segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Tanta coisa se podia dizer sobre este bolo... Que a minha 'Maria' é uma artista, que vão faltar sempre cinco minutos para a meia-noite (e curiosamente já é 2013...) , enfim é melhor estar calado senão ainda durmo na banheira... Um Bom Ano para todos! :)

S.Silvestre de Lisboa

O ano passado inscrevi-me mas como estava adoentado fiquei em casa. Este ano a corrida São Silvestre de Lisboa não escapou J
O Rui e o Ricardo, já em preparativos para o Réveillon, decidiram não participar na corrida. O Pedro participou mas nem o vi. Falei com ele pelo telefone hora e meia antes da corrida mas não o encontrei por lá. Cheguei em cima da hora ao local da partida, 15 minutos antes. Foi chegar à estação de metro dos restauradores e encaminhar-me logo para a partida dos sub60 minutos.
Prova com lotação esgotada, aproximadamente 7000 inscritos. Estava muita gente à partida mas efectivamente a existência de blocos de partida ajuda muito!
Para esta corrida não ia com grandes expectativas pois não me sentia em grande forma física e a ementa do almoço não tinha incluído massas. Como o povo diz: “Peixinho não puxa carroças”! De qualquer modo 2 pacotinhos de açúcar antes da prova ajudam qualquer coisa para ir abastecido com a gasolina necessária J.
O início, apesar de haver muita gente, foi relativamente tranquilo, estrada larga que permitia ao pessoal que queria apertar logo no começo fazer algumas ultrapassagens.
Comecei a corrida a um bom ritmo e a acelerar para testar o andamento para a prova. Como nos primeiros quilómetros estava ainda muita gente aglomerada nem vi as placas a assinalar as passagens do 1ºkm e do 2ºkm…ou então ia muito depressa JSinceramente acho que foi mesmo pelo facto de haver muita gente J
A placa do 3ºkm já vi, 15m15s depois de ter passado pela linha de partida! O tempo (média de 5m05s por km) veio confirmar a sensação que tinha, que ia em bom ritmo.
Durante o 4ºkm comecei a sentir as “pernas algo pesadas” passando pela placa do 4ºkm em 20m40s. Efectivamente a passada tinha abrandado o que se confirmou ao passar o 5ºkm em 26minutos. Mesmo com a diminuição do ritmo 26 minutos aos 5kms era uma boa marca. Pelo meio deu ainda para apreciar o Terreiro do Paço e as belas esplanadas que lá existem e ainda me cruzei com a jornalista da SIC que ia a correr e a fazer a reportagem que no dia seguinte passou no jornal da noite (passei também pela mota onde ia o cameraman a filmar).
A seguir vieram as maiores dificuldades, com algum cansaço e com as pernas um pouco pesadas havia que subir dos Restauradores até ao Saldanha. Não fazia ideia que a Avenida da Liberdade era tão comprida…parecia que nunca mais chegava ao Marquês de Pombal e o 6ºkm foi mesmo o mais lento (6m20s), passando o 6ºkm em 32m20s. De qualquer modo não me sentia excessivamente cansado, sentia que era um momento menos bom e que poderia mais à frente voltar a correr mais depressa. O km seguinte foi também difícil mas mesmo assim um pouco melhor, subir do Marquês até ao Saldanha também não é fácil. A placa do 7km apareceu um bocado antes do Saldanha e passei por lá com 38m15s de prova. Tinha melhorado face ao km anterior o que era um bom indicador.
Finalmente cheguei ao Saldanha…ufa! Já tinha subido o que havia para subir J, faltava então aproximadamente 2,5kms até ao final da prova e seria a descer. Era altura de relaxar um pouco os músculos e acelerar para ver a resposta que o corpo dava. Devo ter realizado uns 500metros em descompressão mas a correr em bom ritmo.
Em plena Fontes Pereira de Melo foi incrível notar a diferença de ritmo entre subir e descer esta avenida. Sentia que já faltava pouco que agora era só meter a velocidade mais alta.
Passei pelo Marquês de Pombal e depois iniciei a Avenida da Liberdade a acelerar a valer. Pouco depois chegava a placa do 9ºkm (a placa do 8ºkm nem a vi) aos 49 minutos. Aqui sentia-me bem e embalado para fazer o último quilómetro da prova a todo o gás! Foi sempre a abrir e com vontade de fazê-lo em pouco mais de 4 minutos. Sem exageros a velocidade a descer deve ter sido o dobro da velocidade a subir.
A meta chegou com o tempo de 53m25s e o último quilómetro da prova em 4m25s. Fazer um quilómetro em 4m25s depois de ter corrido 9kms antes foi excelente (mesmo que tenha sido a descer).
Fiz os primeiros 3kms muito bons, os kms 4 e 5 razoáveis, os kms 6, 7 e metade do oitavo em dificuldades, metade do oitavo em descompressão, o km 9 muito bom e o km 10 excelente.
Gostei da prova, bom ambiente, belo percurso (mesmo com as subidas).
Feliz 2013 para todos!

 

domingo, 30 de dezembro de 2012

2012: O Balanço!

