segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Experiência de laboratório II: Faz a tua própria bebida isotónica

Pois bem, já que estou numa de poupanças, não quis parar nas minhas experiências. O "homemade gel" é para mim um sucesso, e por isso logo me veio à cabeça qual seria a próxima experiência a fazer: a minha própria "sports drink".

Mais uns cliques no Google e pronto. Fácil. E é mesmo. Querem ver?

Todos sabemos que a função da bebida isotónica é repor o que o organismo perde durante o esforço físico. Ora, usando o mesmo princípio do gel, alguém foi investigar o valor nutricional deste tipo de bebidas e arranjou maneira de replicar a coisa. Se forem pesquisar, descobrem que existem N opções. 99% das quais têm montes de ingredientes e exigem trabalho na preparação. Mas como eu sou comodista, queria encontrar uma solução fácil e que não desse muito trabalho, e encontrei o que queria.

Basta misturar 70% de água + 30% de sumo de laranja (ou outro qualquer) + açúcar (a gosto, mas sem abusar) + 1 pitada de sal (1/4 de colher de chá), et voilá!

É uma receita básica, mas muito fácil e rápida de fazer. É tão completa como uma dessas bebidas que se compram por aí? Duvido. Mas dizem que é muito aproximado. Mais do que o suficiente para ser uma excelente e económica alternativa. Esta a minha próxima experiência!

(E eu que acabei de comprar 3 embalagens de pó... tss tss)

PS: Mas há mais!!! E é o melhor de tudo. Sabem o que é mesmo mesmo bom como bebida de recuperação após um treino intenso? Eu digo baixinho: leite com chocolate!! Sem dúvida que esta experiência não falha!! lol

domingo, 25 de agosto de 2013

Quebrar a barreira dos 30 kms

A pouco mais de um mês da Maratona de Lisboa, hoje foi dia de mais um treino longo. Sem Pedro T., que inventou uma desculpa muito fraquinha para não correr hoje, restámos apenas três elementos, eu, o Filipe e o Fernando. Às 7h da manhã lá estávamos, no KM 0 do passeio marítimo de Oeiras para iniciarmos o treino. Logo à partida decididos que, salvo algum percalço, seria hoje o dia em que passávamos a barreira dos 30 kms, que tem sido a distância máxima em treinos anteriores.
 
O caminho até à Cruz Quebrada é sempre tranquilo. Estamos fresquinhos, cheios de vontade e com a motivação em alta. Conversa-puxa-conversa e sem darmos por isso já estávamos a chegar ao primeiro ponto de retorno. Desta vez, porém, não seguimos na Cruz Quebrada junto ao rio, em vez disso fizemos a subida da estrada em direção ao Estádio do Jamor que, afinal de contas, teremos de fazer no dia da prova. Por essa altura já notava que estávamos a um ritmo muito alto para o desafio a que nos propunhamos. Em vez de corrermos a 6 min/km, estávamos a rondar os 5.30 min/km. Falámos entre nós e concordámos manter esse ritmo enquanto conseguíssemos, mas internamente pensava que poderia ser um erro e que podíamos pagar essa factura mais à frente no treino.
 
Até à chegada ao Estoril fui tranquilo, mas havia uma coisa que já me estava a incomodar. O meu corpo estava a pedir água, isto mesmo sem estar muito calor. Tinha levado as quatro garrafas do costume à cintura, a rondar os 500 ml, mas já só tinha uma e ainda faltavam uns bons kms até pararmos. Decidi então aproveitar os vários bebedouros e lava-pés junto à praia para ir bebendo água e encher de novo as garrafas. Como são pequenas, rapidamente ficavam cheias e quase nem parava de correr. O problema foi que à medida que ia bebendo mais água, mas o corpo pedia água. Perdi a conta às vezes que fui encher as garrafas, de tal forma que às tantas já estava uns bons 70 metros atrás dos meus companheiros de treino.
 
