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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Adeus e obrigado

Bolas... já estamos nisto outra vez? Parece que ainda ontem estava aqui a escrever o balanço de 2012 e eis que já estamos por aqui todos a festejar o final de um ano e criar expectativas para um novo ano.
Se, para muitos, a época se traduz de Setembro a Julho, para mim faz-se de Janeiro a Dezembro, por isso estamos em altura de fazer balanços. Então o meu 2013 foi assim...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Eu, federado!

E pronto. Está concluído o meu processo de licenciamento para a Federação de Triatlo de Portugal. A partir de 1 de Janeiro de 2014 sou de novo um atleta federado, ao serviço do clube SS CGD.

E digo de novo porque já fui federado, e durante muitos anos, na Federação Portuguesa de Patinagem. Joguei hóquei em patins entre 1986 e 1996 no Ginásio Clube de Odivelas, um clube que me deu muitas alegrias e me ajudou a crescer.

Mas agora é diferente. Se nos meus tempos de patinagem o objectivo era vencer jogos e campeonatos - e tenho em casa duas medalhas de campeão regional de Lisboa - agora o objectivo é superar-me apenas a mim próprio. Obviamente não vou a duatlos e a triatlos para ganhá-los, para isso estão lá os atletas de topo. Quero, antes de mais, chegar ao fim. E depois, se puder ser, ir melhorando de prova para prova.

A ver vamos como esta aventura corre.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Eu e os objectivos

Os primeiros três meses de 2013 estavam muito bem programados a nível de objectivos. Tinha uma prova por mês, o Duatlo do Jamor, em Janeiro, o Duatlo das Lezírias, em Fevereiro, e a Meia-Maratona de Lisboa, em Março, com resultados muito positivos em duas dessas provas - MeiaMaratona e Duatlo das Lezírias - e um satisfatório na outra - Jamor.
Até 24 de Março, data da prova dos 21 kms, segui o meu "plano" de treinos e tive atenção ao que comia, sempre com a noção que a minha relação com o peso não é fácil. Mas desde esse dia para cá tem sido tudo uma desgraça. Treinei apenas quatro vezes, e sem grande empenho, confesso, e à mesa tem sido uma desgraça. Com a Páscoa pelo meio, tenho comido tudo aquilo que sei que não devo. Doces, fritos, refrigerantes, refeições à grande e à francesa. Cheguei a um ponto que tive de pensar no que estava a fazer de mal. Facilmente cheguei à conclusão: estava sem objectivos.

Há muitas formas de encarar o desporto e todas são válidas, mas nem todas se adequam a toda a gente. A minha tem a ver com os objectivos. Tenho de ter algo em mente para cumprir, senão desleixo-me.

Fui então olhar para o calendário à procura de provas para fazer lá para o final de Maio e deparei-me logo com o Duatlo de Almeirim, uma prova de estrada que, seguindo as distâncias de 2012, deverá ser de 5 + 20 + 2,5 kms. Será essa então, salvo alguma coisa de mais interessante - ou mais perto de casa - que apareça até lá.

Mas nessa data - 26 de Maio - estarei a competir, dê lá por onde der.
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

2000 kms nas pernas...

Hoje, 14 de Março de 2013, dia de aniversário da minha velhota - parabéns, mãe -, e durante um treino muito bom, superei a marca dos 2000 kms nas pernas.
De notar que esta contabilidade só começou a ser feita no Sports Tracker a 27 de Março de 2011, quando já há muito que andava de bicicleta e também já tinha começado a dar alguns passos na corrida. Mas o que interessa é o que está nos registos, portanto é disso que falarei.

Antes de mais é bom recordar o dia em que cheguei aos 1000 kms. Foi a 13 de Junho de 2012, tendo na altura feito um post sobre isso. Hoje, tal como nesse dia, a meta dos 2000 kms foi obtida a correr, num treino de 10 quilómetros no Campo Grande, muito bom por sinal, com um ritmo abaixo dos 5 mins/km.

Vamos lá então à análise destes últimos mil quilómetros, comparando-os também com os primeiros mil...

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013

Passaram-se 275 dias destes a marca dos 1000 kms, nos quais fiz 79 treinos. No total foram 114, mas os restantes foram em ginásio ou jogos de squash. Antes precisei de 444 dias, mas apenas 56 treinos. A diferença está nos treinos longos. Se a média até aos 1001 foi de 18,8 kms/treino, nos outros 1005 foi apenas 12,7 kms/treino. Menos quilometragem... mais treinos. Vamos ver já porquê.