Ora muito bem. Tal como há um ano - passou depressa, não passou? - cá estamos de novo para fazer o balanço desportivo deste ano que agora termina. E da parte que me toca foi assim:
 





Antes de avançar mais, nada melhor do que pegar nos objectivos estabelecidos para este ano no final de 2011. Então vamos lá...
  • Média de 3 treinos por semana : Foi cumprido... mais ou menos. Tenho 2,5 treinos por semana, mas se tirar dois meses em que estive parado, um por doença e outro de férias, ficam 44 semanas, o que dá três treinos certinhos;
  • Mais kms de bicicleta: Falhanço total. Em 2011 fiz 627 kms e este ano... 518!! Tive poucas oportunidades para sair de bicicleta e isso reflecte-se claramente;
  • Melhorar a corrida: Conseguido. No final de 2011 não conseguia correr 10 kms seguidos. Já cinco era o que era. Em 2012 completei uma meia-maratona sem parar!;
  • 10kms em menos de 1h: Conseguido. Um objectivo alcançado logo em Janeiro, na prova Luzia Dias, no Lumiar. Mas fiz mais. Em treino já consegui baixar dos 50 minutos, mas o recorde oficial aconteceu na Corrida do Sporting, com 50m34s;
  • Voltar às maratonas de BTT: Conseguido. Fiz apenas uma, a Tasca do Xico, no Pinhal Novo, mas fiz. Foi um bom regresso;
  • Baixar dos 80 kgs: Conseguido. Custou, mas foi. Em Agosto consegui, pela primeira vez em muitos anos, ver a balança marcar menos de 80 quilos. Mas não me fiquei e cheguei mesmo aos 76,1 kgs, em Novembro;
  • Alcançar um nível de forma para um Duatlo: Conseguido. Já fiz uns testes e não correram mal. Sinto-me bem a correr e cada vez melhor a pedalar. Venha de lá o Jamor! 
O balanço é positivo, claro. Tirando a quilometragem em duas rodas, que acaba por ser um falhanço causado pela reduzida disponibilidade e não pela perfomance, alcancei todos os objectivos.
É com este panorama que encaro 2013 de forma ambiciosa. Vamos lá a ver ao que me proponho...
  • Aumentar a quilometragem na bicicleta. A ver se é desta;
  • Completar um Duatlo...;
  • Correr 10kms em menos de 48 minutos;
  • Acabar uma meia-maratona em menos de 2 horas;
  • Baixar dos 75 kgs;
Quanto a provas, neste momento só tenho cinco objectivos definidos: Duatlo do Jamor, Duatlo das Lezírias, 1/2 Maratona da Ponte 25 de Abril, 1/2 Maratona da Ponte Vasco da Gama e São Silvestre de Lisboa. De resto vou avaliando caso a caso, ainda que darei prioridade aos Duatlos. Provas de atletismo não devo fazer muitas porque, repito, ao domingo prefiro ir pedalar do que correr pois isso consigo fazer durante a semana.
 
Bom ano desportivo para todos!
 
PS: Ah... é verdade. Talvez surja com um projecto pessoal em breve. E não tem a ver com medalhas!

Tu queres ver???

É impressão minha ou o "Carlos Lopes" aqui do team levou uma abada na São Silvestre de Lisboa??
 
Joel: 53m 25s
Pedro: 54m 04s
 
Aguardam-se reacções!
 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Começar mal...

Comecei hoje a minha participação no torneio de squash da CGD 2012/2013. E ao primeiro jogo, primeira derrota, por 1-3, contra um adversário que não conhecia.
Comecei mal e nem cheguei a entrar na discussão do 1º Set. Depois recuperei e igualei a partida, para depois fazer um 3º Set muito disputado. A ganhar 9-8 falhei uma bola muito fácil e permiti a igualdade ao adversário que depois, a servir, ganhou vantagem e fechou o Set. Foi um ponto decisivo. A perder por 1-2, arrisquei tudo na última partida, mas acabei por perder de novo, muito por culpa própria, por erros próprios.
Saldo negativo claro. Creio que tinha condições para ganhar, mas a perder teria de fazer pelo menos dois pontos.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Bye Bye 2012...

E pronto, foi com uma futebolada que terminou o meu ano desportivo...

Foi fixe, o ano, mas podia ter sido melhor. Alguns treinos (corrida), poucas provas, algum ginásio, algum squash, pouco futebol e muito muito cansaço.

2012 fica marcado pela minha primeira meia-maratona e pela continuação do pouco descanso diário. Ossos do ofício de ser pai. Não vou estar aqui com grandes balanços. Não foi um ano bom, mas também não foi um ano mau. Alguns objectivos cumpridos, e outros nem por isso. Foi o ano possível...

2013 vem aí, mas desta vez sem qualquer tipo de expectativa. É falar/prometer/planear menos e correr mais. O que puder/conseguir, vou fazer. Sem qualquer dúvida.

Enfim, agora não tenho tempo para mais conversa da treta porque o puto está ali com uma birra que não se aguenta...

Um bom ano para todos!



PS: Ao que parece, o nosso blog aparece publicitado (lado direito da página, em "outros blogues") num dos históricos sites da blogosfera benfiquista. Que honra! :)
Se somos 6 milhões, então agora é que as visitas vão aumentar... lol

http://geracaobenfica.blogspot.pt/


Ai está ele...

Cartaz oficial
Duatlo do Jamor 2013

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!

É o desejo da JRR Team ao único seguidor deste blogue... LOOOOOOOOOOOL

Pelo menos ao único registado! Isto é um bocado como o Glorioso. Somos 6 milhões e tal, mas só 200 mil é que pagam quotas (e com muito boa vontade)!

