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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Nadar como uma menina - Efeitos dos treinos da maratona I


Não consigo deixar de partilhar esta situação pela diversão e pelo interesse pedagógico. Pode parecer ridículo, mas é interessante o ponto de exaustão a que o meu corpo chegou no decorrer dos planos para a maratona.
Terça feira ao final da tarde fiz um treininho de 14 kms, fiquei no limite das dores nos adutores, mas o treininho foi bom.

Quarta feira imergi-me  todo confiante na piscina e em vez das 8 piscinas de aquecimento fiz 12 de crawl sem perder o controlo da respiração. Depois mais umas piscinas de braços e outras de pernas até que tive uma caimbra no gémeo esquerdo. Nada de novo, é habitual e costuma passar. Retomei as braçadas... Todavia desta vez a caimbra teimava em ficar.

O musculo não desprendia, a caimbra continuava e por isso o professor pediu que saisse da piscina. E foi com a única perna que ainda funcionava que tentei saltar da piscina cá para fora. Todavia mal fiz força senti o gémeo direito a ficar preso... numa caimbra.
FABULOSO, TINHA AS DUAS PERNAS PARALISADAS E A DOER COM CAIMBRAS!!!

Arrastaram-me de costas para fora da piscina e o professor passou a 2ª metade da aula a fazer-me alongamentos e massagens (cuidado com as bocas e os boatos) nas pernas.

O pessoal do triatlo a olhar para mim, as raparigas da aula a olharem-me de lado...
A vergonha...

Já sei, falta de magnésio...

sábado, 12 de setembro de 2015

E já cá cantam 6000 km

Ora cá está o homem da contabilidade de novo com a conversa dos kms. Eu... um gajo de letras, a fazer contas, tabelas em Excel, estatísticas e tal... ganda maluco, é o que é.
Pois que já cheguei aos 6000 kms feitos nisto do desporto, isto desde o dia 27 de Março de 2011, altura em que comecei a contabilizar a coisa com aplicação no telemóvel. Quilómetros distribuídos assim



Apesar dos meses de Junho e Julho não terem sido famosos a nível de treinos, a verdade é que estes 1000 kms foram feitos no período mais curto de sempre. Apenas 179 dias, com 89 treinos feitos. Para isso muito ajudou os treinos de bicicleta feitos nos últimos seis meses, com mais 600 kms


0000-1000 kms: 444 dias
1000-2000 kms: 275 dias
2000-3000 kms: 255 dias
3000-4000 kms: 196 dias
4000-5000 kms: 279 dias
5000-6000 kms: 179 dias

Com o aumentar da quilometragem na bicicleta, esta "ganhou" terreno face à corrida. Se até aos 5000 kms a diferença era curta (menos de 200 kms ) agora alargou-se. 2688 kms a correr e 3166 a pedalar

Pelo meio fiz o meu primeiro triatlo de distância Half-Ironman e está para breve uma nova experiência nessas andanças, em Cascais. É já no dia 27...

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Lisboa Triathlon - Um sonho cumprido em três actos

Eram 4h45m quando o despertador tocou. Tinha dormido pouco mais de quatro horas, mas tinham parecido apenas quatro minutos. Tinha chegado o dia do Lisboa Triathlon, algo que estava no meu horizonte há bastante tempo. Há tempo demais. Mas há objectivos que não podem ser apressados e este era um deles. Tinha de chegar na altura certa. 2 de Maio de 2015 era o dia.
Na véspera tinha ficado já tudo pronto. A bicicleta já estava no carro, o saco já estava fechado e o que havia a fazer nessa manhã estava já organizado. Ainda não eram 6h e já estava no carro a caminho do Parque das Nações. Mal podia esperar por lá chegar e entrar num ambiente único.



