segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Now that´s what i call Running Music – Playlist JRR

Ora correr. Ora correr muito. Ora correr muito entretido(a)!

Entretido(a) com o quê? Com musica ………..naturalmente!

Depois da companhia dos amigos, a musica será sem duvida a melhor opção para “deixarmos as pernas em piloto automático” e dirigirmos a atenção para outras coisas. A musica é nosso “ambientador emocional”!

A poucos dias da prova do ano (quer maratona, quer meia maratona), achámos que era “simpático” arranjar uma playlist para correr.

Não são as melhores musicas para correr, são apenas boas musicas para correr, segundo a singela opinião do Team JRR.

E inovação das inovações, incluímos uma playlist com temas para alongamentos! Boa ideia hein!

Deixamos os links no youtube, já que com um qualquer conversor de musicas, é possível passar os mesmos para formato MP3.

Então aqui vai a banda sonora para as nossas (e vossas) corridas:

Playlist Corrida JRR

Beautiful day – U2 (sugerido por Joel) http://www.youtube.com/watch?v=co6WMzDOh1o
Don´t you worry child - Swedish House Mafia (sugerido por Pedro T) http://www.youtube.com/watch?v=1y6smkh6c-0
Dialectos de ternura – Da Weasel (sugerido por Rui) http://www.youtube.com/watch?v=QdR4FIvW5Ds
Eye of the tiger – Survivor (sugerido por Rui) http://www.youtube.com/watch?v=btPJPFnesV4
I ran – A Flock of Seagulls (sugerido por Ricardo) http://www.youtube.com/watch?v=BJ7NVjZ-Eyg
Love you better – Crazy White Boy (sugerido por Sofia) http://www.youtube.com/watch?v=ifUn4TQ1aTc
Nowhere fast – Fire Inc (sugerido por Ricardo) http://www.youtube.com/watch?v=8knq1RLWEgo
One Vision - Queen (sugerido por Pedro T) http://www.youtube.com/watch?v=r4UNoECibYk
Aguanile – Marc Anthony (sugerido por Zemi) http://www.youtube.com/watch?v=4Nx8URjepjo
The final countdown – Europe (sugerido por Joel) http://www.youtube.com/watch?v=9jK-NcRmVcw
The lonelinesse of the distance runner – Iron Maiden (sugerido por Zemi) http://www.youtube.com/watch?v=xo-1iAsqmQI
Wake me up –Avicci (sugerido por Sofia) http://www.youtube.com/watch?v=IcrbM1l_BoI



Playlist Alongamentos JRR

She moved through the fair – Loreena Mckennitt (sugerido por Zemi) http://www.youtube.com/watch?v=6uU-hIUtJ5M
Barcelona – (sugerido por Joel) http://www.youtube.com/watch?v=o8Eg-mWdDLc
Chariots of Fire - Vangelis (sugerido por Pedro T) http://www.youtube.com/watch?v=TYJzcUvS_NU
Give me love- Ed Sheeran (sugerido por Sofia) http://www.youtube.com/watch?v=FOjdXSrtUxA
Orinoco flow – Enya (sugerido por Ricardo) http://www.youtube.com/watch?v=LTrk4X9ACtw
Sail – Awolnation (sugerido por Rui) http://www.youtube.com/watch?v=JaAWdljhD5o

Destak para a Maratona

Depois do inicio de época na Corrida do Tejo, nova maré de gente na marginal, desta vez com destino a Cascais.

De facto, a marginal “casa bem” com este tipo de iniciativa. É bom pisar o asfalto de tal estrada.

Mas tratou-se para muitos corredores, um treino para a maratona. Era esse o tema de conversa no pelotão. E o estado meteorológico assustava! E muito! Um calor enorme “brindou” quem corria naquela manhã. E toda a gente desejou clima mais ameno.

Quilometro após quilometro, lá se foi fazendo o “passeio”.

A “Sofia Mota” pôs a quinta velocidade e fugiu de nós.

Mais tarde perdi o Eduardo no pelotão que me perseguia.

Companhia do principio ao fim: O sol e a excelente paisagem marítima. E que grande manhã de verão estava!

Ultimo quilometro, uma descida simpática e Baía de Cascais à vista, um spot que “desencrava” qualquer namoro “calcinado”!

A “Sofia Mota” já lá estava e o Eduardo chegou logo a seguir. E ainda deu para usufruir de um bom alongamento na relva.


E o descanso? Foi feito no comboio, de regresso a Carcavelos. Com sorte arranjámos lugar. E com sorte deu para relaxar.

Maratona - O Percurso

Para quem não conhecer ainda o percurso da Maratona de 6 de Outubro, então este o link ideal.
 

domingo, 29 de setembro de 2013

Atletas portugueses com vitórias históricas hoje

João Sousa
  
Rui Costa

Hoje gostava de deixar aqui uma nota de destaque para as vitórias históricas dos atletas João Sousa e Rui Costa. Estes atletas estão de parabéns e estes resultados certamente é um grande incentivo para todos os desportistas portugueses que trabalham muito diariamente. Ficou demonstrado que Portugal tem atletas de grande qualidade e que merecem o apoio dos portugueses.
João Sousa, de 24 anos, venceu o Torneio ATP de Ténis de Kuala Lumpur e tornou-se o primeiro português a vencer uma final de um torneio do circuito ATP.
Rui Costa sagrou-se campeão do Mundo na prova de ciclismo de estrada, que decorreu em Itália.
Não será altura do país e dos portugueses apoiarem mais as modalidades ditas "amadoras" em vez de se dedicar "toda" a atenção para o futebol e aquilo que o rodeia?
Será que amanhã teremos como tema principal de capa dos jornais desportivos as vitórias de João Sousa e Rui Costa? Espero que sim!
O país e os portugueses podem dar mais valor àquilo que os portugueses conquistam e podem se inspirar nestas conquistas para superar os seus próprios desafios do dia-a-dia.

O Ultimo treino longo antes da meia...

Foi às 6:00 (ÀS 6!!!) da manhã que acordei para o último treino longo antes da meia maratona, no próximo fim de semana. Tinha como objectivo fazer 15/16kms para tirar a pouco e pouco os kms das pernas.

Agora, acordar àquela hora da manhã mostra a massa do que cada um é feito: 

O Pedro, extremamente focado, o primeiro a chegar, o líder nato. 
A Sofia,  um misto entre um  inconformismo entre a hora do dia (noite) e o sorriso habitual. 
Eu como é que eu hei de descrever em palavras? Vejam aqueles olhinhos pequenos... a voz embargada... Bem, eu parecia um bebé com a birra do sono.