Agora a sério: Um Feliz Natal e um 2013 cheio de sucessos pessoais e profissionais para todos!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Já sei!!

Afinal o quisto não-sei-do-quê foi apenas um "achado radiológico" da ressonância magnética. É clinicamente irrelevante, no meu caso, e não é de certeza a causa das dores. O médico tinha avisado quando pediu o exame que surpresas destas são frequentes nas ressonâncias. O diagnóstico mantém-se: tendinite.

Pelos vistos tenho que abrandar o ritmo e passar a ir mais ao ginásio em vez de correr... :(
Pelo menos até meados de Janeiro.

Squash e futebol não estão proibidos, e só devia retomar em Janeiro/2013. Mas entretanto já me tinha comprometido em ir dar uns toques amanhã... Como não sou gajo para voltar atrás, shhhhhh não digam nada a ninguém.....

Plano das festas para o próximo mês e meio:
3 ou 4 idas ao ginásio + 1 corrida por semana.
Futebol é para ser ocasional e Squash também (resume-se aos jogos do campeonato CGD).
No final vai ser tempo de balanço.
Ordens do médico...

Tratamento:
O mesmo. Gelo, anti-inflamatório e descanso...

sábado, 15 de dezembro de 2012

E mais outro!!

Fazer sprints enquanto se arrasta vários quilos...

Novo método de treino!

O da frente, de bicicleta, estabelece o ritmo e puxa pelos outros!
Treinar como os campeões!!

Ei-lo...!!

 
O meu projecto de bricolage para fazer um expositor das minhas medalhas já está finalizado. É uma cópia o mais exacta possível de um que descobri num site americano e que custava 50 dólares... cada! Creio que os dois me terão ficado por uns 30 euros...
 
Agora há uma dúvida que me assola... Será que há mercado para isto em Portugal? É que não encontrei nada disto à venda por cá.
 
Por via das dúvidas vou colocar uns anúncios para ver no que dá...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Maratona de Lisboa - Tempos Parciais

Já saíram os tempos dos parciais na Maratona de Lisboa por Estafetas

     #1 - Joel (10 kms) : 54m 49s  - Média: 5'28 mins/km

     #2 - Rui (10,9 kms) : 56m 18s  - Média: 5'09 mins/km

     #3 - Ricardo (9,1 kms) : 51m 52s - Média: 5,41 mins/km

     #4 - Pedro T: (12,195 kms) : 59m 44s - Média: 4,53 mins/km
 
          Total: 3h 42m 43s - Média: 5'16 mins/km

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Maratona de Lisboa 2012, por Estafetas - 4º Percurso

Coube-me o 4º percurso da Maratona de Lisboa em estafetas. Fazendo parceria com o grupo do blog JRR Desporto, estava apontado que a passagem de testemunho seria feita lá para as 11h45,  para os lados de Belém.

Equipado com uma camisola interior, porque o frio era muito e o sol mostrava-se a espaços, decidi chegar um pouco antes da “hora marcada” (com os cumprimentos da “patroa” que logo depois de me ter deixado, decidiu dar uma volta no IKEA …agora imaginem a que horas almocei !!!).

Aproveitei para fazer o aquecimento até ao local das estafetas e logo me cruzei com o Ricardo que em grande velocidade se dirigia para a curva que iria direcioná-lo para a parte final do seu trajeto.

Fixei “poiso” no local das transições.

A seguir foi um conjunto de momentos característicos de uma corrida em estafetas:

- Momento “Bolas….que o gajo nunca mais chega!”. 
Pode ter sido apenas 10 minutos, mas pareceram horas, até ver o Ricardo de elástico na mão (não, não havia nenhum problema com os calções do Ricardo, o elástico era uma espécie de pulseira que iria servir de passagem de testemunho).

- Momento “Açúcar para quem começa, potássio para quem chega!”.
Quando vi o Ricardo decidi comer o meu mini KitKat para começar logo a queimar açúcar “fresquinho” e prevenir alguma caimbra mais chata no Ricardo (que ainda tinha um longo caminho até a casa). E afinal, uma banana sabe sempre bem depois de uma prova!

- Momento “Então companheiro….isso vai?”
Comecei a passar os colegas da secção que faziam a maratona. Para eles tinha sempre a preocupação de perguntar se estava tudo bem. Para o Carlos e o André, para alem da preocupação, relembrei-lhes o cozido à portuguesa da passada 4ª Feira. Para alem, de uns sorrisos o André ainda disparou um flash. Uns heróis, esta malta porreira, qualquer dia espero, também, estar a somar 42 km de uma só vez!

- Momento “União Europeia”
Nesta corrida escolhi a Itália como alvo da minha estima e simpatia “em bem receber”. Coincidência…..só apanhei corredores nativos do sexo feminino (vá se lá saber porquê!!!). Soprei-lhes sempre um “Forssszzzaaa” quando passava por elas. Estavam tão cansadas que apenas soltavam uns “Buuffssss”. Se calhar era algo em Italiano!

- Momento “O quê??  Também corres!!”
Pois, cada vez mais a corrida tem mais aderentes. Desta vez encontrei ………..o meu vizinho da frente!. E estava a correr os 42 km. Grande surpresa!. Quem sabe um parceiro de treinos de corrida no futuro! ….quem sabe….


Momento “Então mas a subida nunca mais acaba??”

