domingo, 12 de julho de 2015

Corrida da Lagoa de Santo André


Preambulo:  Dialogo junto da meta

Miudo: Olha vem aí o pai!

Miudo: Oh mãe? olha e não vem em último?

Miudo: E vêm aí mais uns atrás...

Mãe: Mas pensavas que o pai ia ser o último?

 

Isto da Corrida da Lagoa de Santo André é uma coisa muito chata. Uma pessoa tem que viajar e passar por zonas com paisagens que nos agridem a alma, é uma zona muito feia, instalar-se num hotel bom e barato. Tem que passear pela zona só para fazer tempo até à hora de partida. Come-se tão mal no Alentejo... e os Alentejanos não são nada simpáticos...
 
 
 

Ou se calhar é ao contrário! :)

Para terminar a época desportiva decidi rumar ao sul para a Corrida da Lagoa de Santo André, uma clássica do calendário nacional. Tinha lá ido há dois anos e a experiencia tinha-me enchido de prazeres :) resolvi repetir.

Tenho vindo a priveligiar o treino de velocidade e sabia que tinha uma fraca hipótese de fazer um bom tempo final... caso não estivesse muito calor, uma vez que apesar de começar com uma longa subida a prova é essencialmente plana.

 
Fiz um bom aquecimento, com algumas séries, nada de especial. Dez minutos antes da hora marcada liguei o relógio GPS e fui-me juntar aos restantes corredores (620) no portal de partida.

 
Partindo do nível do mar, os 2 kms iniciais são sempre a subir num total de 49m de altura. Ainda assim resolvi arriscar e fiz o 1º km em 4:49 e o 2º km em 4:42. Sempre a abrir era evidente que no final da subida tinha aquela sensação de estar quase a ser dominado por uma dor de burro que me acompanhou durante o resto da prova.

SERÁ QUE ESTE RITMO EXCESSIVO NOS 1ºs KMS IRIA POR EM CAUSA O RECORD DOS 10Kms?

O DRAMA, O HORROR... SAIBA MAIS NO FINAL DO POST

A partir daí resolvi ter alguma calma nos ritmos e focar-me na respiração. Aqui fui ultrapassado por um pai orgulhoso que corria e levava o carrinho de bébé à frente, e todas as velhotas o admiravam. "Assim é que é, um pai de verdade!", "Aquele nã'vai crescer sén pai" (isto em alentejano). Sim porque esta prova também é caracterizada pelo apoio popular.

 
Até ao km 6º fui entre os 4:50 e os 4:56 até que depois do abastecimento no 7º km entrei no estradão do pinhal (4:59), e no 8º km (4:56) onde passei por uma corredora que deve ter feito um tratamento de quimioterapia e no entanto estava ali a correr à minha frente. Muitos corredores passavam com uma aura de admiração.


Chegado ao 9º km, decidi começar o ataque, já tinha recuperado da sensação de quase sufoco da quase dor de burro e acabei por fazer em 4:42, para continuar numa aceleração crescente do último km em 4:01 (deve ser record meu).

Tempo final em 47:47 novo record pessoal!!! Feliz q.b.

No final quando me afastava, conheci o grande João Lima, e dois corredores:

Um ensinou-me que não se deve almoçar feijoada antes de uma corrida porque lhe deu a volta à barriga e teve que ir ao mato.

O Outro fez-me o mapeamento de restaurantes da zona, o homem parecia uma base de dados :D
 

Diálogo Final:
Homem vamos descendo que hoje há febras à borla.
Oh Maria, Eu não gosto de febras.

Ela deixou-o sentado e foi à vida dela.

AH é verdade. E por último...