km em 45min)

Pese embora tenhamos ficado inscritos no Grupo dos Mais60’ (um pouco insultuoso pensei, mas depois auto repreendi-me por tal petulância), durante a entrada para a área de partida eu e Pedro tentámos fluir na corrente, como quem não quer a coisa,assim sem querer, para a box dos abaixo de 60’ para ganharmos alguns segundos, mas uma sargentona da empresa de Segurança do Grupo BES, repreendeu-me por diversas vezes, pelo que anuí e fiquei na cerca dos mais lentos.

Não encontrámos a Sofia, uma jovem simpática e muito promissora com quem treinamos com alguma regularidade. Era a primeira vez que iria correr com ela e seria engraçado partirmos todos juntos. Ainda pensei em tentar apanha-la durante a corrida, mas depois lembrei-me, em primeiro lugar, que ela partia do grupo dos sub50’ - a primeira box - e depois dos tempos que ela anda a fazer aos 10km (48’), pelo que depreendi que estava a perseguir uma ilusão e abandonei a ideia.

O coração foi acelerando pouco a pouco e... PARTIDA! Saltei para a frente, tentei ultrapassar o máximo de pessoas  possível em slalom, para sair da caixa humana em que me encontrava e que se arrastava ao longo da Rua do Ouro. Não conseguia sair, estava preso até que tive a ideia de de começar a correr pelas laterais do passeio.

Fui eu a pensar assim... e mais uma série de gente. De repente os turistas estrangeiros que se encontravam no passeio, que se pensavam em segurança, todos contentes a tirar fotos à corrida, escondiam-se agora nos beirais, atrás dos semáforos, de uma horda de corredores em fúria que faziam tangentes aos bifes e às bifanas. Era o caos pela rua do Ouro abaixo. Viram-se cenas muito divertidas, quer para para os corredores quer para os turistas, deve ter sido algo de surreal.

O Pedro ia-me acompanhando, mas nunca comentámos entre nós este inicio infernal, isto decorreu pela Rua do Ouro, rua do Arsenal até chegarmos ao Cais do Sodré.  Quando passei pela praça da Ribeira ultrapassei a “lebre” dos que faziam 60’. Os primeiros 2 kms foram feitos em 10 minutos, e já corria com pessoas ao meu ritmo. 

A corrida por Santos, onde tantas vezes passei para ir para o ISEG, pela 24 de Julho e até à Infante Santo correu a bom ritmo, 20 minutos aos 4 km. A seguir assim os 10 kms seriam aos 50 minutos, o que seria um grande tempo para mim. Estabilizamos a passada e íamos a correr um com o outro. Há um efeito motivacional na corrida em conjunto em que quando duas pessoas vão a correr lado a lado, a pessoa menos rápida tende a acelerar sem esforço adicional. Se calhar explanarei este assunto noutra posta, mais filosófica.

Depois de passarmos por baixo da ponte, voltamos para Lisboa, com um bom ritmo aos 5km, 25 minutos, e a miragem dos 50 minutos vai tomando forma.

Pouco depois, apanhamos o André N. que ainda vinha no sentido Lisboa – Alcântara a tirar fotos ao pessoal da Caixa.

Aos 6km começo a sentir uma dor no fim do pulmão direito e a ter dificuldade em manter o controlo da respiração. Basicamente estava a respirar a três tempos: duas passadas a inspirar e uma a expirar. Basicamente tenho dor de burro.

O Pedro avisa-me que estou a abrandar, e respondo-lhe que tenho dor de Burro, uma dor de iniciado e que fiquei a saber depois ser causado pelo facto de andar a correr a um ritmo superior ao que tenho vindo a treinar.

Aos 8 kms, já tinha um total de 41 minutos, um minuto para além do ritmo que vinha fazendo. Ainda assim o Pedro não desiste, motiva-me a apanhar o pessoal da Caixa que seguia 10 metros à frente.

Na ribeira das naus, a dor intensifica-se e abrando mais a passada. Nesta altura o Pedro ensina-me uns exercícios de respiração para dominar a dor, que me aliviam até passar a Praça do Comércio e entrar na Rua da Prata.

No entanto, bastaram dez metros de passada mais rápida para a dor voltar. O Pedro passa a inventar de tudo, mas de tudo, para me motivar. Passo a exemplificar:

Zé, embora lá, quando passares a meta vais correr com o manjerico nas mãos elevadas acima da cabeça como se fosse a Liga dos Campeões e com a musica por detrás.

Zé, vais fazer a cena do Usain Bolt – pôe-se a fazer o gesto no meio da rua.