Virei no Terreiro do Paço, fui até à Praça da Figueira, dirigi-me para o Martim Moniz e comecei a Almirante Reis. Tudo calmo, tudo seguro. Não é uma subida acentuada mas, “farta que se farta”!. A meio já ia “empanturrado” da longa subida. Passei o Intendente, passei os Anjos e cheguei à Alameda. A coisa piorou, pois a subida aumentou. Alguém disse que a subida acaba lá ao fundo, onde está o autocarro. Eu já deveria ter experiencia de que normalmente estas referencias são apenas para beneficio psicológico. Mesmo assim, decidi acreditar. Passei o autocarro e ainda havia mais subida. Não havia tempo a perder com resmungos. E a Almirante Reis estava a acabar. Mesa de abastecimento mesmo na entrada para a João XXI. Não sei se foi a agua, se foi o fim da subida, ou das duas coisas, o certo é que o animo voltou.

Momento “Então mas ainda mais meio estádio!!??”

Falta 2 km, falta 1 km. A distancia da Maratona era a mesma das estafetas e portanto “guiava-me” pelas informações marcadas para os maratonistas. As retas infindáveis davam lugar as curvas rápidas. Uma curva, e a seguir começo a ver de “esguelha” o edifício da REN. Era a minha referência de que o “passeio” estava a acabar. Entro no complexo da Inatel, passo por umas “balizas” que penso ser a meta. Nada disso, ainda faltava meia volta no “tartan” e lá fui ….




Por fim, dirijo-me para o carro. As 4 medalhas de participação fazem-me lembrar os rebanhos de ovelhas no Alentejo. Demorei cerca de 59 minutos na minha prova. Sinto-me mais desapontado que cansado. Meto a mão ao bolso e tiro de lá um papel pequeno.
Na véspera, tive o jantar de Natal da empresa. O meu lugar foi o 57. Quando me sentei e olhei para o papel identificativo do lugar, assumi de forma consciente, que esse poderia e deveria ser o meu tempo nas estafetas. Falhei por 2 minutos. Falhámos o top 100.

Tive para deitar o papel fora.

Agora tenho-o à vista lá em casa.



Ficou a lembrança de uma manhã de domingo bem passada, a correr com amigos e desconhecidos. Sabe sempre bem!

Mas espero, daqui a 1 ano, com um sorriso nos lábios, deitar o papel fora!

Maratona de Lisboa Estafetas #2 - Vídeo Report

Maratona por estafetas - 3º Percurso

Após os posts do Joel e do Rui, aqui vai o que aconteceu depois:

Acordei de manhã com a estratégia bem definida, horários e burocracias bem planeados, etc e tal. Saiu quase tudo ao contrário. Para começar, tive um momento de clarividência quando me levantei e liguei para a linha de apoio da CP para saber se a greve do dia 8 ainda iria afetar o meu plano, uma vez que eu tinha pensado em usar a linha de Cascais para ir de Belém a Santos (chegada e partida do terceiro percurso, respetivamente). Essa foi uma decisão muito acertada, pois como pude mais tarde comprovar durante a corrida, não passou nem um comboio durante a manhã...

Assim, para ter a certeza de que nada falhava, decidi ir de carro para Santos e só após o final do percurso é que regressaria ao ponto de partida. Foi a Carris que me safou.

Quando cheguei a Santos liguei ao Rui, pois pensava que ainda teria tempo para falar com ele antes do Joel chegar. Grande pontaria! Liguei e o Joel chegou... Fez melhor do que eu tinha calculado. Aproveitei o tempo para ir levantar dinheiro, ver como funcionavam as coisas com a transição e aquecer o mais que pude  (estava muito frio!)

O meu local de início era também onde começava a meia maratona, e por isso era também muito confuso. No entanto, tal como o Rui disse, a visibilidade era boa e lá consegui dar com ele a chegar.

Relativamente à prova em si, comecei mais rápido do que queria e também rapidamente percebi do erro que foi. Deixei-me levar pelo entusiasmo de regressar a uma prova, mas desta vez consegui dominar melhor esse entusiasmo inicial, muito por culpa da minha "querida" tendinite...

Fiz uma prova regular, e ao longo da qual conseguir avistar vários colegas dos SSCGD. Aos +/- 4 Km passei pela minha meta, mas ainda teria que fazer mais 5 kms de ida e volta a Algés até dar o elásticozinho ao Pedro. Passados 300 metros desta passagem dei com ele a dirigir-se para o ponto de transição. Não me lembro de ele ter uma banana com ele nessa altura, e apenas lhe disse "Já venho!" :)

Estive bem disposto na prova toda e acabei os 8,8 Km em 52 min., superando o meu objetivo pessoal de <55 min., dada a minha limitação atual. Fiz o percurso quase sem parar, e apenas o fiz no ponto de reabastecimento, pois com a minha constipação não conseguia correr e beber ao mesmo tempo.

No final, tive essa pequena surpresa do Pedro, que me deixou ficar uma banana para repor as minhas energias. Muchas Gracias pá! Soube a pato... lol

Foi fixe, e se o Rui não se cortar, até gostava de repetir. :)

Pontos positivos: foram vários, mas destaco o facto de ser uma experiência nova e o meu regresso a uma prova de atletismo.

Pontos negativos: A revisão do planeamento em cima do joelho (raios partam a CP!) e... a dor no joelho que me deu durante a prova, em particular após a paragem para abastecimento, e a que sinto agora neste preciso momento...