O treino em si, não tem grande história. Chegámos às 7:15 (atrasados), reunimo-nos com o Eduardo, o Filipe e o Cristiano e começamos logo a correr calmamente no inicio a 6:20 e fomos gradualmente acelerando até aos 5:35 no 5ºkm e o melhor tempo 5:17 ao 13ºkm.


Fiz um total de 1h29min para 16 kms, muito bom tempo para mim, se conseguisse fazer este ritmo na prova ficaria extremamente feliz. Os outros companheiros, alguns em preparação para a maratona, continuaram até aos 22 kms.

Bom, desejo desde já aqui e a todos os votos de boas provas.


Por último, felizmente que amanhã vou trabalhar, assim posso dormir até tarde, às 6:40. A loucura!

Se a Wii diz, então é porque é verdade... :)


Parece que as idas à nutricionista sempre resultaram... :)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Longa caminhada do Urban Trail - O antes, o durante e o depois


Há uns meses atrás fui convidado a participar na caminhada do Urban Trail de Lisboa. Seria um passeio entre amigos, pareceu-me boa ideia e inscrevi-me J. Iria aliar o passeio por ruas históricas de Lisboa a convívio entre amigosJ.

Estava com ideia que seria uma simples caminhada de 6 kms. Apesar do desnível das colinas de Lisboa fazia-se bem.

Acontece que na 4ªfeira anterior coloquei mal o pé esquerdo no passeio e fiz uma ligeira entorse. Na altura não me ficou a doer, apenas uma moinha e não liguei muito. No sábado de manhã fui à natação e fiz a aula normalmente. Sábado à tarde o pé doía-me e já incomodava. Aqui percebi que estava fora de questão correr no dia a seguir como tinha previsto fazer (estava inscrito na corrida da Linha/Destak). Coisas que acontecem, tranquilo.

De qualquer modo não quis abdicar de participar na caminhada, afinal eram “apenas” 6 kms a passear. Fui de boleia até Lisboa e estacionámos numa rua paralela à Avenida da Liberdade. Fomos a pé até ao Terreiro do Paço e aqui não estava nada bem do meu pé. Uma simples caminhada da Avenida da Liberdade até ao Terreiro do Paço estava a ser incomodativa. Pensei: epá isto de caminhar uns quanto kms assim não vai ser fácil, mas já que estava aqui vamos lá fazer isto.

Encontrámos mais amigos junto ao Martinho da Arcada no Terreiro do Paço. O ambiente no Terreiro do Paço era festivo, ao som de música para animar a malta.

Tivemos a oportunidade de participar no evento “Maior Sorriso do Mundo”, em que os caminhantes e voluntários com as suas lanternas construíram uma imagem de um sorriso luminoso. Na minha opinião, foi o mais belo momento da noite. É sempre bom sorrir e fazer parte de uma imagem de um sorriso luminoso gigante foi giro J
 

Depois lá se iniciou a difícil caminhada, que teria sido muito mais agradável estando em boas condições físicas. Partimos do Terreiro do Paço, passámos pela Rua da Madalena, entrámos na Mouraria caminhando em ruas estreitas e ingremes em direção ao Castelo de São Jorge. Chegados ao Castelo deu para apreciar as belas vistas da cidade J. Depois fizemos o caminho de regresso, continuámos por zonas históricas de Lisboa e passámos junto à Igreja de São Vicente de Fora, Panteão Nacional, Sé, Museu do Fado, entre outros.

Confesso que quando ia a andar estava mais focado em não colocar mal o pé no passeio do que em apreciar as vistas. De qualquer modo, foi giro percorrer as ruas de Lisboa e aproveitar para conversar com os amigos.

Passadas umas horas, e nisto o tempo pouco importava, lá chegámos ao Terreiro do Paço.

Mas a caminhada verdadeiramente ainda não tinha acabado, afinal faltava voltar ao carro para nos levar até casa.

Posso vos dizer que literalmente quando cheguei a casa fui colocar durante alguns minutos os pés de molho!

O convívio foi bom J!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Treino Longo – O que vai na cabeça de um gajo em 2 horas de corrida

Introdução à barreira psicológica dos 18 kms

Dedicado à Filó J


Num acto de auto-punição e de purificação pela dor, por não ter ido à corrida do Destak, decido fazer o primeiro treino de 20 quilómetros de preparação para a meia-maratona que se avizinha.

Assim, chego a Belém num pôr-do-sol extraordinário, uma baía inteira banhada em suaves cores alaranjadas e com uma temperatura confortável. Aos meus pés o rio é um espelho de água translucida. Faço uns alongamentos, ponho umas salsotas alegres no ouvido e parto calmamente rumo a Lisboa. A pista é completamente plana, sem obstáculos, o que ajuda no objectivo.

Inicio o treino com a barriga ainda cheia do lanche, o que me dificulta o ritmo inicial, mas resolvo continuar. Faço um bom ritmo por Alcântara, Cais do Sodré, Terreiro do Paço, Santa Apolónia (km8).Há muita, muita gente a correr e a andar de bicicleta àquela hora em Belém.Aliás não é só a correr e de bicicleta é um mundo inteiro que se junta à beira rio.

Aproveitando as obras feitas à beira rio e da miríade de cafés, bares e restaurantes instalados,a cidade fervilha de vida àquela hora.Desde namorados abraçados nas margens,turistas estrangeiros encantados pela luz crepuscular, outros que se preparam para regressar e ir jantar nos paquetes de luxo, emigrantes paquistaneses e chineses, pessoas sem-abrigo que se preparam para passar a noite, ao lado dondocas nas esplanadas que têm um ar de quem nunca trabalhou na vida, e ainda milhares de pessoas que vão apanhar o barco de regresso a casa.

Chegado a Santa Apolónia não apanho o comboio, volto para trás, e sinto o primeiro obstáculo, o vento contra. Até aquela altura correr tinha sido um belo passeio, mas a partir daí começo a ter de lutar contra uma força que me empurra para trás.

Aos 11 quilómetros faço o abastecimento com um gel com sabor a maçã, que me acaba por sujar todo…Continuo em direcção a Algés.