A chegada ao Pavilhão de Portugal foi fantástica. Aquela pala de Siza Vieira albergava mais de um milhar de bicicletas e o espaço parecia ter sido desenhado à medida para servir de parque de transição para um triatlo. Sem pressas, a olhar para tudo, a absorver tudo e a apreciar o momento, encaminhei-me para o meu espaço. Pela primeira vez tinha um espaço reservado para mim, com o meu nome em grande, bem em destaque. Eram 6h40, tinha todo o tempo do mundo. Preparei tudo ao pormenor, sapatos aqui, ténis ali, capacete virado para cima, óculos lá dentro, etc, etc. Ao mesmo tempo ia olhando em meu redor. Espanhóis - muitos -, ingleses, alemães, irlandeses... Portugueses eram poucos, mas ali a nacionalidade era o menos importante. Íamos todos ao mesmo. Com tempo de sobra quase me custou sair daquele ambiente do parque de transição, mas tinha de ser. Deixei o saco no bengaleiro e encaminhei-me para a zona da partida da natação. Eram cerca de 7h20m e já havia gente na água para o aquecimento. Nervoso. Muito nervoso, mesmo. Mal podia esperar pela minha vez. Por essa altura já era quase impossível reconhecer quem quer que fosse. Todos de fato vestido, de touca na cabeça e óculos de natação. Os rostos eram de concentração, por um lado, mas de euforia por outro. 7h50m. Estava na hora.

A melhor natação de sempre

(Com este cenário, alguém duvida?)

O aproximar da água foi o ponto mais alto do meu nervosismo. Sem dúvida. Estava prestes a entrar da Doca dos Olivais, a "casa" do Oceanário. Lá longe já iam os Elites e eu olhava para o que tinha de fazer. Duas voltas. A montanha-russa de sentimentos da última semana mantinha-se. "Vai correr bem. Vai correr bem o tanas..." Não sei porquê, mas este turbilhão desfez-se assim que pus os pés dentro de água. À medida de caminhava pela rampa do Clube Náutico ia ficando mais calmo. A água não estava fria e consegui caminhar quase até ao ponto de partida. Isso ajudou-me. Estranho... mas ajudou. 8h00m. Soa a buzina.Vamos a isso.

Já uns nadavam e ainda eu tinha os pés no chão. "Deixa-os ir..."

Os primeiros metros são uma história já contada. Cá fico eu para trás, deixo-os ir à vontade enquanto tento encontrar o meu ritmo. Demoro um pouco, mas lá me apercebo que aquilo era uma piscina em ponto gigante, sem ondulação, sem corrente... e de água salgada. E começo a apreciar. Do lado direito, à medida que respiro, vejo o Parque das Nações a passar, a ficar para trás. E como isso ajudou. A existência de pontos de referência deu-me noção de movimento; as torres do Vasco da Gama, o Pavilhão de Portugal e, por fim, o Oceanário. Se, em 1998, aquando da Expo, me dissessem que um dia iria nadar em seu redor, nem a sonhar acreditaria. Mas ali estava eu a contorná-lo. E a coisa fluía bem. Estava a ser a minha melhor natação de sempre, calma, tranquila, sem sobressaltos. E nem as pancadas que ia levando de vez em quando me atrapalhavam. A primeira volta já estava, faltava a segunda, e de novo as mesmas sensações. Desta vez um pouco mais de pancada, por ter sido apanhado pelos que tinham partido cinco minutos depois, mas com calma tudo se fez. 45m34s depois do tiro de partida estava de saída da água, feliz da vida. A primeira etapa estava feita.
Nervoso... Menos Nervoso... Fantástico. Espectacular. Onde está a bicicleta?


Apostar tudo no pedal


A bicicleta - sabia-o há muito - seria o meu ponto forte. Podia estar aqui a diferença entre fazer uma boa prova e uma grande prova. A minha táctica era dar o máximo aqui para ganhar uma folga confortável a usar na corrida. O percurso é fantástico, muito bom, perfeito para este género de competição. Uma zona no centro da prova, onde está toda a gente, a apoiar, a tirar fotografias. Uma segunda zona ainda urbana, mas já mais calma, e por fim a solidão da estrada. Aqui só se via alcatrão e gente a andar de bicicleta. Era altura de acelerar. E foi fantástico assumir esse objectivo, pedalar sem restrições, dar sempre o máximo. A primeira parte plana foi excelente, quase a 40 km/h. A subida, inevitavelmente, fez-me abrandar, mas na descida seguinte vinguei-me. Pelo meio deu para apreciar os primeiros das Elites, Bruno Pais, José Estrangeiro e companhia. As bicicletas deles... uau... Até o barulho é diferente. Vruum.... Não se ouve a corrente a girar, nem os pedais, só o barulho do carbono a cortar o vento. A primeira volta estava quase feita e, de regresso ao ambiente de festa, abasteci-me dos bidons de água e lá vai disto. A segunda volta foi igual, assim como a terceira. Só à quarta a coisa foi diferente. Principalmente no retorno... Quem apareceu, quem foi? O vento! E logo agora que as pernas estavam moídas. Não dava para manter a média que vinha a fazer e estes últimos 10 kms foram feitos bem mais devagar. Sem crise, que o objectivo estava alcançado, terminar o segmento de ciclismo em menos de 3h. (1ª volta - 41m53s; 2ª volta - 42m23s; 3ª volta - 43m22s; 4ª volta - 46m37s) Total de 2h56m.
Início, meio e fim!