O retorno desta vez não se fez no Estoril, mas mais à frente, em Cascais, quase no ponto onde será a partida para a Maratona. Voltámos a passar por todos os bebedouros e lava-pés e eu continuava a beber água e tive a preocupação de ficar com todas as garrafas cheias quando saímos do passeio Cascais-Estoril e voltámos à estrada, mas mesmo assim não tinha a completa certeza que seriam suficientes para os 7/8 kms até ao carro. Tentei gerir a água ao máximo, mas o corpo continuava a pedir mais e mais líquido. Às tantas voltei a encontrar um bebedouro e voltei a reforçar o stock. Se ficasse sem água seria o fim do treino e ainda estava bem longe...
 
Já quase 100 metros atrás do Fernando e do Filipe vejo à distância que tinham parado de correr. Quando os alcancei o Fernando disse que tinha dado o berro, os joelhos estavam a dar cabo dele. Ainda caminhámos um minutos juntos, mas eu não podia parar. Já estava de novo quase sem água e estávamos apenas a 4 kms do fim. A que tinha chegava à justa para os 20/25 minutos que faltavam, mas se fosse a caminhar ia ficar sem água depressa. Certifiquei-me que o Fernando ficava bem e parti com Filipe que só me acompanhou por mais um quilómetro, acabando por ficar "em casa" logo na Parede. Faltavam 3 kms, estava sozinho, muito cansado, quase sem água e o corpo só pedia para parar. Doíam-me as pernas, os pés e tinha a boca seca. Por essa altura restava-me cerca de 100 ml de água e tinha de a gerir bem.
 
O avistamento do Forte da Barra foi como uma luz ao fundo do túnel. Sabia que ia de novo entrar no Passeio Marítimo, onde estava o carro, e - mais importante - onde havia água. Bebi a garrafa que me faltava e continuei sem parar. Às tantas começou a ser uma questão de orgulho. "Não vais parar, não vais parar, não vais parar", dizia para mim próprio. De novo junto à praia, voltei a aproveitar os bebedouros e lava-pés para me hidratar, mas ao fundo já via o parque de estacionamento onde estava o carro. Cheguei com 3h25m e com mais de 34 kms, mas hoje não sei se daria para ir aos 42... O que me valeu hoje foi a alimentação. Fiz tudo bem. Comi quando era suposto e até levei uma Extreme Bar, da Gold Nutrition, que se come em 3 ou 4 vezes, de tão substancial que é. Nesse aspecto nada a apontar.
 
Entretanto fiquei à espera do Fernando. Ainda lhe liguei para o telemóvel, mas nem sinal dava. Tratei de recuperar as forças e ao fim de uns 10/15 minutos de esperar por ele meti-me no carro para ir ao encontro dele. Mas não foi preciso. Ele já estava mesmo ali e estava ok, apenas com dores nas pernas.
 
Em resumo foi um treino bom. Exagerámos no ritmo inicial, é verdade, mas ainda assim tive forças suficientes para chegar ao fim. Creio que com a ajuda de mais água e bebida isotónica não teria problemas e continuar mais uns kms, mas isso é um "suponhamos" grande quando, na verdade, cheguei ao carro de rastos Para o próximo será melhor


 
 
Só uma nota...
 
Fez hoje 25 anos que o Chiado ardeu. Lembro-me desse dia como se tivesse sido ontem.
Não porque estivesse lá ou porque tivesse uma adoração especial pelo Chiado, mas porque naquela noite de 24 para 25 de Agosto de 1988 eu estava no Hospital de Sta. Maria com mais um ataque de asma severo, algo recorrente na minha infância. E lembro-me que eram umas 5 ou 6 da manhã e estava a fazer aerossóis ao colo da minha mãe quando apareceu uma enfermeira a dar a notícia.
Claro que eu, no alto dos meus 8 anos, não percebi a dimensão da coisa. Sabia lá o que era o Chiado, nem sabia onde era exatamente, mas havia de perceber nesse dia mais tarde e nos anos seguintes. E sempre que passa um ano e se fala no incêndio lembro-me de onde estava...
 
