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domingo, 16 de março de 2014

Meia-maratona, feita e arrumada para um canto

Um ano depois de me ter estreado na Meia-Maratona da Pt 25 de Abril, era altura de regressar a uma prova na qual já tinha sido feliz. A 23 de março de 2013 fiz um tempo fantástico de 1h46m33s, que foi, na altura, o meu recorde pessoal na distância.


Este ano voltei, mas quase que parecia estar a pressentir o que ia acontecer. Nos dias que antecederam esta prova, não estava a sentir aquela ansiedade natural que me envolve antes destas grandes provas. Não sei se isso também teve influência, o que é certo é esta meia-maratona me irritou de tal forma que não penso voltar a fazê-la nos próximos tempos.

Primeiro, porque a logística inerente a estas provas já me começa a irritar. Saí de casa às 7h45 de manhã e cheguei às 14h, mas no fundo só corri 1h46m.  Mais de quatro horas deitadas ao lixo, gastas apenas e só em logística. 8h30 em Belém, autocarro para Campolide, onde chegámos às 9h. Começou aqui o pesadelo. No ano passado apanhámos logo o primeiro comboio que passou e só faltou irmos sentados, tal era o espaço livre. Hoje só conseguimos entrar ao 3º ou 4º comboio que passou e íamos mais apertados que sardinha em lata. Para esquecer. Depois foi a confusão do Pragal, para aceder à praça das portagens. Ao fim destes anos todos já deviam ter arranjado um acesso melhor que aquele. Demasiado mau.

Depois a organização da partida continua a ser demasiado má. Já no ano passado tinha sido assim e este ano voltaram a fazê-lo. O pessoal da Mini-Maratona arranca ao mesmo tempo que o da Meia e invade de imediato o tabuleiro da ponte, não deixando espaço para correr quem, de facto, vai ali para correr. São senhoras que até trouxeram o casaquinho de malha, são carrinhos de bebé, há de tudo a passear. E por mim tudo bem. Mas podia ter ficado lá para trás. Bastava atrasar a partida da Mini-Maratona em 10 minutos, tempo mais que suficiente para escoar o pessoal da Meia.

Com tudo isto, os primeiros 5 kms foram um pesadelo. Confusão, muita confusão e um verdadeiro stress para ultrapassar os mais lentos. No meio dessa confusão toda perdi quase toda a gente, o Pedro e o Joel, do Team JRR, e o Mário, Fernando e o Eduardo. Fiquei-me com o Paulo e com a Sofia, também do Team JRR, com quem não tinha partido, mas que lá encontrei na descida para Alcântara. Formámos ali um trio e fomos juntos até à meta.

Foto: André Noronha
Impusemos um ritmo porreiro, sempre abaixo dos 5min/km e lá fomos tentando vencer a multidão que corria pelo percurso. Muita, muita gente mesmo. Lembro-me de, no ano passado, em Algés, já haver muito espaço para correr, mas este ano por essa altura ainda estava muito compacto, obrigando a zigue-zagues constantes. A diversão estava muito longe e já só pensava em acabar depressa a prova. Aumentei ritmo nos últimos quilómetros. Quebrar o recorde pessoal na distância (1h44m) já não seria possível, mas melhorar o tempo de 2013 estava ao alcance. E consegui mesmo melhorar esse tempo, em alguns segundos: 1h46m18s.

O final, depois de cruzar a meta, foi o pior de tudo. Este ano a organização decidiu alterar o percurso do corredor final, de distribuição de brindes. Em vez de ser logo a seguir à meta, "despejando" os participantes em frente ao CCB, enviaram-nos pelos jardins, num espaço compacto onde, mais uma vez, parecíamos sardinhas em lata. Foram-nos enfiando na mão os vários brindes e no final milhares de pessoas iam encontrar-se numa saída que não devia ter mais de três metros de largura. Absolutamente ridículo. e com isto tudo estávamos praticamente em frente ao Palácio de Belém, ou seja depois quase toda a gente voltava para trás, por um segundo corredor, para vir para a zona do CCB e do Mosteiro dos Jerónimos. Eu já não podia ver aquilo tudo à frente. Só queria chegar ao ponto de encontro e acabar com a aventura. Por mim está feita e, durante uns bons anos, arrumada a um canto. E cheira-me que não sou o único a pensar assim.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Em Fevereiro foi assim...