A incógnita da corrida

O objectivo final...

E eis que estava de volta ao Parque. A transição agora foi mais rápida. À entrada para o ciclismo tinha gasto 3m10s; agora 1m38s chegaram, e isto enquanto ouvia os berros do Ricardo a ecoarem pela pala do Pavilhão de Portugal. O Pedro também por lá andava, ambos de máquinas em punho, a tentar registar a coisa para posteridade. Agora era altura de correr. E se no ciclismo podia estar a minha salvação, aqui podia estar a minha perdição. Nas últimas semanas tinha-se desenhado um objectivo na minha mente que ia além de terminar a prova. Naqueles momentos bons perguntava-me se não conseguiria despachar este Half-Ironman em menos de 6 horas. Isso ia saber-se agora. Quando comecei a correr olhei para o relógio e ele marcava 3h48. Tinha 2h12 para fazer a meia-maratona. Sabia que era possível, mas não podia relaxar.
Começar a correr é sempre estranho. Corre-se a um ritmo bom, mas os pés estão muito pesados. E essa factura paguei-a bem cara muito cedo. Assim que saí do passadiço de madeira, apanhei o piso empedrado e fugiu-me o pé para uma ameaça de entorse. "Uff" pensei..., mas pensei demais. Enquanto suspirava por ter escapado a uma lesão a 18 kms da meta, eis que não levantei o pé direito o suficiente e ele embateu numa qualquer pedra levantada. Vi o chão aproximar-se rápido demais e só tive tempo de colocar as mãos à frente. Estava furioso. Mais que magoado, estava furioso. À minha volta via gente sem saber o que fazer. Queriam ajudar-me, mas por outro lado não me queriam tocar. Eu não queria que me tocassem. Queria levantar-me sozinho. Depressa caí, depressa me levantei. E vai de voltar a correr. "Força! Fuerza! Vamos!", ouvia por ali enquanto avaliava os danos. Mãos e punhos arranhados e joelho a doer. Olhei para baixo e vi as marcas do encontro com a calçada. Ao primeiro abastecimento lavei as mãos o melhor que consegui e tentei não pensar mais no assunto. Tinha quilómetros para fazer. O resto da primeira volta foi tranquila, mas aos 3,5 kms acabei por ter de andar um pouco. As pernas estavam a ficar cansadas. Tinha encontrado o "muro". Mas tinha de o enfrentar. Reforcei o organismo com gel e água e recomecei a correr, mas a segunda volta não foi melhor que a primeira. O Joel que o diga, que me apanhou naquela que foi, talvez a minha pior fase, em que estava bem cansado. Mas feitas as duas primeiras voltas as forças voltaram. Voltei a olhar para o relógio e só tinha passado 1h. Tinha ainda 1h12m para as duas voltas que faltavam. Ser sub 6h era um objectivo cada vez mais alcançável. Aumentei então um pouco o ritmo. Defini os meus pontos de paragem, junto aos abastecimentos, para recuperar forças e hidratar, mas quando corria, o ritmo era mais alto. E quando iniciei a última volta... uau... que sensações. Faltavam cinco quilómetros. Cinco quilómetros apenas. E como me diverti nesta última volta. Absorvi cada momento, em especial aquele em que me cruzei com um espanhol que tinha encontrado no chão - ironia das ironias - um boneco do IronMan, o herói da Marvel. Ele ia em êxtase. E eu estava lá perto. Estava a chegar à meta. 5h54m34s - é este o tempo oficial - depois de ter dado as primeiras braçadas, com 110 kms feitos, estava a cruzar a meta do Lisboa Triathlon. Sou Half-Ironman. Quem diria...




quarta-feira, 1 de abril de 2015

Em Março foi assim...