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013

Ora cá está a justificação para a descida da média de quilómetros por treino. Tenho feito muito menos saídas de bicicleta. Nestes 275 dias fiz apenas 11 treinos, divididos em ciclismo (4) e btt (7), com um total de 430 kms, 170 em estrada e outros 268 por trilhos... Nos primeiros 1000 kms a bicicleta tinha ocupado uma fatia superior a 800 kms. Agora nem chegou a metade...

13 de Junho de 2012
14 de Março de 2013
A corrida é, sem dúvida, a grande evolução. 68 dos meus 114 exercícios foram feitos a correr, ou em treino ou em provas. Foram 567 quilómetros nos últimos 275 dias, uma evolução notável. E tem uma justificação simples. Os treinos à hora de almoço. São, em média, 20 kms por semana que faço a correr à hora de almoço, enquanto a bicicleta só pode ter lugar ao fim-de-semana e as condicionantes da vida e, já agora, do São Pedro, nem sempre deixam oportunidade para me fazer à estrada e aos trilhos.

Bem... resumindo estes 1005 kms. Dividiram-se assim. 567 kms a correr; 268 kms de btt; 170 kms ciclismo.


O desafio continua. Creio que vou demorar ainda menos tempo a atingir a marca dos 3000 kms, até porque em Setembro - se tudo correr bem até lá - começarei os meus treinos para ser triatleta. Mas creio que por essa altura os 3000 kms serão coisa do passado e já estarei a caminho dos 4000!

Obrigado a todos os que me têm feito companhia nestes quilómetros. Não vou estar a enumerar todos, vocês sabem quem são. Não minto quando digo que tornam cada quilómetro mais fácil de fazer.

Sem vocês não seria a mesma coisa.
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Duatlo das Lezírias 2013


Depois da primeira experiência no Duatlo do Jamor, não tive de esperar muito até voltar a aventurar-me numa prova de corrida e bicicleta. O Duatlo das Lezírias chegou passadas apenas duas semanas e, desta vez, sem lama! Há 15 dias, em Oeiras, tinha sido demais e não me estava nada a apetecer levar com barro nas rodas durante 30 quilómetros de BTT. Assim fiquei contente quando, a uma semana as previsões apontavam para largos dias de Sol antes deste Duatlo. E ainda bem.
Para esta prova vinha com algum cuidado, em termos de expectativas. No Jamor ia a apontar para um determinado tempo e depois, fruto das circunstâncias da prova, a coisa não correu conforme o esperado. Assim, desta vez preferir apontar por alto para as 2h15 como tempo alvo. Como estava enganado.

A prova correu-me muito bem desde o tiro de partida. Senti as pernas leves e frescas, pelo que consegui impor um ritmo forte logo ao início. Porém, sem relógio nem indicação de kms ao longo do percurso, não conseguia saber bem a que ritmo ia. Sabia que devia andar na casa dos 5 mins/km, o que já seria muito bom. Enganei-me redondamente. Entrei no parque de transição aos 27 minutos de prova, com uma média impressionante - para mim, claro -  de 4:30 mins/km!
Fiz uma transição rápida para a bicicleta e arranquei a todo o gás. Que bem me sentia. Os primeiros 7 kms de BTT eram uma recta muito longa, num piso praticamente liso que permitia um andamento forte. Consegui fazer uma média de 27 km/h nesses primeiros quilómetros e, mesmo depois de baixar um pouco, fechei a primeira volta de 14,5 kms com 36 minutos. A poucos quilómetros do fim dessa primeira volta tive uma situação que podia ter corrido muito mal. Quando seguia a uma velocidade considerável, a rondar os 25/30 kms/h, ouvi um barulho vindo da roda da frente. Achei estranho e tratei de olhar para tudo na tentativa de perceber o que era. Sem perceber de onde vinha, achei que era ruído apenas da trepidação do solo. Mas não... O barulho continuou numa zona mais lisa e voltei a olhar. Foi aí que reparei no aperto rápido da roda dianteira. Estava virado para baixo, quando o deixo sempre para cima. Isso só podia significar uma coisa, tinha a roda solta. Parei e quando toquei na roda gelei... Estava completamente desapertada e só o peso da bicicleta a estava a manter no encaixe. Bastava um solavanco um pouco mais alto e teria sido queda feia... Tive sorte e serviu de lição para a próxima.
Se a primeira volta da BTT tinha sido tranquila, a segunda já nã o foi fácil. Apareceu o vento que estava de frente na tal recta de 7 kms. O que antes inha parecido uma pista, agora parecia uma subida. A muito custo lá se fez, desta vez numa média entre os 22/24 kms/h. Ainda assim consegui aguentar um bom ritmo e terminei o percurso de BTT com 1h21m20s. Coloquei os sapatos de corrida e fiz-me ao último percurso que pensava ser de três quilómetros.
Nos primeiros 500 metros as pernas não responderam muito bem, estavam um pouco pesadas, mas depois com o habituar da passada a coisa correu muito melhor. Melhor ainda quando percebi que o percurso tinha sido encurtado para apenas dois quilómetros. Consegui puxar bem até ao final e terminei esse segmento em 9m17, com um tempo total de 1h57m39s, quase 20 minutos a menos do que tinha previsto!



