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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Corrida 1º de Maio 2015

Escrevo a crónica com algum atraso mas não quis deixar de “postar” o meu relato da prova de corrida do 1ºde Maio.
Nos últimos meses tenho colocado por aqui pouquíssimos “posts”, seja por falta de matéria desportiva com algum interesse, seja por falta de vontade de escrever. De qualquer modo e mais importante, a amizade que une a malta que edita o blog vai-se cultivando e em termos de conteúdos, o blog tem sido bem alimentado pelos caríssimos colegas, com textos interessantes J.
Por opção minha tenho participado menos em provas, sendo que vou fazendo algum exercício físico com regularidade semanal e umas corridas ocasionalmente.
Participei na corrida que percorre anualmente algumas das avenidas mais emblemáticas de Lisboa, neste dia feriado (pelo menos este ainda é feriado), com início e final no estádio também denominado de 1º de Maio. Na minha perspetiva trata-se de um percurso citadino bastante interessante e uma oportunidade para dar uma bela volta pela cidade de Lisboa. O facto de a prova ter 15kms também foi apelativo pois não há muitas provas desta distância. Também outros fatores ajudaram à decisão de participar: prova não muito longe de casa, inicio e final no mesmo local e valor de inscrição mais económico (face à média praticada).
Do pessoal conhecido encontrei o Fernando e no final da prova a Sofia. “Troquei uns bitaites” com o Fernando, falámos dos objetivos para a prova e coloquei a fasquia em baixar da 1h20m. Como melhor marca tinha 1h23m, feita 2 anos antes e parecia-me razoável e realista apontar para 5m por km, com uma margem de mais 5m. Tinha a ideia de que poderia fazer um tempo próximo da 1h15m (5m por km).
Resumindo a prova, corri de forma confortável até aos 9kms, com uma média de tempo por km um pouco abaixo dos 5m. Depois apareceu a subida da Av. Almirante Reis e aí naturalmente diminuí um pouco o ritmo (tendo sido útil a margem de 1m que tinha ganho antes) para chegar aos 12kms com 1 h de prova.
Como me sentia bem resolvi estabelecer como novo objetivo baixar a 1h15m, mas sabia que tinha de acelerar ou pelo menos não abrandar.
Como fiz os 2 últimos kms a aumentar o ritmo cheguei ao estádio com 1h13m e depois de um sprint terminei a prova com 1h13m57s.
Bela experiência!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Oikos Desafio 100, Edição 2015



O "Oikos Desafio 100" é uma prova dupla em que se pretende, por um lado, desafiar a capacidade física dos participantes e, por outro, a sua capacidade de mobilização social. Trata-se pois de uma prova que inclui um duplo desafio: o físico que consiste num percurso pedonal de 100km e o solidário (facultativo) que consiste na superação de pequenos desafios que serão lançados às equipas inscritas que poderão dar lugar a prémios.
A prova decorrerá em 2 dias: A primeira etapa de 50 km terá início em Ribamar, Lourinhã às 9h00 do dia 18 de Abril de 2015 e terminará às 21h00 do mesmo dia na Assafora. No dia 19, às 9h00, terá início na Praia do Magoito a segunda etapa de 50 km que decorrerá até acabar no Estádio Nacional do Jamor. Terminará no Jamor após a chegada de todas as equipas.
Este ano existe também a possibilidade de participar individualmente, percorrendo os primeiros 12,5 kms, o que proporciona a oportunidade de qualquer pessoa participar na prova mesmo não fazendo parte de nenhuma equipa.
O "Oikos Desafio 100" tem como objetivo chamar a atenção da população portuguesa para o trabalho da Oikos em Portugal e, em concreto, angariar fundos para a construção duma plataforma digital que constitua um mercado eletrónico de proximidade para produtos hortofrutícolas. Isto será possível estabelecendo a ligação entre os pequenos produtores agrícolas de uma determinada localidade, os pequenos comerciantes e o consumidor local desses produtos (incluindo as Instituições de Solidariedade) para evitar o seu desperdício na fase da produção, favorecendo assim a agricultura familiar e a economia rural portuguesa.
Poderá obter mais informações no site: http://www.oikosdesafio100.pt/
Por favor, divulguem este evento a todos os potenciais interessados.
Obrigado.
Bons treinos e boas provas!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Correr em Odivelas, “correr em casa”


Neste Domingo participei na 3ªedição da Corrida D.Dinis em Odivelas. Foi como “correr em casa” J. O percurso da prova passava à “porta de casa” e contei desta vez com dois espectadores especiais, a minha esposa e o meu filho J.