Mais um mês que passou, desta vez não tão perfeito a nível de treinos quanto seria desejar. Ficaram uns 4 ou 5 por fazer, face ao inicialmente previsto, nada de grave porque os treinos feitos foram muito bons. Três treinos de natação, 1 de ginásio, 3 aulas de spinning, 4 corridas e 1 manhã de bicicleta. Ah, e os primeiros dois meses - com muita fome pelo meio - já "renderam" na balança; passei dos 78 para os 76 kgs. Agora é só manter a tendência e não "descarrilar", até porque Março vai ser (já está a ser) um mês em grande.

segunda-feira, 3 de março de 2014

O meu (grande) empeno nos 20+1 kms de Cascais - com bicicleta à mistura


Com vista à minha preparação para a época de triatlo que está aí à porta, decidi há algumas semanas que a minha corrida dos 20 kms de Cascais seria feita de forma diferente do habitual, principalmente porque iria fazer dessa corrida um treino de triatlo. Para tal comecei a planear fazer o percurso para Cascais de bicicleta.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Em Janeiro foi assim...


E está arrumado o primeiro mês do ano. E que mês. O melhor de sempre. Nunca, desde que comecei a registar os meus treinos, em Março de 2011, tinha treinado tanto. 17 treinos num só mês, 6 de natação, 7 de corrida, 1 no ginásio, 1 de ciclismo e 2 em aulas de spinning. Quase 150 kms nas pernas e e nos braços, também que nadar pesa nos ombros, e de que maneira.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A fome, senhores, a fome...

Não sei como é que os outros lidam com o objectivo de perder peso, mas no que me diz respeito já sei que se quero perder o que quer que seja vou ter de passar fome. E é isso que tenho neste momento. Muita fome! Detesto, não gosto, tenho vontade de comer tudo e mais alguma coisa, mas não posso. Por muito treino que faça, se não me resguardar na parte alimentar - entenda-se, passar fome - não perco peso. Posso não ganhar, o que já não é mau, mas também não consigo perder. E como um dos objectivos do ano é baixar mesmo dos 75 kgs - estou com 77,5 kgs - só tenho um remédio: passar fome.

São 17h da tarde, o almoço já lá vai e foi para preencher o "buraco" provocado pelo belo treino de final de manhã. Estou cheio de fome e a única coisa que tenho pela frente para comer é esta bela maçã... E ao jantar uma sopinha... Lá terá de ser...

domingo, 19 de janeiro de 2014

Estreia abençoada pela chuva

Hoje foi dia de voltar a dar ao pedal e de estrear, finalmente, a bicicleta de estrada. Com uma semana de chuva - em particular no sábado - os prognósticos não eram os melhores, mas já tinha decidido que ia pedalar fosse como fosse. Só um tempestade de granizo me faria ficar em casa.

Ao toque do despertador a primeira coisa que fiz foi olhar pela janela. Chão molhado, sinal de muita chuva durante a noite, mas o céu limpo q.b. Nada de granizo, portanto estavam reunidas as condições mínimas para sair para a estrada. Porém, meia hora mais tarde, já com pequeno-almoço tomado e três camadas de roupa para me proteger do frio e, eventualmente, da chuva, estava pronto. E assim que abri o portão da garagem... voilá: chuva! Ora bolas..."Que se lixe, vou na mesma", pensei. E ainda bem. A chuva abençoou esta estreia, mas passados 10 minutos já tinha parado de chover e depressa me juntei à metralhada em Loures para partirmos em direção à Arruda dos Vinhos. Ainda apanharíamos mais chuva durante a volta, mas foi o vento forte - a espaços - que mais incomodou.

As primeiras sensações da bicicleta nova foram estranhas. A posição do corpo é diferente, os braços e as mãos também, mas são os aspectos técnicos que mais se estranham. O sistema de mudanças no BTT é mais simples que nas bicicletas de estrada e dos travões nem se fala. Como alguém me disse hoje, na bicicleta de BTT trava-se, na de ciclismo abranda-se...

Mas se a rolar já se nota bem a beleza desta bicicleta, é a subir que ela mostra todo o seu esplendor. Fiz hoje subidas como nunca tinha feito, quer em termos de velocidade, quer em termos de esforço. É uma combinação sublime. Já a descer, a adaptação faz-se mais devagar, ainda para mais com chão molhado. Sempre com cuidado, lá fui testando os limites da bicicleta, dos travões, alternando as mãos pelas várias posições no guiador. Estava a desfrutar ao máximo da experiência quando, de repente... um furo! Bolas, logo na estreia! Bem... toca de estrear de imediato a técnica de reparar o pneu em dia de estreia. Desmonta pneu, tira câmara, procura foco do furo, coloca câmara nova, monta pneu e toca de dar à bomba. 10 minutos depois estava de volta à estrada em direcção a casa, onde cheguei com 72 kms nas pernas, sentido de dever cumprido e vontade, muita vontade, de voltar!