Foi uma prova muito boa para mim. Senti-me muito bem fisicamente! Fiz as minhas melhores corridas de sempre com uma média de 4'30''/km e 4'38''/km no primeiro e segundo segmento de atletismo. Nunca tinha corrido tão depressa e, já agora, nunca tinha pedalado em BTT tão depressa, com uma média de 21.4km/h. Só por estes dados já é possível perceber que era difícil ter-me corrido melhor.





Esta foto foi tirada especialmente para o Joel.
Aqui também havia bifanas, pá!
Tens de passar a vir comigo às provas. Eu pedalo, tu comes!




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Já a pensar no Duatlo das Lezírias


Depois da lama do Jamor, parece que nas Lezírias vai estar piso seco para a prova do Duatlo

O frio é que promete marcar presença. venha ele.

Contra isso há as camisolas térmicas!

Duatlo do Jamor - Vídeo Report

Cá está ele

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Duatlo do Jamor 2013... finalmente o report!

Depois de tanto andar a falar do Duatlo do Jamor, eis que chegou finalmente o dia da prova. Era algo em que já pensava há cerca de um ano. Sou um bttista convicto que, por força de um projecto pessoal, acabei por começar a correr também. E a verdade é que a corrida tornou-se também numa pequena paixão. Não tão viciante como o BTT, mas sim, é uma paixão.
 
Foi no final de 2011 que comecei a ter ideias de as juntar numa só prova, os duatlos. O do Jamor foi o primeiro que vi e fiquei de imediato obcecado por esta prova. Mas para 2012 nem pensar. Não tinha preparação para tal, pelo que se tornou no primeiro grande objectivo de 2013.
 
Como em todas estas aventuras, a emoção começa ainda em casa, com os preparativos. Sendo a minha estreia andei um pouco aos papéis. O que devo levar? Armei-me em "gaja" - lá vou eu levar nas orelhas - e decidi levar tudo. E que trabalheira que isso dá! Até tive de fazer uma checklist para ver se não me esquecia de nada. Para piorar o tempo estava incerto, pelo que tinha de levar roupa para chuva e ainda roupa seca para poder vestir caso ficasse encharcado.
 
A logística no local também seria novidade para mim. O companheirismo da malta da CGD veio ao de cima, mais uma vez, e em poucos dias foi-me apresentado um triatleta que ia participar na prova. Entrámos em contacto um com o outro e predispos-se de imediato a ajudar-me no que foi preciso. Desde já um obrigado ao Carlos Albano por isso. Encontrámo-nos no dia da prova e ele orientou-me no que foi preciso. Dorsais levantam-se ali, mete o chip, o capacete, etc. Notei logo o facto de ser uma prova oficial, da Federação Portuguesa de Triatlo. Não podia haver falhas, estava uma competição em causa. Era tudo verificado ao pormenor. No parque de transição lá instalei a bicicleta, com a preocupação de não me esquecer de onde estava. No meio da prova, com toda a confusão, enganar-me no corredor podia significar alguns segundos ao lixo. Já com tudo instalado no parque de transição, estava pronto para começar-
 
A prova começou com 5 kms de corrida. Deixei os atletas mais rápidos partirem à frente e arranquei logo cá para trás. O Carlos Albano ganhou-me logo alguns metros pois preferi não colocar um ritmo muito alto. O primeiro percurso de corrida não era fácil. Tinha 3 ou 4 subidas, duas delas - a mesma, mas feita duas vezes - eram mesmo muito complicadas. Mas senti-me bem e fiz um tempo bom, com 26 minutos à passagem para a bicicleta.
 