Chegado ao km 16, já a noite tinha caído e Belém encontrava-se esvaziada de tudo, excepto de escuridão e vento. Os corredores que por lá andavam no início do treino há muito que desertaram. O céu estava despido de estrelas e só se via uma dança de luz e sombras entre os pinheiros do jardim e os lampiões amarelados. E é aqui o treino entra numa fase completamente diferente.

De repente uma rabanada de vento faz com que o Tejo se agite efervescente, como se Neptuno se preparasse para emergir do fundo do mar, e revela um rio transfigurado num negro-acastanhado lamacento, polvilhado por milhares de seres oblongos e fluorescentes que espreitam à tona, como almas penadas que me esperam no submundo mas que se revelam no final, pese embora este cenário tétrico, como sendo apenas... tainhas.

O corpo pouco a pouco tornara-se muito pesado, os músculos das pernas a sentirem-se presos. Para motivar substituo as salsas cubanas no meu ouvido por Metal.

À beira rio, um pescador fumava à espera da sua presa e ao lado um rapaz rabiscava um pequeno caderno, enquanto fitava estático um carrinho de bebé ao seu lado.Seria um poeta?

Se o pescador pega na cana para pintar um peixe, o poeta pega na caneta para pescar um poema. Se um vê a luz na ponta do seu cigarro incandescendo-se intermitentemente como um farol que o vai guiando, o outro vê a luz que o guia no sorriso da criança.

O Poeta e o Pescador, a caneta e a pena, o poema e o peixe. O sonhador e o fazedor juntos,  um procura o sentido da vida por entre duas rimas, ou outro puxa a linha procurando a vida num sentido. O poeta procura a purificação para um pecado sonhado junto do pescador de almas.

Encontrava-me perdido nestes pensamentos quando de repente, no largo da Torre de Belém, uma Cocker cor de mel linda, de olhar meigo com a qual me meto, salta para o meu caminho e põe-se a correr ao meu lado, ultrapassa-me e provoca-me olhando para trás como se estivesse a mostrar que corre mais depressa do que eu. Dança à minha frente da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, desenhando "oitos" como se me toureasse. Respondo fintando-a e ela fica maluca aos saltos.

Adoro-a! Parece que nos conhecemos desde sempre. Desmancho-me num sorriso de orelha a orelha, quando ela salta com uma alegria infantil, uma vivacidade contagiante. Entusiasma-me correr ao lado dela mas, por um lado, não é a mim que ela pertence e, por outro, ficar a brincar com ela implica desistir dos meus objectivos.

Mas a verdade é que ela acaba por ser a companheira ideal para aquele troço, estava muito desgastado quando a encontro, as brincadeiras com ela, servem-me de apoio, fazem-me sorrir como uma criança. E é com o coração apertado que a deixo para trás enquanto ouço o dono a marcar o território: “Filó, anda!”

Foi um momento mágico, de cumplicidade que eu nunca esquecerei, por muito ridículo que pareça, não sei se por causa do cansaço, se da escuridão, se do frio, se da solidão, e sei que muito poucos compreenderão o que escrevo, mas foi grande o impacto que esta situação teve em dar-me forças anímicas para continuar naquela altura, e foi assim mesmo. Quem me dera que as relações entre humanos fossem assim tão... fáceis. Confesso que vou ter saudades dela.

Já completamente só, sucumbo num vazio enorme de sombras e trevas criadas por um aglomerado de árvores. Perdido, não vendo onde pisar ou que direcção tomar resolvo seguir simplesmente em frente, num salto de fé, e acelerar em direcção a Algés.

Devidamente iluminado passo a Fundação Champalimaud, a antiga Docapesca e, entusiasmado resolvo aumentar o objectivo em 1 km, afinal quem faz 20 faz 21.Finalmente chego até a um dos meus restaurantes preferidos o Siesta em Algés.

O retorno de 1,5 kms para Belém e para o carro é difícil, mas ao som de “The Loneliness of the Long Distance Runner” e a presença ocasional de outros corredores vai-me ajudando. As pernas doem. Começo a pensar em fazer um sprint no último quilómetro, mas quando lá chego os músculos das pernas começam a doer de cansaço extremo, o corpo pesa-me e a cada passada só vou repetindo numa reza contínua para mim próprio:“Não pares, não pares. Está quase!”

E finalmente cheguei ao fim, 2 horas e 4 minutos depois de ter começado a correr. Parei o relógio absolutamente derreado. Não fiz um grande tempo, pelo menos comparado com os dos meus companheiros, mas também não me pretendo comparar com eles. Os alongamentos são muito difíceis mas eu sei que são fundamentais. As pernas quase que não respondem de tão presas que estão.


No final, para além no cansaço, e por ter feito pela primeira vez 21 quilómetros (depois de uma vida inteira a não conseguir correr 2 minutos seguidos), estou repleto de uma sensação fantástica de superação que me custa expressar em palavras. Aí espero que muitos de vocês me percebam… 








segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A pedalar para a Maratona


As saudades eram muitas, confesso. Andava há muito longe da minha bicicleta e foi com muito prazer que voltei à estrada a pedalar. À partida para este treino o objectivo passava por não dar descanso às pernas, mas poupar os pés. Era um treino que estava no plano para a Maratona de 6 de Outubro e foi isso que me fez optar pela estrada em vez dos trilhos de BTT. Tinha duas hipóteses, mas se tivesse ido para Monsanto tinha ido, acima de tudo, "brincar" às subidas e descidas havendo sempre o risco de cair e de me magoar. Indo para a estrada, com um percurso bem escolhido, tinha algumas garantias que ia fazer o que queria.

Juntei-me então aos Metralhas, em Loures, e às 8h já estávamos a pedalar. Eles iam até à Arruda dos Vinhos, com vista à preparação para a viagem a Fátima, mas eu tinha de regressar mais cedo. Acompanhei-os até Alverca e depois continuei sozinho. Até esse ponto foi um autêntico pedalar ao máximo. Sempre na cadência mais alta possível, com a máxima força possível, para exigir das pernas a força que será necessária daqui por duas semanas. Depois de Alverca apanhei a estrada para Bucelas, já sabendo que teria que superar cerca de cinco quilómetros de subida. E que subida... Fantástica, mas muito dura. Com o calor e o esforço o suor escorria em fio. A chegada a Bucelas aconteceu com alívio, confesso, pois logo a seguir vem uma descida até Loures e sempre deu para descansar. Depois até pedalar ao máximo até casa. Cheguei satisfeito, mas dorido. O meu respectivo já não estava habituado ao selim da bicicleta e já se queixava...