Há 25 anos, às 5h30m, estava no Hospital com um ataque de asma
Hoje levantei-me às 5h30m para ir correr 34 kms.
 
As voltas que a vida dá...
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Catrapum!!!!

Pois. É isso mesmo que o título sugere. Hoje, no meu suposto treino de 32 Km dei um tralho de proporções épicas...

Parem de rir se faz favor... Acho que desde os meus também épicos trambolhões de BMX quando tinha uns 12 anos que já não tinha a necessidade de desinfetar tantas partes do meu corpo. A sério.

Sinto-me mesmo frustrado. Mas hoje era mesmo daqueles dias que mais valia ter ficado a dormir:
Primeiro, dormi mal. Depois, quando comecei a correr, olhei para o meu Polar e vi que aos 00h:02m:31s de corrida o ecrã ficou paralisado e nenhum botão funcionava. Já é a segunda vez que isto acontece. Mudei agora a pilha e vamos ver se é disso. Se não for, terei que considerar as hipóteses... ou peço orçamento, ou então Garmin aí vou eu!
Mas quando pensava que as peripécias tinham acabado, e animado pela forma como o treino estava a correr (passei a cronometrar da maneira antiga, com o telemóvel e tive que controlar a distância com voltas predefinidas de 2 Km), eis que ao quilómetro 17... CATRAPUM!
Estava eu verdadeiramente "in the zone", a fazer uma média inferior a 6 min./Km e totalmente concentrado na minha corrida, quando a contornar uma árvore não reparei na raiz que estava levantada... Passo por aquele sítio várias vezes nos meus treinos, e não me lembro de a ver ali. Estava de tal maneira focado que caí completamente desamparado, quando ia a um bom ritmo. Só tive tempo de pôr os braços à frente para não cair de cara, e de tentar rolar para o lado esquerdo. Mas foi tudo tão inesperado que acabei por cair em cima do meu braço esquerdo. Foi um susto... Ao princípio mexia pouco o braço, mas depois aos poucos fui recuperando a mobilidade e agora parece-me que tenho apenas o ombro magoado. Vamos ver se é só isso.

Fica a frustração de saber que faltava menos de metade da distância para cumprir, quando me sentia muito bem... Ainda pensei continuar, e era o que teria feito não fosse a dor no braço, mas decidi não arriscar.

Enfim...

Quanto ao primeiro teste do "homemade" gel, só posso dizer coisas boas. Aos 17 Km já o tinha testado, e preparava-me para o fazer uma segunda vez quando caí. Mas apesar de só o ter provado 1x, foi o suficiente para perceber que não vou precisar mais disto:


A próxima experiência já vai ter incorporado um melhoramento (necessário para que o "soft flask" funcione a 100%): é só acrescentar um pouco de água, sumo, ou até café para que o gel fique mais líquido e passe facilmente pelo bocal.

Para a semana há treino de 36 Km. O mais longo do meu plano. Mas sem ter feito este de 32 Km... Vamos ver como corre!

sábado, 24 de agosto de 2013

Experiência de laboratório I: Faz o teu próprio gel!

No outro dia, andei a pesquisar na net uma forma de poupar numa despesa que tenho com a corrida: o gel energético.

Já tinha lido acerca das formas de fazer barras energéticas, mas isso para mim não dá. Se correr e beber já é difícil para mim, então correr e comer ao mesmo tempo deve ser impossível. Assim, e como estou habituado ao gel, decidi pesquisar e encontrei uma receita para experimentar.

Já experimentei várias marcas, mas a título de exemplo vou comparar a experiência com este:


O preço unitário é 1,74 Eur. Eu sei que se consegue mais barato, mas este preço serve apenas como referência. Se quiserem, façam as contas com as marcas que utilizam.

A receita inclui estes ingredientes:


- Mel
- Melaço
- Sal

e é só!

Posso dizer que gastei +/- 5,5 Eur com o que vêem na imagem.

De acordo com o autor desta receita, estes três ingredientes nas proporções certas têm o valor nutricional semelhante ao de um qualquer gel comercializado por aí.

