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domingo, 2 de junho de 2013

Corrida do Oriente - A maldição dos 10 kms e uns extras...

 
Hoje foi dia de Corrida do Oriente, a prova de 10 quilómetros cujo percurso acontece todo no Parque das Nações. Foi a minha estreia neste evento que tem um traçado interessante, mas que, na minha opinião, podia sê-lo ainda mais. Não percebo porque não passa mais junto ao rio, o ex-libris da zona, mas adiante.
Pronto para o tiro de partida
Estava previsto ir para a prova com o Joel e o Zé, mas afinal o João não conseguiu ir e só estivemos eu e o Zé a representar o Team JRR. Antes da prova já tinhamos história para contar, mas sobre isso falo mais à frente... Ai Zé... só tu!Para esta prova ia com dois objectivos. Um que considerava quase garantido - baixar dos 50 minutos aos 10 kms - e outro mais complicado - baixar dos 48 minutos -, mas que achava tangível. A coisa começou logo mal quando, à passagem da meta, constantei que não havia sensor de chip à partida. "Maravilha", pensei eu. "Já foram uns 30 ou 40 segundos à vida no tempo de chip". Confesso que não foram muitas as vezes que estive em provas sem sensor logo à partida. E se continuam assim só vai ajudar à confusão nas partidas. Para 90% das pessoas não interessa em que lugar ficam, mas gostam de ter o tempo de chip e não o tempo oficial. Se houver sensor à partida eu, pessoalmente, não me importo de arrancar cá para trás; mas se o meu tempo começar a contar logo no tiro de partida, então já perdi uns bons segundos antes de passar a linha...

Com o objectivo de fazer, pelo menos, 47m59s, isto significava que não me podia dar ao luxo de ter um primeiro km lento. Tive de arrancar logo a um ritmo alto. Deixei logo o Zé para trás e lá fui à procura do meu recorde. Coloquei um ritmo alto e aos cinco quilómetros, com um tempo de 22m24s, já tinha batido o meu recorde nessa distância. Estava bem dentro do objectivo dos 50 minutos e até do objectivo dos 48 minutos. Mas do 6º para o 7º km tive uma ligeira quebra. Deixei de correr na casa dos 4'30''/km para ir para os 4'40''/km e fui perdendo alguma folga. E às tantas fiquei um pouco desanimado quando vi a placa dos 9 kms quando no meu miCoach já tinha recebido essa informação há uns 300 ou 400 metros. Acelerei e passei a marca dos 10 kms, quer no miCoach quer na app GPS, com menos de 47 minutos, mas ainda faltava a recta da meta. Passei a linha com o tempo de 48min10s, mas o tempo oficial de prova é de 48m43s...
 
Não sei o que se passa com as distâncias. Nas provas mais importantes e mais longas - meias-maratonas - em que a margem de erro podia ser maior, quer o GPS quer o miCoach não falharam nas distâncias, mas depois nas provas curtas, de 10 kms, há sempre uns 300 ou 400 metros a mais. Foi assim na Corrida do Sporting e aconteceu hoje. Pode ser erro dos aparelhos, mas não me parece porque deram ambos a mesma distância e já depois, em casa, também um tracker manual deu a mesma. Só resta a hipótese do percurso ser mal medido...
 
Mas isso é o que menos interessa. Bati o meu recorde na distância e sei que sou capaz de melhorar ainda mais. É só continuar a treinar. Quanto ao próximo desafio na corrida, será em Outubro, resta saber se a Meia ou mesmo a Maratona de Lisboa. Mas talvez ainda haja um Duatlo pelo meio.
 
Zé e Rui, já depois de terminarmos a prova
 
Vamos agora ao episódio do dia. Obra do Zé, claro.
 

Depois de recebermos os dorsais e as tshirts da organização, eu e o Zé decidimos voltar aos carros para deixarmos lá as tshirts. "Zé, onde tens o carro", perguntei eu... "Numa rua..." disse ele...
E pronto... começou a nossa odisseia à procura do carro do Zé. Será nesta rua? Não... "Lembro-me de passar por aqui", dizia ele... E eu sem o poder ajudar porque ele nem se lembrava de pontos de referência. Eventualmente, lá demos com o carro, mas a aventura ainda não tinha terminado.
Terminada a prova, decidi tomar a dianteira e levar o Zé ao carro. Lá fomos e entrámos na rua. Com a conversa passámos pelo carro dele. Será que ele reparou? Nada... Se eu não não tenho dado por isso, por ele ainda estávamos a andar no Parque das Nações a esta hora.
 
Ai Zé... Zé...