Este treino deu também para perceber que o caminho para o triatlo longo e para o IronMan terá de se fazer na estrada. Por muito que goste de BTT, é com a roda fina que terei de treinar nos próximos meses se quero atingir os meus objectivos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Corrida do Tejo – Um dia para esquecer

Era a primeira prova da temporada 2013/2014, após um defeso a tentar curar uma pubalgia, onde o meu ritmo foi afectado: da minha melhor marca para os 10 kms 51:55, passei para os 54 minutos em treino.

Levantei-me, tomei um bom pequeno almoço, vesti-me. A camisola da prova era o dorsal, pelo que mesmo que apertada na minha cintura abdominal tinha que a vestir. Eu e a minha mulher fomos apanhar a Maria Teresa, descemos rumo a Algés e encontrámo-nos com uns amigos dela.

Depois de uma muito breve corrida de aquecimento, rumámos à box de partida para fazer uma coreografia de aquecimento (muito fraquinho para quem já fez aquecimento cardio ao ritmo de funaná...), ainda tivemos que ouvir o discurso do presidente de câmara em funções mas nunca eleito Paulo Vistas, candidato às próximas eleições, e de um candidato a vereador que quando refere que no dia anterior tinha estado com o “Dr. Isaltino Morais”… é abafado por uma vaia monumental.

De repente, e sem ter dado por isso, inicia-se a corrida. Com muita confusão, dado os 11.000 “atletas” presentes, lá vamos ultrapassando por aqui e por ali, por cima do passeio, de lado esgueirando-me por entre ombros adversários até encontrar um espaço onde conseguisse correr ao nosso ritmo.

Ao nosso ritmo não, a Maria Teresa vira-se de repente e diz "Isto é muito lento para mim!" e inicia-se um novo ciclo de perfurações por entre a massa humana. Nesse momento, um jovem de vinte poucos anos, alto de porte atlético (que nojo) apercebendo-se da vocação natural desta rapariga para as ultrapassagens, rapidamente se interpõe entre nós e aproveitando as aberturas criadas segue a rapariga e eu aos poucos perco-os na multidão.

Mas, passada aquela confusão inicial, vou bem no meu ritmo, acabando por ultrapassar um ex-colega que já não via à muito tempo, e curiosamente um vizinho que não sabia que também corria.

Segue-se a rampa para o Alto da Boa Viagem, a parte difícil do trajecto, desacelerando faço-a com algum esforço, mas por obra do destino, por ir atrás da horda de pessoas, acabo por fazer a subida toda, não aproveitando o túnel para me poupar a mais alguns metros de subida. Ainda tenho tempo de ver o Torrinha a passar por mim lá em baixo no túnel e de tentar fazer um sprint falhado para o tentar apanhar.

Bom, cansado da subida, aproveito a descida até à curva do Mónaco para tentar recuperar. Já em Caxias começo a notar uma dor no abdómen direito. Já há muito tempo que não tinha dor de burro... entretanto aparece-me outra dor do lado esquerdo e sou obrigado a meter pé a fundo e recuperar a respiração durante uns quilómetros.

Já em Paço d'Arcos tento voltar ao meu ritmo, mas mal acelero a dor volta. Repito a dose em Santo Amaro e o resultado é igual. Pese embora o meu corpo me pedisse para parar de correr e começar a andar, recuso-me a fazê-lo.

Subo a rampa do Inatel e chego à rotunda de Carcavelos, onde me dá o 2º fôlego e desato num sprint de passada larga até à recta da meta. Mal vejo o tempo de corrida no portal a ultrapassar inexoravelmente os 58 minutos, varre-me uma onda de desilusão. Lembrei-me vagamente dos 51:55 feitos em Julho.
No final, não havia banana, apenas maçã, que não é a mesma coisa.

Entretanto e para perceber o que se tinha passado fui ver a evolução dos tempos por km, concluindo que foi o alto da Boa Viagem e o sprint atrás do Torrinha que acabaram comigo. 

Tenho que aprender a gerir melhor o meu ímpeto:

1  - 5:36 (inicio confuso)
2  - 5:19
3  - 5:33 (subida do alto da boa viagem)
4  - 5:24
5  - 5:32 (Caxias)
6  - 5:46 (Paço d'Arcos)
7  - 5:48 (Santo Amaro de Oeiras)
8  - 5:53 (rampa Inatel)
9  - 5:18 (sprint final)

10 - 5:10

No final a Sofia podia ter quebrado o record pessoal dela, podia mas não quebrou porque estava inscrita como Maria Teresa ;)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Onde será a seguir? :)

É isso mesmo. Depois de me ter estreado a correr no estrangeiro, mais precisamente em Paris, eis que surgiu na semana passada a oportunidade de repetir a experiência. Onde? Barcelona!

Ambas as viagens foram por motivos profissionais, mas claro está, para onde vou os meus ténis vão também! E se em Paris não tive muito tempo livre, e tive que madrugar para "marcar o ponto", desta vez estava à vontade, já que iria aproveitar para ficar até domingo... No entanto, acabei por apenas fazer um treino ainda durante a semana, e de uma forma inesperada.

Mas a viagem teve também o seu lado menos positivo. Perdi 2 treinos longos que estavam planeados, mas como compreenderão, não é todos os dias que se vai a Barcelona (eu pelo menos...), e como tal aproveitei ao máximo o tempo disponível para conhecer a cidade. Fue muy bueno!

Tinha planeados 21 Km na 4ª feira e 34 Km no Domingo. Corri 10 Km na 4ª feira e fiquei-me por ali.

Resumindo:

3ª: Viagem de ida e 1º reconhecimento do terreno :)
4ª: Trabalho e treino noturno
5ª: Trabalho
6ª: Laurear a pevide
Sáb: Vadiagem
Dom: Últimos cartuchos e viagem de regresso

Quanto à parte do trabalho, acho que ninguém estará interessado em ler nada...
Quanto à parte do turismo, passo à frente para não causar inveja a ninguém! Mas... fue muy bueno!
Quanto ao treino, digo que foi inesperado não tanto pela companhia, mas pelo resultado. Fui correr com o chefe. O chefe tem 55 anos. Apesar do chefe ir ao ginásio 2 a 3 vezes por semana, não esperava que o chefe fizesse 10 Km. Nem 5. Nem 3.

