segunda-feira, 31 de março de 2014

Meia-Maratona de Lisboa 2014, da Ponte 25 de Abril


Aqui vai um post que estava por publicar.
Pela 1ªvez participei na Meia Maratona de Lisboa, ou melhor, na Meia-Maratona da Ponte 25 de Abril, para se ficar devidamente esclarecido.
Em termos oficiais, foi a minha 3ª meia-maratona. As duas anteriores foram na “Meia-Maratona da Ponte Vasco da Gama”. Digo oficiais pois corri 21 kms em Cascais e andei lá perto em outras ocasiões.
Já tinha noção que a logística associada a esta prova não era fácil, mas ao participar constatei os factos. Fazendo as contas gastamos mais de 4 horas em logística e 2 horas a correr. Fomos deixar o carro a Belém, depois apanhar o autocarro até Campolide e depois ir de comboio até ao Pragal. Não apreciei nada a viagem de comboio numa versão compactada de sardinha em lata.
Em relação à organização poderia ter estado melhor. Colegas do Team já detalharam os factos. Na minha opinião, na partida poderiam dar 5 minutos de intervalo entre as partidas da “meia” e da “mini”, algo simples que tornaria a partida mais “confortável” para todos. E depois na chegada o objectivo deveria ser escoar a malta toda em vez de existir apenas uma “minúscula” saída para milhares de pessoas.
Parece-me que o negócio à volta da meia-maratona poderá estar a comprometer a qualidade do próprio evento. Senhores organizadores, encontrem lá um equilíbrio para a prova continuar a ser uma verdadeira festa.
Quero também realçar um facto que considero bastante importante que foram os muitos abastecimentos líquidos ao longo da prova. Pareceu-me que a organização nesta matéria esteve muito bem. Esteve muito calor ao longo da prova e certamente que o facto de haver bastantes líquidos ao dispor contribuiu para o bem-estar de muita gente. Ainda há bem pouco tempo escrevi aqui no blog a importância de não faltar água durante as provas e destaco que desta vez houve água com fartura!
Também gostaria de lembrar que mais importante do que o resultado (marca alcançada) é chegar bem à meta. Vi algumas pessoas em grandes dificuldades e a necessitarem de assistência. Não vale a pena forçar, chegar cansado é uma coisa, chegar de rastos é outra. A competição é para ser saudável!
Vamos lá à corrida. Depois de achar que a partida até estava bem organizadinha, uns minutos depois vejo que o pessoal da meia estava parado e depois a andar devagarinho junto à partida. O pessoal da mini partiu primeiro e foi ocupando naturalmente o tabuleiro da ponte.
O 1ºkm foi feito devagar, no ritmo que era possível e por vezes em slalom, respeitando o espaço de cada um. O 1º km em 6m30s.
Em cima da ponte, corri de uma ponta à outra quase sempre em cima da grelha, não por ir em excesso de velocidade mas porque era onde se encontrava um pouco de menos gente.
Depois de passar a ponte (mais ou menos 2 kms em 11m30s), apeteceu-me acelerar um bocadinho mas o excesso de gente era considerável, ou seja, tive de correr por vezes em slalom para correr conforme me apetecia. Apenas em Alcântara começou a desanuviar o aglomerado de pessoas.
Sentia-me bem e mantive um ritmo bastante elevado (para mim) até ao 8ºkm. Fiz os primeiros 8 kms em pouco mais de 40m. Ainda fiz o 9º km em bom ritmo mas depois naturalmente senti necessidade de abrandar. Do 10º até ao 15ºkm foi sobretudo gestão de esforço. Estava cansado mas bem. Estava muito calor e não queria fazer os últimos kms a sofrer.
De qualquer modo, apreciei fazer aqueles primeiros 9 kms “a acelerar” mesmo tendo ainda muitos kms pela frente. Foi uma boa experiência e um bocadinho de maluquice também!
Noto que a experiência de umas quantas corridas (mas não muitas) tem ajudado na gestão do esforço. É importante estar atento e ouvir os sinais que o próprio corpo transmite, para que a corrida seja confortável.

Não vou para aqui estar a dizer que foi tudo muito bom e que fiz uma prova extraordinária pois não foi bem assim. Os últimos kms não foram fáceis mas em ritmo razoável. Cheguei bastante cansado à meta. Não agarrei uma garrafa de água no km 18 ou 19 e depois senti que tinha dado jeito. Também não me alimentei como deve de ser durante a prova. Não gosto de comer muito antes, nem durante nem depois da prova, mas convém comer alguma coisa de jeito. Claro que tomei pequeno-almoço e que marchou uma barra de cereais antes da corrida mas deveria ter comido mais qualquer coisa. Estava um pouco azamboado no final da corrida e quando cheguei a casa também não me sentia grande coisa, mas a coisa recompôs-se e fiquei bem!
Na prova fiz um tempo de 1h57m27s. Muito bom! Record pessoal na meia-maratona e 1ªvez em menos de 2 horas.

Apesar das questões menos boas que já foram faladas e de não ter ficado com muita vontade de participar na corrida no próximo ano, gostei de ter participado na prova e gostei do convívio com a malta! Team JRR e Amigos em grande J!!!

4 comentários:

  1. Olá Joel! Quando te encontrei, ainda antes de virar no Cais do Sodré, vi que ias apressado! Vi-te com o boné virado para trás e lembro-me de ter pensado: "Olha, o Joel aqui! Parece um miúdo e vai aqui a sprintar bem!". :)
    Beijinhos!

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    1. LOL
      Foram mais ou menos 9 kms "a abrir" e depois o resto a gerir o esforço :)
      Beijos

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  2. Parabéns Joel! Sub-2h é sempre uma barreira importante a ser ultrapassada.
    Bons treinos!

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