sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

30 kms - Um novo record de distância


Ao longe começo a ver aproximar devagar os desafios que escolhi para este primeiro semestre, e com essa visão sinto um tremor cá dentro que me pressionava há duas semanas para efectuar um treino longo de 30 kms.

Para mim esta distância assustava-me como um monstro assusta a uma criança. São as dores da pubalgia que me fazem sofrer de antecipação como o peru, de ansiedade.

Aliadas a uma vida profissional que não me tem deixado ir ao ginásio fazer o necessário reforço muscular. Atividade que eu Adooooooooooooooooooooooooooro tanto (blargh).

Um dos companheiros do costume tomou a liderança, o Eduardo, não me deixando vacilar ou sequer protestar pela hora matinal nem pelos 7º Celsius presentes em Algés quando começamos a correr na direção do Cais do Sodré.

Já em alcantara a natureza chamou por mim... Tal implicou depois fazer um sprint para apanhar os meus companheiros que não se coibiram de me deixar para trás enquanto eu procurava desesperadamente no interior dos meus calções algo de muito pequeno e esquivo, resultado do frio daquela manhã.

Decidimos ir até à Praça do Comércio e fazer 8,5 kms nesse sentido e com a volta a terminar nos 17 kms de treino. A partir daí foi correr até ao local do optimus alive passar á frente do Estádio Nacional, subir o alto da Senhora da Boa Viagem (ou da Boa Morte) que me custou horrores depois de tantos kms nas pernas.

As praias de Caxias abriram-se à nossa frente como um paraiso ao sol, enquanto no seu final tinhamos direito a um gel e a uns goles de água num bebedouro muito bem escondido pela "volta dos pinheiros".

Tinhamos 23,5 kms nas pernas.

A volta, já com mazelas no gémeo direito, nos abdominais e com os pescoço a dar de si, comecei a acreditar que era naquele dia que iria fazer os 30 kms. Subimos outra vez o monte da sra da boa viagem, e de facto nas subidas nota-se todo o trabalho realizado em Sintra no mês de Janeiro.

Depois a descida e o regresso, quase de lágrimas nos olhos no último km. Fazia mais cinco... :-)

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Volta a correr por uma Lisboa desconhecida







Era um final de tarde escuro, frio e ventoso de uma segunda feira, que secundava um fim de semana em que o alerta vermelho meteorológico me tinha impedido mentalmente de fazer o longuinho do costume, pelo que quando bateram as 18:30 eu e o Edas juntamo-nos nas arcadas de um Edifício da Av. João XXI para decidir para onde iriamos correr.

A intenção inicial era correr 30kms mas o adiantado da hora não nos permitia pelo que decidimos correr dali para a Expo e depois dali o que desse para fazer.

Rapidamente percebemos que não percebíamos nada da geografia local, e depois de fazer a correr um túnel da via rápida que vai para Chelas passamos as torres da Bela Vista. Resolvemos, num assomo de assertividade virar à direita para Sul, para entrar numa área degradada... pensamos que iriamos ser violados pelo que resolvemos voltar para trás, transpor o vale escuro e vamos desembocar em Marvila.

Dado que o único ponte de referencia que existia, naquele labirinto de prédios , era o pano escuro que, no nosso horizonte se tornou o rio Tejo, decidimos seguir naquela direcção e descer até Xabregas e daí até à Avenida Infante Santo dom Henrique.

De tantas corridas, os meus pés já conheciam aquela Avenida e aquela ciclovia de trás para a frente, e foi com descontração que fizemos o caminho até Santa Apolónia, Praça do Comércio e finalmente o Cais do Sodré. É agradável ver a baixa lisboeta viva de tantos turistas.


Daí pensamos em voltar até à Praça do Comércio e subir Lisboa por aí, mas o apelo das rampas foi mais forte e desatamos a correr pela Rua do Alecrim acima, até ao Chiado, até ao miradouro do Bairro Alto.  Não contentes, subimos até ao Príncipe Real e fomos a falar sobre restaurantes até ao Largo do Rato.