Ainda em Lisboa, desafiei-o a levar os ténis para aqui o "padrinho" (alcunha que me foi dada pelo Zémi.... história para outro dia) desencaminhar mais um para o mau, péssimo, vício da corrida... E não é que levou? E não é que ele é que disse depois de um dia de trabalho: "vamos correr?" Obviamente que a minha resposta foi positiva! Nem vale a pena falar de ritmos nem de tempos. Foi apenas um treino em que alguém começou a correr na rua, que por acaso era em Barcelona. Mas várias coisas foram fixes nesta corrida:
- Ver alguém a começar a correr;
- Ver alguém a superar-se a si próprio e ficar com aquele brilho nos olhos com que todos ficamos depois de um treino assim;
- Correr em Barcelona!
- Correr à noite em Barcelona!
- Ver que, literalmente, dezenas de pessoas estavam a correr às 11h da noite em vários pontos da cidade;

Eis o percurso:


Durante a corrida fui estabelecendo objetivos, "cenouras", e incentivando o chefe. Esperava correr 15 mins., mas depois do Km 3, vi que chegaríamos ao Km 5. Aí, ainda disse: "olhe que ainda temos que voltar para trás...". Resposta: "Vamos subir a Rambla!".

Foi +/- 1,5 Km de subida ininterrupta que curiosamente foram o segmento mais rápido da corrida. A volta, a descer, serviu para perceber que a vontade dele em continuar era forte, pelo que continuei a controlar o ritmo com o meu Polar e com o Endomondo a perguntar-me até onde ele iria aguentar. Devo dizer que o espírito de sacrifício era obviamente o de um corredor... Nunca lhe disse nem o tempo, nem o ritmo, nem a distância que íamos fazendo... Nem ele queria ouvir. Só disse: "Diga-me só quando chegarmos ao objetivo". Objetivo que eu ia traçando: 3 Km, 30 mins, 5 Kms, 7,5 Kms, 8 Kms... depois pensei "quem faz 8 faz 10!!" e então disse-lhe: "Só faltam uns 10 mins! Não vamos parar agora, não é?".

Passado 5 mins, disse "Só faltam 8 mins de corrida! Bora lá!" eheheh

Mais 5 mins, e disse "Faltam uns 500 metros! Já falta pouco!" Faltava 1 Km!

6 mins e meio depois disse-lhe: "Quer ouvir o que o GPS diz?"...

Passados 30 segs "Ten Kilometers in 1 hour 10 minutes and..." e parei de correr. O chefe só ouviu o tempo, e não percebeu a distância e depois de parar perguntou quanto tinha sido. Eu levantei as 2 mãos e estiquei os dedos: 10!
A reação dele é o que de facto a corrida tem de mais espetacular! Ficou espantado e muito contente com o treino. Fez questão de me acompanhar no meu treino e resistiu 1h:10m. E ele esperava correr uns 15 mins...

Obviamente que foi a um ritmo lento de 7 mins/Km, mas foi muito fixe.

Quanto ao resto da viagem.... Fue muy bueno! :) Só fiquei com um pequeno amargo de boca. Não é que perdi isto:

"35A CURSA SOLIDÀRIA DE LA MERCÈ

La cursa està oberta a tots els ciutadans i ciutadanes majors de 14 anys. Els menors de 16 anys d'edat hauran d'anar acompanyats d'un adult. 

Recorregut (10 Km): Sortida: av. de la Reina Maria Cristina, pl. d'Espanya, av. del Paral·lel, c. Calabria, Gran Via de les Corts Catalanes, pg. de Sant Joan, pg. de Lluís Companys, c. Buenaventura Muñoz, c. Roger de Flor, pg. de Pujades, pg. de Lluís Companys calçada central (Arc de Triomf), rda. de Sant Pere, rda. Universitat, pl. de la Universitat, rda. de Sant Antoni, c. de Sepúlveda, c. de Viladomat, av. del Paral·lel. pl. d'Espanya, av. de la Reina M. Cristina.

La recollida de dorsal i xip es realitzarà a la Fira d´Atenció al Corredor/a:
Els dies 13 de setembre, d´12 a 21h, i el 14 de setembre, de 9 a 20h, al Pavelló d´Itàlia-Palau Z6 a Montjuïc (pl. de Carles Buïgas)."

Quando estava a sair do hotel, no domingo, dou de caras com este cenário:





15 mil atletas. E eu podia ter sido um deles... tss tss



PS: Isto estava muito bom:


Mas com o que andei/corri por lá, o estrago foi só de 300 gr! Nada mau...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Corrida do Tejo 2013 – O regresso às provas e algumas lições para tirar


Esta corrida do Tejo significou o regresso às provas depois da corrida do 1º de Maio. Fiz alguns treinos pelo meio mas com pouca regularidade.
A corrida do Tejo era uma prova para a qual já tinha tentado inscrever-me em anos anteriores mas por deixar a decisão para perto da data da prova não tinha conseguido a inscrição. Este ano inscrevi-me com bastante antecedência e lá fui correr com o belo cenário do Tejo. Talvez seja uma das mais belas provas de estrada que existem no calendário.
Vamos directamente às lições (confirmações) da corrida de hoje:
1. Nos últimos meses fiz apenas alguns treinos ocasionais e para se conseguir resultados e maior conforto nas provas isso não chega. As corridas não são uma prioridade para mim, é apenas algo que gosto de fazer e em que gosto de participar. De qualquer modo, algo em já pensava antes confirmou-se com a experiência da participação nesta prova. Para melhorar um pouco será necessário treinar uma hora, uma vez por semana, todas as semanas. Pode não ser muito mas para os objectivos que tenho para a corrida é suficiente. O objectivo principal é manter uma boa forma física e para tal contribuirá a prática de exercício físico com periodicidade regular.
2. Outra questão importante que irei dar mais atenção na preparação das provas é a alimentação. Nesta prova a alimentação do dia anterior e do pequeno-almoço não foi a melhor e senti isso durante a prova. Amigo Rui, vamos ter de conversar sobre este assunto J
Falando da prova propriamente dita, estava um “mar de gente” a correr! A “imagem” de tanta gente a correr "com o Tejo ao lado" foi bonito de se ver!
No início, cheio de vontade de correr em ritmo acelerado, fiz uma incursão de 1 km pelo passeio para passar corredores mais vagarosos. Muita gente numa partida é natural que haja alguma "confusão". Passei o km 2 com 10m30s o que mostrava 2 kms em bom ritmo. A seguir vinha a maior subida (Cruz Quebrada) que foi bem ultrapassada. Apesar de ligeira diminuição do ritmo nos quilómetros seguintes passei os 5 kms em 27m30s, um tempo razoável. O facto de ir relativamente perto do “atleta marcador” dos sub55 dava para ter uma referência do ritmo.
Antes do km 6 cruzei-me com um senhor simpático de 69 anos que me dirigiu algumas palavras de incentivo. Retribuí com um “você tá em forma” e do outro lado foi-me dito “é preciso é não parar”, e acrescentou “é preciso é treinar”. Palavras sábias J! Seria bom chegar àquela idade e participar em provas de 10 kms com tão boa forma física J.
Aos 7 kms ia com pouco mais de 38 minutos mas depois veio a fase mais difícil para mim. Antes de chegar a Santo Amaro de Oeiras dei uma espécie de” estoiro”. Não parei nem caminhei, continuei a correr mas em ritmo bastante lento. Sentia-me cansado e além disso sentia o estomago algo pesado. Continuei a correr “step by step” devagarinho, percebendo que a meta ia se aproximando.
Cheguei à meta com 59m23s. Tempo bastante fraquinho! De qualquer modo há muitos aspectos positivos: participar na prova, as lições/aprendizagens, a 1ª participação nesta prova, o cenário envolvente, ter corrido sem parar apesar das dificuldades sentidas em determinado momento. Tudo é experiência J!