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Adeus e obrigado

Bolas... já estamos nisto outra vez? Parece que ainda ontem estava aqui a escrever o balanço de 2012 e eis que já estamos por aqui todos a festejar o final de um ano e criar expectativas para um novo ano.
Se, para muitos, a época se traduz de Setembro a Julho, para mim faz-se de Janeiro a Dezembro, por isso estamos em altura de fazer balanços. Então o meu 2013 foi assim...

domingo, 29 de dezembro de 2013

São Silvestre, o que esteve para ser e afinal não foi



E pronto. Está feito o ano em termos de provas. E logo com a São Silvestre de Lisboa, a corrida que seria marcante por marcar tantas coisas que foram previamente marcadas. Depois de tantas e tantas conversas sobre como, durante um ano inteiro, não conseguíamos estar os seis juntos numa prova, a São Silvestre de Lisboa ajustava-se que nem uma luva. Todos inscritos já foi uma festa. Depois camisolas para todos, com direito a almoço e tudo. Outra festa... Faltavam os quases.

O primeiro quase foi o Zé. Ele diz que estava doente, mas eu suspeito que ficou foi em casa a acabar o resto do peru de Natal. E foi-se o primeiro objectivo de estarmos os seis juntos numa prova.

O segundo quase veio do Pedro. E, uma coisa destas, só poderia ver dele mesmo. Depois de tantas e tantas conversas, não percebeu que a camisola que lhe foi entregue no dia anterior, 24 horas antes, era afinal... para usar...

E o terceiro quase foi meu. Tinha definido que seria nesta prova que iria melhorar o meu tempo aos 10 kms, definido em 48m10s. E seria nesta prova porque, se tudo correr conforme o planeado, será a minha última corrida de 10 kms durante muito tempo. Talvez só regresse aqui mesmo, para a São Silvestre de 2014. Até lá provas de corrida só de 20 kms para cima.

Mas não deu. Arrancámos todos juntos no último terço do pelotão de 8000 atletas e bem tentei furar. Nos primeiros dois quilómetros só fiz zigue-zagues, mas nunca consegui manter um ritmo abaixo dos 5 min/km. Soube de imediato que se quisesse baixar do minuto 48 teria de me esforçar bastante. À passagem do Cais do Sodré, e finalmente com espaço, tratei de dar à perna. Aproveitei as laterais da 24 de Julho e ataque com tudo o que tinha. Andei sempre por volta dos 4m30s/km, sempre no limite. Passei os 5 kms com 23m53s, pelo que o objectivo era possível de alcançar, mesmo depois dos primeiros quilómetros complicados. Mas faltava a subida da Avenida da Liberdade. E foi aí que perdi tudo. Depois daquele esforço a tentar recuperar tempo, não consegui manter o ritmo na subida. Quase desmoralizei, mas na rotunda do Marquês recuperei as forças e comecei a sprintar na descida. Lá no alto, aos 9kms, olhei para o relógio uma última vez e estava com 44 minutos certos. "Será que consigo descer isto em menos de 4 minutos?", pensei eu. Decidi então não voltar a olhar para o relógio e dar o meu máximo na descida. E dei, mas mesmo assim não foi suficiente. 48m24s na meta, 15 segundos a mais do que necessário para bater o meu recorde pessoal, 25 segundos a mais para cumprir um objectivo do ano, baixar dos 48 minutos nos 10 kms. Mas acabei satisfeito. Dei tudo o que tinha. Não dava para mais.

Quanto ao Team JRR foi chegando aos poucos, todos com a sensação de dever cumprido. E todos com muito frio. Dispersámos rapidamente, certamente com muitos pensamentos sobre como será 2014 em termos desportivos... Pessoalmente falarei disso no habitual texto de balanço anual.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Eu, federado!

E pronto. Está concluído o meu processo de licenciamento para a Federação de Triatlo de Portugal. A partir de 1 de Janeiro de 2014 sou de novo um atleta federado, ao serviço do clube SS CGD.

E digo de novo porque já fui federado, e durante muitos anos, na Federação Portuguesa de Patinagem. Joguei hóquei em patins entre 1986 e 1996 no Ginásio Clube de Odivelas, um clube que me deu muitas alegrias e me ajudou a crescer.

Mas agora é diferente. Se nos meus tempos de patinagem o objectivo era vencer jogos e campeonatos - e tenho em casa duas medalhas de campeão regional de Lisboa - agora o objectivo é superar-me apenas a mim próprio. Obviamente não vou a duatlos e a triatlos para ganhá-los, para isso estão lá os atletas de topo. Quero, antes de mais, chegar ao fim. E depois, se puder ser, ir melhorando de prova para prova.