21 treinos. 21! Nunca tinha treinado tanto num só mês. Março foi um mês fantástico, não só em quantidade, como em qualidade. Senti-me bem, treinei bem e podia ainda ter sido melhor, ou não tivesse decidido gozar uma semana de férias também nos treinos.
As pernas estão bem, a moral está em alta e o objectivo maior deste ano está cada vez mais perto. Falta um mês para o Triatlo Longo de Lisboa e estou na fase final da minha preparação. Mais duas semanas de treino de alta intensidade e depois outras duas apenas de manutenção, de forma a estar no ponto ideial nesse sábado de 2 de maio. É só o que falta.
Isso e que não surjam imprevistos. Lesões e tal...

sexta-feira, 20 de março de 2015

Venham mais... 5000 kms!!!

Uau... cinco mil quilómetros. Cinco mil. Há cinco anos se me dissessem que faria esta distância a correr, a pedalar ou a nadar, diriam que tal era impossível. Mas a verdade é que não foi. Cinco mil quilómentros...


Quem me conhece já sabe que gosto desta parte, das estatísticas, de analisar números, avaliar o que fiz mais ou menos, melhor ou pior. Daí que elaborei esta tabela bem bonitinha, que permite ver o que tenho feito - e onde tenho feito - ao longo destes 5000 quilómetros.

A marca dos cinco mil quilómetros foi atingida a 15 de Março, durante um treino de bicicleta de 58 quilómetros, um treino feito a pensar no Lisboa Triathlon, a minha próxima aventura. Foi a primeira parte de um treino duplo, pois depois de deixar a bicicleta ainda calcei os ténis para dar uma corrida.

Ao longo destes 5000 kms, a bicicleta ainda é a maior "consumidora", com 2555, mas a corrida está bem perto, com 2336. Esse equilíbrio vê-se também nesta última fatia, de 994 kms com estas duas modalidades a fazerem quase a totalidade da distância.


Em termos de tempo, esta é a segunda pior prestação, tendo aqui o "JE" demorado 279 dias a chegar aos 5000 quilómetros. No entanto, é preciso notar que estive praticamente 60 dias parado, a recuperar da lesão da Maratona de Lisboa. Com treinos normais durante esses 60 dias, seria o 20 melhor registo.
 
 0-1000 kms: 444 dias // 1000-2000 kms: 275 dias // 2000-3000 kms: 255 dias // 3000-4000 kms: 196 dias // 4000-5000 kms 279 dias

Se tudo correr bem, não devo demorar tanto tempo a chegar aos 6000. Os treinos de bicicleta em estrada "comem" muitos kms, já se sabe, mas não só. Com os treinos para os Triatlos, tenho feito treinos praticamente todos os dias e até treinos duplos, o que ajuda à contagem de kms. E já não falta muito para a maior contagem de uma só vez até agora, 113 quilómetros de uma só vez, no Triatlo Longo de Lisboa.

Outros Kms Reports!

domingo, 1 de março de 2015

Em Fevereiro foi assim...

E Fevereiro já está. Um mês muito positivo ao nível de treinos. Fiz praticamente todos os treinos que tinha planeado - creio que só falhei um - e as sensações foram melhorando de semana para semana.
Na piscina a coisa está positiva ao nível da resistência, mas nem tanto no que toca à velocidade, embora já me tenha conformado um pouco com isso. Na bicicleta em Fevereiro não houve um treino verdadeiramente longo, mas o que se fez, até em Indoor, confirma evolução. Assim como na corrida.
E já só faltam dois meses para ISTO!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Em Janeiro foi assim...