O percurso da prova era cheio de “altos e baixos”, havia umas quantas subidas e umas quantas descidas. Na minha perspectiva, trata-se de um percurso variado, exigente e interessante para uma prova.

A partida foi junto ao pavilhão Multiusos. Os primeiros 3 kms consistiram em “voltas” pela urbanização colinas do cruzeiro, sendo que o 3ºkm coincidia com a zona da partida e depois o pessoal encaminhava-se para a parte mais antiga e para o centro de Odivelas. Percorri os 3 primeiros kms em aproximadamente 14:20.

Os kms seguintes foram relativamente tranquilos com uma “mini-subida” depois do 4ºkm, sendo que passei a placa do 5ºkm com 24:03. Há algum tempo que não fazia 5 kms em perto de 24m. Neste momento percebi que era concretizável fazer um tempo na prova abaixo dos 50m.

O km seguinte foi em piso plano e deu para perceber que teria hipóteses de fazer a melhor marca pessoal dos 10 kms, uma vez que o relógio marcava 28:40 aos 6kms. Para o alcançar sabia que não poderia abrandar ou facilitar, mas ainda iriam aparecer a subida junto à estação de metro e a subida dura da Av. Abreu Lopes.

Procurei manter o ritmo e passei os 8kms (junto ao metro) em aproximadamente 38:30, imediatamente antes das difíceis subidas que o km 9 reservava para os participantes. Com hipóteses de fazer um bom resultado, dei o meu melhor e “corri atrás do record pessoal”.

Passei a placa do km 9 com 44:00 de prova. Nos treinos que faço por Odivelas não incluo o trajeto deste km, mas foi sem dúvida a vez que corri ali mais depressa de todas as vezes que passei por aquele trajeto.

Último km a dar o máximo e tempo na meta (junto ao pavilhão multiusos) de 48:20. Melhor marca pessoal dos 10 kms.


Foi uma bela prova J.

Para mim os resultados são apenas indicadores, não corro para ganhar a ninguém, não participo nas corridas com o objectivo de bater records, corro pelo desafio pessoal que cada prova proporciona, participo pela experiência que cada prova proporciona e isso ajuda-me a me conhecer melhor.

Aproveito para mandar um grande abraço aos colegas do Team J.


Boas corridas para todos! Divirtam-se!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Dia Internacional Nélson Mandela




Hoje, 18 de Julho, assinala-se o Dia Internacional Nélson Mandela.
Parece-me que uma boa forma de honrarmos o seu legado é lembrarmo-nos e colocarmos em prática pelo menos algumas das suas ideias.
“A nossa maior glória não está em nunca cair, mas em levantarmo-nos sempre que caímos.”
“O que realmente conta na vida não é apenas o facto de termos vivido. É a diferença que fizemos nas vidas dos outros que determina a importância da nossa própria vida.
“Ser livre não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma a respeitar e ampliar a liberdade dos outros.
“A educação é a arma mais poderosa que temos para mudar o mundo.

sábado, 31 de maio de 2014

Corrida 10k Unicef

No dia 6 de Julho vai realizar-se em Lisboa a corrida 10k Unicef.
Será uma oportunidade de correr pela Unicef e ajudar as crianças. Será uma oportunidade de correr por uma causa.