A ver vamos como esta aventura corre.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Surpresa à beira do Tejo

A inscrição estava feita há muito, mas também há muito me tinha mentalizado para a hipótese de não poder participar nesta Meia-Maratona dos Descobrimentos. E estava mais que conformado com isso, de tal modo que nem fiz qualquer preparação para esta prova. Apenas os treinos semanais de 10 kms. Mas a duas semanas, as coisas que havia a resolver lá se resolveram e a agenda ficou novamente livre para a manhã de 8 de Dezembro. Sem tempo para me preparar, como tinha feito para a prova de Março, entrei numa de ir e depois logo se via.


Comparando com a Maratona de 6 de Outubro, a logística para esta foi a coisa mais fácil do mundo... Ou pelo menos pareceu. Tudo tranquilo e na véspera só uma dúvida pairava no ar, tudo por causa do frio matinal que se faria sentir domingo de manhã. Com calma e apenas com 1 hora de antecedência - em Outubro foram quase 3!! - fui com o Ricardo e o Mário a caminho de Belém. Assim que lá chegámos tratei de desfazer a minha dúvida: calças ou calções? Assim que pus o pernil de fora, tomei a decisão mais acertada do dia: calças. Maravilha.

Lá nos encontrámos com o grupo todo, no qual a boa disposição reinava. Espectacular mesmo o ambiente, sem stress ou tensão. Isto à medida que vamos acumulando provas, a coisa começa a fluir de forma mais natural.

Pessoalmente, para esta prova, não sabia exactamente o que esperar. Em Março tinha feito um tempo excelente - 1h46m35s - e imaginava que não fosse fácil batê-lo. Assim ia naquele misto de que podia não correr tão bem como nessa altura, mas por outro lado também achava que não ia ser o descalabro. Enganei-me.

O início da prova deu-se com tranquilidade. Arrancámos em grupo bem no fim do pelotão de 2000 corredores e logo no 1º km fomos ganhando posições. A subida do Restelo fez-se na galhofa, à medida que íamos encontrando amigos e companheiros das corridas, e depressa passámos esta fase mais complicada da prova. Por esta altura já só ia com o Pedro T. e com o Filipe, tendo perdido o resto da malta na confusão inicial. A seguir veio a descida para Algés. E como as pernas se mexeram bem. Passada larga, ainda fresca, e lá fui eu a recuperar o tempo perdido 5.40 no 1º kms, 5.05 no 2º km, 4.40 no 3º km. Estava dado o mote. Sentia-me bem, estava um dia excelente para correr, vou arriscar e tentar bater o recorde, pensei na altura. Apanhei o ritmo da descida e tratei de o manter. O pior é que tomei esta decisão sozinho e com isto o Pedro e Filipe ficaram para trás. Continuei a percorrer kms sempre com um ritmo a rondar os 4.45 e fui-me aproximando do km 10. Em Março tinha passado esta marca com quase 51 minutos. Há dias, em conversa com o Pedro tinha-lhe dito que se conseguisse fazer os 10 kms abaixo dos 50 minutos estaria bem encaminhado para bater o recorde. Passei com 48m32s e fiquei satisfeito com o meu rendimento. Agora era só continuar assim.

Só que o pior era continuar assim. A partir do km7 surgiu-me uma dor lateral no joelho direito. É uma dor que tenho de vez em quando, que chateia, mas não me impede de correr o que quero. Mas normalmente só faço treinos de 10 kms. Como seria agora com mais 14 pela frente. Era a grande dúvida. Até ao km15 mantive-me bem, sempre com um ritmo abaixo dos 5.00, mas depois a dor agravou um pouco. Calculo que seja dor muscular ou de tendão, pois começou a irradiar por toda a perna. Nesta altura já era mais do que incomodativa. Já era uma dor forte mesmo. Mas faltavam poucos kms, ia com um tempo excelente e não me apetecia desperdiçar esta oportunidade de melhorar a minha marca na distância. Abrandei um pouco - passei a correr a 5.05 - e... sofri! E compensou. 1h44m24s na meta, mais de dois minutos a menos que há nove meses, quase 20 minutos a menos de há pouco mais de um ano, aquando da minha primeira meia-maratona. Espectacular e uma agradável surpresa para quem partiu para esta prova sem saber o que dela esperar.