Ou então vais festejar à Messi, com os indicadores apontados ao céu.


Zé, vês aquela Francesa? Ela anda-se a picar contigo desde o início da corrida.

No Rossio já inspirava e expirava a cada passada, tinha a respiração completamente descontrolada mas nunca parei, talvez devesse ter parado mas comigo, em prova nunca dei "uns passinhos". A francófona escapou... A Genaudeau Christelle ficou 7 segundos á minha frente e não, não apanhámos a Sofia.

Passamos a meta 52 minutos e 27 segundos depois da partida, tempo electrónico do chip. Terei ficado em 1.395º lugar em 2.323 corredores, 300º dos veteranos. Record batido, e toda a gente deve ter batido os seus recordes nesta corrida, excepto o Pedro que veio passear.


Fomos fazer os alongamentos da ordem junto do pessoal da CGD que se encontrava na fonte, e é aí que vislumbro por uma fracção de segundos, a Sofia a sair do recinto na zona da distribuição dos manjericos, com a camisa da CGD. Já não foi a tempo para a chamar e, tal como o recorde dos 50 minutos aos 10 kms, perdi-a na multidão.

Em resumo, foi muito positivo, muito bom ambiente, excelentes recordações, uma medalha, uma banana, um manjerico, uma revista Maxmen (muito importante) um record pessoal, o qual devo em grande parte ao coaching do Pedro. Para ele fica aqui um grande abraço.

Ah já me esquecia, a Sofia também bateu o recorde dela, 47:24 (tempo de chip) ficando em 21º entre as senhoras seniores. Ou melhor, em 20º se descontarmos a Jessica Augusto.

No final, mais uma vez como qualquer atleta de topo, vieram-me buscar de carro. Graças à Susaninha... Um luxo!

P.S. Ficou o bichinho dos 50 minutos a trabalhar algures num canto recondido na minha cabeça...

O meu primeiro treino de 15kms


 
Ontem foi dia de treino de 15 kms. Foi a primeira vez que em treino fiz mais de 10 kms (acima dos 10 kms apenas tinha feito em prova). Outra novidade foi sair de casa tão cedo para fazer um treino. Posso dizer que ainda estava meio a dormir quando cheguei ao pé do pessoal (em modo de piloto automático).

Os colegas do Team JRR Rui e Pedro fizeram um treino de 30 kms na sua preparação para a Maratona e tivemos mais três amigos a acompanhar a malta. O Rui e o Pedro delinearam um percurso à maneira (junto à Avenida Marginal), com um cenário bem agradável. O percurso foi bem pensado e o ponto de partida coincidia com o de chegada quer para quem fazia 15 kms quer para quem fazia os 30 kms. O ponto de referência foi o Forte de São Julião da Barra junto ao Passeio Marítimo de Oeiras.

O tempo estava um espetáculo para correr. Por volta das 7:30 lá partimos para o treino.

O treino decorreu em ritmo moderado e em que o pessoal foi “trocando uns dedos de conversa”. Apesar de fazer “apenas” 15 kms em vez dos “longos” 30 kms o ritmo foi bastante bom para mim pois o pessoal que se aventurou nos 30 kms tem mais andamento (é quase semi-profissional , com treinos regulares durante a semana J). O facto de correr menos distância equilibrou o ritmo do treino J.

Depois de passar os 12 kms e como ainda me sentia “relativamente fresco” resolvi acelerar um bocado até ao final do treino. Confesso que exagerei um pouco na aceleração pois passado 1 km tive de abrandar apesar de ir mais depressa do que no início do treino. Nesta fase, a malta dos 30 kms seguiu no seu ritmo mais moderado (é natural pois ainda tinham mais de 17 kms pela frente).

Depois de 15 kms e mais qualquer coisa dei por concluído o treino e aproveitei para caminhar e descomprimir até ao carro. Foi um bom treino de 15kms (e mais qualquer coisa) em 1h30m.

Entretanto o pessoal dos 30 kms lá seguiu caminho no seu treino longo. O Pedro e o Rui estão uns verdadeiros atletas!

O meu obrigado ao pessoal pela excelente companhia e convívio salutar J.

Missão Maratona (M_M) - 06/10


Psicologicamente muito forte!
Mas com os joelhos em "puré"!

30 quilómetros depois foi esta a primeira conclusão a surgir no meu "HD Cerebral"!
Penso até que se tivesse sido neste treino, o dia da Maratona, eu teria feito os 42. Seria um esforço tremendo, bem sei, mas teria feito. O nº 42 não me sai da cabeça! Só espero apanhar o mesmo tempo meteorologico (nublado mas temperatura amena) e ser acompanhado por uma equipa tão unida como aquela que tivemos no treino (incluindo os colegas dos 15 km).