Bons treinos e boas corridas!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Experiência no golf


No passado fim-de-semana, eu, o Rui e o Ricardo, acompanhados pelas respectivas esposas fomos dar uma voltinha por Setúbal e arredores e ficámos hospedados no Montado Hotel & Golf Resort em Palmela.
Pessoal casado e com filhos (e os sem filhos também): lembrem-se de de vez em quando irem dar uma voltinha com a vossa cara-metade, para manterem a “chama da relação acesa” J. Pode não ser fácil arranjar oportunidade mas vale a pena fazê-lo de vez em quando. Vamos lá malta, o mundo precisa de casais duradouros e felizes J!
Aproveitámos uma bela promoção de um site e lá marcámos. Não foi à 1ªtentativa pois no dia marcado (há uns meses atrás) o Ricardo "resolveu arranjar" uma pancreatite e assim ir hospedar-se para outro lado. Cá para mim foi o nervoso miudinho de mostrar à malta as suas habilidades no golf, pois ele já é experimentado na coisa (jogou 3 ou 4 vezes antes J).
Já divaguei um pouco, agora vamos lá à prática desportiva.
Lá fomos nós à recepção do hotel requisitar o material. Posso dizer que foi mais barato do que pensava. Por 3 € tínhamos 40 bolas à disposição e empréstimo de 1 taco.
Dirigimo-nos à maquineta onde se tirava as bolas e artilhados cada um com 40 bolas lá fomos para a zona de arremesso J (driving range em linguagem técnica, segundo a wikipédia).
Na minha cabeça estava a ideia que íamos lavrar um bocado a relva onde íamos bater as bolas.
E agora como é? O Ricardo deu-nos umas dicas quanto ao posicionamento do corpo e à forma como deveríamos bater na bola.
1ª tacada/ 1ª bola. Foi “épica”, foi um fartote de riso. O Ricardo não assistiu pois tinha um taco de canhoto e foi entretanto trocá-lo. O Rui estava entretido a ver se acertava na bola. Quem viu “certamente” ficou impressionado com “tanto talento” para a prática do golf.
Vamos lá descrever a cena: No relvado existiam duas cordas paralelas no chão (com distância entre elas mais ou menos de pouco mais de 1 metro) que marcavam a “zona de arremesso” das bolas. Coloco a bola em cima do tee (“pinchavelho” que serve de base à bola), mas bastante perto da corda da frente. Resultado: quando dou a tacada para além de acertar nas “orelhas” da bola, enrolei o taco na corda, a corda foi uns metros ao ar e um mini placard de publicidade que estava agarrado à corda foi deitado ao chão. Foi um momento engraçado J. Pode não parecer mas até foi relativamente discreto J. Endireitei a corda, levantei o mini placard e tudo estava bem J. Pronto para a 2ªbola e para as seguintes J.
Claro que depois afastei as bolas das cordas para não voltar a enrolar o taco nas cordas J. Umas tacadas melhores, outras menos boas, mas foi uma bela experiênciaJ. Parece-me que ganhei o prémio para a “tacada mais caricata” e o Rui ganhou o prémio do “maior “lavranço”, pois arrancou o maior pedaço de relva com uma só tacada. De qualquer modo, o Rui em 2 ou 3 ocasiões atirou a bola para distâncias bem consideráveis. O Ricardo despachou bolas com fartura e também deu umas tacadas valentes.
Nas primeiras 10 bolas andei a tentar acertar a posição e fui tendo noção de que dava a tacada como estivesse a rematar à baliza com um stick de hóquei. Pratiquei hóquei em patins durante 15 anosJ.
Apesar de ter corrigido o posicionamento e o movimento da tacada percebo que ajudaria ter tido umas lições de golf para fazer o movimento como deve de ser.
Das 70 bolas que “atirei”, talvez 5 ou 6 possa classificar como boas (a bola saiu do chão, fez um arco razoável e ainda foi a alguma distância), umas 10 como razoáveis e o resto menos boas, para um nível de principiante.
Concentração! Olhar para a bola! Digam lá se não parece que vou rematar à baliza?
Concentração. Olhar para o campo! Porque será que a corda da frente não está muito direita :)?