E o melhor é que foi um bem geral. À excepção do Pedro T., que fez a coisa nas calmas, todos bateram os recordes pessoais - pelo menos acho que sim. Assim no final eram só sorrisos, mesmo apesar do frio. E só o ZéMi levou uma mazela para casa, mas também 17 minutos a menos

A espectacular equipa que resistiu ao frio.
Falta a Sofia e o Filipe


NOTA PARA A XISTARCA
É certo que não é uma meia-maratona ao nível das Pontes, mas mesmo assim teve mais de 2000 atletas na meia-maratona e outros 1000 na corrida de 10 kms. A Xistarca podia ter elevado um pouco o nível. Houve água com fartura, mas bebida isotónica durante a corrida nem sinal, mas o pior foi a falta de abastecimentos sólidos. Nem fruta, nem gel, marmelada, nada. E no final só uma maçã e mais uma garrafa de água. E aquela medalha, senhores? Não havia mais rasca e mais barata??

sábado, 7 de dezembro de 2013

E vão 3000 kms!

Eis que um gajo se distraí um bocadinho e quando vai ver já passou os 3000 kms! E, como se sabe, eu sou o gajo das estatísticas, por isso gosto de assinalar estes momentos marcantes. Nunca é demais recordar que a minha contabilidade começou a 27 de Março de 2011, há menos de três anos portanto.

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013
É interessante verificar que o espaçamento entre cada 1000 kms anda a diminuir cada vez mais. Se dos 0 aos 1000 demorei 444 dias, dos 1000 aos 2000 levei apenas 275 dias. Já dos 2000 aos 3000 passaram-se apenas 255. A marca dos 3000 kms foi atingida a 24 de Novembro de 2013, num fantástico treino de BTT em Monsanto.
A contagem de treinos também mostra uma evolução interessante. Fiz 116 nestes últimos 1000 kms, mas apenas 92 contam para a quilometragem, sendo os restantes em actividades indoor, com uma média de 10,9 kms por treino.
Vamos então à evolução por modalidade

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013

 O ciclismo de estrada esteve praticamente posto de lado nestes seis meses que se passaram. Os treinos longos e a preferência pelo BTT assim o ditaram. Ainda assim são apenas 311 kms feitos nestes últimos 1000 kms, ao contrário dos 800 (0-1000 kms) e 430 (1000-2000 kms ).
Situação que terá de mudar daqui para a frente.

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
24 de Novembro de 2013
A corrida, como seria de esperar, é ocupa a grande fatia, com 659 kms dentro destes 1000 kms. A evolução é notória. 186 kms (0-1000 kms) e 567 kms (1000-2000 kms). Os treinos longos para a Maratona e a Maratona em si ajudaram, e muito, a chegar a esta marca.


24 de Novembro de 2013
A natação é uma nova introdução a esta contagem. Os treinos para o triatlo exigem que me faça à piscina e tenho vindo a evoluir de uma forma satisfatória. Os quilómetros não são muitos, é verdade, mas contam na mesma.

Sendo assim, estes últimos 1000 kms dividem-se da seguinte forma
659 kms - Corrida
311 kms - Bicicleta (Ciclismo/BTT)
34 kms - Natação

A contagem a caminho dos 4000 kms já começou - já vou em 3041 - e com a preparação para os triatlos do próximo ano estimo que vá chegar a essa marca depressa. Será que vou demorar menos de 255 dias? A ver vamos!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Eu e as camisolas!


Ontem tive de fazer uma coisa que já andava para ser feita há algumas semanas: arrumar a gaveta das t-shirts de corrida. Aproveitando uma remessa delas que tinham chegado directamente do estendal, tirei todas as outras da gaveta e toca de dobrá-las como deve ser para ver se cabiam lá todas - coisa que já estava a tornar-se difícil.

E foi então que constatei a imensidão de t-shirts de corrida que já tenho. São 16 !! Umas compradas por mim, todas numa fase inicial, e as restantes de ofertas nas provas em que vou participando. Ora, sendo verdade que não participo em muitas provas - 3 ou 4 por ano - só consigo imaginar a confusão de gaveta daqueles que fazem duas ou três corridas por mês!

Cá por mim gosto das t-shirts. Acho que são óptimas recordações. Mas em época de restrições financeiras, não seria de algumas organizações ponderarem eliminar estes brindes reflectindo depois numa baixa de preços nas inscrições?

Bem... até que isso aconteça, vou acumulando. Este ano espero ainda receber duas...

Legenda:
1 - Team JRR
2 - Meia-Maratona Lisboa 2013
3 - Maratona Lisboa 2013
4 - Corrida Sporting 2012
5 - Treino Sport Zone
6 - Team JRR
7 - Treino Asics
8 - Maratona Lisboa por Estafetas 2012
9 -Treino Decathlon
10 - Team SSCGD
11 - GP Olival Basto 2012
12 - Corrida Luzia Dias Lumiar 2012
13 - Corrida D.Dinis, Odivelas, 2011
14 - Treino Decathlon
15 - Treino Decathlon
16 - Treino Asics

Pessoalmente as que mais gosto, a nível de textura, absorção/libertação de suor, são as da Asics. São muito suaves e quase não pesam mesmo com muita transpiração. As da Adidas, oferecidas na Meia e Maratona de Lisboa, também não são más. As Makito, oferecidas pela Xistarca e iguais às do Team JRR, também não são más, mas têm tendência para colar à pele quando se transpira muito, o que é o meu caso. A t-shirt do Team SSCGD, da More Mile, também tem uma qualidade muito acima da média. As da Decathlon e da Sport Zone são as mais fracas, mas pelo preço não seria de esperar muito delas.

domingo, 24 de novembro de 2013

Monsanto power!

