sábado, 31 de janeiro de 2015

T=0

Olá! Olá!! Já há muito tempo que não aqui vinha, mas também vai demorar algum tempo até voltar outra vez, até porque a atividade desportiva tem sido... nula. Tinha saudades de aqui vir mandar umas bojardas e desabafar um bocado, por isso resolvi vir aqui fazer um ponto de situação.

Este ano não há cá planos, não há cá grandes objetivos, não há cá grandes ambições. Só quero correr. Não é pedir muito, pois não?... Mas por enquanto tenho que estar sossegado. Tiraram-me a vesícula há coisa de 3 dias e daqui até voltar a correr vai demorar pelo menos mês e meio. Espero eu.
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2014 / Janeiro 2015 ... ... Abril 2015 ...
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Ora, sendo hoje o último dia de  janeiro, pode-se dizer que o que quero mesmo é deixar este mês e o ano de 2014 para trás. Nem sequer vou falar mais do que passou. Agora é o momento Zero e o que me interessa é recuperar-me o mais depressa possível para conseguir fazer o que pretendo este ano: perder uns 13 kgs (e pensar que estive com quase 80 e agora tenho quase 90 outra vez... tss tss...), sentir-me bem e saudável, e... se conseguir ultrapassar estas metas, treinar-me para as maratonas de Lisboa e Porto.

Tendo em conta o que se passou no passado, confesso que não tenho qualquer expectativa sobre 2015. Neste momento, já ficaria feliz se conseguisse ir apenas ao Porto, mas se der para fazer as duas provas, tanto melhor. Seria um sinal de que tudo correu bem.

Se não der, paciência. Só me quero sentir bem mesmo.

Tijei.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Teste de Forma #1

Outubro e Novembro não foram meses bons a nível de treino. Muito longe disso. A lesão no joelho que contraí nos treinos para a Maratona e que agravei depois na prova, não me deixou fazer grande coisa até ao final de novembro. Mas em Dezembro a coisa já se compôs e agora, em Janeiro, já tem funcionado dentro da normalidade. Mas o corpo ainda não está a reagir exactamente conforme o pretendido. É normal. Depois de dois meses praticamente parado...

De qualquer maneira, a época dos triatlos já não está longe e há desafios grandes pela frente. De maneiras que na manhã de ontem decidi fazer um primeiro testa à minha forma física. Planeei um treino de 50 kms de ciclismo, algo com pouca inclinação para não massacrar muito as pernas nas subidas e que não permitisse relaxar nas descidas - os percursos dos triatlos são praticamente planos. Saí cedo de casa e lá fui. Não puxei muito - o objectivo não passava por testar os limites -, mas fiz uma boa média, um pouco abaixo dos 25 km/h. 
De regresso a casa calcei os ténis e fiz-me novamente à estrada, tudo para testar como as pernas se comportariam depois da transição. O objectivo era correr entre os 8-10 kms, mas acabei por nem chegar aos 6 kms. O corpo reagiu de forma dúbia. As pernas e o cardio até se portaram bem, não havia fadiga muscular e tinha energia para mais um pouco, mas os tornozelos estava a dar cabo de mim. Parecia que estava a correr há horas... De maneiras que, para não forçar, encurtei o trajecto e regressei a casa. Se dava para mais? Dava, claro. Mas achei que não havia necessidade de esticar a corda.


Ainda estou bem longe da forma física ideal para enfrentar os desafios que se aproximam, mas ainda há tempo. No ano passado nos 20 kms de Cascais fiz um treino semelhante, mas já com 21 kms de corrida e na altura foi muito bom. É claro que isso foi em março, estava apenas a 2/3 semanas do primeiro triatlo da época e - principalmente - não vinha de uma lesão. Agora estou em crescendo de forma e ainda tenho mais de três meses até ouvir o primeiro tiro de partida do ano. Veremos como as coisas correm nas próximas semanas.

domingo, 18 de janeiro de 2015

A nossa equipa - Serviços Sociais da Caixa Geral de Depósitos


(Uma das habituais fotos de família)
 
 
(Nós... equipados)
A verdade é que diversos elementos deste blog não correm sozinhos, existe uma estrutura que nos apoia nas inscrições, na parte logistica e claro na motivacional. Como já devem ter reparado muitos de nós correm com a camisa CGD.
(O Simbolo nas costas)


(O André, responsável por Terabytes em fotos)
 
(O Paulo Bailão)

  E falta-me aqui apresentar o Marcolino e o Nuno.

A secção de atletismo dos Serviços Sociais da CGD (à qual convido os milhares de leitores a aderir no Facebook) é que, por carolice, trata de toda a parte administrativa das inscrições e da distribuição de dorsais de mais de 100 atletas todas as semanas em várias provas. Sabemos que são muitas horas dedicadas a esta atividade. Para eles vai um grande abraço e um enorme obrigado.