Obviamente que a questão que se punha era: e onde é que vou pôr o gel? Eu gastei uns 13 Eur numa coisa chamada "Soft flask" da Hydrapak. Não é nada mais do que um recipiente flexível criado mesmo para este fim.

Após o cozinhado feito, eis o aspeto:


Medi tudo e o que aqui está são 125 gr. de gel. Ora, se um gel comercial leva normalmente 35 gr., o que está no "soft flask" é o equivalente a +/- 3 embalagens e meia de gel. O que em guito dá +/- 6,1 Eur.

O que quer dizer que, só com o que falta na embalagem de mel na 2ª foto, consegui gastar +/- o mesmo que comprar o gel nas lojas. A partir daqui é só POUPANÇA (excluindo, claro, o investimento inicial no "soft flask")!

Amanhã, no meu primeiro treino de 32 Km, farei a experiência para dar a sentença final sobre o real interesse de tudo isto. Ou seja, se resulta ou não... Mas se para um triatleta resulta, porque não há-de resultar para um corredor iniciado como eu?

Ah...

Querem a receita?

Nahhh... NÃO DOU! :)

Pronto... Ok... Aqui vai o texto que encontrei na net, pertença de um triatleta que foi o autor desta experiência:

Homebrew Power Goop (Foi o que usei)

7 and 1/3 tablespoons of honey
3/4 teaspoons of blackstrap molasses
1/10 teaspoons (just shy of 1/8 tsp) of table salt
Be sure to mix everything together well. It should make enough to fill a five-serving GU flask.

This recipe works nicely. You may see some bubbles on the surface, but that is just a natural occurrence of the molasses. Neither honey nor molasses needs to be refrigerated, so you can keep it in your pocket all day and even use it the following week. I probably wouldn't go much past a week, but it should still be good.

The nutritional content approximates: 25g carbs, 45mg sodium, 35mg potassium--with plenty of vitamins and minerals that you wouldn't get with the store-bought stuff. Another nice thing about the honey recipe is that it is all natural. Honey comes from bees that get nectar from flowers. Molasses is refined from sugar cane. As Homer Simpson would say, "Mmmmm, suuuugggarrrrrr." Salt comes usually from salt mines, but you can always buy sea-salt and use that.

My experiment did not end at just plain ol' goop. It was still raining out, so I thought back to something I read somewhere about a 4-1 ratio of carbohydrates to protein. I guess that is supposed to be a good thing, so I made a recipe for it too.

Honey Goop With a Protein Kick

6 tablespoons of honey
5/8 teaspoons of blackstrap molasses
6 and 3/8 teaspoons of soy protein isolate
1/16 teaspoons of salt
1-3 tablespoons of water
Mix everything together in a cup and add water as needed to develop a nice "goopable" consistency. Makes five servings.

I tried out some of this at the DINO 12-hour race, and it worked pretty well. The soy protein gave it a nice kick. I wouldn't leave this one in the sun for too long, though. Not that I've had any moss growing in it, but I would probably try to keep this one fresh.

Now that I've freed the masses from cookie cutter carb-gels, I would like to say that this is not the end, but merely the beginning. These are just my recipes and, like the open source code of Linux, they are open for improvement and personalization. I haven't even started on anything with caffeine, but I imagine that you could substitute some espresso for the water or get wild with some ground-up ginseng supplements.

There is also the issue of flavoring. Could normal coffee flavoring work? Perhaps you can mix in some flavored Jell-O or Kool-Aid mix, or stay all-natural and mix in some lemon or orange zest. How about a jalapeno or two? The possibilities are endless.

Quem é amigo, quem é?? :)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

BONECOS ANIMADOS ……… CORREDORES COMPARADOS!

Então…………..e se fossemos uns personagens de desenhos animados?!

Então……………e se pegássemos em todas as nossas “cores” que pintalgam o nosso dia, nossos dias que constituem as nossas vidas e transformássemos em episódios de bonecada?!

