domingo, 6 de dezembro de 2009

Maratona de Canha 2009

 Hoje estreei-me nas lides das Maratonas. Já tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto de perto, nunca tinha sentido o ambiente da coisa. A inscrição foi feita em cima do joelho, muito graças ao JS, um colega de trabalho, que me conseguiu uma vaga de última hora. Fui com ele, adepto de estrada, que se ia aventurar, por uma manhã apenas, no BTT.
Para mim foi tudo novidade. A bicicleta, que era nova, a estrear, e o acontecimento. O facto de ter um dorsar na bicicleta, de haver tempos e classificações, uma partida e uma meta. Ao ver-me no meio de toda aquela multidão - eram cerca de 900 participantes - senti-me muito pequeno. Ali estava eu, todo entusiasmado com a minha nova Scott, mas para onde quer que olhava só via máquinas superiores, e muito, à minha. Aí percebi que o meu mundo de BTT era ainda muito pequeno.
Falando da Maratona propriamente dita posso dizer que correu-me muito bem. Fiz os primeiros kms com o JS, mas assim que o percurso alargou ele convidou-me a acelerar.
Mais habituado ao ritmo de estrada, queria aproveitar os trilhos mais rolantes para ganhar tempo e posições. Já para mim aquele ritmo a que seguíamos estava bom, pelo que fiquei-me por ali e combinámos encontro para a meta. A partir do km5, mais ou menos, fiz a corrida a solo. Estabeleci o meu ritmo e fiquei contente quando no primeiro abastecimento, aos 20 kms, levava um hora de percurso. Nada mau para mim, essa média. Mas eu também sabia que a primeira metade de Canha era rolante e que o pior aconteceria entre os km 25 e 35. E assim foi. Surgiram um conjunto de subidas e trilhos que, ainda que não fossem dificeís de ultrapassar, para mim foram suficientes para o esgotamento físico. Os últimos cinco kms já foram feitos a um ritmo muito baixo em direcção a Canha onde cheguei com 2h39m, na posição 492º, entre 630 partipantes dos 40 km. Para o ano há mais.

segunda-feira, 9 de março de 2009

A Nova Máquina

Dois dias depois de a ter ido levantar à SportZone do Colombo, eis que chegou o momento de colocar a minha Berg Torah 3.0 Disc à prova. O percurso talvez não tenha sido o melhor para perceber as suas reais capacidades, mas eu próprio não estou com as minhas capacidades pedaleiras a 100%, por isso até foi o caminho ideal. Algumas subidas para ver como se comportava, e lama para ver se escorregava ou não. Para desgosto de muitos, recusei-me a estreá-la num rio lamacento que se atravessou no meu caminho. Preferi passar ao lado... afinal a bike é nova, que raios... Mas sempre a sujei, e bem. Quanto ao comportamento, até agora tudo ok. Os pneus parece excelentes, comportam-se às 1000 maravilhas em lama. Escorregam pouco e ajudam a atravessar percursos mais pesados, como aquele junto a Unhos. Quanto à suspensão, não houve um teste à sua altura que permitisse avaliá-la como deve ser, mas ainda assim já deu para ver que os meus braços vão deixar de doer ao fim de cada etapa.
Nota em suspenso apenas para o seu comportamente em estrada. Quando o caminho o permitia, e metia a 7ª e a 8ª velocidade havia um ruído que incomodava um pouco. Os mais experientes dizem que é de ser nova, assim nada melhor que voltar a experimentá-la, já para a semana.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Nova Máquina

É já no sábado que vou levantar a minha nova máquina. Domingo arrumo a velha Vilar de 1999, adquirida num qualquer supermercado, e dedico-me a esta Berg Torah 3.0 Disc. Espero apenas que se porte tão bem como a anterior, que nunca me deu problemas. Em 10 anos necessitei apenas de substituir uma corrente e os travões, ambos estragados pelo desgaste.
Mas a Torah tem uma nova missão. Com ela espero retomar a forma física do início do século. É com ela que espero em breve acompanhar o ritmo do resto do pessoal da Colinas Bike Tour, muito mais experiente e apto que eu para altas andanças no BTT. Como diz um companheiro, um tal de Atabão, tanto faz uma bicicleta de 200 como uma de 2000 euros, pois as pernas é que pedalam. É caso para dizer que, antes da nova máquina, só espero que as minhas pernas não me deixem ficar mal.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Isto sim, é uma descida

