sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A fome, senhores, a fome...

Não sei como é que os outros lidam com o objectivo de perder peso, mas no que me diz respeito já sei que se quero perder o que quer que seja vou ter de passar fome. E é isso que tenho neste momento. Muita fome! Detesto, não gosto, tenho vontade de comer tudo e mais alguma coisa, mas não posso. Por muito treino que faça, se não me resguardar na parte alimentar - entenda-se, passar fome - não perco peso. Posso não ganhar, o que já não é mau, mas também não consigo perder. E como um dos objectivos do ano é baixar mesmo dos 75 kgs - estou com 77,5 kgs - só tenho um remédio: passar fome.

São 17h da tarde, o almoço já lá vai e foi para preencher o "buraco" provocado pelo belo treino de final de manhã. Estou cheio de fome e a única coisa que tenho pela frente para comer é esta bela maçã... E ao jantar uma sopinha... Lá terá de ser...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

CORRER À CHUVA

Depois de ter alta da entorse para correr, quis o destino que a primeira vez que o fizesse com os restantes elementos do blog decorresse num dia em que literalmente não parou de chover.


De tão desabituado que estava das rotinas de correr à hora de almoço, que me esqueci consecutivamente dos óculos (habituei-me a eles com sol ou chuva) - voltei ao balneário - do chapéu (aquece o corpo) - voltei ao balneário - do cartão para sair e entrar no edifício - voltei ao balneário… os meus companheiros esperavam-me debaixo das arcadas do edifício com um olhar entediado e reprovador.

Lá fora, as pessoas vão atravessando a rua todas agasalhadas com sobretudos, em passitos de corrida inibidos, dobradas sobre si mesmo com medo do céu, da chuva e do chão… e nós em t-shirt e calções.

Abandonámos a protecção das arcadas e o céu cinzento recebe-nos chorando copiosamente, de alegria pelo meu regresso só pode, e penso – vão ser 40 minutos à chuva, tal e qual como quando era criança. A dez metros de nós, agasalhada e debaixo um chapéu-de-chuva, a T. olha para nós em traje de corrida e sorri de forma sarcástica.

E de repente mergulhamos numa cascata ininterrupta durante 8 kms…

Corri apenas com o objectivo de fazer 8 kms, não liguei a ritmos nem a tempo, simplesmente deixei-me ir ao ritmo do meu corpo tal como a água que fluía avenida abaixo. Lado a lado com o Ricardo cheguei ao Campo Grande, despreocupado, nem sequer franzia os olhos para ver melhor com a chuva. Debaixo das árvores caiam os pingos grossos, e o Ricardo vira-se para mim, com um sorriso escarrapachado na cara, e diz: “Adoro correr à chuva!”

Três voltas ao Jardim depois, sentia a roupa a pesar mais três quilos, os pés encharcados, a cada passada sentia que o calcanhar levantava lama que ia aterrar no gémeo simétrico. Mas sentia-me bem, sentia-me confiante, sentia-me feliz.

Só há uma forma de correr à chuva, é perder o medo do frio - que vai desaparecer à medida que aquecemos, perder medo de cair ou escorregar numa poça, e principalmente perder o medo do que as pessoas pensam de nós – os maluquinhos das corridas. E aí podemos falar, rir, beber água da chuva, correr de costas direitas e cabeça levantada…

É entregarmo-nos totalmente á natureza, não só à que nos rodeia, mas também à nossa própria natureza, porque também nós somos animais, somos mamíferos que até há poucos milhares de anos feriamos presas e depois corríamos kms atrás delas à espera que se cansassem  vivíamos e experienciamos as estações, com os seus ciclos de luz e calor.



Hoje em dia criamos uma barreira virtual entre nós e a natureza, colocamo-nos a nós próprios num pedestal tão superior, que esquecemos que, no fundo, somos parte dela. Aconteça o que acontecer, também nós somos filhos da Terra, do Sol e da Lua, que regula as marés. Para correr à chuva é preciso transpor esta barreira e quando isso acontece somos livres…

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Fim da Europa 2014: a partir de hoje...

… não volto a planear mais a ponta de um corno!

(nota-se muito a minha frustração?) J

O raio do calendário publicado em Edital está a sair completamente furado.
Nesta altura impõe-se um agradecimento especial ao meu amigo Zé. Obrigadinho Zé… PELA PRAGA QUE ME ROGASTE!!! Duas provas programadas para janeiro: ZERO participações!

Se para a Corrida Luzia Dias demorei uns dias a “encaixar” o facto da prova ter sido adiada sabe-se lá para quando, a minha ausência na corrida de ontem vai demorar o ano inteiro a digerir.