E Janeiro já foi. O primeiro mês do passou-se de forme intermitente. Isto porque as constipações andam por aí e também eu não fui capaz de as evitar. E assim estive quase duas semanas parado à conta disto. Mas as outras duas semanas foram boas, com a resistência a melhorar, quer na corrida, quer na piscina.
Entro agora naquela contagem decrescente de três meses que faltam para o Triatlo Longo de Lisboa, a 2 de Maio, meses fundamentais para que chegue a Maio num pico de forma ideial para a prova em questão. Vai ser um processo evolutivo. Vamos a ele.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014. O Balanço de um ano agridoce

Mais 365 dias que se passaram e cá estamos nós de novo a fazer balanços e a renovar projectos. O ano de 2014 foi muito bom, mas também teve elementos negativos. Mas foi uma boa forma de preparar um 2015 em grande.
Então este ano foi assim...
Foram 159 treinos, uma média de três treinos por semana, embora isso, na realidade, tenha estado muito longe de acontecer. Houve semanas excelentes, com cinco dias de treino, e houve outras – muito mais que o desejável, sem qualquer treino.
Em termos de quantidade, a corrida voltou a ficar à frente, destacada, logo seguida da natação (!!). Depois vêm os treinos “indoor”, que este ano ganharam destaque graças às aulas de spinning que comecei a ter. Só depois surge a bicicleta.


Em termos de qualidade, há que dividir o ano em dois... semestres. Até ao final de junho tudo estava bem. Foi um ritmo de treino fantástico. Aliás, se tivesse mantido o nível de treino no segundo semestre, teria chegado perto dos 190 treinos... De Janeiro a Junho tudo correu bem. Treinos intensos, longos ou curtos, na estrada, na piscina, no ginásio, em cima da bicicleta ou fora dela. Fazia dois treinos por dia e tudo corria bem. Estava em grande forma quando cheguei ao primeiro triatlo, e ao segundo... e ao terceiro.
Porém, depois deste terceiro triatlo, em Oeiras, rebentei. O corpo pediu descanso e eu dei-lhe, ainda para mais porque estava em altura de férias. Acontece que esse descanso durou praticamente sete semanas. Sim, continuei a treinar, mas não eram treinos de qualidade nem intensos. Era mais para dizer que ia...
A meio de julho, quando quis regressar, não correu bem. Estava com excesso de peso, tinha perdido o ritmo e a resistência. Estava já a treinar para a Maratona de Lisboa, em outubro, e fui intensificando os treinos. A velocidade aos poucos ia aparecendo a resistência estava quase no ponto. No final de Agosto, porém, veio a dor. Num treino – muito bom, por sinal – de 34 quilómetros, apareceu-me uma dor lateral no joelho esquerdo. Repousei uns dias, mas nos treinos seguintes ela voltou. E não mais me largou. Umas vezes mais forte, noutros dias mais ligeira, o que é certo é que ela por cá ficou até à Maratona e aí foi o descalabro. Sim, cheguei ao fim, mas praticamente coxo. Resultado... uma inflamação no ligamento lateral externo, o que me obrigou a uma paragem total de 1 mês e mais um mês de treinos ligeiros de recuperação. Só em dezembro voltei a correr e só este último mês, com o Natal pelo meio, foi decente ao nível de treinos. Daí que o segundo semestre não tenha sido, na realidade, muito positivo. Mas os maiores objectivos, os triatlos, já tinham ficado lá para trás, na primeira metade do ano.

Falando em objectivos, recapitulemos os que tracei para o ano que agora termina...

