terça-feira, 21 de abril de 2015

Corrida do Benfica - Rumo ao Titulo versão 2




E agora a crónica que milhares e milhares de leitores ansiavam por ler.
Pessoas que me telefonavam a perguntar agressivamente porque é que eu não escrevi, outras que me contactavam a meio da noite porque não conseguiam dormir com a ansiedade. Pois aqui está... muitos sairão desiludidos. Mas afinal de contas é a corrida do Benfica onde todos querem participar, inclusivamente cheira-me que houve vários sportinguistas que foram impedidos de participar.
Bom, vamos ao ponto de situação pré corrida! A verdade é que demorei uma semana a recuperar as pernas do Trail de Monsaraz e outra semana a recuperar de uma infeção pulmonar, isto é, não estava nada preparado quer muscular quer cardiacamente para uma corrida rápida de 10 kms. O objetivo era dar o melhor dentro do possível.
O dia começou com uma visão de um campo de papoilas iluminadas pela matinal estrela, que pousavam num campo verde dourado à saída de casa. Nem de propósito.
12.700 e qualquer coisa, foi o dorsal mais de número mais elevado que eu reparei junto da partida. Impressionante o número de pessoas que acorreram à corrida do Benfica que formavam uma . No final da Av. Lusíada dei de caras com um Pedro de cara fechada, e eu a pensar que andava melancólico, e com um Eduardo que ninguém consegue suportar de tão bom humor. O homem está fortíssimo fisicamente e psicologicamente.
 
Ainda assim muitos corredores com a camisola do sporting o que só abrilhantou a festa (ah que horror eu escrevi sporting com letra pequena desculpem).
Comecei o primeiro km (5:02) a tentar ir atrás do Pedro, furando aqui e ali pela massa uniforme de camisolas vermelhas. O Eduardo também ajudava, até pelo facto de levar uma camisola azul (?) era fácil distingui-lo, mas a meio do 2º km (4:33) tornou-se impossível aguentar aquele ritmo e deixei-os ir, eles estão imparáveis e eu estava em recuperação.
E à entrada na Avenida Lusíada a subir entrei no ritmo que me achei ser o meu (5:02) e fui passando os corredores que podia. Tudo o que sobe... desce e depois da Lusíada fomos dar uma maravilhosa volta ao estádio.
Depois de entrar nas garagens cresce a ansiedade pela entrada no relvado. É o momento de glória que todos os sportinguistas anseiam pela primeira vez. É o tempo de levantar os braços de tirar fotos e de ir embora. Ainda assim o 4º km foi feito em 6:24 e eu não me lembro de ter parado.
Bom, saída do estádio em direção aos tuneis do colombo com direito a beberete gourmet, e a meia garrafa de água pela cabeça abaixo que isto faz calor. Honestamente detesto correr naqueles tuneis, é cimento em demasia. 5º km  em 5:08 e comecei a acreditar que conseguiria baixar os 50 minutos de prova. Mas vi a Dulce Félix, muito bom.
Acelerei a passada para os 5:02 no 6º km, ainda assim não consegui baixar dos 5', ao 7º adivinhem quem encontrei? A Natalia Marcheva, a russa do Trail de Monsaraz e da Corrida dos Sinos. A mulher está em todas. Bom este 7º km é uma longa rampa até Carnide que desgasta as pernas. Acaba por ser o maior desafio da corrida. Tempo ao km 5:09.
Mais uma vez, tudo o que sobe desce e depois da rampa a subir vem a rampa a descer. Chegou o tempo de acelerar por ali abaixo até aos túneis. Mas a caixa torácica ainda não correspondia e comecei a notar numa dorzinha do lado direito, o que é isto? Ah que saudades de dor de burro. 8º km a 4:50 e depois o 9º a 5:04 afinal de contas tive que me proteger.
Mesmo a subir para o estádio pelos bairros que o circundavam resolvi acelerar, viesse a dor de burro que viesse, viesse a falta de força nas pernas, acelerei e no final consegui sprintar. fiquei muito contente com este km 4:32, não deu para baixar os 50' mas da próxima não escapa.

Resultado final 50:30 qq coisa e vários quilómetros acima do que eu pensava conseguir fazer. Ainda assim esta corrida irá certamente tornar-se um clássico na minha vida