A ingestão de alimentos foi feito apartir do 15 km (acredito que com calor teria sido mais cedo).
Nada de assaduras (tive a feliz ideia de pôr baton do cieiro nas verilhas !! e mamilos - obrigado Paulo Pires) e o recobro fez-me lembrar a primeira Meia Maratona (o que equivale dizer que com treinos mais frequentes desta distancia, o pós treino será mais fácil).

Assim sendo, e senão houver nenhum problema físico e se a aquisição, programada para Agosto, for calma e sossegada, a participação na Maratona de Lisboa 2013 será uma realidade!

Ate lá, meus amigos, vamos actualizando o progresso dos (nos) treinos!

(M_M)  

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Maratona: 30 kms depois a indecisão mantém-se



Tal como falei aqui ontem, hoje foi dia de fazer um treino de 30 quilómetros. O objectivo, além do óbvio, que é treinar, passava por perceber  a minha condição nessa distância para me ajudar a perceber se a inscrição na Maratona de Lisboa é uma opção válida ou se me devo ficar pela Meia-Maratona.
 
O dia começou bem cedo, quando o despertador tocou às 5h30. O ponto de encontro só estava marcado para as 7h e a partida para as 7h30, mas quis ter tempo para comer à vontade e fazer as coisas com calma. Tomei um pequeno-almoço reforçado, preparei tudo o que havia a preparar e lá fui.
 
Uma das coisas que maior indecisão me causou foi o método de hidratação. Se a parte de reforço energético ficou facilmente resolvida com um cinto de triatlo, estive até à última a decidir entre um cinto com garrafas ou uma mochila estilo camelbak. Acabei por decidir-me pelo cinto e acho que fiz bem.
 
Para este treino apareceram três atletas para os 30 kms e outros três para metade dessa distância. Aqui do Team JRR fui eu e o Pedro T. para os 30 e o Joel para os 15. Às 7h35 arrancámos pelo Passeio Marítimo de Oeiras, praticamente vazio, apenas salpicado com uns quantos corredores como nós e mais alguns ciclistas de fim-de-semana. Começámos num ritmo baixo e fomos conversando e até que, quase sem dar conta, atingimos o primeiro ponto de retorno aos 7,5 kms, na Cruz Quebrada. O ritmo mantinha-se baixo e toda a gente estava bem fisicamente. Na segunda passagem pelo Passeio Marítimo de Oeiras, já com 1 hora de corrida, já havia mais gente, não só a fazer desporto, mas também a passear. Ainda assim havia espaço suficiente para corrermos à vontade.

Ao chegarmos ao ponto de partida, o pessoal dos 15 kms decidiu aumentar o ritmo e fazer um sprint final. Nós, com um objectivo diferente, mantivémos o nosso ritmo e continuámos. Por essa altura sentia-me bem. Estava dentro da minha zona de conforto e ainda não tinha sequer recorrido ao gel energético ou ao isotónico. Aos 17 quilómetros, mais numa de prevenir uma quebra, fiz o primeiro reforço. Ainda bem. Sentia-me bem e continuei a sentir-me até ao 2º retorno, com 23 kms, no Estoril. Estava para breve o início do meu sofrimento.
 
Logo à saída do Estoril, com 24 kms, comecei a pensar que seria boa altura para fazer uma segunda toma de gel energético. Mas sentia-me bem e achei que não haveria necessidade. Arrependi-me pouco depois. Aos 26 kms perdi uns 10 metros face aos meus parceiros de corrida e já não os consegui apanhar. Eles iam ali à mão de semear, mas eu não conseguia dar um pequeno esticão que fosse para os alcançar. Mas estava a correr ao ritmo deles, apenas um pouco atrás. Teria sido uma boa altura para tomar o gel e mais um pouco de isotónico... Não o fiz... Porquê? Não sei. Pensava nisso a cada quilómetro, mas já estava num sofrimento tão grande que achava que se dispensasse atenção e energias para isso ficaria ainda pior...
 
Os quilómetros iam-se sucedendo e já via a "meta" ao longo, o Forte da Barra, de onde tínhamos partido. Doí-me tudo dos joelhos para baixo, mas a vontade fez-me correr sem parar. Chegámos ao fim com o objectivo cumprido de fazer 30 kms a correr. Demorámos 2h56m, mas o tempo era o menos importante.
 