E no final do ano passado lançaram o desafio de relançar uma newsletter mensal, o qual nos honrou muito, e que eu, o Pedro e o Ricardo aceitámos.

Apresento-vos o nosso primeiro filho:

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

40ª São Silvestre da Amadora - 2014

 A MELHOR CORRIDA DO MUNDO!

 
"De cabeça bem alta, peito confiante e joelhos elevados, corria a passos largos para a meta. Milhares de pessoas afunilavam a estrada, num pequeno trilho de estrada onde só eu cabia. Gritavam mensagens de apoio nos meus ouvidos e os miudos estendiam a mão para me saudar com uma palmada reciproca. Sentia-me no pico do mundo, sentia-me o Stephen Kiprotich no final da maratona de Londres e acima de tudo sentia os meus pelos das pernas a eriçarem-se e nas costas a arrepiarem-se. "
 
Confesso que estava com medo de sair à rua, estava um frio gelado, vá 7ºC, e esta prova seria o inicio de uma maratona de festejo de Fim de Ano que se iniciava com a minha primeira participação na São Silvestre da Amadora, seguido de jantar com amigos, dançar até às..., treino matinal na marginal, banho gelado em Carcavelos e terminava no tradicional almoço de familia.

Mas tinha uma boleia de luxo à minha espera que me levou de casa diretcamente para a linha de partida. Meio atrasado, em stress, apanhei o dorsal e tirei a habitual foto de equipa. Feito! Agora correr para colocar o dorsal na camisa... Eis que encontro o Rodrigo e a Sofia de kispo (!!!) AINDA?!?!? Bom, uns dedos de conversa depois deu para me relaxar, afinal era eu que estava ansioso.

Depois de pregar o dorsal, reuni-me com o resto do pessoal da equipa e lentamente fomos fazer a primeira metade do aquecimento. A outra metade já foi feito enpacotado junto da partida, entre palhaçada e movimentos musculares.

Depois de uma grande ovação saudar a passagem da Analice (as mulheres partem 10 minutos antes do outro sexo), lá partimos nós, frageis Homens. Tinham-me avisado que o início seria uma longa sucessão de rampas (mas rampas a subir, não daquelas que descem) e que nos deveriamos precaver. A verdade é que gostei de fazer as subidas. ADORO RAMPAS!!! (3 kms em 16:50).

Mas comecei a reparar num pormenor que se manteve ao longo de toda a corrida. Muita gente com muitos miudos na rua não só a ver mas também a apoiar.

Passei e cumprimentei o Blogger João Lima e pouco depois, o Negrinho e o José Dimas apanharam-me, alarguei a passada e partimos por ali fora a descer. Numa longa rampa (agora daquelas que descem) Lá para o 5º km cruzo-me com o Rodrigo e cumprimento-o mas reparo que aquela longa rampa que desce até ao Hospital da Luz na Amadora... a seguir vai subir.

E é verdade, depois de um breve abastecimento de água, que pela primeira vez não enfiei cabeça abaixo (gelo), comecei a longa subida do 6º km. Tive que deixar ir os meus colegas mas a meio da subida começo a ouvir um ritmo familiar...

Flashback

Há uns meses atrás, numa qualquer conversa entre o team JRR: "Vocês não querem ir à São Silvestre da Amadora? Vá lá, deve dar direito a dançar kizomba no 8ºkm..."

Um ritmo africano... é funaná - Ferro Gaita provavelmente, dou uns passinhos de dança e continuo a trepar... dançar... ponto picado.

Depois de acabar a subida, eis que o impensável acontece.

De cabeça bem alta, peito confiante e joelhos elevados, corria a passos largos para a meta. Milhares de pessoas afunilavam a estrada, num pequeno trilho de estrada onde só eu cabia. Gritavam mensagens de apoio nos meus ouvidos e os miudos estendiam a mão para me saudar com uma palmada reciproca. Sentia-me no pico do mundo, sentia-me o Stephen Kiprotich no final da maratona de Londres e acima de tudo sentia os meus pelos das pernas a eriçarem-se e nas costas a arrepiarem-se.

Mas porquê aquilo tudo? Afinal de contas, eu era o milésimo corredor a passar, ah mas aquela era a MELHOR CORRIDA DO MUNDO. São corridas como estas que nos fazem sentir do outro mundo.

Mais um quilometro e cheguei à meta numa ligeira subida, uma garrafa de água e ala para o duche para a festa de fim de ano. Mais uma vez a Melhor Corrida do Mundo. Tempo final no relógio: 52:40 muito bom para 3 kms iniciais a subir e para a 2ª corrida pós pubalgia.

E no final ainda fico a saber que a Sofia ficou em 5º no seu escalão (VETERANAS 1), grande resultado, do qual fiquei muito orgulhoso. Afinal de contas esta prova é histórica. Não sei se já tinha dito mas a MELHOR CORRIDA DO MUNDO!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Brrr....