Bem meus caros amigos
Tinha de começar por algum lado, e como não tenho fotos nem vídeos dos nossos passeios deixo aqui um filme de uns tipos a descerem os Alpes. São 8 minutos em alta velocidade, e sempre com o precipício bem ali ao lado.
Espero que gostem.

domingo, 1 de março de 2009

CBT - Colinas -» Eólicas de Fanhões

Mais de quatro meses depois da minha última pedalada, decidi regressar às lides das duas rodas. Se por um lado foi em boa hora, pois há muito que vinha a adiar o regresso, por outro não sei o que raio me deu na cabeça, pois voltei logo em semana de abuso. Lançado o desafio de irmos às Eólicas de Fanhões, alguém achou que era uma boa ideia ser hoje, para mal dos meus pecados. A primeira parte, até ao MARL, fez-se bem, o pior foi quando as subidas se atravessaram no nosso caminho. Grande parte delas tive de as fazer a pé, levando a Vilar pela mão. Aos poucos fomos chegando ao nosso objectivo, chegando depois à descida até ao restaurante dos Pneus. Rumámos a Loures e a Odivelas para a etapa final, percurso que me custou imenso a percorrer, esgotadas que estavam todas e quaisquer energias que tinha para o dia de hoje. À entrada na cidade fomos recebidos pelo São Pedro, que nos brindou com uma valente chuvada. Parece que trouxe energia - isso ou o facto de estar frio - pois ganhei forças para chegar ainda mais depressa a casa.

CBT - Colinas -» Caneças -» Loures

Desta vez sem a presença do Atabão, decidimos enveredar por um caminho já antes feito na companhia dele, mas no qual menos de meia dúzia tinham marcado presença. Partimos então rumo a Caneças, e pela primeira vez a parte inicial do percurso foi muito mais duro que o final. O percurso não foi fácil, mas fez-se com o entusiasmo do costume. Aproveitámos para uma passagem pela Quinta das Águas Férreas, onde o nosso guru trabalhava no duro com um grupo da Odicaminhada. Seguido caminho festejámos o fim das subidas com uma descida digna do BTT. Boa para uns, mau para quem insistia em não ter suspensão na bicicleta... como eu! Com maior ou menos dificuldade, mais ou menos dores nos braços, lá chegámos a Loures, não sem antes passarmos pelo Palácio do Correio Mor, um belo local, ainda que desconhecido da maioria dos habitantes nas redondezas.

CBT - Colinas -» Expo -» Marquês de Pombal

Algumas depois de alguns dos membros da CBT terem participado na "Lisboa Ciclável", surgiu a ideia de seguirmos até ao centro de Lisboa. Rumámos então à Expo, desta vez por Unhos, poupando assim as nossas pernas a uns quilómetros extra, adicionados por um eventual desvio até ao Tojal. Seguimos então pelo Parque das Nações, com passagem pela Torre, pelo Pavilhão Atlântico e pelo Oceanário, até chegarmos à Rua da Cintura do Porto de Lisboa, onde fomos surpreendidos por uma quantidade invulgar de ciclistas, uns mais "profissionais" que outros, ora com os filhos, ora sozinhos ou mesmo em grupo, como nós. Pedalámos até à Praça do Comércio, subimos a Rua Augusta - uma experiência sempre nova, uma vez que é uma rua pedonal, e escalámos a Avenida da Liberdade até nos refugiarmos debaixo do leão do Marquês. Seguimos depois pelo Saldanha e Avenida da República até ao Campo Grande, onde beneficámos do jardim para circular à-vontade, sem a confusão automóvel. Depois foi só descer a Calcada de Carriche para chegarmos de novo a Odivelas.