Assim que parei de correr comecei a sentir fraqueza. Só pensava em comer e beber. Tomei - finalmente - o segundo gel e o resto da bebida isotónica que tinha comigo. Aos poucos fui recuperando e consegui alongar. Entre os três as palavras trocadas eram poucas, cada um tentava recuperar do esforço à sua maneira. Das primeiras coisas que todos dissémos foi "Correu bem, mas ainda faltam 12 kms para a acabar a Maratona. Como seria o resto?"
 
Esse é um bom pensamento. Eu, pessoalmente, estava de rastos. Mas também acho que aguentava esse sofrimento durante esses 12 kms, até porque da próxima vez não cometerei o mesmo erro ao nível da alimentação e hidratação. Fisicamente as dores eram superáveis e a nível de cardio estava muito bem. O ritmo baixo ajudou a isso, assim com o óptimo tempo que apanhámos, nem frio, nem calor, nem chuva, nem vento. Em Outubro não deverá ser assim...
 
Doze horas depois de terminar o treino, o corpo ainda se queixa. Dói-me quase tudo dos joelhos para baixo, gémeos, tendão de Aquiles e pés. Fiz duas ou três bolhas, mas nada de grave, e fiquei com umas assaduras na cintura, por causa do cinto das garrafas, e também nas axilas - esta é nova para mim. De resto até não estou mal.
 
Concluíndo, estou mais inclinado para ir à Maratona do que à Meia, mas quero - e penso que os meus companheiros deste treino também - confirmar esta prestação. É quase certo que faremos pelo menos mais um treino destes até Setembro e talvez até lhe acrescentemos alguns quilómetros, para ficarmos mais perto dos 42. E queremos também ver como a coisa corre com mais calor, pois em Outubro não devemos apanhar uma manhã como a de hoje...
 
Fica o resumo do treino.

domingo, 9 de junho de 2013

30 kms a pensar em Outubro


Se me dissessem, há alguns anos, que poderia passar um 10 de Junho a correr 30 quilómetros diram que estariam loucos. Mas na verdade é isso que vai acontecer amanhã, logo pelas 7h da manhã, na marginal, num percurso Oeiras - Cruz Quebrada - Estoril - Oeiras.
Na verdade trata-se de um treino para a Maratona de Lisboa, que tem lugar a 6 de Outubro, e para mim servirá como um teste para saber se consigo ir à prova maior, de 42 kms, ou se devo apenas inscrever-me na distância que já conheço, de 21 kms, a meia-maratona.
Desde que concluí a prova de Março, na Ponte de 25 de Abril, que tenho pensado muito na distância maior. E vivo num misto de emoções. Se por um lado tenho forte vontade de participar já nesta edição da Maratona de Lisboa, quero fazê-lo apenas se estiver em condições para isso. Não quero arrastar-me até à meta e acabar em tamanho sofrimento que me faça nunca mais ter vontade de calçar uns ténis de corrida.
E é para isso que vai servir este treino, no qual o team JRR vai participar quase na totalidade. Eu e o Pedro devemos fazer os 30K, enquanto o Joel e o ZéMi deverão ficar-se pelos 15K. O Ricardo, por estar fora, não conseguiu alinhar. Quero saber como me sinto além dos 21 kms e, acima de tudo, quero saber como me sinto no final dos 30 kms. Quero terminar bem porque sei que depois ainda faltariam mais 12 kms para a meta. Quando terminar o treino de amanhã saberei para que lado vai cair a minha escolha nesta dúvida...
 
 
 
Uma das coisas que há que ter em conta nestes treinos longos é a parte dos abastecimentos. Num treino de 10 kms não há necessidade disso e sempre que tenho feito provas maiores conto sempre com as organizações das provas. Ora num treino de 30 kms é preciso rehidratar e também alimentar-me a meio e não vão haver equipas a meio para distribuirem os abastecimenos necessários. É certo que vamos passar pelos carros, mas não queria parar, por isso terei de levar tudo comigo. A minha dúvida é como...

Para já tenho duas hipóteses: ou prendo tudo, água, gel e barras, num cinto de triatlo que tenho, ou levo a mochila/camelbak de btt que tenho. Esta segunda hipótese tem a grande desvantagem de levar 1 ltr de água às costas a chocalhar o caminho todo, já para não falar no peso. Já testei nos 10 metros do corredor cá de casa e não gostei na experiência. Mas levar as coisas à cintura também pode não ser muito cómodo... É algo que ainda vou ter de decidir.
 