Boas corridas J!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ZÉMI FINALMENTE SAI DO ARMÁRIO


Depois de uma longa recuperação de uma pubalgia, este fim de semana fiz o segundo treino longo de 18 kms. Tinha combinado com a Sofia, a quem tinha enganado a pensar que eram só 16 kms, e com o Rui, que ia fazer 30 e tal kms na preparação para a Maratona, ás 7:30 no km 0 do passeio marítimo de Oeiras. Mas não me apetecia nada.


Só queria ficar no quentinho da caminha, comer um farto pequeno almoço, cheio de hidratos de carbono e depois rumar calmamente a uma praia da Costa da Caparica.

Mas quem, na sua plenitude intelectual é que se levanta às 6:30 de um domingo para ir correr? e para quê?
 Não sei, não percebo, porém como já tinha combinado dar boleia à Sofia, o dever e a honra falaram mais alto e acabei por arrastar o meu saco de banha e ossos para a linha de Cascais.

Curioso é que a dinâmica de grupo de amigos consegue mudar um copo meio vazio para um copo meio cheio. E depois de umas picardias com o Rui sobre GPS's e Satélites lá arrancámos. Começamos os 1ºs quilometros, cheios de preocupações altruistas uns com os outros, nomeadamente a discutir as funções biologicas uns dos outros.

Após deixarmos para trás a última casa de banho disponível na marginal, a conversa tomou um perfume mais agradável e os 10 quilometros seguintes foram passados a detalhar e debater as férias de cada um e respectivos regimes de alimentação.

Curioso foi que , pese embora a hora madrugadora do treino, encontrámos pelo caminho três colegas da Caixa a correr e mais um a andar de bicicleta, e houve quem tivesse direito a um grito encorajador: "Trombinhas!!!"

Perdemos belas oportunidades para tirar umas fotos lindissimas da alvorada na foz do Tejo. Acho que ainda deu para ver umas Tágides...

Tinha programado o abastecimento de gel para o km 11, acompanhado por uma bebida isotónica, que por ir no bolso dos meus calções, colada à minha perna, a agitar-se a cada passada mais parecia uma sopa quentinha de espuma com sabor a laranja.

Ao regresso ao passeio maritimo, em Paço d'Arcos, deparámo-nos com muitos corredores e marchadores no nosso caminho. Eu ainda sou do tempo em que era o único a correr do paredão, e ainda não existia paredão.

Facilmente chegámos aos carros, ao km 16, altura em que dei a notícia à Sofia que ela  ainda ia correr mais dois kms. Ela não se fez de rogada, anuiu e ainda disse que no final iriamos fazer um sprint (eu não sei se ela alguma vez tinha feito 18 kms continuamente a correr).

Na praia de Carcavelos, encontramos um grupo enorme de surfistas a ocuparem a pista. Parece que não sabem onde pertencem. Eu ainda sou do tempo em que o paredão era para marchadores e corredores e o mar para banhistas e surfistas.

Finalmente, a  400 metros do final, e pese embora o facto de já termos feito 17,6 kms, numa rampa, a Sofia desata a sprintar e tenho que confessar que não tive fôlego para acompanhá-la, sprintei para ver se a apanhava mas rebentei. Mas ainda assim, fizemos os 18 kms em 1hora e 45 minutos (5:49 min/km de média), não tendo notado o cansaço excessivo que senti na semana passada.

Assim, para quê estes treinos excessivos? chegou a altura de revelar um dos meus mais sinistros segredos (ok, se calhar não é muito sinistro)...

Drum roll (suspense)



VOU-ME INSCREVER PARAR A MEIA MARATONA DE LISBOA A 6 DE OUTUBRO!!!

TCHARAM!!!!

Desta não estavam à espera, pois não? Ah pois é bébé!

Vai ser a minha primeira meia... vamos lá ver o que acontece. Não tenho objectivos de tempo, apenas quero acabar a prova "relativamente" saudável.


P.S: Eu sei que alguém se chibou!!! e eu vou descobrir quem.

domingo, 8 de setembro de 2013

Semana sim, semana não…

Como o nome do post indica, e tendo em conta que o treino de 32 Km da semana passada foi claramente “semana sim”, o treino de hoje cabe na categoria “semana não”.

Talvez esteja a ser demasiado exigente, mas parti para este fim de semana com a moral em alta, depois do meu último treino longo ter sido espetacular (no meu humilde nível). Desta vez, o treino não correu tão bem, mas apenas por um motivo: tive um adversário que ainda não tinha enfrentado e que representou para mim um obstáculo muito difícil de ultrapassar.

Desta vez, não foram os putos que não me deixaram descansar. Não foi o calor, que nem sequer apareceu. Não foi a falta de água, ou de gel. Não foram as bolhas nos pés. Não foram os óculos de sol, que me esqueci de levar. Não foi a vontade de ir ao WC que me parou. Não foi sequer a má disposição que me ia fazendo vomitar o almoço de sábado, e que me ia impedindo de ir treinar. Não foram os cães, nem os carros que me aparecem no caminho sempre que vou correr na aldeola dos meus sogros (utilizando uma volta de 5 Km pré-definida, entre caminhos de terra batida e estrada nacional). Não foi nada disso.