CBT - Colinas -» Tojal -» Famões

Uma semana depois de tão puxada viagem à Vialonga, proibimos expressamente o Atabão de liderar o grupo. Assim, sem as suas orientações, limitámo-nos a rodar até ao Tojal e voltar. Decidimos até fazer uma passagem pela EcoPista da Paiã, afim de recordarmos os "bons velhos tempos" que, afinal de contas, não eram assim tão velhos. Mas como já atingimos um nível aceitável nas pedaladas, chegámos a Odivelas bastante cedo e com muito mais energia nas pernas do que o habitual. Foi então que alguém se lembrou... "e se fossemos a Famões?" Os outros aceitaram a ideia e lá foi o Atabão para a frente de comitiva outra vez, pois só ele sabia os melhores caminhos para levar toda a gente a bom porto. Mas da Paiã a Famões ainda vão uns quilómetros, mas o pior é que são quase sempre a subir. Felizmente o nosso guru é bom homem e tratou de nos salvaguardar encontrando uns atalhos mais aceitáveis para conseguirmos regressar às Colinas.

CBT - Colinas -» Vialonga

Depois da ida à Expo, o mês de Agosto trouxe as férias à grande maioria da equipa, pelo que nos vimos obrigados a arrumar as duas rodas por umas semanas. Por uma ou outra razão só no final de Setembro voltámos a estrada, e logo com uma etapa puxadinha. "Enganados" pelo Atabão - que ia dizendo só mais um quilómetro - fomos andando e andando até que nos demos conta que já tínhamos chegado à Vialonga. Foi nessa altura que dissémos "basta" e obrigámos o nosso guru a terminar a exploração pois, por vontade dele, tínhamos ido até Alverca.

CBT - Colinas -» Torre Vasco da Gama

Depois da pedalada na semana anterior atá Sacavém, tinha ficado água na boca pela impossibilidade de irmos até à Expo. Afinal de contas significava misturar-mo-nos com a multidão que todos os domingos de manhã enche esse espaço. E lá fomos. Rumámos ao Tojal, onde se tornava uma tradição parte da equipa parar para uma bebida "energética", e depois partimos já com o objectivo final centrado na Torre Vasco da Gama. E lá fomos, pedalando devagarinho, pois o calor já apertava com o avançar da manhã. Atingido o ponto de chegada, missão cumprida e o sentimento de algum peso nas pernas à medida que pensávamos nos quilómetros que ainda tínhamos de fazer de regresso a Odivelas.

CBT - Colinas -» Sacavém

Ultrapassada a aventura do Tojal, sentiu-se imediatamente a necessidade de conhecer algo mais. Uma vez mais por iniciativa do pessoal mais experiente decidimos rumarmos a Sacavém pelos Caminhos de Fátima. Foi a primeira vez que nos aventurámos por trilhos um pouco mais complicados e que exigiam mais técnica. Na realidade aquele percurso junto ao Rio Trancão revelou-se bem engraçado. Não era muito difícil de percorrer, mas também já não era um piso liso, obrigando por isso a um cuidado redobrado. Chegámos bem a Sacavém, e ainda se colocou a hipótese de irmos até à Expo, mas o avançar da hora obrigou-nos a deixar esse percurso para outra ocasião.

CBT - Colinas -» S.J. Tojal

Duas ou três semanas depois de nos termos iniciado na EcoPista, e já nos sentirmos mais experientes, auto-desafiámo-nos a tentar algo mais extenso. Por proposta de um dos participantes metemos rodas a caminho e fotos até São Julião Antão do Tojal, a uma dúzia de quilómetros de Odivelas. Para a maioria de nós era uma aventura... O caminho não é complicado, pela lezíria de Loures. A maior parte é a direito, com algumas subidas que servem apenas para quebrar a monotonia. Chegar lá não seria problema... mas haveriam pernas para voltar? Sim, chegámos todos e muito felizes da vida.A maioria só dizia, e para a semana podemos ir mais longe? E fomos...

CBT - Colinas -» EcoPista da Paiã

E foi aqui que tudo começou. Convencidos por um grupo de moradores do Lote 1 da Rua Pulido Valente, cerca de duas dezenas de pessoas, a grande maioria delas sem pedalar há meses ou até anos - nas quais me incluo - levantaram-se mais cedo num Domingo e foram até à EcoPista da Paiã. São cerca de três quilómetros nos terrenos da Escola Agrícola, um passeio muito agradável para quem não procura grandes aventuras, mas apenas um bom espaço para umas pedaladas.