Entre os nossos leitores, há algum que me possa ajudar nesta dúvida?
 
De resto está tudo preparado para o treino de amanhã. Depois conto como foi...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

WILLKOMMEM BEI 45 – CORRIDA VOLKSWAGEN 2013


Bem pensado devia era ter ido para a praia. Ah….a praia, o mar, as bolas com creme …..

Mas não ……….

Ultimo quilometro, ultima passagem pelas linhas de montagem na AutoEuropa, ultima sombra! E de seguida …….de volta ao calor!

Felizmente houve duas zonas de abastecimento ( 3 e 6 Km), por isso a sede não era maior.

Tirando os profissionais, os restantes doidos (corredores) destilavam e ofegavam na corrida. Claramente não era um bom dia para correr….

Este domingo tínhamos o JRR dividido entre margem norte e margem sul do Tejo.
Rui T, Zémi e Joel optaram pela Corrida do Oriente. Eu, o Eduardo R e a Sofia viemos para a Corrida Volkswagen.

Cheguei de boleia do Eduardo R., mas esqueci-me o telemóvel. Assim, só mais tarde, a meio da corrida e depois de deixar o Eduardo R na “sua” corrida, consegui encontrar a Sofia. Poupámos as palavras, para não perder o fôlego.

Prossegui viagem rumo ao 45!
Era a ultima oportunidade da época, na medida em que era a ultima prova de 10 km.

Esperava uma prova mais a direito, mas este ano foi um slalom entre armazéns, carris e estradas que até dava raiva!

Definitivamente, só queria a meta!
Sozinho e com calor, cansado e irritado com o slalom, procurei a meta o mais depressa possível.

Não consegui aplicar uma “puxada final” mas deu para levar o 45 no bolso.
Cansado mas contente!

Não percebi porque é que puseram uma malta do RPM, a fazer exercício com música em altos berros, ao pé do espaço de descanso dos atletas e ainda por cima com um instrutor tão excitado que parecia que a bicicleta não tinha selim!
Enfim, são os maiores da pedaleira, mas os senhores tem que estar à sombra!
Entretanto os outros que tiveram que correr 10 Km ao sol, tem que levar com os “gritos de acasalamento”.
Grande ideia esta!
Ok….é da idade. Estou a ficar velho e rabugento!

Espero que a malta do JRR da margem norte tenha tido mais sorte, se possível com 45 nos bolsos! (só agora me apercebi que o “45” poderia ser associado ao calibre 45 de uma arma! Eh rapaziada….estamos a falar de tempo cronometrado Ok?

Nota para a Sofia: Ficou em 6º lugar na categoria dela. Ah granda Rosa Mota!

Uma corrida com sabor a modos que... mais ou menos

Quando enviei o pedido de inscrição para as corridas de Junho estava entusiasmadissimo com as corridas e decidi inscrever-me em três provas  – Corrida do Oriente (02 de Junho), Corrida BES Run Lisboa (08 de Junho) e Marginal á Noite (15 de Junho) – isto depois de fazer os 55 minutos (tempo oficioso) na corrida do dia da mãe.

Treinei com afinco, com regularidade e com determinação, e com ajuda dos meus companheiros nomeadamente com a S. atingi os 48 minutos aos 9km, o que antevia mais um record pessoal aos 10km. Foi também nesta altura em que estreei os meus novos ténis para pronador. Tudo corria bem!

A primavera despontava, as flores desabrochavam e a vida fluía, até que, uma semana antes do evento, e durante cinco longos dias uma gastroenterite me sugou a energia toda, me drenou do corpo um quilo em água e nutrientes, e só me deixa voltar a treinar na 6ª feira anterior à prova.

Não me levem a mal, continuo entusiasmado com as corridas, mas às vezes a vida não corre como planeado e de um momento para o outro temos que reequacionar os meus objectivos: naquele ultimo treino, efectuado sempre em esforço, e que me correu mal como seria de esperar, passei dos 48 min para os 51 min aos 9 kms, o que perspectivava agora um tempo final de 56 minutos para os 10 kms. A confiança inicial com que ia para a prova estava-se a desboroar.

No dia da prova, já com a cabeça em regulada em espírito de passeio e sem grandes objectivos definidos, estacionei num local que me pareceu intuitivamente perto da partida, seguindo-se a cena surrealista: perguntei a uns policias preparados para organizar a prova onde é que era o levantamento de dorsais, tendo estes retorquido que não sabiam e que o melhor era perguntar na estação de policia (2 metros do outro da rua).