Aqui vai disto! Bela tacada :)

O objetivo principal desta aventura no golf foi mesmo experimentar o golf e divertirmo-nos juntos. Isso foi claramente alcançado J.
Divirtam-se!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Olhó Javali! Foto-reportagem do passeio na Tapada de Mafra


No passado Domingo dia 18 fui até à tapada de Mafra para percorrer os “trilhos do javali” (nome dado pela organização do evento).
A simpática mascote da Tapada de Mafra :)
O nome indiciava que haveria encontros imediatos com javalis. Tive oportunidade de os avistar, mas com a devida distância J.
Cheguei à tapada de Mafra um bocadinho em cima da hora e encontrei-me lá com o Pedro e com o Zé. Chegado lá fui informado que desta vez não havia dorsais. Além disso apercebemo-nos que a grande maioria dos participantes iriam caminhar. Condições propícias a um belo passeio!
Ambiente descontraído por aquelas bandas!
O Pedro e o Zé claro que iam correr, logo eram candidatos ao Top 10 da corrida J!!! Conclusão retirada do facto de não haver mais do que 10 participantes com pinta de corredores, condição na qual se incluiam os meus caros colegasJ!!! Como não tenho corrido quase nada decidi apenas fazer os 12 kms e em ritmo de passeio para apreciar as vistas.

A representação do Team no evento! O Pedro o Zé e eu! O pessoal que iria procurar javalis :)

Aproveitámos o antes e os momentos iniciais da prova para "trocar uns bitaites" e para "pôr a conversa em dia".
Primeiros kms em corrida ligeira, com uns intervalos de caminhada nas subidas.

O pessoal em plena prova! Ritmo calmo!

Acompanhei o Pedro e o Zé nos 4 ou 5 primeiros kms e depois fiz o resto a caminhar nas calmas e a apreciar as vistas. Fizeram eles mais depressa os 18 ou 19 kms do que eu fiz os 12 kms J.

Foi a 1ª vez que visitei a Tapada de Mafra, um belo local para caminhar na Natureza.
Uma selfie em plena Tapada de Mafra

As vistas de um ponto um pouco mais elevado.

Tranquilidade!

Os raios de sol a "atravessarem as àrvores"

Uma das partes mais belas do percurso!

Belas àrvores!

Satisfação pelo cenário!

Belos caminhos!

Passagem ao lado da casa de hóspedes

Olhó javali!!! Finalmente avistaram-se os javalis!!!

O descanso do javali!!!

A caminho da "meta"

Belo passeio J!!!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Report da aventura de Montejunto