Vinha a pensar nisso num desses treinos à hora do almoço e pensei cá para mim:

Então…….e se pegasse nesta malta do JRR e transformasse esta gente corredora em figuras animadas?!

Bem onde é que encaixava todo o grupo?

Heróis da Marvel? – Não, muito bélico, e alem do mais somos pessoas normais!
Os Simpsons? – Não, são demasiado amarelos!
Tom Saywer?- Não, nenhum de nós corre descalço!

Espera já sei:  WACKY RACES!  …….Claro:



Andamos sempre em correrias uns com os outros, por todo o sitio e mais algum, sempre com a(s) meta(s) no horizonte.

Só pode ser!

Então e agora como nos identificamos com os personagens?  Aqui vai:


Joel – The Anthill Mob



Não não, não é isso que estão a pensar! Não tem nada a ver com máfias e bonecos mal encarados.

Mas quem se lembra deste carro participante, sabe que quando queriam meter velocidade na corrida, pequenas pernas no chão davam “ao litro” pondo o bólide mafioso no podium da corrida!

Ora a semelhança é essa mesmo. Quando o Amigo Joel começa “a dar ao litro” as suas pequenas pernas começam, em grande velocidade, a formar linhas circulares de fluxo dinâmico fazendo-nos questionar se ele estará mesmo a tocar com os pés no asfalto!

Foi assim como eu o conheci no primeiro treino que fizemos em conjunto!


Ricardo – Red Max



Bom e como é que eu justifico semelhanças entre estes dois?

Não é pelo bigode, de certeza, se bem que pagava uma grade de cervejas se o Ricardo deixasse crescer bigode durante um mês!

Quem conhecia este boneco, sabia que a metralhadora era apenas usada em ultimo recurso, e que tinha um fairplay digno de nota (por vezes levava grandes banhadas da Penelope Pitstop). 

Este boneco é comparável com o Ricardo, um cavalheiro corredor, sem muitas pressas, amante da cor vermelha em virtude do seu Benfiquismo e do consumo de malaguetas!

E reparem a semelhança, amantes de grandes e prolongados cumprimentos, perfeitos Gentlemens (se virem, na foto com atenção, é o único dos personagens que acena aos espectadores televisivos).

Um verdadeiro Relações Publicas, não é por acaso que este grupo se formou através dele!


Rui T – Sargent Blast and Private Meekly



Quando é para correr…….é para correr! Nada de desculpas.

E se houver transeuntes á frente, pessoas ou pombas, o Amigo Rui solta do seu canhão palavras bélicas ou até palmas apocalípticas que fazem lembrar obuses militares!

Ao nível do melhor Regime Militar de WestPoint, treino iniciado é para acabar, mesmo que doa  ou que asse mamilos ou cintura, e as vezes até usa coldre preenchido com a balas nutritivas!

E muitas vezes quando vem de ferias de mais de uma semana é um verdadeiro rolo compressor, tal o peso ganho (Brincadeira……mas tinha que referir isto!). Uma espécie de tanque de lagartas!

Cada Guerra é para vencer, ou seja cada Corrida é para acabar e quanto menos tempo gasto melhor!

São ou não são semelhantes?


Zemi – The Slag Brothers



Lá estão vocês com esse feitio!!

Não estou a gozar pela falta de cabelo do Zemi! Como poderia eu gozar?

Também não tem nada a ver com formas de correr pré-históricas nem nada do género!

Não vêem a semelhança?

Ora espreitem para a personalidade do Corredor Zemi!

Há o Zé e há o Mi. Correm sempre nas mesmas pernas, mas andam sempre ás “turras” um com o outro. Mas é por isso que as pernas do Zémi correm! É por isso que todo o Zémi corre!

Vocês não se lembram deste carro participante?  Quando havia necessidade de “meter prego a fundo” o que é que acontecia? Os dois começavam a dar com a moca um num outro e aquilo é que era velocidade!!

Agora comparem quando o Zé&Mi faz o mesmo. As duas personalidades empurram-se e degladeiam-se como se não houvesse amanhã!