Assim fiz, fiz-me de parvo, perguntei e lá dei com o portal de partida, e posteriormente com o pessoal da Caixa, sempre muito simpático e organizado, e finalmente com o Rui. Levantámos os dorsais, a tshirt da ordem e fomos pôr as coisas ao carro.

Eu juro que normalmente tenho um bom sentido de orientação, e que estacionei perto da prova, mas não sei se foi efeitos da abstinência de café durante uma semana, parecia que estava meio a dormir e não conseguia encontrar o carro ao ponto de ver que íamos chegar atrasados à corrida. Enfim, depois de desistir de procurar e quando nos dirigíamos para o carro do Rui, por engano, descobri o carro.

Bem, após voltarmos ao portal de partida, e de um aquecimento mal feito, deu-se a partida. Sabia que o Rui queria bater a sua melhor marca pessoal e fiquei à espera de o ver passar logo no início. Nem o vi…


Os primeiros 3 kms em ligeira subida em estrada de paralelepípedo, foram feitos em sofrimento e grande esforço. Sentia os músculos das canelas presos, o peso das pernas a arrastar-me, o peito a queimar, toda a gente me ultrapassava, por fim a doença apresentava a sua factura. Dei graças por a corrida ser patrocinada pela Servilusa, se me acontecesse alguma coisa tinha boleia para casa.

Olho para o relógio e tenho 18:32, a fazer prever um tempo final acima da hora, uma vergonha. Metade da minha cabeça pedia-me para parar de correr, e a outra metade gritava comigo para me despachar, sendo que dentro de esta última garanto que ouvi a voz do Pedro T. a gritar comigo e o vi a virar costas de desilusão.

A subida aliviou numa pista plana, recupero um pouco e descubro algo que já devia ter percebido nos treinos, os novos ténis pedem uma passada com o apoio em calcanhar e não a meio do pé como habitualmente faço. A passada alonga, ganha velocidade sem grande acréscimo adicional de esforço uma vez que o impacto é absorvido pelo material Lunarglide da Nike (pausa para publicidade). Pena é que só resulte em terrenos planos ou em descida, já que as subidas são feitas com o pé em “meia ponta”, aí os ténis Adidas levam vantagem com a sola Adiprene (nova pausa para publicidade).

Os túneis da Av. D. João II dão alguma folga aos ombros e a corrida torna-se menos exasperante, aos 4 km apanho o primeiro abastecimento de água e acelero um pouco e mantenho-me os restantes 4km a correr atrás de uma Sofia (nome nas costas da camisa), que ia mais depressa que eu. Curiosamente, correr atrás de Sofia acaba por ser uma metáfora espiritual da minha vida.

Aos 6/7 kms dá-se o 2º abastecimento de água e uma medição intermédia da prova. Gostava de ter estes dados porque me parece que a 2ª metade da prova foi muito mais rápida que a primeira, enfim aguardemos.
Ainda assim a corrida parecia um ordálio interminável até “rotunda das girafas”, a Sul da Expo, quando virámos para a Alameda dos Oceanos. Aos 8 kms, olho para o relógio e vejo que vou com 45 minutos de corrida, o que a uma velocidade de 5 min/km me poderia ainda garantir um tempo vistoso, dadas as circunstâncias.

Acelero, deixo a Sofia para trás, motivo uma senhora dos SSCGD a ultrapassar uma senhora do Montepio, entro na reta da meta em areia batida e corto a meta e sprintar, só pela piada. Ainda assim com a sensação de que estes dois quilómetros finais me pareceram demasiado longos.

Terminada a corrida, vou ter com o Rui T., quase a dormir, que estava à quase 10 minutos à minha espera, trocamos as primeiras impressões, cumprimentamos o pessoal da Caixa e fomos a caminho do carro, conversa puxa conversa, esqueci-me outra vez de onde é que estava o carro: “Zé então passaste pelo carro e nem o viste? Ai Zé ai Zé! – É pá nem sei onde é que tenho a cabeça hoje, não vais pôr esta cena na crónica pois não?”


Em conclusão, a corrida soube-me a amargo de boca, soube-me a uma derrota com justificação e ao mesmo tempo a uma vitória sobre as adversidades, mas também que conseguiria fazer melhor. Mas o passeio, o exercício e o convívio compensam sempre. Aprende-se quando as coisas não correm bem, levanta-se a cabeça, olha-se para a corrida do BES Run Lisboa à nossa frente, arreganha-se os dentes e dizemos para nós próprios: Tu da próxima não escapas!