PS1: Nem me lembrei do raio do impermeável. Lá ficou...
PS2: Mas afinal não eram 105 equipas??? Como é que ficámos em 109? lol
PS3: O objectivo das 3h45m foi superado. Boa!!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Maratona de Lisboa 2012, por Estafetas - 2º Percurso

A entrada para esta prova surgiu como uma brincadeira que depressa foi levada a sério por todos. Somos quatro, eram quatros percursos, era o ideal. Preparámos tudo o que havia a preparar em conjunto, mas todos sabíamos que, ao contrário de outras alturas em que podemos "puxar" uns pelos outros, aqui seria cada um por si. Só nos íamos ver por breves segundos, mas ainda assim a prestação de cada um ia decidir o resultado da equipa.
Ao nível pessoal estava entusiasmado com esta prova. Era uma Maratona por Estafetas, algo diferente do habitual. Porém a coisa não correu tão bem quanto esperava.
A dois dias da prova - na sexta feira - tive uma pequena gastroentrite, o que me provocou... bem... acho que sabem o que isso provoca, certo? Porém o sábado tinha de ser de boa alimentação, para poder aguentar os 11 quilómetros da minha parte das estafetas. Não sei se fiz mal ou não, mas fiz a alimentação que seria suposto fazer de véspera. Domingo de manhã não acordei a 100 por cento. As dores de barriga tinham voltado, ainda que longe da intensidade de sexta-feira, mas o suficiente para não me deixarem complemente à vontade. Se fosse uma prova individual é possível que tivesse ficado por casa. Assim, tinha de me fazer à estrada para defender as cores da equipa.
A chegada ao ponto da transição dos 10 quilómetros foi tranquila. Não havia muita confusão e foi fácil de estacionar o carro. Mas assim que me instalei no meu lugar à espera do Joel depressa percebi que aquele era um péssimo ponto de transição. Numa descida e em curva, o que implicasse que quem estava à espera, ou quem vinha a correr, não conseguisse ver mais de 10 ou 20 metros à frente. Gerou-se alguma confusão e foi quase por acaso que eu e o Joel demos um pelo outro.
Lá arranquei e, para minha surpresa, a minha barriga não se queixou. Assim consegui colocar um ritmo abaixo dos 5min/km durante os primeiros quatro quilómetros. Mas depois manifestou-se com dores agudas. Pensei mesmo que teria de parar, que iria vomitar. Não estava mesmo nada bem.
O percurso, contudo, ajudou. Consegui aguentar estas dores até ao El Corte Inglés e a partir daí seria sempre a descer. Com maior ou menor dificuldade lá fui a um ritmo a rondar os 5min/km até chegar ao Terreiro do Paço. Depois era uma questão de tempo até passar o testemunho ao Ricardo. Sentia-me bem e consegui aumentar o ritmo até avistar o ponto dos 21 kms. Aqui a transição estava melhor colocada. Consegui avistar o Ricardo - e ele a mim - a uns bons 100 metros, o que deu para que ele se posicionasse logo para receber o tal "elástico." Terei feito o percurso num tempo a rondar os 55/56 minutos.
O pós-prova foi, para mim, o mais penoso. Estava de tal forma mal-disposto que nem consegui beber água ou comer qualquer coisa - mesmo que conseguisse não o podia ter feito, uma vez que a organização não providenciava nada, além de água, a quem terminava as estafetas. Arrastei-me até ao metro e só aí recuperei. Só que, sentado na carruagem durante uns bons 25 minutos, arrefeci. E quando saí para a rua em Telheiras quase gelei. Nem a roupa térmica me safou...

Em geral gostei da prova, mas isto das estafetas é algo que não tenciono repetir. É verdade que cada um corre por si, mas a parte boa das provas passa muito pelo convívio entre o pessoal. Vamos juntos, partimos juntos e depois de cortarmos a meta voltamos a estar juntos. Desta vez não houve nada disso. Era "Olá tudo bem? Força!" e já estava...
 
PS1: Muitos reparos à organização... Foi a segunda prova de grande envergadura em que participei, depois da Meia-Maratona da Ponte Vasco da Gama, e não há comparação possível... Aquele impermeável oferecido é o quê? Um saco plástico com buracos, basicamente...
 
PS2: Experimentei levar a minha câmara num arnês da GoPro. Não correu bem. Não é comodo para correr, embora não possa dizer que tenha afectado a minha perfomance. Se o filme ficasse bom esse desconforto era contornável, mas não. A câmara acompanha literalmente o movimento corporal da passada, de um lado para o outro, e o vídeo fica quase imperceptível. Ainda assim já estou a tratar do vídeo report. Uma vez feito não se deita fora, claro.