Perfeito….perfeito….era o Zemi usar uma cabeleira castanha até aos pés e ter um nariz de batata!  (Já tivemos mais longe!)


Sofia – Penelope Pitstop



Bom, dirão vocês, aqui não havia muito por escolher.

Pois não!

Mas claro que há semelhanças relevantes.

É verdade que a cor não ajuda! – a nossa Sofia não corre de rosa, nem costuma usar sombrinha por causa do sol (chapéu portanto)!
Mas reparem nos óculos na cabeça, são quase iguais! E ambas não prescindem dos mesmos, se bem que uma delas é por causa de falta de vista!

E a ligeireza? Ora comparem a ligeireza do carro e o andamento da Sofia. Parecem umas rodinhas fraquinhas, mas quando aquilo começa a rodar não á asfalto que faça atrito. É sempre a rolar!

A ligeireza e a jovialidade. Estas características parecem minimalistas, e sem importância mas quando o caminho se transforma em altos e baixos, vão perceber como é difícil acompanha-la. Mas mesmo assim, vão encontrar um sorriso nos lábios e umas palavras de incentivo.


Pedro T – Dick Dastardly and Muttley



Eu gostava de correr com um cão por uma trela, mas se calhar era chato para o quatro patas, ter que calcorrear km´s sem parar e seria chato aqui para o duas patas correr com um cão que se estaria sempre a rir do meu mau feitio.

Pois, aqui a grande semelhança é o meu mau feitio. Estou sempre a resmungar, ora porque o semáforo dos peões está vermelho, ora por as pessoas não saírem da frente, ora porque faz vento, ora porque faz sol.

Uso chapéu para esconder a calvice, mas não tenho bigodes em forma de pincel (alias, não tenho bigodes sequer, mas posso deixar crescer se alguém me pagar uma grade de cerveja por semana).

Não gosto de armar rasteiras nos meus adversários, mas gosto de fazer uma ponta final a abrir, tal aqui como o Sr Dick Dastardly!


E claro, estou sempre a pensar numa forma de atalhar caminho até à meta. É mais forte do que eu!

INATEL PIÓDÃO TRAIL RUNNING

Para quem conhece a aldeia de Piodão (e arredores) e faz da corrida (e sobretudo da variante Trail) uma forma de contacto com a natureza, não pode perder esta iniciativa. Um esforço conjunto Inatel e Associação O Mundo da Corrida.

Se ainda não conhecem a zona, este é um pretexto único para fazer um passeio até aquela zona de Portugal e calcorrear por aqueles trilhos verdejantes.

E já agora aproveitem para passar a noite na unidade hoteleira da Inatel e admirar a aldeia “presépio de Portugal”.

Segue convite da Fundação Inatel.


Bom passeio.

INATEL Piodão Trail Running


Aproveitando a Unidade Hoteleira que possuí na bela aldeia histórica do Piódão, a Fundação INATEL, em conjunto com a Associação OMundodaCorrida.com, organizam um evento que promete marcar o calendário nacional de Trail Running já no próximo dia 26 de Outubro.

O INATEL Trail Running propõe desafiar todos os participantes a percorrer 42 quilómetros num traçado com um grau de dificuldade elevado. O percurso promete passar por pontos emblemáticos como o alto do Monte Colcurinho, a 1200 metros de altitude, aldeia de Foz de Égua e o centro da aldeia do Piodão.

A Unidade Hoteleira da Fundação INATEL funcionará como o ponto central do evento, sendo o ponto de partida e chegada, secretaria, local de banhos e zona para entrega de prémios do INATEL Piodão Trail Running, sendo que as inscrições para este evento estão limitadas a 300 participantes na prova de Trail Running e a 50 na prova de Caminhada.