P.S. fiquei em 1.013º num total de 1.634 corredores, com um tempo oficial de 57:06 (56:32 oficioso que seriam 54:22 se o percurso tivesse apenas 10km e não os 10,4 km medidos por vários GPS de outros corredores).

Road to Manchester/13 - “Vagas de Corrida”


Dia 1

10H20 – O avião da TAP, com destino a Manchester (UK), chega ao aeroporto.

Inicia-se, assim, a horas, a iniciativa Road to Manchester/13.

Eu e o companheiro Eduardo R  planeámos e concretizámos a primeira participação num evento de corrida fora de Portugal.

Sem surpresa encontrámos frio e chuva. Nada de espanto. Afinal este pais tem uma péssima relação com o São Pedro.

Passadas as exigências de controlo e com as malas na nossa posse, iniciámos a primeira deslocação em “terras de sua majestade”!

Manchester à Runcorn

Apanhámos o comboio para Newton–Le-Willows, onde o anfitrião Antonio R. (Tó) nos iria levar ao centro de estágios em Runcorn. Uma viagem tranquila num comboio a diesel, com um motor que parecia tirado do Séc. XIX.

Tá feito um homem, o amigo Tó!
A última imagem que tinha dele era de um jovem de 17/18 anos, sorridente, introvertido e à procura da sobrevivência num Portugal de “baixa qualidade”.
 Ali estava ele! O sorriso, esse mantinha-se! Mas agora era é um individuo mais desembaraçado, extrovertido e com uma dinâmica profissional de fazer inveja!
Uma mudança para melhor!

Em Runcorn deixámos as malas e voltámos à estrada.

Runcorn à Liverpool

E assim chegámos a Liverpool uma cidade costeira.
Para quem olha percebe que é a porta de entrada (e de saída) de mercadorias.
O seu centro está muito próximo da zona ribeirinha.
O grande mito desta cidade são os Liverbirds, uma espécie de grifos que se encontram nas cúpulas da catedral e que se diz estarem a segurar a cidade de uma submersão no mar!
                                          (Os Liverbirds nas cúpulas da catedral de Liverpool)

O Titanic e os Beatles são outros “fenómenos” da cidade.
No final do dia retornámos ao centro de estágios.

Dia 2
Runcorn à Manchester

Dia seguinte.
Depois de uma actividade de geocaching (www.geocaching.com), partimos para Manchester para uma visita à cidade e “levantar tenda” no hotel reservado.
 

Manchester apresentou-se como uma cidade mais dinâmica que Liverpool.
Nota-se que é uma cidade industrial devido à sua grande indústria localizada ao seu redor.
O seu centro cheio de lojas de grandes marcas e com muita gente, apresentava uma vivacidade contagiante.
Almoçámos por lá e partimos à procura dos dois Manchester´s!
O City não estava disponível (um evento qualquer “inundava” o estádio e arredores).
Fomos para o United. Visitámos os arredores do estádio e a loja vermelha.

É claro que a palavra “Champions” estava espalhada por todo o lado. Antes da retirada para o hotel fizemos um “passeio” pelo itinerário da corrida. Fácil e sem grandes desníveis.


 Dia 3

Bupa GreatRun Manchester
 

Saímos do hotel, contornámos a esquina e …………..um mar de gente!
Muita, muita, mas mesmo muita gente! 40.000 Pessoas!

Confesso que uma onda de pânico se começou a apoderar de nós!
E agora? Para onde ir? O que fazer?
Era uma rua de 4 faixas, numa extensão de cerca de 800 mts.
Focámo-nos no problema! A sua resolução estava nas bandeiras.
A corrida estava dividida por vagas.
A vaga Elite, a vaga Laranja, a vaga Branca, a vaga Verde, a vaga Azul e Rosa.
A nossa identificação estava na cor de fundo dos nossos dorsais. Branco.
 

A estrada estava dividida por compartimentos identificados com bandeiras. Tudo muito bem organizado!
Cada vaga iria partir com 20 minutos de intervalo.
Nada de confusões, com espaço entre corredores. Uma estratégia que devia ser “importada” para a corrida da Ponte 25 Abril.
                               
Uma estrutura metálica elevada a cerca de 4 metros, albergava uma personalidade do Jet Set e um personal trainer que punham cada vaga de corredores a “aquecer” e a “alongar”.
 

                                                                (O que víamos á frente)
                                         ( o que víamos atrás - Não...não sei quem é o pintas)

A hora de partida chegava.

Tiro de partida!

E quando cruzámos a partida, um espanto!