Foi…….. o …….. c*****…… do….. VENTO!

A aldeia dos meus sogros fica perto de Alenquer e está localizada numa planície bem “arejada”, no mínimo. Só que hoje, talvez pela mudança que está a ocorrer neste mês de setembro, o vento que até é habitual na zona, estava muito FORTE!. Qualquer que fosse a orientação da volta que eu escolhesse, metade seria a levar uma tareia contra o vento, e metade seria a aproveitar a boleia.

O vento sempre foi, para mim, um grande obstáculo. Mas hoje foi demais. Tinha programado fazer os 36 Km (distância máxima no meu plano de treinos), mas não consegui. Quando cheguei a casa estava E-X-A-U-S-T-O! Tinha a sensação de ter levado uma tareia e estava cheio de cãibras. Mas o pior de tudo é que ressenti-me da minha lesão na perna esquerda, e isso é o que verdadeiramente me desanima.

O médico disse-me que devia evitar subidas e acelerações, mas devia ter dito que o esforço de lutar contra vento forte também seria desaconselhável… Smile

Ainda assim, fiz 6 voltas em 3h:01m:26s. Dá 30 Km a 6m:04s/Km. Bem vistas as coisas, foi muito bom em termos “competitivos”, pois fiz um treino muito difícil ao ritmo que quero fazer a maratona. Mas o resultado do treino não teve nada a ver com o da semana passada:
- No passado domingo, fiz 32 Km e acabei muito bem. Sem dores, capaz de continuar sem problemas, e num bom ritmo (abaixo dos 6 min./Km).
- Este domingo, fiz 30 km e acabei de rastos, com dores e incapaz de fazer 1 km a mais que fosse.

Enfim. Esperemos que o problema com a minha perna não me impeça de participar na maratona. Isso é o que mais receio neste momento.

Não há-de ser nada…

PS1: Eu também fiz a mesma experiência que o Rui fez com o Leukotape. Correu na perfeição.
PS2: Homemade Gel: 2 – 30 Km: 0

Maratona: Estou pronto! Venha ela!

Esteve para não acontecer o treino de hoje, por falta de quórum, mas eis que, quase à última de hora, o team JRR se uniu para não deixar cair mais uma oportunidade de correr. Quanto a mim era quase obrigatório ir hoje, como parte do plano, mas é sempre melhor ter companhia para estar aventuras e essa hoje veio da parte do Zémi e da Sofia que, no entanto, avisaram logo que só iam para metade do treino, ou seja, 15 kms...
Para mim era também um dia decisivo para fazer experiências. Havia uma série de coisas novas que queria saber se resultava e outras que queria colocar em prática para resolver alguns problemas que me afectavam nestes treinos longos. Mas já lá vamos.
 
Quanto ao treino propriamente dito, posso dizer, sem dúvidas, que foi o meu melhor de sempre. Já tinha tido este tido de sensações positivas, mas num treino de 25 kms. Há 15 dias "rebentei" com a barreira dos 30 kms e a coisa não tinha corrido bem. Hoje era o tira-teimas. E foi excelente. Não só tirei quase seis minutos ao treino passado, como acabei confortável, como se quer.
Para isso contribuiu um início calmo, como me convinha. Estabelecemos um ritmo entre o 5:46 e o 6 mins/ km e entre uma troca de palavras fomos comendo os quilómetros até estarmos de novo junto ao carro, no ponto dos 15 kms. O Zémi e a Sofia ainda me acompanharam durante mais um pouco, mas a meta deles era aquela e terminaram por ali o treino deles, deixando-me sozinho para o que restava. Essa era também uma tarefa deste dia, ver como eu reagia a treinar a solo durante tanto tempo. Já estou habituado a fazê-lo durante a semana, mas em treinos curtos, de 10 kms. Hoje queria chegar aos 34. Assim tinha quase 18 quilómetros para fazer puxando apenas por mim próprio. E fi-lo bem. Mantive o meu ritmo, liguei o mp3 e segui até ao Passeio Estoril-Cascais. Aí chegado aproveitei os vários pontos de água para reabastecer e nessa altura já percebia que a coisa estava a correr bastante melhor. No último treino quando dei a volta em Cascais, aos 25 kms, já estava muito cansado; hoje estava bem fresco, hidratado e alimentado, cheio de energia para enfrentar os kms finais. E assim fiz, sempre num ritmo à volta dos 6 mins/km até chegar ao carro, com 3h19m58s. Parei, mas estava com força e vontade de continuar. Foi um treino excelente, a rondar a perfeição.
 
Foi também o meu último treino deste género até à maratona de 6 de Outubro. Ainda planeio ter mais um treino longo, mas deverá ser feito de bicicleta, para poupar os pés, por um lado, e para "massacrar" as pernas com 3 ou 4 horas de pedalada intensa e seguida. Mas em termos gerais estou pronto para a Maratona até porque todas as experiências correram bem... Vamos a isso então...
 
 
 
 Experiência nº1
 
Leukotape
 
Em todos os treinos longos que fiz, cheguei a casa com os pés feitos num oito. E não falo apenas das dores normais de correr 25 ou 30 kms, falo de bolhas do tamanho de moedas de 2€, unhas negras, feridas, etc. Depois do último treino, fartei-me. Não podia ser. Além da tortura que era correr os últimos quilómetros naquelas condições, dos dias seguintes também não eram fáceis. Comecei então a procurar solução para o caso. Onde? No Google! A melhor solução apontada era ligar os pés com fita adesiva. Os tipos de fita é que variavam. Decidi-me por esta Leukotape de 3,75 cms que hoje apliquei na planta dos pés, nos locais mais propícios a formar bolha, e também nos dedos, para evitar bolhas e feridas. E resultou. Apenas uma bolha mínima, insignificante perante o que tenho sofrido. Aprovado, sem dúvida
 
 
Experiência nº2
 
Meias de dupla-camada
 
Esta solução funcionou em conjugação com a anterior. Meias de dupla camada para evitar a fricção do pé com a meia. É suposto assim que estas duas camadas deslizem entre si, caso necessário, deixando o pé sossegado e protegido. A verdade é que não sei se ausência de bolhas se deveu a isto ou à Leukotape, mas por via das dúvidas  vou continuar a usá-las em conjunto.
 