Maratona por estafetas – 1º percurso, by Joel

O team JRR decidiu participar na Maratona por estafetas. Joel, Rui, Ricardo e Pedro em conjunto a fazer uma maratona por partes.
Depois de lançada a hipótese de participarmos, delineámos em conjunto a participação, bem preparada em termos de reconhecimento do trajecto e da logística associada, do qual realço o bom trabalho realizado pelo Rui a arranjar mapas com percursos e indicações, que foram úteis para todos. Depois cada um deu-se ao trabalho de analisar mais em pormenor o trajecto que iria realizar.
Objectivo pessoal em termos de tempo: fazer menos de 55 minutos.
Objectivo conjunto da equipa em termos de tempo: fazer menos de 3h45m.
Deixei o carro perto da estação de metro de Alvalade e aproveitei o caminho até à partida (junto à entrada do estádio do Inatel) para aquecer um bocadinho.
Em termos de roupa levei uma camisola térmica, a camisola do team JRR e ainda o corta-vento. Logo na partida a temperatura estava relativamente boa para a hora e decidi logo colocar logo o corta-vento à cintura. Como é uma peça leve pouco ou nada atrapalhou.
Perto das 9h lá estava junto aos outros atletas e pronto para dar o meu melhor.
Muita gente na partida mas como a partida era em plena Avenida do Rio de Janeiro foi relativamente tranquila. O 1ºkm (Av.Brasil) foi passado no meio do aglomerado de pessoas mas em ritmo razoável na ordem dos 5m30m, sendo essa a minha referência em termos de tempo por km.
Os kms seguintes (Av. do “aeroporto”, Areeiro e entrada na Av.Roma) foram realizados abaixo dos 5m30s por km sendo que ao 5ºkm o tempo era aproximadamente de 26m30s. Sentia-me bem e pronto para correr mais 5 kms em ritmo semelhante.
Depois de passarmos pela Av.Roma fomos pela Av.do Brasil em direcção ao Campo Grande em bom ritmo. Ao 8ºkm (perto do estádio de Alvalade) passei com aproximadamente 42m30s, o que abria boas perspectivas para o tempo na passagem de testemunho.
Lá segui em direcção a Telheiras e procurei manter o ritmo pois no momento não me sentia em condições de acelerar. Passado um bocado (depois de uma curva) lá estava eu com a meta dos 10 kms à vista junto às bombas da BP da Estrada da Luz. A chegar à "meta" e ao mesmo a tentar avistar o Rui fui seguindo até que lá o encontrei e passei o testemunho (um elástico com velcro!).
Cheguei à meta dos 10 kms com um tempo de 53m21s, sendo esta a minha melhor marca do ano em corridas de 10kms. Bem bom!
Dei o meu melhor :) Fiquei satisfeito com a prova que realizei!
Na minha perspectiva, a equipa esteve bem! O resultado global foi bom e o tempo total foi de 3h42m43s.

Tempo oficial!


3h42m43s
Posição 109
 
Ficámos fora do objectivo, de ficar entre os 100 primeiros naa prova de Estafetas!
 
VÃO ROLAR CABEÇAS!!

Transmissões...

Para já é isto...
 


 

Team JRR a postos!!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Maratona por estafetas

Aproxima-se a passos largos...
(que o team JRR vai fazer por estafetas...)
 
E diz que vai estar assim
  Bem bom!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

CHEGOU!!

 
No domingo vai haver vídeo report!


É suposto a peça ficar assim
 

No BTT vai permitir imagens deste género
em que se consegue enquadrar a bicicleta com os trilhos, em vez de ficar algo sem contexto.
 
Para corrida fica o plano limpo, como se fosse visto na primeira pessoa.
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quase quase...

Duas semanas depois, o projecto pessoal de bricolage para um porta-medalhas está a entrar na fase final.
O primeiro, dedicado às medalhas de infância, de hóquei em patins e futebol, está praticamente pronto. Falta só colocar na parede. O segundo, para as medalhas do atletismo, também está quase. Depois mostro o resultado final.

BTT vs Estrada

Sou um apaixonado por BTT. Gosto de terrenos difíceis, de trepar por pedras, valas, por caminhos de dificilmente faríamos a pé. Gosto mais de subir do que de descer, sem dúvidas. Gosto do esforço que se imprime para superar uma ladeira íngreme. Gosto da satisfação de chegar lá acima e olhar para trás para observar de onde se veio. Gosto de andar por locais onde jamais iria se não fosse a minha bicicleta de BTT.

Mas anda a dar-me aqui uma coisa, tipo um bicho que me anda a morder, de fazer também estrada. De percorrer quilómetros atrás de quilómetros, de esforçar as pernas e de lhes dar andamento. E ontem esse "bichinho" foi alimentado à grande.
Devido às chuvadas das últimas semanas, que deixaram os trilhos encharcados e cheios de lama, combinei uma volta de estrada com um vizinho. Ele tem uma bicicleta nova, de carbono e com componentes XPTO. Eu levei a minha de BTT, mas equipada com pneus de estrada, e lá partimos em direcção a Mafra. A ideia era fazer 80 quilómetros tranquilos, por estrada, mas com muita subida à mistura, claro.
O pior foi que, durante uns 5 ou 10 kms, tive oportunidade de experimentar a roda fina... O pior no sentido irónico, claro, uma vez que a bicicleta é uma máquina. Tirando algumas dificuldades naturais de adaptação, foi um espectáculo. É uma bicicleta de estrada, e ponto. Foi feita para rolar quilómetros. É leve, tem os componentes certos para comer o alcatrão. Como gosto de trepar, gostei particularmente que esses poucos quilómetros que fiz fossem a subir. Ui... que sensação. Por cada pedalada que dava, imaginava-me a dar 4 ou 5 na minha bicicleta de BTT para fazer o mesmo percurso. Quase sem esforço vi-me a subir a 30 kms/h num local onde a minha não daria mais de 20/22... Notável.