Muitos espectadores batiam palmas e gritavam. Até arrepiou!
Parecia uma prova olímpica! Espectáculo!
Saímos do centro da cidade e 4 Km´s depois estávamos a entrar na zona de Old Trafford.
Em Old Trafford tivemos o privilégio de passar ao lado do estádio do Manchester United, com a imagem de Sir Alex Ferguson a saudar-nos.
 

Apartir daqui foi fazer o percurso inverso.
Foi apartir daqui que deu para ver a verdadeira massa humana que estava atrás de nós.
Milhares e milhares de pessoas! Incrível!
 

Incrível foi também a chegada.

Mais um sentimento olímpico!
                                              (O cansaço de quem entretanto chegava à meta)

As centenas de pessoas que nos motivaram na partida, saudavam-nos na meta.
O próprio sol brilhava de uma forma nunca vista, desde a nossa chegada a estas bandas!
Na meta, um quadro por cada vaga dava o tempo de cada uma.

Chegámos no minuto 53.
Um bom tempo, dado o ritmo de passeio.

Alguns pormenores da corrida:

- Tratava-se basicamente de uma corrida de caridade.
Não havia equipas de atletismo (e por isso a nossa opção por não usar a t-shirt da secção de atletismo).
Basicamente os vários corredores optam por uma instituição de caridade, vestem uma t-shirt da mesma e fazem recolhas de fundos através de familiares e amigos e através da publicitação, através de um dorsal colocado nas costas, com um número e uma referência que podem ser utilizados via SMS no telemóvel;

- Vários corredores mascaram-se e fazem uma corrida “carnavalesca”;




- Vários postos de abastecimentos, um grande chuveiro para refrescar os corredores e muita música ao longo dos 10 km´s;

- Um final emotivo, com centenas de pessoas a puxar pelos corredores (tantos são os aplausos que não apetecia nada parar!);
 

- O saco dado no final. Espetacular!
Tinha agua, bebida isotónica, barras energéticas, bolachas, Pistachos (?) e uma t-shirt.
De facto a única coisa a destoar foi a t-shirt. Muito fraquinha. Nem da marca desportiva, que patrocinava a prova, era! Apelidámo-la carinhosamente de “t-shirt para dormir”!

De volta ao hotel e depois do duche tomado, era hora de fazer “check out” e dar uma volta na cidade e aproveitar para almoçar e fazer algumas compras .

As refeições em Inglaterra são sempre um problema quando não temos cozinha à mão!
Os “nativos” são conhecidos por comer pouco, mal (à base de fritos e take way) e beber muito. Para um latino, é complicado fazer uma refeição. As possibilidades vão desde as sandes às batatas fritas com molho. As prateleiras dos supermercados são a imagem deste paradigma: Saladas frias em abundância e fruta e vegetais super caros!
As doses de coca-cola bebidas, fizeram-nos acreditar que o sistema digestivo dos ingleses devem estar gravemente corroídos. Por isso é que, de quando em quando, ouve-se apelos ao São Gregório!

 
Manchester à Runcorn

Utilizámos novamente o meio de transporte de eleição em Inglaterra (o comboio), e assim retornámos ao centro de estágios.

Ainda deu para relaxar, fazer um golfe, tiro aos pardais e preparar o material de barbecue. Afinal, só anoitece às 9H30 (nesta altura do ano).
 

Uma ementa de salmão, batata cozida e conversa animada, com um pouco de cidra e Guiness. Tudo para contrabalançar uma almoço fraco.

Aproveitámos ainda, para fazer um geocaching nocturno.


Dia 4

Runcorn à Chester  à Runcorn

Ultimo dia antes da partida e a chuva retornou.
Mesmo com a chuva decidimos rumar até Chester, uma vila catita perto de Runcorn.

Conhecida pelo seu relógio altaneiro, esta vila alberga uma simpática rua direita comercial.
 

Um almoço rápido (lá voltámos nós às sandes, mas desta vez ainda havia sopa!), seguido de um passeio à margem do rio. De seguida entrámos, ainda com a companhia da chuva, no parque da vila. Pequeno, mas bem cuidado, deu para conhecer os seus habitantes mais comilões: os esquilos, que vinham comer à nossa mão!

                                                        (Copyright Sr Eduardo Rodrigues)
 
De seguida retornámos a Runcorn, para a última noite.


Dia 4

Runcorn à Manchester

….e assim bem cedo, “levantámos acampamento” e aproveitando boleia do anfitrião, retornámos a Manchester onde o nosso airbus da TAP estava estacionado.

Tó e Deni obrigado pela estadia e pelos passeios.
Vocês foram GRANDES!