quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015, o ano das conquistas

Já está. Este ano não treino mais. E se treinei nestes 365 dias que passaram. Mais que nunca. Foram 196 treinos, mais de 175 horas a dar ao corpinho, a suar em fio e a sofrer... E foi tão bom...


Este foi talvez o ano mais consistente do meu historial. O mês em que menos treinei foi o de Junho - 10 - e fiz 23 (!) em Novembro. Nos anos anteriores, por uma ou outra razão, havia sempre um mês abaixo dos 10 treinos e, em abono da verdade, não houve a mesma dedicação da minha parte que agora, em 2015. A razão dessa dedicação? Os objectivos!



Até Maio a "cenoura" foi o Lisboa Triathlon, a minha primeira incursão pela distância "Half-Ironman", pelo que nos meses anteriores não podia relaxar. Dia 2 de Maio aconteceu a prova - fantástica  por sinal - e a seguir houve o natural período de relaxamento. Meteram-se as férias, mas em Julho já estava a apontar baterias para outro triatlo, o Cascais Triathlon, a 27 de setembro. E aí, há que dizê-lo, a coisa não correu tão bem. A preparação física não era a ideal e sofri mais que a conta. De tal forma que saí da prova motivado a intensificar os treinos de forma a nunca mais sofrer assim. E é isso que tenho feito nestes últimos meses do ano. Treinar mais e melhor, perder algum peso extra que fui ganhando, fazer mais musculação, algo que raramente fazia, apesar de ter o material necessário em casa. 

No final de 2014 tinha traçado apenas um objectivo para este ano. "Fazer melhor" E creio que fiz. Creio não... tenho a certeza. Foquei-me nesses dois triatlos longos e cheguei ao fim em ambos. Foram duas belas conquistas. Só fiz essas duas provas ao longo deste ano e não posso queixar-me. Corri bastante, nadei bastante e pedalei bastante. Fiz mais de 1200 kms em cima da bicicleta e melhorei a minha capacidade nessa vertente do triatlo. A correr já estive melhor, mas no final de 2014 estava bem pior do que estou agora.

Em 2016 quero melhorar, claro. E quero voltar a locais onde já fui feliz.

Bom 2016, malta!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Eu a correr Underground


Já tinha acontecido em Espanha e chegou agora a Portugal. Correr nos túneis do Metro. 10 quilómetros entre as estações de São Sebastião e Aeroporto. Ora aí está algo diferente e eu, que já nem tenho por hábito meter-me em grandes logísticas para eventos de 10 kms, tratei logo de ver como participar.
E lá consegui a minha vaga. Na madrugada de 12 para 13 de dezembro lá me apresentei, à 1h da manhã, no ponto de partida, juntamente com mais uma centenas de sortudos ansiosos por aquela aventura.

A primeira parte da coisa foi logística, mesmo. Tshirts obrigatórias, capacete obrigatório, nada de telemóveis, câmaras, chaves ou simples moedas. Nada disso podia entrar no túnel. Tudo ficou no bengaleiro e levei apenas um corta-vento de manga comprida, pois a noite estava frio. Arrepender-me-ia disso...

Partimos em grupos de 10 atletas, separados por 90 segundos, alinhados conforme o tempo previsto por cada um para percorrer os 10 quilómetros. O objectivo era evitar aglomerados, pois os túneis estavam recheados de obstáculos e armadilhas. Uma entorse ou uma queda pode estar à distância de uma simples distracção. No briefing entregue estava uma lista de perigos e também uma lista de coisas a NÃO MEXER!!! Havia também o aviso que podíamos pisar coisas inesperadas...

Correr seria difícil, avisaram-nos. Não havia muito espaço... Mentira. Assim que Nelson Évora deu o sinal foi vê-los desaparecer pelo túnel. E lá fui eu... a correr. E correu-se bem. Muito bem até. A coisa era simples. Entre as estações corríamos de lado, junto às paredes, onde se estende um passadiço ao longo de toda a linha. Bastava termos cuidado com alguns espaços entre as lajes e alguma placa na parede e a coisa fazia-se bem. Quando chegávamos à estação essa plataforma acabava e tínhamos de passar para o meio, para correr entre os carris. Aí sim, havia que transpor obstáculos, saltar um pouco de um lado para o outro. Mas de resto, tudo tranquilo. Fora o calor... Que calor estava lá por baixo. A correr com a tshirt obrigatória e o tal casaco fino, já me sentia a derreter. Em Chelas tive mesmo de parar, tirar capacete e despir-me, para levar o casaco à cintura.

O ambiente era fantástico. Muitos espanhóis, a maioria portugueses - claro -, mas com grande companheirismo. Não havia competição, não havia tempo, não havia recordes a bater, estávamos ali todos pela experiência. Porém, confesso que depois do Oriente já só queria acabar aquilo. Estava um calor que não se podia e a partir dali era a subir. Praticamente 3 kms de subida contínua que moía as pernas..

Finalmente a luz ao fundo do túnel. Estava ali a estação do Aeroporto.  Terminei esta aventura e está feita. Dificilmente voltarei a repeti-la. Muito boa.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Grande Prémio de Natal - Um novo record dos 10 kms

Caríssimos

Resolvi voltar aqui para contar algumas aventuras.