O início do INATEL Piodão Trail Running está marcado para as 9 horas do dia 26 de Outubro, aconselhando a organização a que todos os participantes cheguem atempadamente à Unidade Hoteleira para o levantamento do seu dorsal, que também poderá ser levantado na véspera do evento. Para todos aqueles que prefiram fazer a viagem até à aldeia do Piodão na véspera da prova, a organização disponibiliza, gratuitamente, a todos os praticantes estadia em piso duro dia 25 Outubro para o dia da prova, dia 26 de Outubro, em Côja.

Inscrições e informações em www.inatel.pt e www.associacaomundodacorrida.com

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Uso ou não uso? Eis a questão...

Uns falam de vaselina, outros fazem diários... Eu só quero esclarecer uma dúvida que tem vindo a surgir com o aumentar da distância nos meus treinos longos:

Faz algum sentido usar isto no dia anterior a um treino de 25 Km ou mais?
Eu sei, eu sei... parece piada, mas... NÃO É!

Deve ser de tanto ter gozado com o Pedro e com o Zémi, por causa dos desarranjos intestinais deles durante as corridas, que agora acontece-me quase sempre nos treinos longos.

Agora a sério, parem lá de rir. Para prevenir uma valente vontade de arrear o calhau ao quilómetro 17, uso ou não uso isto no dia anterior? :)

Tiro o meu chapéu a este senhor...

Stephen Kiprotich (Kapchorwa, 27 de fevereiro de 1989

Campeão Olímpico da Maratona
Campeão Mundial da Maratona

Para quem não viu, este vídeo serve para homenagear o génio deste senhor, que acabou de dar espetáculo em Moscovo ao tornar-se campeão do mundo da maratona. Vejam e deliciem-se com o resumo da corrida dele. 

Chamo apenas a atenção para o que ele faz (e para os comentários do jornalista) a partir do minuto 2:20. Espetáculo!

Aqui vai:



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Incentivo de veterano a jovem colega de equipa


 
Esta história aconteceu em Agosto de 2010 mas fiquei a conhecê-la apenas há uns dias. Gostei da história e da extraordinária atitude de Rufete pelo que resolvi partilhá-la.
O futebolista Rufete deu um grande apoio a um jovem colega de equipa (Kiko Femenía) quando as coisas não lhe estavam a correr nada bem. Rufete impediu que o treinador o substituísse e incentivou-o até recuperar o ritmo.
O episódio aconteceu na 1ªjornada do campeonato espanhol da época 2010/2011, no jogo Hércules-Atlético de Bilbao.
Kiko Femenía, um médio de 19 anos (em 2010) formado nos escalões jovens do Hércules de Alicante foi lançado em jogo, aos 57 minutos, com a responsabilidade de ajudar a equipa a recuperar um golo de desvantagem.
Nos primeiros lances em que interveio as coisas não lhe correram bem e depois os erros foram acontecendo. A ansiedade e os nervos “apoderaram-se” dele.
O treinador do Hércules, Esteban Vigo, desdobrou-se em indicações e ia questionando: "O que é que se passa?” " O que é que estás a fazer?"
Desesperado, Vigo assumiu que só poderia remediar as coisas fazendo sair o jogador e preparava-se para isso quando o veterano Rufete, que antes fez carreira no Valência, Málaga, Barcelona e Espanhol, se levantou do banco gritando-lhe: "Deixa-o em paz, não o substituas."
Enquanto o treinador hesitava, Rufete começou a gritar para dentro do campo, onde o desinspirado Kiko Femenía se arrastava. "Kiko, Kiko, recupera", incentivava, enquanto o jovem falhava mais um lance.
Rufete, a quem se juntaram todos os elementos do banco, acompanhando a situação, continuou a dar indicações para dentro do campo e, pouco a pouco, Kiko foi dando nexo ao seu jogo, com Rufete a recomendar-lhe: "Respira bem, respira tranquilo."
Uma bola ganha pareceu devolver-lhe alguma confiança e começou a envolver-se mais no jogo na tentativa de dar a volta ao marcador. A verdade é que terminou o desafio transfigurado, como se os iniciais minutos dramáticos, após ter entrado em campo, não tivessem existido. Uma jogada em velocidade, pela direita, poderia mesmo ter dado o empate ao Hércules, que perdeu o jogo, mas pelos vistos recuperou um jogador.
Apesar do clube ter descido de divisão, o jovem jogador realizou uma boa época e transferiu-se no final da época para o Barcelona (nas últimas duas épocas jogou no Barcelona B).
Uma palavra de apoio e de incentivo, no momento certo, pode fazer toda a diferença!
 