Depois da “foto-reportagem” vem agora a "história" (vista na minha perspectiva) J.
A participação no Trail de Montejunto começou a se desenhar umas semanas antes.
Foi algo do género: um puxa por outro (tendo sido o Ricardo no inicio a puxar mais pelo pessoal), uma aventura relativamente perto de casa, oportunidade de conhecer por dentro uma “serra desconhecida”, logística relativamente simples e até se falou em almoço da malta depois da prova. Assim, 4 elementos do Team inscreveram-se nesta aventura.
O Ricardo pelos motivos conhecidos e ainda em fase de recuperação acabou por não participar.
Ricardo: o teu pâncreas não estava preparado para aquilo. Fizeste bem em ficar sossegado J. Fica para outra oportunidade!
Sinceramente, levei pouco a sério a informação que dispunha em relação a este trail. Vi umas inclinações no gráfico mas pareceram-me “normais”, li que havia mais de 1km de subida acumulada e pensei “vou ficar cansado mas faz-se”, vi que seriam 21,5kms mas pensei se faço meias-maratonas também faço isto bem e depois também pensei fiz 3h10 em Sesimbra faço isto em 3 horas, mais coisa menos coisa. Reconheço que houve algum excesso de confiança na abordagem deste trail J.
Depois de termos acertado por unanimidade vir almoçar a casa, contava que antes das 2 da tarde estaria por casa (e à vontade) e só cheguei a casa bem depois das 3 da tarde! É verdade que houve atraso de 40 minutos na partida das provas mas a demora a percorrer o percurso contribuiu e muito para chegar mais tarde a casa. Claro que tive apresentar as minhas desculpas quando cheguei a casa, que foram efetivamente aceites perto das 8 da tarde e depois de uma bela sesta (da família toda) pelo meio J. Obrigado querida pela tua colaboração ao assegurares o que é preciso para eu me meter nestas aventuras J!
No dia anterior ao Trail o Ricardo para adoçar o apetite enviou à malta uma foto da serra! Bela foto que só vi na ida de carro para lá.
A logística também teve episódios engraçados J.
Perto das 6:50 o Zé e a Sofia estavam a chegar a Odivelas. Porta-bagagem do carro cheio de malas (parecia que o pessoal ia acampar) e nós prontos para seguir viagem! Nesta manhã, tínhamos como companhia algum nevoeiro.
À saída de Odivelas pergunto ao Zé pelo GPS ao que me responde ”Não há”. Depois pergunto se tinha imprimido as indicções ou mapa, ao que me responde: Não. E eu também digo que não imprimi nada. De seguida, o Zé “saca do belo” do mapa em papel e dá-me para a minha mão. Tudo controlado J.
A viagem para lá foi um belo convívio, uma grande galhofada J (Realço a viagem de ida pois na viagem de volta, vínhamos todos tão cansados e moídos que queríamos era chegar fazer bem o caminho e chegar a casa) !!!
Saímos na A8 em Outeiro da Cabeça e seguimos as indicações de Vilar. Sabíamos que estávamos do lado certo da serra mas não víamos serra nenhuma, por causa do nevoeiro.
A dificuldade (que não foi assim tanta) seria saber qual o caminho para Pragança, pois havia um pormenor interessante no mapa, que era simplesmente Pragança não aparecer no mapa. Aparentemente a terra que vinha no mapa mais próxima de Pragança seria Lamas e assim fomos andando.
Depois de passar por Vilar seguindo pela N115, surge um dilema, seguir em frente ou virar à direita. Primeiro seguimos em frente (meu palpite) continuando pela N115, mas depois o Zé (fez valer o seu papel de piloto) deu meia-volta e foi virar à direita. Passadas umas centenas de metros a melhor opção era perguntar onde ficava Pragança a quem encontrássemos e assim aconteceu. Um simpático senhor indicou-nos o caminho e lá fomos em direcção a Pragança. Passámos por Lamas e percebemos que estávamos relativamente perto.
Para ficarmos esclarecidos, ambos os caminhos iam mais à frente dar ao mesmo entroncamento em Boiça. Ao ir em frente íamos pela estrada nacional, ao virarmos à direita seguimos por uma estrada municipal. Todos os caminhos iam dar a Pragança J!
Já sabes Zé, para o ano vamos pela estrada nacional e ficamos a conhecer outro caminho J!
E lá chegámos a Pragança, mais concretamente ao Aviário do Pinheiro, onde o pessoal estacionava o carro e levantava os dorsais.
Dali tínhamos de ir para a Partida em Abrigada que ficava no outro lado da serra. Os transportes para a partida atrasaram-se e chegámos a Abrigada mais tarde do que previsto. A partida do trail curto estava prevista para as 9:15 e apenas partimos às 9:45.
Iniciada a prova, depois de uns metros em alcatrão seguimos logo por estrada de terra batida. Passado um bocado o terreno começou a inclinar e a lama a aparecer. Nesta fase procurei não encher os pés de lama pois ainda havia muito km para percorrer e quanto mais confortável fosse melhor seria. De qualquer modo, os pés lá se molharam um pouco e os ténis ficaram um bocado em tons de castanho J.
Antes dos 3 kms resolvi não acompanhar a passada da Sofia e do Zé, pois pareceu-me que iam um bocadinho rápido, ou melhor, eu é que sentia que seria melhor ir mais devagar J.
Nesta fase estávamos em subida, relativamente ligeira para trail mas um pouco lixada para qualquer pessoa pouco habituada a estas andanças. Foi nesta fase que “atravessámos” o nevoeiro.
No gráfico aparece por volta dos 5kms uma descida mas sinceramente não me lembro de nenhuma descida, provavelmente porque ia em fase de recuperação e já ia a olhar para a montanha que tinha que subir. Epá aquilo impunha mesmo respeito!!!

