quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014. O Balanço de um ano agridoce

Mais 365 dias que se passaram e cá estamos nós de novo a fazer balanços e a renovar projectos. O ano de 2014 foi muito bom, mas também teve elementos negativos. Mas foi uma boa forma de preparar um 2015 em grande.
Então este ano foi assim...
Foram 159 treinos, uma média de três treinos por semana, embora isso, na realidade, tenha estado muito longe de acontecer. Houve semanas excelentes, com cinco dias de treino, e houve outras – muito mais que o desejável, sem qualquer treino.
Em termos de quantidade, a corrida voltou a ficar à frente, destacada, logo seguida da natação (!!). Depois vêm os treinos “indoor”, que este ano ganharam destaque graças às aulas de spinning que comecei a ter. Só depois surge a bicicleta.


Em termos de qualidade, há que dividir o ano em dois... semestres. Até ao final de junho tudo estava bem. Foi um ritmo de treino fantástico. Aliás, se tivesse mantido o nível de treino no segundo semestre, teria chegado perto dos 190 treinos... De Janeiro a Junho tudo correu bem. Treinos intensos, longos ou curtos, na estrada, na piscina, no ginásio, em cima da bicicleta ou fora dela. Fazia dois treinos por dia e tudo corria bem. Estava em grande forma quando cheguei ao primeiro triatlo, e ao segundo... e ao terceiro.
Porém, depois deste terceiro triatlo, em Oeiras, rebentei. O corpo pediu descanso e eu dei-lhe, ainda para mais porque estava em altura de férias. Acontece que esse descanso durou praticamente sete semanas. Sim, continuei a treinar, mas não eram treinos de qualidade nem intensos. Era mais para dizer que ia...
A meio de julho, quando quis regressar, não correu bem. Estava com excesso de peso, tinha perdido o ritmo e a resistência. Estava já a treinar para a Maratona de Lisboa, em outubro, e fui intensificando os treinos. A velocidade aos poucos ia aparecendo a resistência estava quase no ponto. No final de Agosto, porém, veio a dor. Num treino – muito bom, por sinal – de 34 quilómetros, apareceu-me uma dor lateral no joelho esquerdo. Repousei uns dias, mas nos treinos seguintes ela voltou. E não mais me largou. Umas vezes mais forte, noutros dias mais ligeira, o que é certo é que ela por cá ficou até à Maratona e aí foi o descalabro. Sim, cheguei ao fim, mas praticamente coxo. Resultado... uma inflamação no ligamento lateral externo, o que me obrigou a uma paragem total de 1 mês e mais um mês de treinos ligeiros de recuperação. Só em dezembro voltei a correr e só este último mês, com o Natal pelo meio, foi decente ao nível de treinos. Daí que o segundo semestre não tenha sido, na realidade, muito positivo. Mas os maiores objectivos, os triatlos, já tinham ficado lá para trás, na primeira metade do ano.

Falando em objectivos, recapitulemos os que tracei para o ano que agora termina...

  • Acabar um triatloFeito. Foi o meu principal foco para o início da época. Direccionei os meus treinos para esse objectivo e consegui atingi-lo. Estive em Alpiarça, Estoril e Oeiras.
  • Correr 10 kms em menos de 45 minutosNão conseguido. Não vou dizer que foi um falhanço, porque não entrei em qualquer prova de 10 quilómetros. Em treinos não atingi essa marca, mas verdade seja dita que nunca tentei... Fica para outra ocasião.
  • Meia-Maratona em menos de 1h40 – Não conseguido. Só fiz uma Meia este ano, a da Ponte 25 de Abril, que não é a ideal para estes feitos. Muita confusão, pouco espaço para correr, etc. Tinha ideia de tentar esse objectivo na Meia-Maratona dos Descobrimentos, mas o meu joelho não o permitiu.
  • Maratona em menos de 4h – Falhanço. Até me dá vontade de rir ao ler isto... Terminar já foi bom – e doloroso – e nunca estive perto, nem em treinos, de chegar às 4 horas. Mas é um objectivo... para o futuro.
  • Baixar dos 75 kgs – Falhanço. O maior de todos. Pelo segundo ano consecutivo não consigo baixar desta barreira na balança. Durante metade do ano tive o peso bem controlado, com 76 / 77 quilos, mas depois, com as férias e o verão, foi o descalabro. Ainda assim consegui terminar o ano com 79 quilos. Podia ter sido bem pior...
  • 1000 kms de bicicleta – Não conseguido. Fiz muito mais quilómetros que em 2013 - 668 vs 420 – muito graças à bicicleta de estrada que permite optimizar melhor as saídas de bicicleta, mas fiquei ainda longe do objectivo dos 1000. Mais uma vez, graças à lesão no joelho que me manteve fora da bicicleta por quase dois meses. Teria sido o suficiente.
E assim foi 2014. Apesar de tudo, o balanço é bom. Aconteceram percalços, é verdade, mas aconteceu também muita coisa boa e que não vou esquecer tão depressa. Quanto aos objectivos para 2015, esses são simples...
  • Fazer melhor.
Melhorar em tudo. Na resistência, na velocidade, na quilometragem, na balança... etc. Divertir-me, acima de tudo. É só o que quero.