Experiência Nº3
 
Nova forma de apertar os ténis
 
Depois de ter visto este vídeo e também de alguns conselhos de atletas amigos, decidi experimentar uma nova forma de apertar os ténis de corrida. Basicamente faz-se uso daqueles dois buracos extra no final dos atacadores, o que aconchega melhor o pé e aperta melhor o calcanhar, evitando o movimento do pé dentro do sapato. Fiquei satisfeito. O pé fica mais confortável e ajustado aos ténis, pelo que também será uma opção a manter.
 
 
 
e agora, a melhor de todas...
 
 
 
 
 
Experiência Nº4
 
Massa ao pequeno-almoço!
 
Sim, massa. Afinal de contas é o que os ciclistas comem antes de cada etapa na Volta a França, não é? Bem... a verdade é que a ideia não me agradou à primeira, mas está no plano nutricional que ando a cumprir há um mês e que vai até à Maratona. Era suposto comer um prato de massa com uma clara de ovo cozido em dia de prova. Ora, jamais iria experimentar isso em dia de prova. Era coisa para dar asneira... Assim, decidi experimentar hoje. Fiz a massa ontem à noite, deixei tudo pronto no frigorífico, para hoje de manhã não perder tempo. E a verdade é quando pus aquilo no prato não devo ter feito uma careta bonita. "Vou mas é fazer uma torrada, pensei eu..." Estive quase a fraquejar, mas decidi ir até ao fim. Aqueci o meu pequeno almoço e toca de comer aquilo tudo. Acabou por não me saber mal, mas passados alguns minutos tinha o estômago pesado. "Tu queres ver...", ainda me assustei, mas depressa passou. E a corrida correu-me muito bem. Mais uma vez, não sei se graças a isso, mas tive sempre força e energia para correr mais 100 metros, mais um quilómetro. Mais um teste bem sucedido a cumprir de novo em dia de prova
 
 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Os atletas Rui e Ricardo!


Os Amigos Rui e Ricardo estão uns verdadeiros atletas! Lembro-me destes dois rapazes há uns anitos atrás com uns quilitos a mais (digamos, com um pouco mais de 80kgs) e que um dia me desafiaram para correr a légua de Odivelas e falamos de contarmos as histórias das corridas num blog.
Lembro-me das corridas que fizemos em 2011 e que na altura não era nada fácil para estes ilustres atletas de agora correrem 10 kms sem parar!
Rui e Ricardo: fico muito contente e é motivo de grande satisfação vê-los agora a treinarem para a Maratona e correrem mais de 30 kms de forma relativamente confortável. Claro que há cansaço, mas o trabalho desenvolvido está a dar frutos.
Mais importante do que os resultados é a melhoria clara na condição física e a saúde e bem-estar que ganharam.
Parabéns! Continuação de boas corridas!
Abraço

domingo, 1 de setembro de 2013

Maratona, aí vou eu...

Hoje foi novamente dia de treino longo. O objetivo inicialmente programado eram 36 Km, mas dado o que aconteceu na semana passada, decidi ir para este treino para fazer os 32 Km que estavam programados para a semana passada, mas com a hipótese de "esticar" o treino por mais 4 Km no caso de me sentir bem.

Pois bem, desde já adianto que fiz hoje, pela primeira vez na vida, 32 Km seguidos a correr! 32!!

A noite anterior até foi bastante agitada, com o puto a dar continuidade pela noite dentro a um dia também agitado... Confesso que parti para o treino algo pessimista.

8h em ponto, comecei a correr na Quinta das Conchas. Como tenho uma volta de 2 Km predefinida e medida no MapMyRun, decidi dar primeiro umas voltas para saber se o meu Polar estava bem calibrado. 4 voltas, 8 Km. Na mouche! Fiquei foi algo surpreendido com o tempo que estava a fazer. Nesta altura tinha bem menos de 48 minutos de corrida, o que me deixou um pouco desconfiado com o Polar, mas como batia certo a distância marcada no relógio e a medição online... lá aceitei (+/-) que aquilo até estava a correr bem e comecei a variar o percurso o mais que podia.



Este foi também um dos pontos positivos do dia. Quem conhece a Quinta das Conchas sabe que se alguém quiser dificultar o treino tem sempre aquela pequena mata para treinar subidas e descidas. Ora aqui o je, todo contente com o treino que estava a fazer e todo cheio de cagança (não foi com certeza pela exibição do Glorioso no jogo contra a lagartagem...), já depois de mais de 10 Kms percorridos decidiu aventurar-se lá para cima. Foi um risco, mas correu bem. Lá fiz a subida até lá em cima, dei uma voltas por lá e depois foi recuperar na descida. Foi o primeiro prémio de montanha do dia.

Aos 16 Kms certinhos, eis que aparece o meu cunhado para treinar. Ele e o Garmin dele. Foi a oportunidade perfeita para pôr fim às minhas dúvidas sobre o tempo que estava a fazer. Aos 16 Kms ele começou a correr comigo, e a meio do treino dele desafiei-o a ir a outro "prémio de montanha". Correu outra vez bem. Mas foi outra vez arriscado.

Passados 8 Km (marcados pelo GPS do meu cunhado) ele decidiu fazer os seus últimos 2 Kms a um ritmo mais rápido e nessa altura o meu Polar registava 24 Kms... Já não havia dúvidas - o Polar estava certo e o treino estava mesmo a correr bem! :)

Animado, mas novamente sozinho, lá continuei a tentar manter sempre um ritmo certinho até que chegou o Km 28. A partir daqui seria "unchartered territory". Nunca antes tinha corrido tanto na vida. Segui até aos 32, não sem antes ter estado a debater-me internamente sobre se devia continuar ou não. Preferi acabar bem e não abusar. Os 36 Km ficam para a próxima semana. Sei que os teria feito hoje, mas também sei que provavelmente já seria a um ritmo mais lento do que aquele que consegui.

Surpreendentemente (para mim), hoje fiz 32 Km em 3h:07m:20s. Dá uma média de 5m:53s/Km. Para mim... sabe a pato! E eu ADORO arroz de pato!

O treino de hoje serviu para reforçar a minha convicção sobre a minha capacidade para completar a maratona no próximo dia 6 de outubro de 2013. N coisas podem suceder nesse dia, mas uma coisa é certa, não será por falta de treino/preparação que não chegarei ao fim.

Mas mais do que o tempo conseguido, outras coisas me deixaram ainda mais feliz:
- O ombro não me doeu;
- A perna esquerda não me doeu, e nem sequer usei a coxa elástica!;
- O "homemade gel" com café foi um sucesso completo;

Para a semana há mais. Mas se for sempre como hoje...