Ao 6ºkm aparece o abastecimento e vejo a Sofia e o Zé à minha espera! Obrigado por terem esperado por mim J. Apesar de vos ter dito na hora que não era preciso e que estavam à vontade para ir embora quando vos apetecesse foi sem dúvida muito mais divertido e interessante fazer aquela longa e ingreme subida na vossa companhia J!
Ao mesmo tempo que caminhávamos tínhamos a oportunidade de contemplar as vistas! Estávamos literalmente por cima das nuvens, conforme se pode ver nas fotos colocadas aqui no blog J.
Foi uma subida dura, sobretudo porque foi muito longa, foram mais de 3kms sempre em subida a valer. Na altura pareceram-me muito mais e nem sei dizer quantos minutos demorámos a subir a montanha.


Ao longo da subida aproveitámos para tirar umas quantas fotos! Por acaso foi a 1ªvez que levei máquina fotográfica para uma prova e talvez tenha sido a decisão mais acertada do dia J. Estas provas de trail proporcionam belos cenários que merecem ser fotografados. Depois, quando vemos as fotos, juntamos ao cenário as sensações e emoções daqueles momentos e aquelas fotos ganham um sentido extraordinário para quem percorreu aqueles caminhos J.
Talvez seja por isso que o pessoal se apaixona pelos trails J. Depois de passar o cansaço físico, o pessoal fica com vontade de se meter em outro trail e desbravar os caminhos da Natureza J!
Depois de tanto subir, pensei que quase 9kms estavam feitos e vamos lá embora correr.
Ainda percorremos os kms seguintes juntos mas antes dos 11kms eles meteram outra velocidade e foram à sua vida e fizeram muito bem.
O km seguinte foi relativamente tranquilo, com um abastecimento sólido pelo meio. De seguida apareceu uma valente descida (Tipicamente as descidas em trail não são descanso nenhum! Antes desta prova ainda não tinha integrado esta ideia J) e depois ao km 13 aparecia a outra grande subida do dia.
Depois de 13 kms nas pernas a subir e a descer, claro que esta subida foi feita em grande parte a caminhar e relativamente devagar. O que valia para animar eram as vistas J.
Chegados ao topo deste lado da montanha por volta do km 16 tínhamos uma bela vista da serra e ao fundo algumas localidades. Pragança era já ali em baixo, ouvia-se a voz de um senhor a anunciar (num altifalante) a chegada de alguns participantes. Havia uma ilusão que já faltava pouco mas afinal ainda haviam 6 kms para percorrer.
De seguida iniciou-se a parte mais difícil para mim: a ingreme, difícil e perigosa descida. Estava sinalizada e com várias chamadas de atenção pois aquilo era mesmo para ser feito com bastante atenção! Sinceramente não apreciei esta parte do percurso pois pareceu-me uma descida com grau de inclinação um pouco exagerado e ao mesmo tempo já havia bastante desgaste fisico!
Depois de descer havia um abastecimento liquido junto a uma estrada. Neste momento pensei agora a estrada vai dar a Pragança e já está. Mas não foi assim. Voltámos a entrar no mato e desta vez um pouco denso e ainda andámos por aquelas bandas a subir e a descer. Pragança ali tão perto e “andávamos às voltas”...
Epá estes 6 últimos kms não foram nada fáceis!!!
Depois de quase 4 horas lá entrei na localidade, agora já estava mesmo quase, mas ainda fui a tempo de me enganar no caminho (seguir em frente em vez de virar à direita) mas ouvi alguém a chamar e lá me encaminhei.
Ligeira subida e depois lá estava na recta da meta. A Sofia e o Zé lá estavam a aguardar (pensava eu que estavam ali há meia hora, afinal estavam há pouco mais de 10 minutos) e o Ricardo também lá estava (há quase 2 horas, pois ligou-me ainda eu não tinha chegado ao km13!) qual fotografo profissional a tirar fotos à malta.