Venha de lá esse 2015 que estou ansioso com tudo o que está para vir.

Bom 2015 malta!

São Silvestre de Lisboa - 2014


 

Ao final da tarde a Lua lançava-me um sorriso frágil, erguendo-se no céu como uma pequena falua que me prometia levar numa viagem por um oceano estrelado. Tinha acabado a lua nova, aqueles 3/4 noites de escuridão total no céu e tinha acabado a minha fase de abstinência de corridas depois da pubalgia. Aquela Lua sorridente iria ser a minha madrinha na viagem de 10 quilómetros, tal como tem sido ao longo da minha vida.

São Silvestre recebeu-nos com uma tarde fria e ventosa onde só o calor humano das 10.000 pessoas ajudava a sobreviver. Sinceramente não sei como é que a Dulce Félix consegue correr com aquele top e com aqueles calções neste tempo, pelo menos eu (ainda) tenho uma camada adiposa para me proteger.
 

Encontrei-me com o Pedro e com o resto do Clube de Corrida nas arcadas do antigo Éden, juntamente com dezenas de outras camisolas em tom azul bancário que por lá pululavam. Depois de um longo aquecimento privilegiando os gémeos que se andam a queixar cada vez que correm, lá nos dirigimos para a partida.

Já não estava habituado a estas partidas em boxes, cada um no seu tempo, todos separados. Mas depois de um espera enjaulados lá arrancámos. Decidimos ir a um ritmo lento até que todos os do grupo se juntassem.

Hora de Ponta de São Silvestre com direito a engarrafamento

Fomos Restauradores e Rossio abaixo até que com 10.000 alminhas a tentar entrar na Rua do Ouro aconteceu o inevitável, toda a gente parou de correr e começou a andar... Com direito a alguns atropelamentos dos que não viram a travagem do da frente.

O troço até ao Cais do Sodré foi um mini trail no empedrado traiçoeiro de basalto. Cada lomba, que não se vê com milhares de pessoas, dava direito a 3 ou 4 tralhos... enfim não tralhei e sobrevivi.

 Chegados ao Cais do Sodré vimos o Cristiano na plateia e lá entre os 4-5 kms o resto do pessoal finalmente apanhou-nos. Virei os 5 kms aos 31:07 (tempo muito fraquinho) o resto do pessoal arrancou e eu fui com eles...
(esta foto não é a minha melhor face reconheço. Haviam de me ver quando deitei a língua de fora)

Não, não, não agora a sério, deixei-os ir porque não tenho andamento para aquilo. Vá quanto muito acelerei um bocadinho assim um tiquinho...

Aproveitei os quilometros seguintes para ir apanhando colegas e amigos, falando com eles, trocando umas piadas, até que na subida da Av. da Liberdade arreganhei os dentes e fui-me a ela como se não houvesse amanhã (sintam o efeito dramático). A meio da subida reparei porque é que muitos companheiros de corrida me falavam nesta dificuldade. Não é que a subida seja muito ingreme, mas nunca mais acaba.

Todavia, no final da subida reconheço uma touca amarela fluorescente 10 metros à minha frente... ERA O PEDRO!!! Ah, que bando de coxos! Deixaram-se apanhar por um pubálgico.  Mais um esforço e consegui apanhá-los no Marquês. E liderados pelo Pedro, foi desde aí que descemos juntos em grande velocidade Avenida abaixo.
Turismo Radical na Av. da Liberdade
Dado que havia um concurso para o melhor tempo no ultimo km, todos os corredores desatavam a correr como uns desalmados entre o Marquês e os Restauradores, tornando a descida numa manada de atletas num frenesim louco. Ainda assim, os turistas estrangeiros tentavam atravessar a Avenida de um lado ao outro sem serem atropelados. Era como se fosse um jogo de computador dos anos oitenta.
Sprint Final

Quando faltavam 200 metros para o final, agarrei na touca amarela fluorescente, arranquei-a da cabeça do Pedro (sem arrancar nenhum cabelo) e, em jeito de desafio, sprintei por ali fora. Ele, como bom amigo que é, quis terminar com o resto do grupo. Mas foi divertido.