Eram 6h30m quando o despertador tocou. Lá fora ainda estava escuro e o "termómetro" do computador indicava que estavam 5º lá fora. "Já apanhei pior", pensei e comecei a preparar-me para mais uma manhã de BTT. O destino seria Monsanto.

domingo, 10 de novembro de 2013

Habemus Taça!!

Está ganha a primeira taça para o Team JRR!
Foi hoje, na Corrida das Castanhas!!!

Mais desenvolvimentos em breve!

domingo, 3 de novembro de 2013

BTT time...

Foi com desconfiança que saí de casa para mais um domingo de BTT. O céu cinzento não deixava adivinhar uma manhã positiva, mas como não chovia ainda por aquela altura, fiz-me à estrada em direção a Caneças para o ponto de encontro com o pessoal dos Metralhas BTT. O intuito era dar mais uma volta pela Mata de Belas, um dos melhores locais nas redondezas para BTT. E foi espetacular. Muitas subidas duras, descidas fantásticas e tudo isto no meio da natureza.
 
 
 
Estas voltas de BTT, mais curtas, são essencialmente boas para treinar a força. Posso não ser o maior tecnicista do mundo a descer, mas gosto de trepar, por isso faço bem uso da força nas pernas para passar por cima de tudo e mais alguma coisa, pedras, raízes, etc. A quilometragem - apenas 42 kms  - pode parecer curta, mas vale bem pela carga que impõe.
 

 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Correr com a Greve... parte 2!

Em mais um dia de greve do metro de Lisboa, decidi repetir parte de uma experiência que já tínhamos feito em Junho (VER AQUI) por alturas de uma greve geral. Não tive oportunidade de ir para a Lisboa a correr, mas à tarde não fui em "trânsitos" e calcei mesmo os ténis para vir do Marquês e Odivelas a correr.



O percurso efectuado foi praticamente o mesmo de Junho, apenas com uma ligeira alteração à chegada. em vez de 10,9 kms, fiz apenas 9, mas tive um ritmo melhor, de 5:30, quando há uns meses tinha feito em 5:55. E podia ter feito ainda melhor. O facto de ter carregado uma mochila de quatro quilos às costas - com a minha roupa do dia - não ajudou, mas o que atrapalhou mesmo foram as inúmeras pessoas nos passeios de Lisboa. Parece que toda a gente que normalmente anda de Metro, andou a pé hoje.E assim foi um autêntico slalom entre o Marquês e o Lumiar, altura em que a coisa acalmou.
A meu lado, na estrada, iam os carros. Iam é uma forma de dizer. É mais... estavam! O trânsito era caótico e não duvido que, pelo menos até ao Campo Grande, fui mais rápido a correr do que muitas viaturas que viessem do mesmo sítio que eu.

Venham de lá mais greves...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A melhor parte...

... de todo este esforço, de um gajo andar para aqui a correr, a treinar quatro ou cinco vezes por semana, a correr maratonas, etc e tal, é quando vou às análises e o colesterol total está neste valor:

152

E depois lembro-me que já o tive nos 210...

Afinal de contas tudo isto começou para isso mesmo, melhorar a saúde.

domingo, 13 de outubro de 2013

E agora?


Passou uma semana desde a Maratona de Lisboa e é altura de deixar de olhar para trás. Sim, foi bom, foi espectacular. Para mim foi um objectivo concretizado muito antes de tempo, mas não foi o último dos objectivos na lista.
 
Agora é altura de voltar a olhar em frente. O ano de 2014 está a chegar e com ele - pelo menos assim espero - a minha entrada no mundo do triatlo. Nos próximos meses, entre uma ou duas provas que ainda poderei fazer, o meu foco será esse, conseguir condição física para, em Maio, no Triatlo Internacional de Lisboa, suportar já a distância olímpica, no mínimo, embora esteja a apontar para um pouco mais acima, o Half-IronMan. Lá para Fevereiro ou Março farei uma avaliação das minhas condições e decidirei o que fazer.
 