Prova cumprida! 22kms a subir e a descer em 3h58m!
Passei a ver a serra de Montejunto com uma nova perspetiva!
Foi uma prova muito dura, mas ao mesmo tempo uma grande experiência. Nos últimos kms já estava cansado e até desgastado de tanto tempo de prova mas passo a passo chegou-se à meta. Superar obstáculos, lidar com as adversidades faz parte da experiência.
Grande aventura! Cenário espetacular! Belo convívio!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Um "cheirinho" do Montejunto Trail 2014 - Fotos


Vai ser apenas um "cheirinho" da prova, só para deitar cá para fora "algumas coisas" :) e sobretudo partilhar com a malta umas quantas fotos :)
Prova dura, muito dura!
Só para se perceber o sobe e desce constante ao longo de 22 kms, vamos olhar para a altimetria:
Pois, até pode não parecer muito, mas se reparamos melhor partimos de uma altitude abaixo dos 100m, ultrapassamos os 600m e na maioria da prova andamos acima dos 300m. Uma subida acumulada de 1010 metros e uma descida acumulada de 860 metros.
Sim, as subidas depois dos 6kms e depois dos 13kms foram muito dificeis, mas para mim o mais dificil foi a descida acentuada depois dos 16kms. Os joelhos e os tornozelos a reclamarem descanso e ao mesmo tempo a terem de trabalhar intensamente.
O mais importante: prova superada! Belo convivio com o Zé e com a Sofia! E foi uma bela viagem por Montejunto!

Chegados a Pragança - Local para deixar o carro, levantar o dorsal e apanhar o autocarro para a partida em Abrigada.

Ainda em Pragança. Boa disposição depois de uma bela viagem de carro à procura de Montejunto e de Pragança!

Em Abrigada, prontos para a partida!

1ªsubida a valer, por volta dos 3kms.

A subir, pronto para "furar" o nevoeiro.

Percurso bem sinalizado, com fitas vermelha e amarela!

Já por cima das nuvens, avistava-se a grande subida (por volta dos 6 kms) . Reparem nas "formiguinhas" por cima da árvore.

Sofia e Zé em grande forma! Obrigado por terem esperado por mim antes do inicio da subida :) Teve mais piada fazer esta subida acompanhado :)

Á direita tínhamos este cenário!

"O je nas nuvens"

Reparem nas turbinas eólicas sobre as nuvens. Belo cenário!

Depois de contornada a encosta, continuava a subida!

Era "só" chegar ali acima e 8kms ficavam feitos!



O "trio maravilha" no alto de Montejunto!

O je na montanha!
A passarmos por umas ruínas.


Por volta dos 10 kms o Zé e a Sofia apressaram o passo e fizeram muito bem. Eu é que não estava com "combustivel" para ir naquelas velocidades :)
Um pouco de sombra das árvores. Soube tão bem!

Aos 13 kms voltámos a subir.

Subida nada fácil!
Vista da serra de Montejunto e algumas localidades ao fundo.

Depois da subida, encontrámos uma grande pedra com indicação de trilhos da montanha.

Mais uma selfie. Grande vista daqui. Pragança era já ali em baixo, mas afinal ainda faltava 6 kms.


Uma descida muito lixada depois dos 16kms. Ingreme, caminho muito estreito e muitos obstaculos pelo caminho. Muito importante a atenção!

Uma bela flor a presentear os aventureiros "perto" do final da prova!


A caminho da meta!
Conto ainda colocar mais uma ou duas fotos (que já aqui estão) da chegada a Pragança. Tivemos o Amigo Ricardo a felicitar-nos na chegada e a tirar umas fotos ao pessoal :)

A chegar à meta! Ao fundo vê-se uma parte da montanha!

Grande Team!

Grande aventura!