Bem, está visto que a coisa não me sai na cabeça... Não será em 2013, mas um ano destes vou meter-me numa máquina destas... Por via das dúvidas, vou começar a meter umas moedinhas de lado...

domingo, 2 de dezembro de 2012

1000 kms em 2012

A um mês de terminar o ano, e ainda com alguns treinos pela frente, eis que atinjo o número redondo dos 1000 kms feitos só em 2012.


É um bom número que reflecte também os muitos treinos feitos até hoje, com a grande maioria a serem feitos na rua, a correr ou a pedalar. Conto, até ao final do ano, fazer mais uns quantos, mas sobre isso falarei no balanço habitual do ano, lá para o final do mês.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Início das aulas de natação

Em Novembro comecei a ter aulas de natação. Esta ideia de praticar natação surgiu da experiência de acompanhar o meu filhote em algumas aulas de natação dele e de apreciar as virtudes da prática de um desporto aquático para contribuir para a melhoria e manutenção de uma boa condição física.
Em termos de patamar inicial digamos que, neste momento, estou no patamar de principiante, pois a experiência é pouca, resumindo-se à prática de umas braçadas no mar durante o Verão nas visitas à praia. Efectivamente, sei nadar mas de uma forma elementar.
1ªlição: inspirar e expirar. Foi algo de género de começar a aprender as vogais do alfabeto para começar a aprender a ler. Em termos práticos, aprender a controlar a respiração. Inspirar antes de imergir e expirar dentro e durante a saída na água. Algo básico mas relevante na prática da natação.
Estas primeiras aulas foram sobretudo de adaptação ao meio aquático e realização de alguns exercícios elementares, tendo sido as  positivas as primeiras impressões.
O objectivo de praticar natação não é me tornar nenhum Michael Phelps nem tão pouco a obtenção do tempo X ou Y em qualquer distância, o objectivo é disfrutar, descontrair e manter uma boa condição física através da prática regular de um desporto que considero bastante completo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

VII GRANDE PREMIO DA ARRABIDA – LEBRES DO SADO

“ oh caraças….mas esta subida nunca mais acaba??!!”

Foi este o meu pensamento no decurso do 4º km. Que grande castigo!! E como tudo começou? ……foi assim:

10 Horas, estávamos todos juntos no inicio da corrida. Parque Vanicelos, em Setúbal. Já por si é uma parte calma da cidade, mas nesse Domingo, devido à chuvada na véspera e na própria manhã, tudo ainda estava mais calmo.

Com um inicio de partida calmo (afinal eramos só uns 700 inscritos), lá demos uma voltinha ao parque e seguimos o asfalto para fora da cidade. Apesar do ritmo lento, quando olhei vi o inicio do pelotão. “Coisa estranha !!! (já) estou na cabeça do pelotão???!” ………….depois lembrei-me que os 2 primeiros kms, seriam guiados por 2 lebres do clube e até ao final do 2º km ninguém podia passa-las. Portanto inicio relaxado, dava para dar 2 dedos de conversa com o parceiro do lado. E assim foi.

Foi na plena descontração que tudo (realmente) começou. Saímos da estrada principal, seguimos uma estrada secundária catita, e de repente sinto o pelotão a estender-se. O espaço entre mim e o corredor da frente duplica, triplica, quadriplica! Vejo malta a “pôr a quinta” e a passar por mim. “As lebres devem ter aberto a corrida!”.  “Subi as rotações” e aí fui eu atrás dos corredores de 1ª categoria.

De repente tudo muda. Em vez de Lebres do Sado, transformamo-nos em Cavalos do Sado! O asfalto transformou-se em terra batida, poças, lama e tudo o que um trail (simples) possa proporcionar! E ai fomos nós.

1º Abastecimento e pensei eu………..”Corrida Descontraída hein!”
Nada mais errado!
Saímos da vereda verde, passámos um casario e apesar da apetecível estrada de asfalto logo ali á nossa frente, seguimos para uma entrada ingrime. Daqui foi sempre, sempre, sempre a subir. A minha velocidade foi diminuindo, enquanto a minha respiração foi aumentando de cadencia. “ Que subida esta!!  ….e nunca mais acaba!”. Comecei a ver aqueles que eu ultrapassei, a passar por mim. Novos, menos novos, senhoras nos “entas”, etc. “Que inferno!”.

Um grupo vinha a falar da temática das subidas lentas e descidas rápidas. Cada curva proporcionava-me uma esperança. Logo a seguir o desespero. Até que …….começou a chover! Nesta altura já me catalogava como Tartaruga do Sado. Já não sabia para onde olhar. Agora com a chuva só dava para olhar para o chão.

“Enfim o cimo”! Uma rotunda…………..”mas isto é ………Palmela! Palmela!! Eu subi a serra até Palmela !!!???? Que doidice”

Nesta altura tinha-me transformado em Anfibio do Sado!
E agora vai ser sempre a desceeeeeeeeeer …….
A tentação de escorregar era tanta que tive que me “colar” a uma dona de casa de cabelo apanhado que entretanto me tinha alcançado. Já tínhamos passado pelo 2º abastecimento em Palmela. E agora um novo abastecimento surgia ao fundo do caminho. “Moscatel!” surgiu da boca de um senhor com bigode farto.