A semana que passou foi praticamente de férias. A Maratona não deixou só marcas positivas. Se fisicamente - entenda-se "pernas" - estava já apto para voltar aos treinos na 3ª feira, os meus pés não o deixaram. Ou melhor, uma bolha num pé não deixou. Quem me visse andar na 2ª e 3ª feira pensaria que tinha algum problema ou que teria levado uma sova. Nada disso. Tinha uma bolha apenas, a mesma que me fez sofrer por volta dos 32 quilómetros. Assim, aproveitei para folgar durante sete dias. Nem à piscina fui. Libertei-me também um pouco a nível alimentar, ainda que sem excessos, mas dei-me a alguns luxos dos quais andava alheado. Mas as férias acabaram. Amanhã retomo a rotina. Piscina e corrida durante a semana e treinos longos na bicicleta ao fim-de-semana, mas também os cuidados alimentares.
 
Ainda há um longo caminho por percorrer. Tenho muito trabalho pela frente. E força de vontade também.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Maratona de Lisboa. Muito além de um sonho

Participar numa Maratona é um sonho para muitos, um projecto de vida, algo que planeiam durante muito tempo. Para mim não foi nada disso. Vi os meus dois companheiros de aventura falarem no assunto logo em Dezembro, quando a prova foi anunciada, e eu nem pensei duas vezes. Para mim era algo surreal, fazer uma Maratona. Como é que era possível eu, que ainda há três anos pesava 92 quilos, estava à beira da obesidade, detestava correr, pensar sequer em entrar numa Maratona. Nem pensar.

E não pensei, de facto. Foi apenas em Março, depois da Meia-Maratona da Ponte 25 de Abril que a ideia me passou pela cabeça pela primeira vez. Mas não a deixei carburar por muito tempo. Só em Junho voltei à carga, depois de realizar um treino de 30 quilómetros que, afinal de contas, até correu bem. Pouco tempo depois já estava inscrito e abracei de corpo e alma esse objectivo. E foi com esse espírito que parti, às 10h05 do dia 6 de Outubro, para a minha primeira Maratona. Não sabia o que ia acontecer, sequer se ia terminar a prova, mas sabia que ia dar o meu máximo. E foi isso que fiz. Não podia ter dado mais. Corri cada metro da prova e quando cheguei ao fim, com 4h 22m e 25s, estava num misto de emoções enorme. Os óculos escuros esconderam-me os olhos que iam ficando com lágrimas à medida que me aproximava da meta. Conto pelos dedos de uma mão as vezes que chorei de alegria. As últimas vezes foram em Agosto de 2011 e em Agosto de 2008, quando nasceram os meus dois filhos. Em Outubro de 2013 voltou a acontecer.



Pronto... agora que despachei a parte lamechas, vamos lá à parte prática da coisa!


Quem me conhece já sabe que começo a viver estes grandes eventos desportivos muito antes de eles de facto começarem. Na semana antes já ninguém me podiaa ouvir falar de outra coisa. O que vou comer, o que vou vestir, a que horas vamos, onde nos encontramos, etc, etc. Depois de várias hipóteses estudadas, decidimos, eu o Pedro T. e o Ricardo, deixar os carros junto à meta, no Parque das Nações, e ir de Carris, até ao Cais do Sodré, e depois de comboio até Cascais. Chegámos ao ponto de partida com tempo de sobra, mas depois foi uma correria até às 10h. Uns tinham de trocar de roupa, ir ao WC, tirar as fotos da praxe, etc e tal, e em menos de nada já estávamos em cima da hora. Lá nos alinhámos no meio do pelotão, preparámos relógios, telemóveis e tudo o resto e lá fomos nós para uma grande aventura.

Os primeiros quilómetros nunca são fáceis. O corpo está entusiasmado, cheio de adrenalina e as pernas querem começar a correr por ali fora. A mente manda ter calma e seguir o plano de correr a rondar os 6 min/km. Assim fizemos nos primeiros três quilómetros e depois sim lá acelerámos um pouco até aos 5.45min/km, ritmo em que estabilizámos até chegarmos aos 21 kms. Por essa altura já só estava com o Pedro T. e o Filipe, com quem já tinha corrido na Meia-Maratona da Ponte Vasco da Gama, há um ano. Por esta altura, à passagem por Belém, comecei a ser um pouco afectado pelo calor. Tinha vindo a cumprir rigorosamente os abastecimentos, tanto sólidos, como líquidos, mas a água já cada vez me durava menos. Recolhia uma garrafa e já não conseguia chegar com ela até ao abastecimento seguinte. Comecei então a recolher duas, mas uma delas era quase inteiramente despejada pelo corpo, para arrefecimento. A outra era para beber, uma táctica que mantive até ao final e que resultou bem.