  • Acabar um triatloFeito. Foi o meu principal foco para o início da época. Direccionei os meus treinos para esse objectivo e consegui atingi-lo. Estive em Alpiarça, Estoril e Oeiras.
  • Correr 10 kms em menos de 45 minutosNão conseguido. Não vou dizer que foi um falhanço, porque não entrei em qualquer prova de 10 quilómetros. Em treinos não atingi essa marca, mas verdade seja dita que nunca tentei... Fica para outra ocasião.
  • Meia-Maratona em menos de 1h40 – Não conseguido. Só fiz uma Meia este ano, a da Ponte 25 de Abril, que não é a ideal para estes feitos. Muita confusão, pouco espaço para correr, etc. Tinha ideia de tentar esse objectivo na Meia-Maratona dos Descobrimentos, mas o meu joelho não o permitiu.
  • Maratona em menos de 4h – Falhanço. Até me dá vontade de rir ao ler isto... Terminar já foi bom – e doloroso – e nunca estive perto, nem em treinos, de chegar às 4 horas. Mas é um objectivo... para o futuro.
  • Baixar dos 75 kgs – Falhanço. O maior de todos. Pelo segundo ano consecutivo não consigo baixar desta barreira na balança. Durante metade do ano tive o peso bem controlado, com 76 / 77 quilos, mas depois, com as férias e o verão, foi o descalabro. Ainda assim consegui terminar o ano com 79 quilos. Podia ter sido bem pior...
  • 1000 kms de bicicleta – Não conseguido. Fiz muito mais quilómetros que em 2013 - 668 vs 420 – muito graças à bicicleta de estrada que permite optimizar melhor as saídas de bicicleta, mas fiquei ainda longe do objectivo dos 1000. Mais uma vez, graças à lesão no joelho que me manteve fora da bicicleta por quase dois meses. Teria sido o suficiente.
E assim foi 2014. Apesar de tudo, o balanço é bom. Aconteceram percalços, é verdade, mas aconteceu também muita coisa boa e que não vou esquecer tão depressa. Quanto aos objectivos para 2015, esses são simples...
  • Fazer melhor.
Melhorar em tudo. Na resistência, na velocidade, na quilometragem, na balança... etc. Divertir-me, acima de tudo. É só o que quero.

Venha de lá esse 2015 que estou ansioso com tudo o que está para vir.

Bom 2015 malta!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em Dezembro foi assim...

É certo que ainda falta um dia para este ês acabar, mas desportivamente, na parte que me toca, dezembro - e 2014, já agora - está feito. Foi um mês positivo, em que consegui retomar a quantidade de treinos que tinha vindo a fazer na primeira metade do ano. Foram 15, distribuídos por bicicleta, ginásio, natação e... corrida.
Já consegui voltar a calçar os ténis e sem dores... mas também sem ritmo. Aos poucos isto vai lá e espero em pouco tempo estar de novo com os mesmos níveis de intensidade e resistência.

E 2015 está aí à porta... Venha ele.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Em Novembro foi assim...

 

Depois de um mês de outubro dedicado à recuperação de uma lesão no ligamento lateral externo do joelho esquerdo, tinha destinado começar a recuperação em novembro. As ordens do médico iam no sentido de começar a dar mobilidade ao joelho, aumentar a carga, mas sem correr, pelo menos enquanto houvesse o mínimo de dor. Ginásio, bicicleta e natação eram as actividades permitidas.
E assim foi. Logo na primeira semana do mês voltei à piscina e à bicicleta no ginásio... mas à segunda semana... KO. Uma gastroentrite grave, com desidratação severa, pôs-me a soro durante dois dias e a canjinha durante mais dois. Contando com o dia em qua a gastro começou a manifestar-se, foram quase cinco dias praticamente sem comer. Escusado será dizer que treino... nem vê-lo. E na semana seguinte, quando regressei, como custou. Parecia não ter forças para nada.
De maneiras que novembro não correu exactamente como planeado. Apenas nove treinos, quase todos de recuperação, e nada de corrida ou treinos longos na bicicleta. O joelho está praticamente bom, já voltei a correr na passadeira e espero na próxima semana aventurar-se com 5kms na rua. Veremos...

A parte boa disto tudo (regresso aos treinos + cuidados na alimentação + gastroentrite) é que recuperei um pouco na parte do peso. Quase quatro quilos perdidos num mês. Não foi mau, não senhor.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Em Agosto e Setembro foi assim...


E mais dois meses que se passaram, dois meses em que a mente esteve sempre a pensar no próximo desafio, a Maratona de Lisboa, já neste domingo. E se a mente pensou, o corpo treinou  para isso. Dentro do possível, pelo menos. Em Agosto houve dois treinos longos, um melhor que o outro. No primeiro, de 29 kms, acabei exausto. Nem mais um quilómetro fazia, quanto mais 13... Já no segundo, de 34 quilómetros, fiquei com pena de a Maratona não ser logo naquele dia. Senti-me muito bem e confortável. Foi o último treino longo que fiz para esta prova, pelo menos a correr.
Em setembro deu-se o regresso às duas rodas, com um treino de 72 quilómetros, só para manter as pernas a mexer, mas os treinos de corrida foram menos e com menor intensidade que o desejado. Tentei conservar as pernas - em especial um joelho - o mais possível, só espero não ter sido em demasiado e agora, no próximo domingo, não sofra de "falta de pernas".
Em setembro deu-se também o regresso à piscina e com sensações muito boas. Quatro treinos de 1500 metros, sempre a melhorar, quer na resistência, quer na velocidade. O objectivo é, ultrapassada esta meta da maratona, que esses treinos passem a ser de 2000 metros.
De resto... o peso não está como queria, mas está melhor que já esteve. Devo chegar à Maratona com 79 quilos, dois acima do desejado, mas foi o possível.