Na confusão final perdi-me do Grupo junto às medalhas, mas ainda deu para ver à distância o Zé Calheiros.

Resultado final 56:40 os últimos 5 kms em 25:33 e o último km em 4:35, mas o mais importante um sorriso de orelha a orelha no final. I'm back

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em Dezembro foi assim...

É certo que ainda falta um dia para este ês acabar, mas desportivamente, na parte que me toca, dezembro - e 2014, já agora - está feito. Foi um mês positivo, em que consegui retomar a quantidade de treinos que tinha vindo a fazer na primeira metade do ano. Foram 15, distribuídos por bicicleta, ginásio, natação e... corrida.
Já consegui voltar a calçar os ténis e sem dores... mas também sem ritmo. Aos poucos isto vai lá e espero em pouco tempo estar de novo com os mesmos níveis de intensidade e resistência.

E 2015 está aí à porta... Venha ele.


Será que é desta??




Em 2014, uma rutura de ligamentos no pé esquerdo tirou-me a hipótese de me estrear nesta prova.

Vamos ver o que vai acontecer em 2015…

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Pai Natal visto a cruzar a marginal a Trote

 
Atenção aos frequentadores da Marginal, o Pai Natal versão Grinch foi visto a correr muito, muito, muito devagar algures na área da Parede. Será reconhecível pelo som tradicional dos guizos natalícios, mas não, não é um veado de natal.
 
Os condutores deverão buzinar de forma insistente para o assustar, pese embora a pessoa em causa seja basicamente uma criança no corpo que teima em crescer e parecer-se como o de um adulto.
 
De qualquer forma, e dado que hoje é um dia especial onde a família é o centro da nossas atenções, gostava de desejar a todos um Natal muito FELIZ(!!!) com os que vos amam e a quem vocês amam. Se houver muitos doces melhor.
 
Que esse calor humano vos aqueça durante o ano de 2015 e faço votos que não vos falte nada durante o próximo ano, comida saborosa, uma lar quente, muita alegria e alguém para dar a mão e dar e receber mimo.
 
E sim, continuem a correr, mas o mais importante não é andar por aí a bater records, é sim preservarem a criança dentro de vocês e fazer sorrir as que com vós caminham, se os records aparecerem melhor.
 
Feliz Natal e um excelente 2015!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Eu e as greves!

Há sete anos que trabalho no centro de Lisboa. No Marquês de Pombal, mesmo. Mais no centro do que isto era impossível. Depois de quatro anos em Cascais/Sintra, a pegar no carro todos os dias, a fazer 70 quilómetros, muitas vezes em fila, gastar rios de dinheiro em gasolina e portagens, quando vim trabalhar para Lisboa suspirei. Não só iria poupar dinheiro, como a minha paciência. Há poucas coisas melhores do que entrar no Metro à porta de casa e sair do Metro à porta do trabalho.
O pior é que em sete anos muita coisa mudou. O passe aumentou - custava 27€ e agora já vai em 42€ - e o Metro piorou o serviço. São perturbações, são avarias, atrasos, carruagens cheias e depois ainda há as... greves! E são cada vez mais. Antes era uma por mês, agora já fazem uma por semana. Estou farto. Na semana passada passei quase 3 horas dentro do carro, ora a chegar e a sair de Lisboa, ora a estacionar o carro. E ainda paguei quase 10€ em parquímetro. "Para a próxima venho de bicicleta." Dito e feito.
Perguntei no local de trabalho se podia entrar com a bicicleta - "Claro, sem problema", foi a resposta - e nesta segunda-feira fiz-me à estrada. Odivelas - Marquês de manhã; Marquês - Odivelas à noite. Nem tudo foi perfeito, mas foi muito bom
 
O dia estava frio - cerca de 10º -, mas estava Sol. Confesso que não sabia bem que roupa devia levar. Por um lado transpiro muito, mas por outro estava frio. E pedalar com roupa do dia-a-dia é diferente de pedalar com roupa desportiva. Mas também não era um treino, mas sim uma forma de chegar ao trabalho.