Em 2013 estive lá, no Fim da Europa, no meio daquela neblina misteriosa que, juntamente com o cenário de destruição deixado pelo forte temporal na semana anterior, criou um ambiente especial durante toda a corrida.
Aquela que muitos consideram como a mais bonita em Portugal.
Aquela que eu adorei fazer em 2013.
Aquela a que eu não fui em 2014…

Obrigadinho Zé!... J

Mas desta vez, por muito que goste de embirrar com o Zémi, a culpa não foi dele. Nem minha.
Estava já todo equipado para sair a caminho de Sintra quando... 

(Vá lá, digam lá que não escolhi bem o gif... ehehe)

...aparece-me à frente o meu puto, com febre, a vomitar e a deitar gosma pelas orelhas! 
E de repente, Sintra desapareceu da minha cabeça…

Achei que seria demasiado cruel deixar a Presidenta sozinha com os miúdos, especialmente depois de ela ter passado as últimas 2 noites a dormir umas 3 ou quatro horas por noite.
Despi a fatiota e tirei os gadgets que já tinha “implantado” na minha pessoa.
Vestimos os putos.
Fomos para a uma consulta de urgência.
Resultado: amigdalite.

Confesso que enquanto esperava nas urgências ainda tive o pensamento egoísta sobre a corrida. Mas logo voltei a minha atenção ao que realmente interessa. Agora, o puto já está melhor. 

Mas só por causa disto, daqui a uns anos há-de fazer os 17 Kms comigo...

Cala-te Zémi. :)

sábado, 25 de janeiro de 2014

Retorno à Actividade (II) - Finalmente a Corrida




Mais importante do que a musculação, foi reencontro com a amada de quem estava cheio de saudades... a corrida.

Queria fazer só 5 kms, para testar o pé depois da entorse, num terreno plano e de preferência de terra batida, para ser mais... fofinho. E escolhi o estádio nacional no vale do Jamor (devia fazer um post especifico sobre o estádio nacional um dia destes). É verde, é relativamente perto de casa e tem terra batida.

Estacionei o carro, alonguei e depois? Não é que tinha receio de começar a correr?  Será que ainda me lembro como é que se faz? será que não tenho de parar após 2 minutos? mas a verdade é que o Jamor convida ao passeio e ao exercicio qualquer que ele seja. Havia pessoas a andar, a correr devagar, a correr depressa. Viam-se profissionais do atletismo e atletas da seleção nacional misturados com a plebe barrigudinha.


Lá arranquei calmamente, pela zona da canoagem, pelo mini-golf (qualquer dia tenho que experimentar), pelo ténis, pelo golfe e fui dar uma volta à zona de corta mato. Se os primeiros três quilometros parecia que o meu peito me sufocava...o motor estava engripado de tanto tempo em descanso. Sentia-me, como hei-de dizer, a correr como uma menina.

Mas nos últimos kms sentia-me mais solto e com vontade de correr 10kms... mas sabia que não deveria exagerar no primeiro dia e contive-me... autocastrei-me.  Foi bom e quero mais.

Depois de chegar a casa, tinha à minha espera uma tarefa que já tinha saudades: lavar o equipamento de corrida à mão.

P.S. Amanhã dia 26 de Janeiro, três elementos deste blog irão participar no clássico G.P. do Fim da Europa Sintra - Cabo da Roca (17 kms). Votos de boa prova, desfrutem e não se  lesionem que eu preciso dos meus companheiros para a semana. De qualquer forma o mais provavel estatisticamente é que, segunda feira, pelo menos um deles, ainda se encontre perdido algures na serra de Sintra pelo que não se admirem se os posts demorarem.


Retorno à Actividade (I)... depois da lesão... Outra vez


Desde a Meia Maratona dos Descobrimentos (dia 8 de Dezembro), que não corria, após 21kms feitos em cima de um pé com uma entorse. Outra Lesão, parece um padrão de comportamento. Assim durante 6 semanas dediquei-me:

                ao descanso,
                às festas de natal
                a festas de aniversário
                a festas de fim de ano
       +       à fisioterapia                  
TOTAL: + 3 QUILOGRAMAS!

Recomecei esta semana o exercicio, dedicando-me pela primeira vez na vida à musculação. Depois dos problemas de pubalgia tenho como objectivo primário reforçar aos poucos os adutores e os abdominais inferiores, e depois a resistencia muscular das pernas para a corrida.

Nunca tinha feito musculação, não é a minha praia nem algo que adore ou com que me identifique, mas nos últimos meses aprendi que pode ser algo de muito útil para correr, juntamente com exercicios para o "core" (detesto anglicismos, alguém tem uma expressão melhor?).