Nos próximos dias passarei de novo por aqui para falar disso mesmo, da Maratona de Lisboa. Objectivos, medos, esperanças, equipamento, etc e tal.

Bons treinos malta!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

4000 kms!!!

(Vá... confessem lá! Já estavam com saudades de um post destes, não estavam?)

Pois é, atingi os 4000 quilómetros feitos a pedalar, a correr e a nadar, uma distância que se fosse feita em linha já seria suficiente para dar uma volta bem interessante à Europa. Infelizmente não foram feitos dessa forma, mas ainda assim é um número simpático e, como sempre, de observar à lupa em comparação com outros números redondos. Vamos lá então.

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013
8 de Junho de 2014
 A marca dos 4000 quilómetros foi atingida a 8 de Junho, no segmento de ciclismo do Triatlo de Oeiras. Foi precisamente 196 dias depois de ter atingido a marca dos 3000 kms, a 24 de Novembro do último ano.
Mais uma vez verifica-se a tendência de demorar cada vez menos tempo a fazer um milhar de quilómetros.

 0-1000 kms: 444 dias // 1000-2000 kms: 275 dias // 2000-3000 kms: 255 dias // 3000-4000 kms: 196 dias.

A contagem de quilómetros divide-se desta forma:

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013

24 de Novembro de 2013

8 de Junho de 2014
Foi a correr que se cumpriram 456 quilómetros nos últimos 196 dias. Ainda assim uma diminuição face aos mais de 600 kms feitas na etapa anterior (2000-3000 kms).


13 de Junho de 2012

14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013
8 de Junho de 2014
Foi na bicicleta de estrada que percorri a maior parte destes 1000 kms. Foram 510 quilómetros feitos na fininha, alguns em provas de triatlo, mas outros em voltas grandes, já a rondar os 100 kms. Uma boa evolução face aos 311 kms cumpridos a pedalar entre os 2000 e os 3000 kms. Veremos se consigo atingir a meta dos 1000 kms de bicicleta em 2014.



24 de Novembro de 2013

8 de Junho de 2014

 Foi na piscina que fiz os restantes 40,7 quilómetros, também uma evolução face à etapa anterior, em que tinha uma média de 1400 metros por treino, enquanto agora essa média subiu para 1500. O objectivo é chegar aos 2000 metros por treino, em média, até ao final do ano. Mas para isso tenho de nadar melhor e mais depressa.


Se esta etapa, dos 3000-4000 kms até foi rápida, penso que para chegar aos 5000 vou levar mais tempo. Primeiro porque estamos em período de férias e logo aí a quilometragem vai diminuir. E depois começam os treinos para a Maratona e um treino longo de corrida (25-35 kms) não se equipara a um treino longo de bicicleta (100-130 kms). Aguardemos então pelo próximo Km Report!

Outros Kms Reports!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Em Maio foi assim...



Mais um mês que passou, este com 19 treinos em 16 dias, o que quer dizer que em três dias consegui fazer treinos duplos, de natação e corrida. A avaliação é positiva, com o corpo a aguentar bem com o aumento de carga e a reagir melhor de semana para semana ao treino extra. A natação também está a melhorar - pelo menos assim parece na piscina - e agora há que comprovar isso onde interessa, num triatlo. Venha ele que as férias também estão aí à porta!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Em Março foi assim...



E mais um mês que lá vai, este com 18 treinos inseridos no Runtastic, mas que na prática foram "apenas" 14, pois seis dessas entradas aconteceram em dois dias. Primeiro foi o meu Duatlo Bike+21 kms de Cascais, e depois foi também o Triatlo de Alpiarça que incluiu ainda um treino de bicicleta antes da prova propriamente dita. Pelo meio houve a muito confusa Meia-Maratona de Lisboa e muitos treinos durante a semana.