A transição foi fácil, como esperava aliás. As pernas reagiram muito bem à passagem para a bicicleta e nem senti a subida inicial. Arranquei a um bom ritmo, como se tivesse acabado de começar a prova. A lama começou de imediato a marcar presença e em poucos minutos já a tinha por todo o lado. Os primeiros cinco quilómetros foram tranquilos, praticamente de rodagem. Foi mais ou menos nessa marca que apanhei o Albano, parado com um furo. Ele disse-me que estava tudo bem e mandou-me seguir. Acabaria por desistir... Foi pena, mas compreendo-o bem. Reparar um pneu naquelas condições de lama por todo o lado seria uma tortura e tiraria a vontade de continuar a qualquer um. Já para não falar no tempo perdido, claro. A lama, essa, não dava tréguas. Era cada vez mais e tornava-se difícil pedalar. Não sou um grande tecnicista, mas a pouca técnica que tenho deu um jeitaço nos trilhos escorregadios. Não foram poucos os que vi cair à minha frente, enquanto eu me aguentava sempre a pedalar. Mas o pior estava para vir nos últimos três kms. Atravessado o vale do Jamor para o lado dos courts de ténis, encontrei as subidas mais complicadas... Bem, complicadas é ser simpático. Complicadas serão no verão, com tempo seco. Com lama são impossíveis. Ninguém as conseguiu fazer a pedalar. E a pé não eram mais fáceis. Os sapatos escorregavam constantemente. Por cada passo que dava de meio metro, o pé recuava uns 30 cms... E ainda houve umas três subidas assim. A certa altura dei por mim a pensar que daria tudo por voltar ao segmento de corrida...
 
Os trilhos de lama finalmente acabaram e voltei ao parque de transição. 1h10 no percurso de BTT não era um tempo famoso, mas depois de tudo o que tinha passado, já me dava por satisfeito por não ter caído nem me ter magoado. Com lama por todo o lado, arranquei para a estrada, desta vez a correr. O percurso era semelhante ao do primeiro segmento, mas já sem incluir a tal subida. Mas tinha outra, da estrada que liga o estádio às piscinas. Até à pista de canoagem senti-me bem, mas assim que comecei a subir notei o peso do esforço de tanta lama na prova de BTT. Consegui fazer a subida toda a correr, mas a um ritmo muito lento. Havia quem estivesse pior e ainda ultrapassei uns quantos atletas nesse último quilómetro. Quando entrei na pista de atletismo do Jamor senti-me triunfante. Olhei para o relógio e vi 1h50m... Calculei logo que seriam uns 400 metros muito longos... E foram, mas muito saborosos também. Quando acabei a prova sentia-me um verdadeiro campeão, um Duatleta!
 
Fiz 1h52m14s, uns 15/20 minutos a mais do que tinha planeado. Foi a prova de BTT que deu cabo de tudo. Aquela lama não estava nos planos, mas já percebi que é a imagem de marca deste Duatlo do Jamor. Para o ano cá estarei, sem dúvida!
 
Até lá tenho um ano inteiro pela frente, mais de 300 dias que servirão para melhorar ainda mais a forma e ganhar experiência nestas provas de Duatlo. A começar já a 10 de Fevereiro, no Duatlo das Lezírias.
 
 


Antes do banho de lama...
 
Durante o banho de lama...
A bicicleta, depois do banho de lama...

O jersey, depois do banho de lama...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Ei-lo...!!

 
O meu projecto de bricolage para fazer um expositor das minhas medalhas já está finalizado. É uma cópia o mais exacta possível de um que descobri num site americano e que custava 50 dólares... cada! Creio que os dois me terão ficado por uns 30 euros...
 
Agora há uma dúvida que me assola... Será que há mercado para isto em Portugal? É que não encontrei nada disto à venda por cá.
 
Por via das dúvidas vou colocar uns anúncios para ver no que dá...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012