A ida para Lisboa foi muito boa. 12 kms com 184m de acumulado, feitos em 51 minutos. Sempre com muita calma, aproveitando as ciclovias e respeitando as regras de trânsito. Quando cheguei notei que talvez tenha levado muito roupa. Estava um pouco quente e a suar, mas tirei a tshirt que levava por baixo da camisola e fiquei bem.
 
 
O regresso a casa foi diferente. Sabia que em casa havia um chuveiro, pelo que podia "esticar-me", mas o percurso também era mais fácil. O inicio é que não. Subir ao alto do Pq. Eduardo VII a frio não foi fácil e quando cheguei lá acima já estava bem quente. Fiz o resto do caminho até à Pontinha sempre por ciclovia, até que comecei a aproveitar totalmente as vantagens da bicicleta. O trânsito entre a Pontinha e Odivelas era tal que devo ter ultrapassado mais de 100 carros. Cheguei a casa em 45 minutos, fruto de um percurso mais fácil, mas também porque acelerei um pouco.
 
 
O balanço é fantástico. Mas é uma experiência a repetir... poucas vezes. Quando se fala em andar de bicicleta em Lisboa, fala-se nas subidas e descidas. Eu prefiro falar do... clima! Com estes 10º, e com uns ajustes na roupa, acredito que conseguisse fazer isto mais vezes, mas - convenhamos - Portugal é um país com temperatura amena em 10 meses do ano. E, no que me toca, com temperaturas acima dos 15º chegaria ao trabalho a suar em fio. E isso não me parece muito viável. Seria um bom treino diário, é verdade - sempre foram 24 kms -, mas talvez não seja a opção mais prática. Ainda para mais feito com uma bicicleta de BTT. É verdade que me permitiu subir passeios à vontade, e até fazer um pouco de BTT para contornar carros em locais em que a berma era em terra, mas para levar para junto da secretária, subir escadas, entrar em elevadores, só uma bicicleta dobrável serviria.
 
Em termos de tempo... A viagem de metro são cerca de 20 minutos. Talvez espere entre 5/10 minutos em média pela chegado do metro, mais o tempo de estacionar o carro junto à estação, o caminho de e para a estação... calculo que tudo isto me custe uns 40 minutos. Se virmos que, com calma, demorei 51 minutos, a diferença não é grande.
 
Talvez repita na próxima greve. Já em Janeiro provavelmente...

sábado, 20 de dezembro de 2014

REDESCOBRIR A MEIA MARATONA DOS DESCOBRIMENTOS 2014

Este ano menos frio, mas de novo com muita gente!

A volta Belém-Algés-Santa Apolónia-Belém, foi a mesma que no ano passado. Ou seja, longas rectas pela zona ribeirinha, uma ajuda extra para todos aqueles que queriam melhorar tempos aos 21 km. E muitos conseguiram!

Eu não era um deles.
Depois das maratonas, o mês de Dezembro, era mês para reestabelecimento físico, psicológico e emocional. Por outras palavras é um mês de festividades. E foi num “rolanço amigável” que fiz esta meia maratona.

Coisas boas: Os abastecimentos!
Este ano tinham novidades, sempre bem vindas. Marmeladas e gel! Boas surpresas, quando normalmente as corridas organizadas pela Xistarca, não costumam ser assim tão “simpáticas”. Tudo bem organizado, muita agua, muitas palavras de apoio dos voluntários.

O que dizer da chegada? Acho que fica bem ser na calçada do planetário. É um bom local de chegada. Um termino com aspecto efectivamente ………….terminal! Agora esta “filosofia “ utilizada de afunilar quem chega, é sempre uma “dor de cabeça”, para quem chega com a multidão! Perder 10 minutos para receber a agua, maçãs e sair para o merecido repouso, é de “bradar aos céus”! Abram mais corredores de saída (mais 2 ou 3 voluntários e o assunto fica resolvido). Deixem o chá e as isotónicas (que são sempre de aceitar sobretudo nestas corridas de inverno), em local oposto á saída!
Penso que algumas destas alterações seriam importantes para a desobstrução da saída. E todos ficaríamos com mais tempo para alongar e descansar.

Esta edição deixou a satisfação um pouco mais baixa, porque mais tarde soubemos, que os chips, utilizados para a medição de tempo, não tinham funcionado. E assim ficámo-nos pelo tempo bruto e pelas medições pessoais no GPS (para quem tinha).

Fomos assim chegando a conta gotas (e acumulando na saída). E e a Sofia  (desde blog), o Fernando e o Eduardo, o Paulo C, Pedro R e o Filipe do Clube de Corrida e uma pista cheia de amigos e conhecidos das lides das corridas.