Altura de maior sofrimento
A energia estava boa, a barriga também, as pernas também e só os pés começavam a doer. À saída do Terreiro do Paço, com 33 quilómetros de prova, comecei a sofrer. Senti claramente a formação de uma bolha no dedo do pé e devo ter gemido de dor porque o Pedro perguntou de imediato o que se passava. Com muitos quilómetros pela frente, pensei que estava tramado. Abrandei o ritmo e vi os meus companheiros de prova afastarem-se. O pé doía muito e eu lá tentava encontrar uma forma de correr sem apoiar aquele dedo no chão. Impossível, claro... A outra opção era enfrentar a dor. Assim o fiz. Retomei a minha passada normal e corpo aceitou a dor, habituou-se a ela e depressa me juntei novamente ao Pedro e ao Filipe. E passei-os. Não sei se aquela adrenalina da dor me tinha feito aumentar o ritmo ou se foram eles que abrandaram, o que é certo é que o Filipe acabou mesmo por ficar para trás e só continuei com o Pedro. 

Estávamos ainda longe da meta e as pernas começavam, também elas, a dar de si. Cheguei mesmo a pensar que teria de parar, mas lembrei-me do que o Tigas tinha escrito antes da prova. "Se as pernas disserem que estão cansadas, corram com o coração". Foi isso que fiz. Ia continuar a correr, mesmo que tivesse de abrandar o ritmo. Aos poucos comecei a perder terreno para o Pedro, 10 metros, depois 20, 30... talvez 50 metros. A minha cabeça começava a habituar-se à ideia de ter fazer os últimos quilómetros sozinho, com aquele desgaste de ver o parceiro de prova a afastar-se. Mas eis que, de repente, um revés.

Ao km 36, depois do abastecimento de fruta, o Pedro parou. Ao passar por ele pedi-lhe para continuar, não só por ele, mas também por mim. Vê-lo a parar de correr podia muito bem ser o estímulo que precisava para também eu parar, até porque já muitos o faziam por aquela altura. Mas, ao mesmo tempo, sabia que, se parasse, não conseguiria voltar a correr. Não tinha dúvidas sobre isso. Continuei, por isso, sem olhar para trás para ver se ele tinha retomado o passo de corrida. Pouco depois chegaria à rotunda da Praça 25 de Abril e ao fundo vi a Torre Vasco da Gama. O Parque das Nações estava ali mesmo, à mão de semear. 

Já muito poucos corriam por ali e eu ia ultrapassando atletas e ganhava forças. Faltavam três quilómetros e já não ia parar. Faltava apenas um obstáculo, a subida na Avenida do Ulisses junto à loja da Pro Runner. Assim que cheguei lá acima senti-me um herói. Não só ia terminar a prova, como a ia fazer inteiramente a correr. Estava já eufórico, de tal forma que aumentei o ritmo, passando a correr novamente a 5.50 min/km, quando vinha fazendo os últimos 10 quilómetros a 6.30 min/km. Passei por alguns amigos, que me deram força, e havia cada vez mais gente na rua a aplaudir. Senti-me um herói - já disse isto, não disse?. Quando entrei na recta final houve uma lágrima a querer fugir e quando cortei a meta senti-me um verdadeiro campeão. Aquela medalha não era de Finisher, era de World Champion!

Assim que parei, percebi que tinha feito bem em não parar de correr alguns quilómetros antes. O corpo vencia finalmente a mente e as dores vieram todas ao de cima. Quase nem conseguia andar, quanto mais voltar a correr. O caminho para o ponto de encontro foi penoso. A água fresca dos famosos vulcões da Expo foram um luxo para os meus pés descalços. A reunião com o resto do grupo foi-se fazendo aos poucos, todos alegres e bem, que era o mais importante. Estamos todos de parabéns. A experiência não teria sido a mesma sem todos eles, pessoal da Maratona, mas também da Meia. E que daqui a um ano, a 5 de Outubro de 2014, cá estejamos todos para a 2ª edição desta prova.



Para terminar, a imagem histórica do trio JRR a momentos do tiro de partida na Maratona de Lisboa

domingo, 6 de outubro de 2013

Eu, Maratonista!

 
4h 22m 25s
 
Este foi o tempo que levei a percorrer os 42,195 quilómetros da Maratona de Lisboa, a primeira no meu curto palmarés de atleta. Passei por muita coisa durante esse período, optimismo, pessimismo, dores, calor, fome, sede, vontade de parar e, por fim, euforia. Orgulho puro é aquilo que sinto de mim mesmo até porque consegui fazer todo o trajecto a correr, sem parar ou andar uma única vez.
 
Para já é só isto. Estou cansado da ponta dos dedos dos pés até aos olhos. O relato fica para amanhã, com muitas emoções e sentimentos para contar.