Do Largo do Rato ocorreu-nos voltar para a João XXI descendo até ao Marquês de Pombal, mas as endorfinas gritavam mais alto e pediram-nos para subir até às Amoreiras. Conquistada a montanha, restou-nos voltar por Campolide, estabelecimento prisional de Lisboa, descer até ao Corte Inglés. Daí até à Av.  João XXI pela Duque da Ávila foi um instantinho.

No final ficou o sentimento de 17 kms de aventura e muito frio...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Nano-micro-mini Trail de carnaval


Era Carnaval, estava frio, tinha chovido mas ninguém levava a mal.







Bombeiros de palmo e meio apaziguavam incêndios que se recusavam a esmorecer. E mulheres Vikings vertiam os seus machados de ternura em Flash Gordon's que, de tão novos, deviam ser apenas quinze quilos de gente para mil quilos de sonhos... Brancas de Neve com mães de freiras atrevidas mascaradas e pais de morte vestidos completavam o quadro. As crinças (as pequenas e as grandes) são o melhor do mundo!










Foi neste contexto que Monsanto me recebeu entre lençóis de lama e um bosque mascarado de paraíso.


Estava só mas não estava sozinho, rezei para que a floresta não me pregasse partidas e desatei a correr.






À medida que os uns passavam, as raízes e os ramos desfilavam por mim, com as suas cinturas a bailar em ritmo de samba, e os sobreiros vestiam-se de caretos olhando-me através das suas máscaras profanas levando-me a aventurar por trilhos por desvendar, e a trilhar aventuras por descobrir.





Será este o meu caminho? Perguntava-me...




A terra começa lentamente a acordar das trevas do inverno, e novos rebentos despontam, rasgando a terra, alimentados apenas por sonhos de uma Primavera que, de tão distante, às vezes parece impossível...









Os trilhos por pedreiras sucedem-se descidas técnicas a galope num carrossel de euforia deste baile de Carnaval... Grito de alegria no seio da floresta, mas se ninguém ouve será que a alegria existe?




No final, as manchas de lama eram uma marca da folia. Aproveitei para fazer um tratamento de beleza ao gémeos.









terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Pinturas de Janeiro


Não, não morri. Não, não deixei de correr, não, não deixei de seguir os meus blogues preferidos, mas deixei de escrever em Janeiro. Porquê? Não sei, não tive tempo, não tive paciência, não sei, mas não escrevi. Escrevo agora...
Depois de dois meses (Novembro e Dezembro) o ano acabou / começou com a corrida mai'linda do mundo. São Silvestre da Amadora com 100 mil pessoas sempre sempre a puxar por nós nas ruas, com arrepios a descer pela espinha medida que os aplausos, os gritos e os hi-five dos miúdos se acumulam nas pernas. Não há palavras para descrever a euforia com que se faz estes 10 kms...
Quem se quiser sentir como o campeão da maratona olímpica faça um esforço e vá à São Silvestre da Amadora. Pensamento no final: Ainda faltam 366 dias para a próxima Melhor Corrida do Mundo!
 
 
 
 
  

Se 2015 fechou com o corpo a não conseguir correr mais rápido do que as lesões que o perseguiam, eis que Janeiro chega com uma quilometragem aceitável para os desafios que se aproximam. Ainda assim, o coração reage com um resmungo quando as pernas puxam pela velocidade.


Ainda assim Janeiro teve como novidade três treinos lindos longos na serra de Sintra e uma prova do  Fim da Europa, perfazendo um total de quatro viagens a Sintra - Dificilmente Haverá Prova Mais Bonita - diz o epiteto assenta-lhe lindamente tirando o facto de, sim, haver provas muito mais bonitas, mas nenhuma delas tem alcatrão :). De qualquer forma a prova é lindíssima, e sempre que puder lá irei.
 




Com isto veio um record mensal acumulado de altimetria de 2.377 metros, treino muito importante para o futuro...


De qualquer forma em Fevereiro o objetivo será aumentar os kms e treinar a endurance... a ver vamos.