Abril promete ser mais um mês em cheio, com a "meta" colocada no último fim-de-semana no mês, com o Triatlo do Estoril.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Em Fevereiro foi assim...


Mais um mês que passou, desta vez não tão perfeito a nível de treinos quanto seria desejar. Ficaram uns 4 ou 5 por fazer, face ao inicialmente previsto, nada de grave porque os treinos feitos foram muito bons. Três treinos de natação, 1 de ginásio, 3 aulas de spinning, 4 corridas e 1 manhã de bicicleta. Ah, e os primeiros dois meses - com muita fome pelo meio - já "renderam" na balança; passei dos 78 para os 76 kgs. Agora é só manter a tendência e não "descarrilar", até porque Março vai ser (já está a ser) um mês em grande.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Em Janeiro foi assim...


E está arrumado o primeiro mês do ano. E que mês. O melhor de sempre. Nunca, desde que comecei a registar os meus treinos, em Março de 2011, tinha treinado tanto. 17 treinos num só mês, 6 de natação, 7 de corrida, 1 no ginásio, 1 de ciclismo e 2 em aulas de spinning. Quase 150 kms nas pernas e e nos braços, também que nadar pesa nos ombros, e de que maneira.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Adeus e obrigado

Bolas... já estamos nisto outra vez? Parece que ainda ontem estava aqui a escrever o balanço de 2012 e eis que já estamos por aqui todos a festejar o final de um ano e criar expectativas para um novo ano.
Se, para muitos, a época se traduz de Setembro a Julho, para mim faz-se de Janeiro a Dezembro, por isso estamos em altura de fazer balanços. Então o meu 2013 foi assim...

sábado, 7 de dezembro de 2013

E vão 3000 kms!

Eis que um gajo se distraí um bocadinho e quando vai ver já passou os 3000 kms! E, como se sabe, eu sou o gajo das estatísticas, por isso gosto de assinalar estes momentos marcantes. Nunca é demais recordar que a minha contabilidade começou a 27 de Março de 2011, há menos de três anos portanto.

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013
É interessante verificar que o espaçamento entre cada 1000 kms anda a diminuir cada vez mais. Se dos 0 aos 1000 demorei 444 dias, dos 1000 aos 2000 levei apenas 275 dias. Já dos 2000 aos 3000 passaram-se apenas 255. A marca dos 3000 kms foi atingida a 24 de Novembro de 2013, num fantástico treino de BTT em Monsanto.
A contagem de treinos também mostra uma evolução interessante. Fiz 116 nestes últimos 1000 kms, mas apenas 92 contam para a quilometragem, sendo os restantes em actividades indoor, com uma média de 10,9 kms por treino.
Vamos então à evolução por modalidade

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013

 O ciclismo de estrada esteve praticamente posto de lado nestes seis meses que se passaram. Os treinos longos e a preferência pelo BTT assim o ditaram. Ainda assim são apenas 311 kms feitos nestes últimos 1000 kms, ao contrário dos 800 (0-1000 kms) e 430 (1000-2000 kms ).
Situação que terá de mudar daqui para a frente.

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013
A corrida, como seria de esperar, é ocupa a grande fatia, com 659 kms dentro destes 1000 kms. A evolução é notória. 186 kms (0-1000 kms) e 567 kms (1000-2000 kms). Os treinos longos para a Maratona e a Maratona em si ajudaram, e muito, a chegar a esta marca.


24 de Novembro de 2013
A natação é uma nova introdução a esta contagem. Os treinos para o triatlo exigem que me faça à piscina e tenho vindo a evoluir de uma forma satisfatória. Os quilómetros não são muitos, é verdade, mas contam na mesma.

Sendo assim, estes últimos 1000 kms dividem-se da seguinte forma
659 kms - Corrida
311 kms - Bicicleta (Ciclismo/BTT)
34 kms - Natação

A contagem a caminho dos 4000 kms já começou - já vou em 3041 - e com a preparação para os triatlos do próximo ano estimo que vá chegar a essa marca depressa. Será que vou demorar menos de 255 dias? A ver vamos!