Pode ver aqui o vídeo:

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Operação Carlos Lopes - Update


Pois é, já cá não vinha há algum tempo, quer por ter ido laurear a pevide em modo off-line (férias), quer por motivos profissionais (muito muito trabalho), e por isso é tempo de fazer um pequeno balanço da minha preparação para a minha estreia na mítica distância de 42,2 Kms.

Em primeiro lugar, a nutrição. Se até ter entrado de férias a coisa estava a correr bem, o último mês foi mauzinho. Nem foi tanto pelas férias, que neste aspeto até nem correram mal. Se engordei foi menos de 1 Kg, facilmente recuperável num qualquer treino longo. O problema foi mesmo o que se seguiu. O meu regresso de férias coincidiu com um pico de intensidade e de volume de trabalho tal, que me fazia esquecer horários - ponto fulcral para o seguimento de uma dieta. Isso e a falta de tempo para sequer ir ao supermercado trazer o que precisava desregulou completamente tudo aquilo que vinha seguindo com sucesso até então. Resultado: levei nas orelhas da nutricionista por ter aumentado de peso...
Mas uma coisa boa continua a acontecer: a % de massa gorda continua a descer (22% no início, 17% atualmente, 14% como objetivo).

Em relação aos treinos, a mesma coisa aconteceu, e obviamente pelas mesmas razões. Se até às férias (inclusivé) tinha conseguido cumprir todos os objetivos traçados no meu plano de 40 treinos até outubro, quando regressei ao trabalho falhei duas sessões de treino. O que vale é que foram sessões de dias de semana, necessariamente mais curtas. Os treinos longos tenho conseguido cumprir todos. Bem ou mal, melhor ou pior, não falhei nenhuma distância planeada: 14Km, 17Km, 20Km, 24Km e 28Km.
Hoje, à hora de almoço, foi dia de treino "curto", mas difícil, de 10 Km (o mostrador da temperatura que estava na rua mostrava 37º quando parei de correr...).
Este fim de semana é altura de voltar aos "apenas" 20 Km.

Quanto aos danos colaterais, a contabilização vai em 2 unhas negras e duas bolhas. Desde que atinei com as meias certas e comecei a usar vaselina nos mamilos, pés e coxa esquerda que não tive mais nenhum problema!

Infelizmente, continuo a ter necessidade de usar a coxa elástica na perna esquerda. Sinto confortável com ela nas distâncias longas e se a tiro é inevitável sentir algo quando aumento o ritmo, nas subidas ou nos treinos longos se não a uso. Até à maratona, será este um dos pontos a trabalhar. Este e dormir, se me deixarem... :)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Vaselina. Sim... vaselina!

Ora aqui está algo sobre o qual nunca pensei escrever. Vaselina. Este Verão tenho sofrido um pouco com as assaduras. Se até aqui só tinha o cuidado de proteger os mamilos, nestes últimos dois meses apercebi-me que o calor e o suor podem fazer sofrer de formas invulgares.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PUBALGIA! Começar a correr devagar


Após três semanas de paragem obrigatória, uma dose de anti inflamatórios, uma ecografia às partes moles  do meu púbis (good luck finding them - afinal estou grávido de três meses) e duas consultas a fisiatras, finalmente veio a noticia. Posso recomeçar a fazer exercício! Mas devagar, explorando os meus limites aos poucos e testando se a dor aumenta.

domingo, 4 de agosto de 2013

Treinar para a Maratona


Quase dois meses depois do último treino longo - e com duas semanas de férias pelo meio - voltei à marginal para mais um treino de preparação para a Maratona de Lisboa, de 6 de Outubro.