Feitos os aquecimentos cardio, os exercicios para pernas e cintura, vamos aos braços. Aí é que a coisa torce o rabo. Nunca trabalhei braços e acabei derreado... depois no almoço ainda pedi aos "amigos" aqui do blogue (não vou nomear niguém) que me dessem a comida à boca porque eu não conseguia levantar os braços - algo recorrente em todas as minhas idas ao ginásio - mas eles deixaram-me a morrer à fome com o prato à frente...


Enfim, mas pelo menos já tenho um corpinho à Cristiano Ronaldo :)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Estreia abençoada pela chuva

Hoje foi dia de voltar a dar ao pedal e de estrear, finalmente, a bicicleta de estrada. Com uma semana de chuva - em particular no sábado - os prognósticos não eram os melhores, mas já tinha decidido que ia pedalar fosse como fosse. Só um tempestade de granizo me faria ficar em casa.

Ao toque do despertador a primeira coisa que fiz foi olhar pela janela. Chão molhado, sinal de muita chuva durante a noite, mas o céu limpo q.b. Nada de granizo, portanto estavam reunidas as condições mínimas para sair para a estrada. Porém, meia hora mais tarde, já com pequeno-almoço tomado e três camadas de roupa para me proteger do frio e, eventualmente, da chuva, estava pronto. E assim que abri o portão da garagem... voilá: chuva! Ora bolas..."Que se lixe, vou na mesma", pensei. E ainda bem. A chuva abençoou esta estreia, mas passados 10 minutos já tinha parado de chover e depressa me juntei à metralhada em Loures para partirmos em direção à Arruda dos Vinhos. Ainda apanharíamos mais chuva durante a volta, mas foi o vento forte - a espaços - que mais incomodou.

As primeiras sensações da bicicleta nova foram estranhas. A posição do corpo é diferente, os braços e as mãos também, mas são os aspectos técnicos que mais se estranham. O sistema de mudanças no BTT é mais simples que nas bicicletas de estrada e dos travões nem se fala. Como alguém me disse hoje, na bicicleta de BTT trava-se, na de ciclismo abranda-se...

Mas se a rolar já se nota bem a beleza desta bicicleta, é a subir que ela mostra todo o seu esplendor. Fiz hoje subidas como nunca tinha feito, quer em termos de velocidade, quer em termos de esforço. É uma combinação sublime. Já a descer, a adaptação faz-se mais devagar, ainda para mais com chão molhado. Sempre com cuidado, lá fui testando os limites da bicicleta, dos travões, alternando as mãos pelas várias posições no guiador. Estava a desfrutar ao máximo da experiência quando, de repente... um furo! Bolas, logo na estreia! Bem... toca de estrear de imediato a técnica de reparar o pneu em dia de estreia. Desmonta pneu, tira câmara, procura foco do furo, coloca câmara nova, monta pneu e toca de dar à bomba. 10 minutos depois estava de volta à estrada em direcção a casa, onde cheguei com 72 kms nas pernas, sentido de dever cumprido e vontade, muita vontade, de voltar!


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

RECEITA DO DIA: MAMILOS ASSADOS - par Chef Martunis


(foto de mama masculina retirada de forma totalmente aleatória da internet)

É normalmente nos dias de calor em que é mais frequente que esta receita seja servida. Final de Primavera e Verão onde os mamilos do corredor são sujeitos a novas experiencias e sensações reconfortantes. Mas não só, a chuva também pode trazer aos nossos heróis (no masculino) prazeres desconhecidos.

Assim para esta receita simples, vamos precisar de:

Para a carne

- 2 mamilos masculinos e
- 1 camisa técnica de preferencia em polyester

Para assar basta levar o mamilo a passear, sacudindo-o para cima e para baixo contra a camisola técnica de forma repetida, num forno a partir dos 25ºC, durante 9kms ou até aos 34ºC durante apenas 6kms. O efeito final deverá ser uma coroa rosada, se quisermos o mamilo mal passado, ou um ou dois fio(s) vermelhos ondulantes pela camisola abaixo em treinos, perdão, fornos longos.

Quem não quiser esta carne mal passada, aconselha-se a elaboração de um molho a partir de:

-  uma  redução de VASELINA;
-  ou então saltear em BATON DO CIEIRO antes de meter no forno;
outros usam uma cobertura de PENSOS RÁPIDOS.

Atenção que também no Inverno, é agradável provar esta receita, quando a chuva encharca a camisa técnica, que de tão pesada contra o corpo, vai roçando devagar como mamilo.

Até ao próximo episódio


Despeço-me com saudações cordiais

Le chef Martunis

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

Eterno...

Hoje desapareceu a maior referência desportiva de Portugal. Como não podia deixar de ser, aqui fica a minha pequena homenagem.


Como benfiquista, mas sobretudo como português: Obrigado Eusébio!