A conversa era tanta quanto o frio que entretanto surgia em forma de aragem.
Vistas privilegiadas para o rio, traz por vezes estes ambientes frios.
Foi da maneira que chegamos mais depressa aos carros (e a casa)!
 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Ao raiar da bela Aurora - Cores de Outono

 

Treino a Monsanto - Uma fotorreportagem

 
Depois de uma semana a pensar longamente sobre o significado de Auto motivação, procurei a minha lá em casa, mas não a encontrava. Revirei gavetas e armários, fui à arrecadação, abri os trolleys de viagem e nada, nada. Tudo vazio, tudo escuro... até que me cheirou a geosmina e vi as cores de outono e lembrei-me onde é que ela estava, num recanto escondido da minha cabeça.
 
 
E hoje, às 7 da manhã lá estava, bem acompanhado de mim próprio, à entrada do trabalho a pôr o GPS a funcionar. Comecei a correr, Direção Monsanto!
 
Lá estava ele à minha espera

Outono em todo o lado

O Monte Santo dá as boas vindas

Morning Glory
 


Mas afinal foste correr ou tirar fotografias?

 E depois entramos nos trilhos
 


As cores de outono... o cheiro a terra molhada... os sons dos melros e dos pássaros numa alvorada sinfónica são uma experiencia fabulosa. Não me apetecia voltar.

Os raios de sol misturados com a neblina matinal tornam-se algo de físico, como se fosse braços de luz que descem por entre os ramos a acariciar a erva.



Ah é verdade, foram 12 kms.



sábado, 13 de dezembro de 2014

E agora, algo completamente diferente!



 Caras leitores, caros leitores

Na sequência  de um longo período de  um longo período de inatividade desportiva forçada, decorrente de uma pubalgia que me inflamou o púbis mas também os adutores, o meu peso corporal sofreu um incremento significativo. No sentido de contra balançar esta tendência, foram tomadas medidas restritivas de ingerência de hidratos de carbono e de aumento da ingestão de água.
Desta forma, junto se apresenta o relatório de evolução do peso.
1 – A primeira conclusão é de que se regista uma diminuição de peso na ordem dos 5,97%.
2 – Pese embora se registe uma tendência de redução, nas últimas semanas esta tende a estabilizar.
 
3 – Se isolarmos o efeito de sazonalidade, conclui-se que a redução de peso é transversal a todos os dias da semana, pese embora, a falta de observações ao Domingo.
4 – Partindo das médias de cada dia da semana, salienta-se que o dia com menos peso será sábado e o dia com maior peso a segunda, o que significa que o fim de semana é uma rebaldaria alimentar.
 
5 – Aconselha-se a implementação de práticas gastronómicas, no decorrer do fim de semana que previnam o crescimento de peso para segunda.
Da próxima vez seria interessante, contabilizar a água ingerida, bem como das calorias gastas de forma a estudar uma relação entre as três variáveis (peso, água e calorias) através de estudos estatísticos e criando uma regressão linear entre os três.
Despeço-me com amizade

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Em Novembro foi assim...

 

Depois de um mês de outubro dedicado à recuperação de uma lesão no ligamento lateral externo do joelho esquerdo, tinha destinado começar a recuperação em novembro. As ordens do médico iam no sentido de começar a dar mobilidade ao joelho, aumentar a carga, mas sem correr, pelo menos enquanto houvesse o mínimo de dor. Ginásio, bicicleta e natação eram as actividades permitidas.
E assim foi. Logo na primeira semana do mês voltei à piscina e à bicicleta no ginásio... mas à segunda semana... KO. Uma gastroentrite grave, com desidratação severa, pôs-me a soro durante dois dias e a canjinha durante mais dois. Contando com o dia em qua a gastro começou a manifestar-se, foram quase cinco dias praticamente sem comer. Escusado será dizer que treino... nem vê-lo. E na semana seguinte, quando regressei, como custou. Parecia não ter forças para nada.
De maneiras que novembro não correu exactamente como planeado. Apenas nove treinos, quase todos de recuperação, e nada de corrida ou treinos longos na bicicleta. O joelho está praticamente bom, já voltei a correr na passadeira e espero na próxima semana aventurar-se com 5kms na rua. Veremos...

A parte boa disto tudo (regresso aos treinos + cuidados na alimentação + gastroentrite) é que recuperei um pouco na parte do peso. Quase quatro quilos perdidos num mês. Não foi mau, não senhor.