Com o termómetro a marcar 5º, mas a sensação térmica a ser abaixo disso, não foi fácil sair de casa hoje. Mas com roupa adequada e a motivação certa...
Enquanto as subidas não chegaram e o corpo não aquecem a coisa não foi fácil, não senhor. Nas descidas o frio sentia-se a dobrar e entrava pelas camadas de roupa até aos ossos. Ainda assim chegou-se ao Sobral Monte Agraço.
O dia estava espectacular, com Sol, estradas praticamente vazias e muita gente a pedalar. Foi uma volta muito boa e dura. Odivelas-Alverca-Arruda-Sobral-Venda do Pinheiro-Loures-Odivelas. Quase 90 quilómetros muito bons a comprovar que isto está quase a ficar no ponto outra vez.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Quero ser um Gatinho! Lugares comuns do ano novo

1º Treino de Ano Novo - Votos para 2015

 
(Todos juntos no final)
 
Treino do Ano Novo. Sim, porque depois de ontem à noite termos ido fazer a São Silvestre da Amadora, decidimos fazer um treino na marginal, e entre piadas e pensamentos ia organizando o meu balanço e resoluções para 2015.
 
Quem me dera ser um gatinho!!! Isto é, queria uma vida feliz como a do gato: comidinha, casinha quentinha e alguém para fazer festinhas! Quem não quereria? Mas ninguém me adota e a verdade é que temos de ser nós a construir a nossa vida, tijolo a tijolo, porque ninguém a vai construir por nós. Se queremos mudar de vida, temos que nos mudar a nós próprios primeiro.
 
Tive um professor de marketing estratégico que, numa aula, referiu um estudo de mercado que provava que as pessoas que usam suspensórios o fazem porque sofrem de um complexo de castração. Tem medo de seguirem os próprios sonhos e os suspensórios ajudam-nos a prender em terra. Quem me conhece bem, 2/3 pessoas, sabe que foi muito tarde que aprendi a voar e que devido a isso, muito provavelmente perdi comboios que já não devo conseguir apanhar.
Com o passar do tempo os sonhos que nos recusamos a perseguir vão secando, e o que era uma uva vai-se tornando um passa, e o que era uma folha verde transforma-se numa folha castanha e cai. Se não lutamos por eles às tantas vemo-nos enterrados em folhas secas até aos joelhos.
2014 foi um ano de muitas desilusões, não o vou mentir, mas foi também um ano de várias vitórias importantes. Muitos sonhos não dependem só de nós e às vezes passamos tanto tempo a sonhar com eles, como Ulisses encantado por Calipso durante sete anos, que perdemos a noção do tempo e ficamos presos num cruzamento da vida à espera que algo exterior a nós nos ajude a decidir o caminho. Vamos apoiando os outros a viverem os seus sonhos e esquecemo-nos que temos uma vida para viver.
Quando regressamos à realidade ficamos a saber que a felicidade, não está nos outros mas sim dentro de nós, e que o reino de bué bué longe ainda fica muito... longe.  Portanto "aqueles que ficarem (em toda a parte todo o mundo tem), em sonhos me visitarem, tragam outro amigo também."
Diz-se, no Alentejo, que não se corre atrás de quem foge, como quem diz que não vale a pena caçar gambozinos. É altura de varrer as folhas secas dos nossos pés, abrir mão dos sonhos que não podem ser, ou que por alguma razão não dependem de nós para deixar o sol entrar e outros sonhos nascerem.
Assim sendo, para 2015, vou-me centrar menos em viver em função dos outros e mais em mim. Sei que parece egoísta mas tem de ser assim mesmo, se quiser ser mais feliz, vou ligar menos ao que as pessoas pensam, fazer mais coisas que gosto e mimos a quem me dá valor.

Gostaria de ter mais pessoas que me digam sim... bora...vamos... tu consegues, e menos pessoas que digam não... impossível... porque o resto... o resto tenho de ser eu a fazer.
Ah e hoje foram 10 kms feitos de manhã, 15 para o Pedro e amigos. Afinal de contas isto é um blog de corrida. No final houve direito a espumante e brinde, que me soube pela vida!
A todos um excelente 2015 e...
NÃO DEIXEM QUE O MEDO DE QUE ALGO ACONTEÇA FAÇA COM QUE NADA ACONTEÇA!
P.S. Acabei por ir ao banho sozinho, ninguém me acompanhou, mas fui! Primeira resolução do ano cumprida. Quem sabe para o não já não vá sozinho e tenha companhia para as minhas aventuras.

Abençoado por Iemanjá, ao que parece temos vestígios de um culto pagão Afro-Americano
 
 

(Sim, ainda tenho uns quilinhos para perder!
Sim podia fazer a depilação!
mas não era a mesma coisa)