(sempre agarrado à bebida nesta época)

Depois de muitas aulas de natação com um pull buoy entalado na virilha, para não forçar as pernas, depois de mais uma semana sem poder correr, depois de várias sessões de massagem e ultrasons, a Fisioterapeuta mandou-me correr muito devagarinho num fim de semana e voltar lá para contar as mazelas.

Assim sendo, depois de uma primeira tentativa de 3 kms (uma autentica maratona) resolvi fazer uma loucura, enfiar o barrete de pai natal pela cabeça abaixo e ir ao Grande Prémio de Natal. Mesmo receoso por fazer 10 kms com o gémeo meio preso mas atirei-me às Avenidas da Capital.

Apetecia-me ir correr por ir correr, sem pressões de tempo a fazer, sem olhar para o relógio para controlar o ritmo, apetecia-me correr para passear pela cidade, correr pelo prazer de ir correr, pela liberdade que isso representa. Estava imbuído da alegria típica desta estação (Metro: entrecampos, piada seca estação - entrecampos perceberam?) natalícia.

Por acaso, na partida, arranjei um parceiro de corrida que recuperava exactamente com a mesma lesão do que eu, uma ruptura no gémeo. Depois da partida tive que conter o ritmo mas brevemente apercebi-me das vantagens de correr acima dos 6 minutos ao km e entrei no espírito.

A verdade é que é muito mais fácil de falar aquele ritmo, o que, se associarmos  à injecção continua de endorfinas e à personalidade imatura... imatura não, infantil do duo em causa, facilmente se conclui que foram 10 kms de galhofa. Outra questão é que a panorâmica é muito mais bonita de quem corre abaixo dos 55 mins aos 10... a paisagem humana é diferente.

Desde entrecampos até ao Saldanha, depois subir de entrecampos até à churrasqueira de Alvalade, voltar a descer pelo Campo Grande, Entrecampos, Saldanha... No Saldanha, a trote, aproveito para me meter atrás de uma chinesa que tirava uma selfie e que se desmanchou a rir quando voltou o telemóvel, olhou para o monitor e viu o emplastro.

Até que pelo meio da Avenida Fontes Pereira de Melo, vergonha das vergonhas, somos ultrapassados...

Somos ultrapassados por pessoas a andar a pé, vá a marchar, atletas de marcha. Seguem-se as bocas do costume: "Não acredito, estou a ser ultrapassado por pessoas a pé! É desta que vou desistir de correr!" e as respostas "Isto tem muito treino em cima" e a verdade é que eles iam abaixo dos 5 ao km.

Já quentes, e depois de tentar acalmar algum inconformismo e inquietitude interior do meu comparsa, resolvemos acelerar no último km, fazendo juz ao nome da Avenida da Liberdade abaixo, como que para relembrar o corpo do que é capaz.

Resultado final 10 kms em 1:05:08 Novo record pessoal, nunca tinha corrido 10 kms em tanto tempo.

Dois dias depois tinha um torcicolo, mais uma semana sem correr.

 Note to self: ir à Bruxa!



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

2016

2015 ainda não acabou, mas fica aqui já escrito uma promessa para 2016:

Caso 2016 venha a revelar-se a continuação dos anos anteriores, deixo simplesmente de correr.
Caso 2016 seja um ano saudável para mim, coisa que 2014 e 2015 não foram, então este será o primeiro (que na realidade é o segundo porque a Maratona de Lisboa é em Outubro) desafio de 2016:


O objetivo é apenas reviver a experiência de correr a maratona, como em 2013.
Nada mais.
Não interessa o tempo, não interessa mais nada que não seja participar e acabar bem. Vamos ver o que o futuro reserva.

Para todos um FELIZ NATAL e um BOM ANO DE 2016!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Novidades da Ruptura Muscular

Andava cabisbaixo o nosso herói, aos caídos por aqui e por ali, quando teve uma ideia, afinal uma micro ruptura é uma lesão superficial...







Afinal...



E fui falar com o Fisiatra e perguntei-lhe - Dr. ainda me dói o gémeo mas já posso começar a correr devagar? Posso? Posso? e Ele disse...


NÃO!!!


Mas pode começar a fazer...




FOOTING!!!


Não é maravilhoso?




Adeus


Isto está bonito, está...




sábado, 5 de dezembro de 2015

Relatório de uma semana sem correr

Dado que não tenho grande coisa a relatar, feitos, velocidades, altimetrias ou distancias aqui vai um relatório detalhado do que uma micro-ruptura faz à cabeça de uma pessoa numa semana.


Ponto um: Já que não posso fazer quaisquer treinos com as pernas meti na semana mais um treino de natação, mas só com braços. Ora treinar natação só com braços é mais ou menos assim:




Outra experiencia extremamente interessante foi ver outras pessoas a correr e eu não poder fazer o mesmo:


A sensação de a Fisioterapeuta nos dizer que vamos precisar de mais algumas sessões de tratamentos:





As dúvidas sobre se iremos àquela prova de 19 de Dezembro que queríamos fazer desde há 12 meses atrás quando lemos certos posts em blogues da concorrência (beber para esquecer):
 

Mas pelo menos já posso fazer alongamentos


Bom pessoal que pode correr e vem a este blog... tropecem e partam... quer dizer, bons treinos e boas corridas.