Encarei o dilema: O mesmo Moscatel que ia combater o frio que tinha, poderia ser o mesmo que, talvez, provocaria um vomito!
Baixei a cabeça e passei pela bancada da tentação. Já bastava a vergonha do tempo gasto na subida! Quando baixei a cabeça, deparei-me com outra realidade: Estava tão encharcado, que era capaz de jurar que conseguia ver os meus pelos do peito, de tão molhadas que estavam as minhas vestimentas! Foi nessa altura que me lembrei que o comando do carro estava no bolso do corta vento.   “Ui ui ui…..ainda por cima o carro da patroa!”

Foi com a esperança que os senhores da Volkswagen tivessem preparado os seus equipamentos para estes imponderáveis que eu lá fiz a ultima parte da prova

As arvores começaram a rarear, a terra batida transformou-se novamente em asfalto. Os primeiros prédios, o inicio do parque, mais uma voltinha e …..”já cá estou!”.

Tudo á volta era gente encharcada. Olhei para o saco que me deram no final da prova. Um saquito com ervas. Susto. Por momentos pensei que era algo para a “dinâmica sexual”. Afinal, era para o relaxamento!. E o que vejo mais? Uma garrafa de Moscatel com uma lebre no rotulo. Este sim………….um merecido prémio!

Faltava o derradeiro desafio.
De comando na mão, qual cavaleiro Jedi, primo o botão e …………..afinal estava operacional!

E assim com o comando num bolso, um relógio que marcava 1H09 no outro bolso e um volante nas mãos dirigi-me para um merecido e desejado duche quente.



Para o ano cá nos encontramos. E desta vez vou preparado! …….. to be continued

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Treino Duatlo #2

Para aproveitar o último dia de férias deste ano, e ainda por cima brindado com bom tempo, nada melhor que sair para um treino de duatlo.
Optei por fazer exactamente o mesmo percurso da última vez, não só porque queria ter um termo de comparação, mas também porque não queria fazer um trajecto mais duro, uma vez que tinha corrido ontem 9 quilómetros.
Para começar tratei de preparar melhor as transições. Desta vez não ia haver trocas de roupa, ia tentar fazer tudo o mais real possível. Usei a mesma roupa para correr e pedalar e deixei tudo preparado ao pormenor.
A primeira corrida foi um pouco penosa, confesso. O dia estava frio e com vento e demorei um pouco a aquecer. Os músculos pareciam presos e só me apetecia voltar para trás e ficar em casa o resto da manhã. Mas passados uns dois quilómetros a coisa já tinha melhorado e já estava num ritmo confortável, a rondar os cinco minutos.
Fiz a transição para a bicicleta e voltei a deparar-me com o problema do vento. Pedalar a direito era quase tão complicado como a subir, mas mantive-me confortável até ao fim.
De volta à corrida, senti-me um pouco cansado, talvez a acusar o treino de ontem. Mesmo assim não correu mal e consegui terminar os 2,5 kms com uma média de 5'20 mins/km, um pouco pior do que no primeiro treino, mas não foi nada mau.

(o percurso foi exactamento o mesmo do primeiro treino. A alteração de distância deve-se ao GPS)
 
 
O tempo final foi de 1h30m12s, o que melhora em mais de três minutos o treino que tinha feito há umas semanas (1h33m50s). Ganhei tempo nas transições, uma vez que as prestações desportivas foram piores, como se pode constatar no report desse treino (AQUI). Se na primeira vez "perdi" cerca de 13 minutos, desta gastei apenas oito minutos.
 
Mais uma vez só posso estar contente. Para um segundo treino fazer 1h30m é excelente e não deve andar muto longe do tempo que conseguirei fazer na prova do Jamor. Desta vez não tenho nada a apontar. Talvez só tenha de ajustar um pouco o percurso da bicicleta para incluir BTT. Mas aqui em redor de casa não há muita coisa...

sábado, 24 de novembro de 2012

A Música e a Corrida

Ora aqui estão duas coisas de que gosto. A primeira é uma paixão antiga, enquanto que a segunda é mais recente. Então e que tal combinar as duas de forma eficiente?

Depois de ler este post: http://corremais.paulopires.net/2012/11/180-bpm-da-lhe-gas.html ocorreu-me escrever este pequeno texto para relatar uma pequena pesquisa que fiz (mas que infelizmente ainda não tive oportunidade de pôr à prova).

É de facto difícil encontrar a música certa para o ritmo a que se pretende treinar. O Paulo Pires já deu umas sugestões no post que referi, mas e se em vez de a 180 bpm eu quiser correr num ritmo mais calmo (mais ao meu nível atual)? E afinal, quais os BPM certos para o meu ritmo na corrida, ou vice versa? É claro que depende da passada de cada um, depende da forma de correr, da postura, etc. No entanto, em média podemos ter as seguintes referências:

BPM
Steps per minute
Time per km
(minutes)
Steps per km
Stride length
metres
Time per 100m (sec)
Steps per
100m
10
1500
0.67
60
147  to 150
9
1380
0.73
54
135  to 138
8
1250
0.80
48
122  to 127
7
1120
0.89
42
109  to 112
6
980
1.02
36
98  to 102
5
830
1.20
30
83  to 86
4
680
1.47
24
64 to 68
*These results are from our continuing research and may vary for different runners according to individual technique, stride length and fitnes

Se a esta informação juntarmos os recursos dados pelo Paulo Pires, facilmente é possível encontrar a "nossa" própria música para treinar ao ritmo que desejamos.

Esta será mais uma ajuda que irei utilizar no futuro para evoluir na corrida...